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quinta-feira, 17 de outubro de 2013 Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 21:59

Há 45 anos, uma final histórica no atletismo olímpico

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Nelson Prudêncio era recordista mundial e medalha de ouro em 68, até o último salto de Saneyev

Nelson Prudêncio era recordista mundial e medalha de ouro em 68, até o último salto de Saneyev

Os Jogos Olímpicos da Cidade do México, em 1968, foram especiais. Provas e personagens inesquecíveis ficaram marcados para sempre na história do esporte. Entre estes momentos especiais, um deles ocorreu há exatos 45 anos. Em 17 de outubro de 1968, uma final histórica marcou o atletismo daqueles Jogos, a do salto triplo masculino. Uma prova que até hoje ainda impressiona.

O que dizer de uma competição na qual o recorde mundial foi quebrado nada menos do que nove vezes, desde a prova de qualificação, realizada um dia antes? A disputa pela medalha de ouro naquele 17 de outubro de 68, no Estádio Olímpico, ficou marcada para sempre pelo duelo entre o soviético Viktor Saneyev, o brasileiro Nelson Prudêncio e o italiano Giuseppe Gentile, que foi quem inaugurou a série de recordes quebrados, saltando 17m22, melhorando a própria marca de 17m10, que havia estabelecido menos de 24 horas antes.

A seguir, Saneyev (um engenheiro agrônomo de origem georgiana) assumiu a liderança, com 17m23. Ele só não esperava que Prudêncio, que não estava entre os favoritos da prova, conseguisse um salto incrível, com 17m27. Seria o salto da medalha de ouro, ninguém no Estádio Olímpico duvidava disso. Até que Saneyev, em sua última tentativa, alcançou a marca de 17m39, que lhe deu o título olímpico e também a condição de recordista mundial. A medalha de prata foi para Prudêncio e a de bronze, para Giuseppe Gentile.

Nelson Prudêncio, que morreu há cerca de um ano, vítima de câncer, disse que jamais conseguiu esquecer aquele momento, mas que só pôde ter a real dimensão do feito daquele 17 de outubro muito tempo depois. Ele tinha razão. Não deve ser fácil você perceber que ajudou a escrever a própria história do esporte, como eles a fizeram na Cidade do México.

Relembre alguns dos momentos inesquecíveis da final do salto trplo nas Olimpíadas de 1968, na Cidade do México

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sábado, 10 de agosto de 2013 Histórias do esporte, Ídolos, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:19

A largada do Mundial de atletismo e as polêmicas lembranças do Estádio Luzhniki

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Público acompanha a cerimônia de abertura do Mundial de atletismo no Estádio Luzhnki

E começou na madrugada deste sábado o 14º Campeonato Mundial de atletismo, em Moscou. Adoro o atletismo. Poucos esportes (talvez só o boxe) permitem que você encontre tantas histórias humanas e de superação como ele. Sem contar que se trata a base de todas as demais modalidades e da própria existência dos Jogos Olímpicos.

E esse primeiro dia de disputa no Estádio Luzhniki (antigo Estádio Lênin, como era chamado na época da extinta União Soviética) já reservou uma boa notícia ao atletismo brasileiro, com a classificação de Augusto Dutra para a final do salto com vara masculino, ao ficar em terceiro lugar em sua série qualificatória, com 5m55.

Outros cinco atletas que competiram neste sábado, porém, já estão eliminados em suas respectivas provas. Alguns de forma pífia, como Fernanda Borges, que conseguiu a proeza de queimar os três arremessos necessários para passar pela qualificação do arremesso do disco.

Mas a imagem que me veio à mente enquanto acompanhava algumas das provas deste primeiro dia de disputa – marcado pela fácil classificação de Usain Bolt para as semifinais dos 100 m rasos – remete há muitos anos. Trinta e três anos para ser mais preciso. Foi neste mesmo estádio que o falecido saltador João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, sofreu com o chamado “apito amigo olímpico”, durante as Olimpíadas de Moscou, em 1980.

Na final do salto triplo, João do Pulo tinha como principal adversário o soviético Viktor Saneyev, então campeão olímpico. Seria a despedida de Saneyev das pistas e já se esperava uma força dos árbitros com o grande ídolo do país. Só que o Saneyev não estava saltando bem. Em compensação, outro atleta soviético estava voando, Jaak Uudmae. Era ele quem João do Pulo tinha que superar. E dizem que superou mesmo.

>>> Veja também: As medalhas brasileiras nos mundiais de atletismo

Até morrer, o brasileiro sustentava que de seus três saltos que os árbitros anularam, pelo menos um deles seria para medalha de ouro. Há até quem diga que seria capaz de quebrar o próprio recorde de João do Pulo (17,89 m na época). Outros depoimentos, inclusive do próprio Viktor Saneyev anos depois, ao jornal “Lance!”, reforçam a tese de que o brasileiro foi premeditadamente prejudicado em Moscou.

Por isso, enquanto muitos que observam o belo e imponente Estádio Luzhniki e relembram das tocantes imagens do ursinho Misha se despedindo do público, na cerimônia de encerramento, eu só consigo pensar na garfada que João do Pulo sofreu nas Olimpíadas de 1980.

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