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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015 Histórias do esporte, Ídolos, Isso é Brasil | 19:05

E se o doping fosse do Bolt?

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Anderson Silva se prepara para enfrentar Nick Dias: doping do brasileiro é uma derrota feia do esporte

Anderson Silva se prepara para enfrentar Nick Dias: doping do brasileiro é uma derrota feia do esporte

A madrugada desta quarta-feira mal havia começado quando a notícia pipocou nas várias telas abertas do computador, obviamente com efeitos devastadores. A informação de que o lutador brasileiro Anderson Silva havia sido flagrado em um exame antidoping fora de competição – e com dois tipos diferentes de anabolizantes presentes -, antes do combate que marcou sua volta ao UFC no último sábado, quando venceu Nick Dias, ainda deixa muita gente chocada.

Mas o que a notícia de um doping de um lutador de MMA (artes marciais mistas, na sigla em inglês) tem a ver com um blog sobre esportes olímpicos? A despeito do total desinteresse do blogueiro sobre uma modalidade que conta com milhares de fãs e com uma tropa igualmente numerosa de opositores, tem tudo a ver.

Explica-se: quando um ídolo da gigantesca dimensão que Anderson Silva tem – e não apenas no Brasil – falha em um controle de doping, justamente às vésperas da luta que marcaria seu retorno ao esporte, após uma fratura chocante e transmitida ao vivo, é a prova viva da derrota do esporte.

Faz um certo tempo que comentei por aqui uma frase dita por uma das maiores autoridades no combate ao doping no Brasil, o médico gaúcho Eduardo de Rose. Em julho de 2013, duas das maiores estrelas do atletismo, o americano Tyson Gay e o jamaicano Asafa Powell, tiveram casos de doping revelados, às vésperas do Mundial de Moscou. E ao escrever o post, lembrei-me de uma frase do doutor De Rose, dita durante uma entrevista coletiva: “O doping sempre estará à frente da luta contra as entidades que combatem as substâncias proibidas”.

Por isso, não é exagero dizer que a credibilidade na lisura do esporte morre um pouco a cada caso explosivo de doping como esse de Anderson Silva. Como também ocorreu em 1988, quando após assombrar o mundo na vitória nos 100 m rasos nas Olimpíadas de Seul, o canadense Ben Johnson teve sua medalha cassada após ter sido flagrado pelo uso de anabolizantes. Da mesma forma como abalou a credibilidade a descoberta do terrível esquema de doping montado na Alemanha Oriental nos anos 60 e 70, certamente responsável por vários campeões dopados que jamais foram descobertos.

Ou para ficar em um exemplo mais recente, o inacreditável caso do ciclista Lance Armstrong, que em janeiro de 2013 admitiu que um complexo esquema de doping que o acompanhou em toda a sua carreira e o ajudou a ganhar sete vezes a tradicional Volta da França.

Faça um exercício de imaginação e tente pensar como seria sua fé em um esporte limpo e justo se amanhã surgisse a notícia de que todas as conquistas do jamaicano Usain Bolt ou do americano Michael Phelps só ocorreram por força de substâncias proibidas?

É melhor nem pensar neste pesadelo, certo?

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domingo, 28 de agosto de 2011 Histórias do esporte, Isso é Brasil, Mundiais | 12:01

Na noite dos "gladiadores", Pistorius entrou para a história

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Oscar Pistorius, na raia 8, avança nas eliminatórias dos 400m rasos em Daegu

Não estou entre os fãs do UFC, o evento de MMA que se tornou um fenômeno de mídia em boa parte do mundo, especialmente no Brasil. Mas não deixo de reconhecer a importância do evento, que vem conquistando um enorme espaço em todos os veículos de comunicação. Por isso, não me espantou a reação do público, que quase foi à loucura com a realização do UFC 134, neste sábado à noite, no Rio de Janeiro, e que teve como ponto alto mais uma vitória do brasileiro Anderson Silva.

Mas me perdoem os fãs destes “gladiadores”, que adoram socar adversários mesmo quando estes estão nocauteados no chão: o evento mais importante deste final de semana ocorreu a muitos quilômetros do octógono do Rio, mas precisamente em Daegu, na Coreia do Sul. Em uma das eliminatórias dos 400m rasos do Campeonato Mundial de atletismo, Oscar Pistorius, um atleta biamputado desde os 11 meses de idade, competiu ao lado de atletas “normais’. E conseguiu classificar-se para as semfinais da prova com o terceiro melhor tempo. E ele chegou a brigar pela liderança nos metros finais da disputa.

“Estar aqui foi meu objetivo por muitos anos, trabalhei muito duro para chegar aqui. Fiz uma boa corrida, mas o principal é o prazer que sinto em fazer parte deste Mundial”. Estas foram algumas das palavras do sul-africano após sua prova. Palavras excessivamente modestas, é bom ressaltar.

O cara tinha acabado de entrar para a história do esporte mundial, superando até uma briga na justiça esportiva para poder competir entre atletas normais, e falava como se tivesse acabado de disputar uma corridinha qualquer. Sem afetação nem marketing. Porque, no fundo, Pistorius sabe da importância de seu feito. Mas prefere curti-lo sem maiores exageros.

Pena somente que este evento histórico não foi transmitido ao vivo para o Brasil. Tive que acompanhar a prova por um link da internet, que não era lá estas coisas, diga-se de passagem. É que as TVs (aberta e fechada) preferiam passar o UFC.

Tem gosto pra tudo.

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