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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 00:24

A um mês da abertura, Sochi 2014 já tem seu primeiro recorde

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O Centro de Imprensa em Sochi já está pronto para receber os mais de oito mil jornalistas que irão cobrir os Jogs de Inverno

O Centro de Imprensa em Sochi já está pronto para receber os mais de oito mil jornalistas que irão cobrir os Jogs de Inverno

Nesta quarta-feira, a contagem regressiva para as Olimpíadas de Inverno em Sochi, na Rússia, atingiu a marca de 30 dias. Daqui a um mês, no dia 7 de fevereiro, ocorrerá a cerimônia de abertura no Fisht Olympic Stadium, dando a largada para a festa que só irá acabar no dia 23 do próximo mês.

Mas o que os tensos Jogos russos – que serão disputados sob o fantasma do terror, que já protagonizou dois atentados terroristas na cidade de Volgogrado – já garantiram um recorde que dificilmente será batido. A Rússia de Vladimir Putin irá organizar a mais cara competição olímpica na história do COI (Comitê Olímpico Internacional), incluindo aí os Jogos Olímpicos de verão.

Sochi 2014 custará US$ 51 bilhões (cerca de R$ 122 bilhões), deixando para trás até as Olimpíadas de Pequim 2008, que com seus ginásios e estádios impressionantes custou R$ 44 bilhões. Vale lembrar que Londres 2012 teve um custo final de US$ 14 bilhões (R$ 33,5 bilhões).

A pergunta que não quer calar: quem é que vai pagar esta conta? E os russos ainda terão uma Copa do Mundo pela frente, daqui a quatro anos. Parece até um certo país sul-americano…

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terça-feira, 12 de novembro de 2013 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 15:06

‘Regras de Putin’ criam paranoia pré-olímpica para Sochi 2014

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Em Nova York, manifestantes realizaram protesto contra Putin, durante evento que marcava os 100 dias para Sochi 2014

Em Nova York, manifestantes protestaram contra Putin em evento que marcava os 100 dias para Sochi 2014

Ainda faltam 115 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, mas existe uma clara paranoia a respeito do que esperar na cidade russa a partir de 7 de março do ano que vem. Não em relação às competições propriamente ditas, mas ao clima de liberdade individual que atletas, torcedores e jornalistas terão (ou não) por lá. Muito por causa da forma exageradamente firme com a qual Vladimir Putin comanda o país.

Em seu quarto mandato como presidente russo, Putin está muito longe do que podemos considerar como uma pessoa com ideais democráticos. Para início de conversa, foi chefe dos órgãos de espionagem soviético (KGB) e russo (FSB).Além disso, defende uma rígida postura contra os rebeldes da Chechênia, que pede sua independência da Rússia, além de tentar resgatar um sentimento de nacionalismo que era muito comum durante a extinta União Soviética.

Mas o que isso tem a ver com as Olimpíadas de Inverno de 2014? Tudo, oras.

Para começo de conversa, existe na Rússia uma lei “anti-gay”. Ela foi aprovada em junho último, por unanimidade no parlamento russo, e em resumo permite ao governo multar e prender pessoas acusadas de espalhar propaganda de manifestações sexuais não tradicionais entre menores, além de banir no país eventos a respeito da causa gay pelos próximos 100 anos.

Pois o parlamento russo decidiu manter a lei em vigor mesmo durante a disputa dos Jogos de Sochi, sob alegação de que seria impossível suspendê-la durante a realização das Olimpíadas. A decisão foi anunciada às vésperas do Mundial de Atletismo em Moscou e obviamente causou polêmica.

Primeiro, foi o beijo protagonizado por duas atletas russas comemorando a medalha de ouro no revezamento 4 x 400 m, que causou extremo embaraço, a ponto das duas terem que se explicar e dizerem que não são gays.

Depois, para colocar lenha na fogueira, ninguém mesmo do que a supercampeã do salto com vara Elena Isinbayeva, que não fez a menor cerimônia em disfarçar o apoio à lei de Putin. “Se permitirmos promover e fazer essas coisas [apoio ao movimento gay] nas nossas ruas, ficaremos com medo de nosso próprio país”, disse a musa. Um dia depois, ela deu entrevista dizendo que se atrapalhou com o inglês e que não era contra os gays.

Depois de dizer que não iria tolerar protestos contra a lei anti-gay durante os Jogos de Sochi, Putin resolveu dar um passo atrás. Em um encontro com o novo presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomar Bach, no final de outubro, o presidente russo prometeu que todas as pessoas serão bem-vindas a Sochi, independentemente da orientação sexual.

Mas o último capítulo da paranoia contra a liberdade individual durante os Jogos de Sochi ocorreu nesta segunda-feira. Um suposto relatório assinado pelo chefe da agência estatal de comunicação russa “R-Sport” dizia que tanto jornalistas quanto atletas seriam proibidos de usar redes sociais (Twitter, Facebook, Instagram etc) durante a realização dos Jogos. O texto do suposto relatório dizia inclusive que a proibição incluiria o uso de tablets e smatphones.

Na verdade, tudo não passou de um alarme falso. A própria agência divulgou uma nota nesta terá-feira desmentindo a informação e lembrando que o próprio COI estimula o uso das redes sociais, tanto entre atletas (leia mais aqui) como entre os jornalistas.

Ou seja, se já está assim agora, pode ter certeza que estará bem pior em março de 2014.

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