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quarta-feira, 22 de abril de 2015 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 20:47

Anderson Silva na seletiva do taekwondo é o fim da picada

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CBTKD/Divulgação

Anderson Silva participa da entrevista coletiva ao lado do presidente da CBTKD, Carlos Fernandes

Tudo foi muito bem ensaiado, milimetricamente estudado, como mandam os bons manuais dos magos do marketing corporativo. A entrevista coletiva de Anderson Silva, astro do MMA que pleiteia um lugar na equipe olímpica do Brasil de taekwondo para as Olimpíadas do Rio 2016, bem poderia ser um destes “cases” de eventos de sucesso para qualquer empresa de assessoria de imprensa ou relações públicas. Mas foi na verdade um soco na cara do movimento olímpico e também um grande golpe de marketing.

Tudo que cercou a coletiva desta quarta-feira parecia ser antecipadamente estudado. Primeiro, a entrada no auditório com uma hora de atraso, ao lado de várias crianças, todas trajando quimonos brancos. Depois, as palavras escolhidas com cuidado (“Não estou aqui para desagregar, mas para unir forças” e “É um desafio que estou disposto a enfrentar e não estou com medo de passar vergonha”), para não causar maiores embaraços com seus futuros companheiros e rivais por uma vaga olímpica. Houve até mesmo vetos antecipados para perguntas incômodas, a respeito do mal explicado caso duplo de doping do lutador brasileiro no período de sua luta contra o americano Nick Diaz. Afinal, aquele era um evento de celebração, não cabia dar voz a questionamentos aborrecidos, não é mesmo?

A confirmação de que o “Spider” poderá disputar a seletiva dos pesos pesados (acima de 80 kg) para a seleção brasileira de taekwondo precisa ser encarada de duas formas. A primeira, trata-se de uma esperta estratégia de marketing que atende aos interesses dos dois lados, CBTDK (Confederação Brasileira de Taekwondo) e do próprio lutador. O presidente da entidade, Carlos Fernandes, admitiu que o interesse do lutador em voltar ao esporte que o colocou nas artes marciais equivaleria a um ‘bilhete premiado da Mega Sena”.

E mais: Anderson Silva no Rio 2016 é marketing e nada mais

Para Anderson Silva, o assunto não poderia vir em melhor hora. Seu julgamento pela Comissão Atlética de Nevada sobre o doping na luta contra Diaz deve ocorrer no próximo mês de maio. E nada melhor do que criar uma nova história de superação para atuar como cortina de fumaça do ponto mais baixo da carreira de um atleta que não se dá o direito de mostrar qualquer faceta negativa.

A outra forma de ver o que foi sacramentado nesta quarta-feira é uma facada profunda nos princípios do esporte olímpico. Em primeiro lugar, a confederação ‘rasgou’ seu regulamento, sem dó nem piedade. Por mais que Fernandes diga (como o fez na coletiva) que o ranking olímpico – classificação criada pela federação internacional para cada país poder ter um parâmetro de formação de suas equipes – não contará para a seletiva e que Anderson Silva “não entrará pela janela”, ou seja, terá que lutar para conseguir sua vaga, na prática a coisa é bem diferente. Anderson Silva, que não participou de nada do último ciclo olímpico do taekwondo, já terá oportunidade de participar das seletivas.

Certamente alguém, que batalhou nos últimos quatro anos sonhando com a possibilidade de defender o Brasil nas Olimpíadas do Rio, ficará de fora. Isso é óbvio.

Há ainda o aspecto moral, o do doping. Estamos falando de um mega evento esportivo que luta há anos para tentar limpar sua imagem de atletas trapaceiros, como os alemães orientais, como Ben Johnson, como Marion Jones. Anderson Silva testou positivo para duas substâncias anabolizantes. Se o UFC fosse signatário da Wada (Agência Mundial Antidoping), o brasileiro já teria seu “sonho olímpico” enfiado no buraco. Mas como o UFC é uma terra de ninguém no que diz respeito ao doping, o Brasil poderá ter em 2016 um atleta que se dopou e não foi punido adequadamente brigando por uma medalha de ouro.

Ainda muita água irá rolar até janeiro do ano que vem, data prevista para a seletiva. Muito também irá se discutir se a presença de Anderson Silva é válida ou não, é eticamente aceitável ou não. Se ele for aos Jogos, os organizadores vão esfregar as mãos de satisfação, com o retorno de imagem e de venda de ingressos que a presença do brasileiro irá trazer.

Por enquanto, vejo tudo como uma grande derrota do esporte.

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quarta-feira, 17 de setembro de 2014 Olimpíadas | 23:24

Novo laboratório antidoping recebe visita da Wada, mas liberação ainda está distante

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Ricardo Leyser confia que o novo laboratório brasileiro de controle de dopagem seja aprovado pela Wada

Ricardo Leyser confia que o novo laboratório antidoping  seja aprovado em breve pela Wada

Alvo de uma das grandes dores de cabeça na organização das Olimpíadas do Rio 2016, a perda do credenciamento do Ladetec, laboratório que seria o responsável pela realização dos exames de controle de dopagem, no ano passado, tornou-se prioridade dentro do governo brasileiro, que tem investido pesado para que não ocorra um vexame inédito do país-sede dos Jogos não ter um laboratório aprovado pela Wada (Agência Mundial Antidoping).

O novo LBCD (Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem),  como o Ladetec foi rebatizado, tem suas obras praticamente concluídas, na sede do Instituto de Química da UFRJ. O Ministério do Esporte investiu R$ 110 milhões na reforma do edifício, além de outros R$ 30 milhões para a compra de equipamentos, segundo informou o secretário de alto rendimento do ministério, Ricardo Leyser. A instalação inclusive recebeu a visita de técnicos da Wada no mês de agosto, como parte dos procedimentos para a recuperação das credenciais do laboratório para realização dos exames nas Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016.

Relembre: Na luta contra o doping no Brasil, uma boa e uma má notícia

Mas será um trajeto lento para que isso aconteça, admite o próprio Leyser. “É um processo crítico e sofisticado. Passamos por esta primeira visita da Wada, mas ainda assim não passa pela nossa cabeça não recebermos o credenciamento”, explicou. Após serem cumpridos todos os passos, o LBCD deverá receber as credenciais somente no segundo semestre de 2015.

A demora é necessária: vale lembrar que o Ladetec foi descredenciado pela Wada por falhar seguidamente em diagnósticos de exames e em testes criados pela própria agência mundial antidoping para avaliar a eficiência de um laboratório.

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sábado, 9 de agosto de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas | 10:00

Na luta contra o doping no Brasil, uma boa e uma má notícia

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Equipamentos começam a ser instalados no novo prédio do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem

Equipamentos começam a ser instalados no novo prédio do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem

Bom, vamos começar pela boa notícia: devem terminar em setembro as obras de construção do novo prédio do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD), que está sendo erguido no Instituto de Química da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Será o primeiro passo para o Brasil ter de volta as credenciais da Wada (Associação Mundial de Controle de Dopagem), após perder o direito de realizar exames de controle antidoping no ano passado, graças a diversos erros de procedimento e diagnósticos equivocados.

Ter um laboratório credenciado pela Wada é uma das exigências do COI (Comitê Olímpico Internacional) para a organização das Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016. Por isso, para evitar o risco de não ter o laboratório pronto a tempo, o governo vem correndo contra o tempo para entregar a obra em setembro.

Desde o último mês de julho, parte dos equipamentos e mobiliários  já estão sendo instalados em uma das alas do prédio, para que a partir de setembro a Wada inicie o processo de recredenciamento. Desta forma, o laboratório estará operacional, embora impedido para realizar controles de dopagem, justamente para que tenha seu trabalho avaliado pela Wada. A previsão da liberação da credencial é para o final de 2015.

Agora, a má notícia…

Na última quarta-feira (6), comunicado em conjunto da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem) divulgaram um resultado positivo para o exame antidoping do atleta Nelson Henrique Fernandes, durante a prova de arremesso do peso válida plo Grande Prêmio Caixa Sesi de atletismo, realizado no dia 7 de maio. O exame, realizado no laboratório de Montreal (afinal, o Brasil não tem no momento nenhum local aprovado pela Wada), confirmou a presença do estimulante Metilfenidato-S6, um estimulante.

Nelson Henrique Fernades (o terceiro a partir da esqueda) foi pego com uso de um estimulante

Nelson Henrique Fernades (o terceiro a partir da esqueda) foi pego por uso de um estimulante

Fernandes, atleta do Clube BM&F, ficou em quinto lugar na prova, foi comunicado do resultado no dia 18 de junho, tendo apresentado suas explicações à CBAt no dia 28. Após saber que as justificativas não foram aceitas, ele abriu mão da contraprova e está suspenso provisoriamente a partir de 4 de agosto. O atleta tem 14 dias para solicitar seu julgamento pelo STJD da entidade.

O mais triste de toda a história é que Nelson Henrique Fernandes, mineiro de Caxambu, mal acabou de completar 20 anos! Ou seja, o doping anda vencendo a guerra contra o esporte limpo de lavada, fazendo com que atletas cada vez mais jovens, talvez pressionados pela busca de resultados ou por pura falta de informação, optem por tomar substâncias ilícitas. Difícil acreditar que essa situação irá mudar um dia.

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domingo, 17 de novembro de 2013 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 14:26

Wada também suspende laboratório de Moscou

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John Fahey, presidente da Wada, dunrante a conferência da entidade, em Johanesburgo

John Fahey, atual presidente da Wada, durante a conferência da entidade, em Johanesburgo

Para que ninguém fique imaginando uma “teoria da conspiração” contra a organização das Olimpíadas do Rio, em 2016, a Wada (Agência Mundial Antidoping, na sigla em inglês) anunciou neste domingo a suspensão do laboratório credenciado de Moscou.  A ação é extremamente grave, pois a entidade pede um suspensão de seis meses simplesmente ao laboratório que será responsável pelas análises dos controles de dopagem dos Jogos de Inverno de Sochi, na Rússia, que serão disputados a partir de março de 2014.

O caminho que levou a Wada a aplicar este gancho no laboratório de Moscou é semelhante ao que acabou custando a credencial do Ladetec, que seria o responsável pelos exames tanto na Copa do Mundo de 2014 quanto nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Ou seja, erros de procedimento, falhas em exames etc. E os russos precisarão correr contra o tempo: para que a suspensão seja revogada, eles terão até 1º de dezembro (ou seja, 14 dias a contar de hoje!) para realizar uma completa gestão de qualidade e contratação de peritos independentes para que se possa ter certeza na precisão e confiabilidade dos resultados dos exames.

Os dirigentes da Wada recomendam ainda que o COI (Comitê Olímpico Internacional) pensem seriamente em um plano B para garantir que os exames realizados no laboratório do Mscou (ou em outro que vier a ser indicado) sejam feitos de melhor e mais precisa forma possível.

Recado para quem quiser organizar um mega-evento esportivo daqui em diante: é bom arrumar o seu quintal direitinho, no que diz respeito ao controle de dopagem, para não passar por vexames como Rio e Moscou estão passando neste momento.

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quinta-feira, 29 de agosto de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 12:15

COI confia em liberação do Ladetec para 2016. Por enquanto…

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Assim ficará o Ladetec ao final das obras de ampliação para os Jogos de 2016

A retirada da credencial do Ladetec, laboratório brasileiro que foi escolhido para realizar os exames de doping durante os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, anunciada na última terça-feira, foi um vexame para todos os envolvidos na organização dos mega-eventos.  Por mais que já se esperasse a rigorosa decisão da Wada por descredenciar o único laboratório do país em condições de fazer o controle de dopagem em grandes competições, trata-se de uma falha imperdoável. Mas mesmo com o futuro do Ladetec incerto, o COI (Comitê Olímpico Internacional) ainda diz confiar em contar com o Ladetec nas próximas Olimpíadas. Ao menos na versão oficial.

Em contato com o blog, o departamento de comunicação do COI divulgou a seguinte nota: “Os últimos acontecimentos em relação ao Ladetec não comprometem o programa anti-doping dos Jogos de 2016, da mesma forma que a integridade e a qualidade das análises das amostras não serão afetadas. Vamos trabalhar com o comitê Rio 2016, a universidade em questão [UFRJ, à qual pertence o Ladetec] e o governo brasileiro para que recredenciamento do laboratório ocorra antes do início das Olimpíadas de 2016”.

Mas, ao ser questionado sobre a possibilidade do recredenciamento demorar mais do que o previsto e não acontecer até o início dos Jogos, obrigando que os controles de dopagem tivessem que ocorrer fora do Brasil, as palavras do COI foram menos enfáticas. “Esta é uma questão hipotética. Neste momento, vamos concentrar nossos esforços para ajudar o laboratório do Rio a conseguir o seu recredenciamento na Wada”.

Se estes “esforços” irão envolver mais dinheiro público investido, não dá para saber. Mas é evidente que a punição da Wada causou um enorme desconforto nos corredores do COI.

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 22:33

Situação do Ladetec é mais grave do que se imagina

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Marco Aurélio Klein, diretor-executivo da ABCD

Bastante esclarecedora a entrevista de Marco Aurélio Klein, diretor-executivo da ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem) ao iG Esporte nesta quinta-feira, a respeito a situação do Ladetec, único laboratório brasileiro credenciado pela Wada (sigla em inglês para agência mundial antidoping) para atuar nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Mas embora tenha tido cuidado ao escolher as palavras durante a conversa que tivemos, Klein não escondeu que está extremamente preocupado com a suspensão aplicada pela Wada, aplicada no último dia 8, e que corre o risco de se prolongar ainda mais.

O grande temor dele é que na reunião do conselho executivo da Wada, que será em setembro, na cidade de Buenos Aires, durante a reunião do COI (Comitê Olímpico Internacional), seja revogada a licença de funcionamento do Ladetec. Se isso acontecer, todo o processo de credenciamento do terá que ser feito novamente, comprometendo o trabalho na Copa do Mundo do ano que vem, e toda a preparação para atuação nas Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016.

Veja também: Suspensão do Ladetec é uma desmoralização para o combate ao doping no Brasil

Klein tenta manter o otimimo, mas ao longo da entrevista citou diversas vezes que o governo brasileiro está fazendo todos os esfoços para evitar uma punição mais rigorosa. Ou seja, há o temor de que a Wada seja rigorosa na reunião de seu conselho executivo.

A sucessão de problemas que o Ladetec enfrentou nos últimos tempos – com destaque para os exames com erros feitos em Pedro Solberg, do vôlei de praia, e Natália, da seleção feminina de vôlei, deram ainda mais subsídios para os técnicos da Wada suspenderem o laboratório brasileiro. Uma revogação de sua credencial seria a cereja no bolo e um belo golpe no problemático combate ao doping no país que receberá as próximas Olimpíadas. Em outras palavras, um completo vexame.

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sexta-feira, 9 de agosto de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 18:45

Suspensão do Ladetec é uma desmoralização para o combate ao doping no Brasil

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Imagem do projeto final do Ladetec, laboratório no Rio de Janeiro que realizará todos os exames antidoping das Olimpíadas

A Wada (sigla em inglês para Agência Mundial Antidoping) acaba de emitir um comunicado em seu site que representa mais uma desmoralização ao controle de doping do Brasil. A entidade anunciou que está suspendendo o credenciamento do Ladetec, no Rio de Janeiro, único laboratório credenciado internacionalmente no país para fazer exames de controle antidopagem. Pela nota, o Ladetec não pode fazer qualquer exame desde este quinta-feira (8). O laboratório brasileiro tem até 21 dias para recorrer da decisão da Wada, na CAS (Corte Arbitral do Esporte).

Trata-se de uma verdadeira esculhambação para o país que receberá as Olimpíadas de 2016.

Não bastasse ser o único laboratório com chancela internacional da Wada, o Ladetec foi escolhido para fazer os exames antidoping das Olimpíadas e Paraolimpíadas do Rio. Aí, recebe de “presente” uma suspensão de suas atividades, provavelmente por conta de diversos problemas ocorridos atualmente, como no erro do exame que causou a suspensão provisória do jogador de vôlei de praia Pedro Solberg e na polêmica envolvendo a campeã olímpica de vôlei Natália, cujo resultado positivo apontado pelo Ladetec foi contestado na Justiça esportiva, mas teve o diagnóstico defendido pela ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem).

Talvez tenha pesado também o vergonhoso levantamento feito pela ABCD com 5 mil inscritos no programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte, segundo o qual de cada dez atletas, apenas DOIS passaram por algum exame antidoping na vida. Isso para um país que será sede dos próximos Jogos Olímpicos é inadmissível.

E como desgraça pouca é bobagem, o Ladetec se viu envolvido recentemente em uma polêmica em razão dos custos de sua reforça para 2016, após relatório do TCU (Tribunal de Contas de União) apontar indícios de sobrepreço em suas planilhas orçamentárias e atraso considerável nas obras.

Diante disso tudo, até demorou para que a Wada aplicasse esta suspensão no Ladetec, vamos reconhecer…

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011 Isso é Brasil | 23:26

Até quando o doping vai levar a melhor sobre o esporte?

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Já está virando tema recorrente neste blog, mas nunca é demais repetir que o doping continua deitando e rolando no esporte, em particular no Brasil. Nesta quarta-feira, a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) divulgou mais um caso positivo. Desta vez, o da fundista Eliane Pereira, que teve um exame positivo após disputar uma prova de rua em Sorocaba (SP), no final de julho. O exame de Eliane acusou a presença da susbtância dexametasona.

A atleta tentou justificar a presença da substância em seu exame, mas a CBAt não aceitou os argumentos e aplicou as pena de três meses.

O mais triste de tudo é que este não foi o primeiro exame positivo de Eliane Pereira. Ela também foi flagrada em 2002, durante os Jogos Sul-Americanos, mas em função das normas do prazo decorrido e das normas da Wada (Agência Mundial Antidoping), passou a contar somente como a primeira punição.

O triste de tudo isso é que por mais que se façam exames em todas as competições, por mais que se divulgue a necessidade de praticar um esporte limpo, o doping parece imbatível. Falo em relação ao mundo inteiro. E no caso específico do Brasil, isso fica evidente nestas competições menos badaladas, como estes circuitos de corrida de rua que não contam com atletas badalados.

Se a ciência não consegue dar conta de vencer o combate ao doping, imagino que caberia às entidades que dirigem o esporte brasileiro realizar intensas campanhas de combate ao doping.

Mas algo realmente profundo, não apenas para fazer um marketing bonitinho, para sair bem na foto. Com o dinheiro que recebem dos cofres públicos, as confederações brasileiras esportivas tinham obrigação de fazer isso.

Mas quem disse que existe alguém com coragem e vontade de cobrar isso, não é mesmo?

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