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Posts com a Tag Torben Grael

segunda-feira, 22 de setembro de 2014 Mundiais, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 20:22

Família Grael chega a seu sexto título mundial na Espanha

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Martine Grael e Kahena Kunze comemoram a conquista do Mundial de Santander na 49er FX

Martine Grael e Kahena Kunze comemoram a conquista do título no  Mundial de Santander (ESP)

O encerramento do Campeonato Mundial de vela da Isaf (Federação Internacional de vela, na sigla em inglês), neste último domingo, na cidade de Santader (Espanha) trouxe muito mais do que a ótima conquista do título da competição pela dupla brasileira formada por Martine Grael e Kahena Kunze, na classe 49er FX. Foi uma vitória emocionante, assegurada somente na última regata, a medal race, tendo como maiores adversárias as dinamarquesas Ida Nielsen e Marie Olsen até o final da prova.

A conquista também ratificou o favoritismo da dupla, líder do ranking mundial da Isaf na classe, para os Jogos Olímpicos do Rio 2016. Por sinal, as duas também venceram o evento-teste realizado na Baia de Guanabara, em agosto.

Por fim, uma outra marca importante foi que este título mundial acabou se transformando no sexto conquistado por um representante da família Grael na vela. Antes de Martine, seu pai, o campeão olímpico Torben Grael, já havia sido campeão em quatro oportunidades: 1978, 1983 e 1987, pela classe Snipe, e 1990 na Star. Além dele, o tio Lars Grael também foi campeã mundial na Snipe em 1983, junto com Torben.

O Mundial de Santander definiu também as primeiras 138 vagas da vela para os Jogos do Rio 2016. Confira todos os classificados, na página especial do blog.

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quarta-feira, 30 de julho de 2014 Com a palavra, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 21:01

Baia da Guanabara 2016: primeiras impressões…

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“Já fizemos dois treinos até agora, onde encontramos muitas garrafas e sacos plásticos. Ontem vimos um cachorro morto na água”

A declaração do velejador australiano Matthew Belcher, medalha de ouro na classe 470 nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, para a Folha de S. Paulo desta quarta-feira, é sintomática. Uma das estrelas do evento-teste da vela para as Olimpíadas do Rio 2016, que começa na próxima sexta-feira (2) e vai até o dia 9 de agosto, Belcher mostrou, sem meias palavras, o cartão de visitas que os atletas do iatismo mundial terão pela frente não apenas nesta competição, como provavelmente daqui a dois anos.

Iatistas da classe RS:X treinam para o evento-teste na Baia de Guanabara, o primeiro dos Jogos de 2016

Iatistas da classe RS:X treinam para o evento-teste na Baia de Guanabara, o primeiro dos Jogos de 2016

Não se deve encarar com traços de menosprezo, precoceito ou mesmo insulto à soberania nacional as palavras de Belcher. Elas são retrato absoluto da realidade, ironicamente, de um dos mais belos cartões postais da próxima sede dos Jogos Olímpicos. O australiano falou apenas verdades, que por sinal já tinham sido ratificadas anteriormente pelo próprio treinador da equipe brasileira, o bicampeão olímpico (Atlanta 1996 e Atenas 2004) Torben Grael, em entrevista ao site Esporte Essencial, em abril de 2011: “É um pecado nós termos uma água tão suja numa baia tão bonita como essa. Vamos sediar os jogos olímpicos e acho que vai ser um vexame apresentar uma água desse jeito”.

Se há uma coisa que o Brasil já perdeu, independentemente do sucesso na organização dos Jogos de 2016, foi a questão da Baia de Guanabara. Isso é definitivo. Por incompetência dos poderes públicos (em todas as esferas!), perdeu-se a chance de conquistar ao final dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos um dos principais legados para a população do Rio de Janeiro, que seria a despoluição de 80% das águas da sede das competições de vela. Isso constava do plano original da candidatura carioca, em 2009. Se chegar a 15% na época das Olimpíadas, será muito.

>>> VEJA TAMBÉM: Com data provisória, federação de tiro com arco confirma evento-teste no Sambódromo para setembro de 2015

As competições irão acontecer, de uma forma ou outra. Como aliás já aconteceram nos Jogos Pan-Americanos de 2007. O que não diminui o tamanho do vexame. Por isso, um dos principais pontos a serem aproveitados no primeiro evento-teste das Olimpíadas do Rio será testar a funcionabilidade da raia de competição, mesmo com tanto lixo boiando nas proximidades dos atletas. Simplesmente lamentável.

Ao todo, serão 324 atletas de 34 países participando da Regata Internacional do Rio, que abre o calendário oficial de eventos-testes das Olimpíadas. Estarão competindo 23 medalhistas olímpicos, entre eles o próprio australiano Matthew Belcher; a espanhola Marina Alabau, na 49er FX; o holandês Dorian van Rijsselberge, na RS:X; o também australiano Nathan Outteridge, na classe 49er; e o sueco Max Salminen, na Star, classe que não faz parte do programa olímpico de 2016. Entre os brasileiros, destaca-se o bicampeão olímpico (Atlanta 1996 e Atenas 2004) Robert Scheidt, pela Laser.

Tomara que nenhum deles deixe de vencer sua prova por causa das maltratadas águas da Baia de Guanabara.

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terça-feira, 6 de março de 2012 Olimpíadas, Pan-Americano, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 08:31

Hoyama e Caroline, os contrastes do tênis de mesa do Brasil em Londres 2012

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Hugo Hoyama e Caroline Kumahara garantiram classificação para Londres

Um desafia os limites do tempo e se torna uma referência de sua modalidade no Brasil, mesmo que graças apenas às glórias efêmeras dos Jogos Pan-Americanos. A outra representa um sopro de renovação no esporte, mas certamente precisará da autorização dos pais para deixar o Brasil rumo a Londres 2012.

Veja quem são os brasileiros já clasificados para as Olimpíadas de 2012

Nesta segunda-feira, durante a Seletiva das Américas, no Rio, o tênis de mesa do Brasil cravou mais dois classificados para as Olimpíadas de Londres. O veteraníssimo Hugo Hoyama, de 42 anos, igualou uma marca do velejador Torben Grael e participará de sua sexta (será que última?) edição dos Jogos. Com 99% de certeza, não voltará para casa com uma medalha, mas é preciso tirar o chapéu para a obstinação e amor ao esporte que Hoyama demonstra.

Leia também: Missão cumprida para Hoyama. Será?

Já a classificação de Caroline Kumahara representa uma aposta para os Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro. A ainda adolescente Caroline nem sabia que seria selecionada para participar da Seletiva e passou por momentos de tensão nos últimos dias. Precoce, começou a brilhar no tênis de mesa há apenas quatro anos, quando tornou-se líder do ranking infantil e passou a integrar a seleção brasileira.

Nesta terça-feira, encerra-se a Seletiva das Américas no tênis de mesa e mais dois brasileiros brigam por classificação, ao menos para a disputa por equipe: Cazuo Matsumoto e Jessica Yamada. Ambos, porém, não poderão disputar o torneio individual caso conquistem a vaga, pois há a limitação de dois atletas por país, restando somente a eles participar do torneio por equipes.

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segunda-feira, 9 de maio de 2011 Ídolos, Olimpíadas | 14:34

Exclusão da Star para 2016 é uma derrota para o Brasil

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Robert Scheidt e Torben Grael podem não disputar os Jogos de 2016

A notícia da decisão da Isaf (Federação Internacional de Vela), que em assembleia realizada no último sábado excluiu a classe Star do programa olímpico dos Jogos do Rio-16, representou uma grande derrota para a a vela do Brasil. Mas também foi um duro golpe nos organizadores das Olimpíadas do Brasil.

Carlos Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e também do Co-Rio, conhecido por transitar bem nos bastidores da política esportiva internacional, desta vez não mostrou a mesma habilidade para impedir tamanha barbaridade cometida pela Isaf. Influenciada pelo lobby das confederações da Ásia e da Oceania, que preferem barcos menores, a entidade aceitou tirar a mais antiga classe do programa olímpico da vela (a Star faz parte dos Jogos desde 1932).  E por tabela rendeu ao esporte brasileiro um enorme prejuízo.

No total, a classe Star rendeu ao Brasil nada menos do que cinco medalhas ao país nas Olimpíadas: duas de ouro, uma de prata e duas de bronze.  Desde os Jogos de Seul-88, sempre houve um brasileiro no pódio na Star (exceção de Barcelona-92). Além disso, reúne atualmente dois dois maiores nomes do iatismo nacional: Torben Grael e Robert Scheidt, ambos bicampeões olímpicos (Torben pela Star e Scheidt, na Laser). A não ser que mudem de classe, nenhum deles poderá disputar as Olimpíadas em seu próprio país.

Torben e Scheidt já manifestaram o desapontamento com a decisão dos cartolas da Isaf e pedem para que o COB interceda em favor da vela brasileira. Haverá uma nova assembleia da entidade no próximo mês de novembro e existe, de acordo com Scheidt, uma remota chance da decisão de banir a Star ser revertida.

Bem, chegou a hora de Nuzman mostrar que é bom nos bastidores. Do contrário, a classe Star, que tantas medalhas já rendeu ao Brasil, será apenas citação em arquivos olímpicos.

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terça-feira, 1 de março de 2011 Ídolos, Olimpíadas, Pré-Olímpico | 14:39

Scheidt x Grael: um clássico muito longe de terminar

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Robert Scheidt e Bruno Prada em ação pela classe Star, durante a última Semana de Vela, quando conquistaram um lugar na equipe brasileira que tentará vaga em Londres-12

Ao garantir sua classificação para integrar a Equipe Brasileira de Vela na classe Star, no último final de semana, durante a Semana de Vela, em Santa Catarina, o iatista Robert Scheidt, ao lado de seu companheiro Bruno Prada, terá o apoio do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e da Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM) para brigar por uma vaga nas Olimpíadas de Londres, no ano que vem. Ao mesmo tempo, acirrará um verdadeiro “clássico” das águas, contra ninguém menos do que Torben Grael.

Marcelo Ferreira e Torben Grael comemoram o ouro em Atenas-04

Bem mais experiente do que Scheidt na Star, Torben conta com o currículo de conquistas como sua maior arma na briga por esta vaga olímpica.  São duas medalhas de ouro olímpicas (Atlanta-96 e Atenas-04) e duas de bronze (Seul-88 e Sydney-00) obtidas ao longo de sua carreira nesta classe. Já Scheidt, uma verdadeira lenda na Laser, onde foi bicampeão olímpico (Atlanta-96 e Atenas-04) e oito vezes campeão mundial, ainda está começando a colher os melhores resultados. Foi campeão mundial da Star em 2007 (Portugal), enquanto que no ano seguinte, nas Olimpíadas de Pequim, Scheidt ficou com a medalha de bronze. Ou seja, teremos uma briga boa pela frente.

Antes de pensar em Olimpíadas de 2012, porém, é necessário garantir a vaga olímpica, o que será feito no Mundial de Perth (Austrália), em dezembro deste ano. Scheidt e Prada, por integrarem Equipe Brasileira de Vela, terão o apoio oficial (leia-se recursos financeiros) do COB e da CBVM. Torben e o parceiro Marcelo Ferreira já anunciaram que estarão brigando pela vaga em Perth, com recursos próprios (de seus patrocinadores).

Para usar um velho jargão do futebol, neste clássico não dá para fazer qualquer previsão de resultado.

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