Publicidade

Posts com a Tag Thomas Bach

quinta-feira, 23 de abril de 2015 Jogos de Inverno, Mundiais, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Rola pelo mundo | 19:22

COI prepara o lançamento da TV Olímpica

Compartilhe: Twitter
Flickr/COI

A ideia da criação de uma TV Olímpica é defendida há tempos por Thomas Bach

Imagine você, fã ardoroso de esportes olímpicos, se tivesse à disposição um canal de televisão que transmita notícias e eventos ligados às Olimpíadas ou de suas respectivas modalidades, 24 horas por dia. Utopia? Bem, saiba que tal canal está muito perto de ser colocado no ar. Nesta semana, o COI (Comitê Olímpico Internacional) confirmou que seu canal olímpico de TV será lançado até abril do ano que vem. O anúncio foi feito por Yiannis Exarchos, chefe executivo do serviço de radiodifusão da entidade, departamento que é responsável pela negociação dos direitos de transmissão para todo o planeta dos eventos olímpicos.

A ideia de se criar uma plataforma permanente para divulgação de seus eventos, sem depender da negociação de direitos ou grades de programação das emissoras de cada país é uma das primeiras plataformas de governo do presidente do COI, Thomas Bach.  Este novo canal era citado como uma das formas de ampliação dos ideais olímpicos durante o lançamento da Agenda 20 + 20, no final de 2014, considerada pelo próprio Bach como fundamental para a renovação do próprio COI.

Não será um canal de TV tradicional, contudo. Num momento inicial, o canal olímpico está disponível somente para dispositivos móveis (tablets e smarthphones) e terá sua estação principal com sede na cidade de Madri (Espanha), enquanto o departamento comercial ficará baseado em Lausanne (Suíça), sede do COI. O projeto vem sendo desenvolvido ao logo dos últimos sete anos e tem um custo estimado de US$ 478 milhões (cerca de R$ 1,4 bilhão).

LEIA AINDA

+ Eduardo Paes x Thomas Bach: quem fala a verdade?
+ Pacotão do COI veio para salvar as Olimpíadas

 

Os primeiros testes da TV Olímpica começarão em janeiro do ano que vem e o lançamento deve ficar entre os meses de abril ou maio de 2016, ou seja, às vésperas das Olimpíadas do Rio. A intenção é produzir uma programação de 24h com noticiários, transmissão de eventos qualificatórios olímpicos ou campeonatos mundiais das federações internacionais ligadas ao COI. O novo canal não deverá, contudo, transmitir competições dos Jogos Olímpicos (verão, inverno e da juventude).

Embora o lançamento da TV Olímpica tenha sido aprovada por unanimidade pelos 104 membros da Assembleia Geral do COI no último final de semana, durante a convenção SportAccord, em Sochi, na Rússia, encontra alguma resistência dentro do movimento olímpico. Alguns dirigentes de federações esportivas criticam o investimento na nova plataforma e acham que a verba deveria ser  destinada para o desenvolvimento do esporte.

Autor: Tags: , , ,

quarta-feira, 4 de março de 2015 Isso é Brasil, Olimpíadas | 09:05

Baia de Guanabara perde a guerra contra a poluição. Azar das Olimpíadas

Compartilhe: Twitter
Foto colocada em uma rede social pelo velejador Ricardo Winicki, mostrando a poluição na Baia de Guanabara

Foto colocada em uma rede social pelo velejador Ricardo Winicki, mostrando a poluição na Baia de Guanabara

Parece que foi até de propósito, mas o governo do Rio de Janeiro esperou a comissão de avaliação do COI (Comitê Olímpico Internacional) e mesmo o próprio presidente da entidade, o alemão Thomas Bach, irem embora do Brasil para anunciar aquela que pode ser considerada desde já a maior derrota das Olimpíadas de 2016.

Nesta terça-feira, a secretaria estadual do Meio Ambiente do Rio disse que vai suspender a estratégia de limpeza do espelho d’água da Baia de Guanabara. Dias antes, o governo do Rio já tinha assumido que não cumpriria a meta estabelecida na proposta de candidatura da cidade, que iria despoluir 80% das águas do local, que receberá as provas de vela durante os Jogos. O sistema que estava sendo implantado era o da utilização de ecobarcos e ecobarreiras, como forma de barrar a entrada de lixo e retirar o que já infesta as águas, mininizando os efeitos que isso poderia fazer em uma competição olímpica.

Leia mais sobre a Baia de Guanabara no Rio 2016

A estratégia era apontada, desde o início da preparação olímpica, como fundamental para atingir a tal meta de 80% de despoluição. É claro que com o tempo, os ecobarcos e as ecobarreiras mostraram-se tímidos demais para o desafio, a ponto do próprio governador Luiz Fernando Pezão ter assumido que o número proposto não será atingido até 2016 e acertou um novo patamar com o COI. O número não foi divulgado.

Pior do que o vexame de ver a estratégia naufragar, foi a própria explicação do secretário do Meio Ambiente, Antonio da Hora, para justificar a suspensão da limpeza da Baia de Guanabara. “Do jeito que estão, os ecobarcos são para inglês ver. Qualquer gestor responsável para evitar o uso ineficiente dos recursos públicos faria um freio na arrumação”, afirmou. Ainda assim, os ecobarcos conseguiram retirar 430 toneladas de lixo da Baia de Guanabara no ano passado, enquanto as ecobarreiras impediram a entrada de 2.177 toneladas de detritos nas águas, entre janeiro e dezembro de 2014.

Marine Grael colocou em sua rede siocial no ano passado a imagem de um aprelho de TV que encontrou no meio da Baia

Marine Grael colocou em sua rede siocial no ano passado a imagem de um aprelho de TV que encontrou no meio da Baia

Se já recebia críticas dos velejadores, especialmente os estrangeiros, é de se esperar o que a notícia da suspensão do programa causará na comunidade da vela. As críticas fortes partem até mesmo de brasileiros, como já fizeram Martine Grael e Ricardo Winicki, postando fotos com imagens constrangedoras da poluição nas águas da Baia de Guanabara, alertando para o risco de prejudicar as disputas olímpicas. O governo promete a implantação de um novo projeto de operação das ecobarreiras, sem dar detalhes do funcionamento e implantação. Em agosto, é bom lembrar, haverá mais um evento-teste da vela na Baia de Guanabara.

Vai dar tempo de evitar um novo vexame?

Autor: Tags: , , , ,

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 08:48

Eduardo Paes x Thomas Bach: quem fala a verdade?

Compartilhe: Twitter
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, conversa com Thomas Bach, presidente do COI. Ao lado, Carlos Arthur Nuzman, mandatário do Rio 2016

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, conversa com Thomas Bach, presidente do COI. Ao lado, Carlos Arthur Nuzman, mandatário do Rio 2016

“Eu odeio ter feito este campo de golfe. Para mim, não teria feito nunca”

Prefeito do Rio, Eduardo Paes, aos jornalistas nesta terça-feira, justificando a construção do campo de Marapendi, alvo de críticas de ambientalistas e ações na Justiça. Paes disse que por ele aproveitaria os campos do Gávea Golf ou Itanhangá para o torneio olímpico de golfe dos Jogos Olímpicos do Rio 2016

“Fico um pouco surpreso com isso, porque o prefeito estava realmente pressionando para a construção deste campo”

Thomas Bach, presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), durante sabatina de estudantes universitários do Rio nesta quarta-feira, ao saber das declarações de Paes

Autor: Tags: , , , ,

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014 Isso é Brasil, Jogos de Inverno, Mundiais, Olimpíadas | 23:04

Pacotão do dia: decisões históricas do COI, a natação brasileira e doping no atletismo

Compartilhe: Twitter
O presidente do COI, Thomas Bach, fala durante a 127ª Assembleia Geral da entidade (Foto: Flickr/COI)

Thomas Bach discursa durante a 127ª Assembleia Geral do COI (Foto: Flickr/COI)

Segunda-feira agitada essa que já está quase no fim, para os esportes olímpicos. Em Monaco, o COI aprova de forma unânime as propostas para modernização das Olimpíadas; no Catar, a natação brasileira ainda comemora a campanha inédita no Mundial de piscina curta, que lhe deu o primeiro lugar no quadro geral de medalhas (pelo número de ouros); e por estas bandas, a triste notícia de maia uma atleta flagrada no doping. O post de hoje faz um balanço geral do dia olímpico.

A revolução do COI aprovada

Confesso que não esperava que fosse com tanta facilidade que o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, conseguisse emplacar as 40 propostas da chamada “Agenda 20 + 20”, cujo objetivo é o de modernizar e tornar mais viáveis (financeiramente falando) os Jogos Olímpicos. Pois todas passaram pelo crivo do COI por unanimidade.

Para mim, o que fica de mais relevante são justamente a decisão de baratear o processo de candidatura das cidades, para atrair novos interessados em receber os Jogos de Verão e Inverno, e a flexibilização do programa esportivo. Este segundo ponto permitiria, por exemplo, a quase certa inclusão do beisebol e softbol, bastante populares no Japão, no cardápio de competições das Olimpíadas de 2020. Já a possibilidade aberta para que outras cidades ou mesmo países possam sediar um evento olímpico de uma outra sede, tem como único objetivo evitar gastos milionários e elefantes brancos. Especula-se que nos Jogos de Inverno de Pyeongchang (Coreia do Sul), em 2018, as provas de bobslead e luge aconteceriam em Nakano (Japão), que tem uma pista permanente da modalidade, evitando-se gastar milhões de dólares com uma estrutura que depois mal seria utilizada.

A real importância da campanha da natação no Catar

Em primeiro lugar, sempre é bom vencer, não importa qual competição. faz bem para o ego do atleta, do treinador, do dirigente, da imprensa, do torcedor. Além disso, as vitórias sempre trazem consigo uma ótima oportunidade para balizar o trabalho dos vencedores com os dos adversários vencidos, mostrando onde está a evolução de um e em que ponto o derrotado precisa evoluir.

O Brasil jamais terminou um campeonato internacional de natação em primeiro lugar no quadro geral de medalhas e por isso que o feito do torneio encerrado em Doha (Catar), neste domingo, no Mundial de piscina curta (25 metros) precisa ser enaltecido. Afinal, foram dez medalhas (sete de ouro, uma de prata e duas de bronze). Enaltecido sim, mas com ressalvas!

A realidade da piscina curta em nada tem a ver com a da piscina convencional, de 50 metros, na distância olímpica. São mundos completamente diferentes, não se pode simplesmente pegar a realidade que vimos na semana que passou em Doha e transportar para a natação mundial. O Brasil não irá virar uma potência da natação porque ganhou o Mundial de piscina curta. O companheiro Marcelo Romano, que edita o ótimo blog Esporte Olímpico Brasileiro, lembrou bem: no Mundial de piscina curta de 2010, o Brasil terminou com três ouros, uma prata e quatro bronzes. Em Londres 2012, foram somente uma prata e um bronze.

É preciso destacar, porém, dois feitos enormes: a primeira medalha (e de ouro) da natação feminina do Brasil, com Etiene Medeiros, nos 50 m costa feminino, ainda com direito a um recorde mundial, e o renascimento de Felipe França, que depois de decepcionar nas Olimpíadas de 2012, mostrou que pode repetir a dose em 2016, nos Jogos do Rio, ao terminar o Mundial com cinco medalhas de ouro, duas em provas individuais, os 50 e 100 m peito, sua especialidade, e as demais em três revezamentos. Estes foram de fato os resultados mais significativos deste campeonato para o Brasil.

O triste doping de Vanda Gomes

Lamentável o desfecho que tomou conta da carreira da velocista Vanda Gomes. Depois do incrível erro cometido no Mundial de Atletismo de 2013, em Moscou, quando deixou cair o bastão na última passagem do revezamento 4 x 100 m rasos feminino, jogando no lixo uma chance quase certa de medalha para o Brasil, a carreira de Vanda entrou em um inferno astral sem fim. Logo depois da prova, ela sai falando cobras e lagartos, reclamando do técnico, da preparação, da falta de treinos, da comida…Deu a maior confusão e na chegada da delegação ao Brasil ela tentou desmentir o que disse diante das câmeras da TV, mas não deu certo. Acabou punida e afastada da seleção.

Pois em setembro, em um antidoping realizado fora de competição, ela testou positivo para a substância proibida Anastrozole (Hormônio e Modulador Metabólico – S4), que é um inibidor de aromatase, medicamento criado para o tratamento do câncer de mama, e utilizado, por atletas para inibir a transformação do hormônio sexual masculino, a testosterona, no hormônio feminino, o estrogênio. Em 11 de novembro ela foi informada do resultado positivo e na última sexta-feira a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) informou que não aceitou suas justificativas. O caso foi encaminhado para o STJD da entidade, que provavelmente aplicará uma pena padrão de dois anos. Ou seja, jogou no lixo as chances que ainda tinha de participar das Olimpíadas de 2016. Lamentável.

 

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 18:41

Começa encontro que mudará a história das Olimpíadas

Compartilhe: Twitter
Integrantes do comitê executivo do COI discutem os pontos que serão abordados na 127ª Assembleia Geral (Foto: Flickr/COI)

Integrantes do comitê executivo do COI discutem os pontos que serão abordados na 127ª Assembleia Geral (Foto: Flickr/COI)

A partir desta final de semana, com a abertura da 127ª Assembleia Geral do COI (Comitê Olímpico Internacional), em Monaco, a história das Olimpíadas irá começar a mudar. Os cartolas tradicionalistas que comandam o movimento olímpico mundial começarão a colocar em votação as 40 propostas apresentadas mês passado pelo presidente da entidade, o alemão Thomas Bach, que compõe a chamada “Agenda 20+20”,.

Na prática, o que Bach pretende com o seu “pacotão olímpico” é modernizar os Jogos de verão e inverno e torná-los um evento mais próximo do interesse do grande público e também da realidade econômica de todos os países que sonham organizá-los. O COI percebeu, com a queda no interesse de cidades em se candidatarem a receber o mega-evento, que é preciso criar alternativas que não impliquem apenas em gastar bilhões de dólares para organizar uma competição esportiva, sem qualquer preocupação com o chamado legado olímpico.

Não se engane: “pacotão” do COI veio para salvar os Jogos

Como explicou um integrante da Assembleia do COI ao blog, os primeiros dias do congresso serão reservados a reuniões do comitê executivo da entidade, que começou nesta sexta-feira, onde serão alinhavados entre os integrantes da cúpula olímpica os detalhes da agenda do evento, que tem a votação das novas propostas como ponto principal.

Só a partir da próxima segunda, dia 8, é que os membros do COI poderão de fato debater e votar os itens da “Agenda 20+20”. E logo no primeiro dia, serão votodos os pontos mais importantes: a proposta de tornar as candidaturas olímpicas mais simples (propostas 1, 2 e 3), as alterações no programa esportivo olímpico, de forma a torná-lo mais flexível (o que interessa particularmente aos organizadores de Tóquio 2020, para a inclusão do beisebol e softbol) e também a cláusula do princípio da não discriminação para as cidades que receberão os Jogos Olímpicos, com a inclusão da referência à preferência sexual.

COI sinaliza mudanças para modernizar as Olimpíadas

Mas como bem me lembrou o integrante da Assembleia do COI, alguns dos itens da “Agenda 20+20” correm até o risco de não serem aprovados em Monaco, caso não se chegue a um consenso.

 

Autor: Tags: , , , , ,

terça-feira, 18 de novembro de 2014 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 17:46

Não se engane: “pacotão” do COI veio para salvar os Jogos

Compartilhe: Twitter
Thomas Bach conversa com um grupo de atletas olímpicos na sede do museu olímpico (Foto: Reuters)

Thomas Bach conversa com um grupo de atletas na sede do museu olímpico (Foto: Reuters)

A imagem despojada e simpática de Thomas Bach, presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), conversando ao lado de diversos atletas nesta terça-feira na sede do Museu Olímpico, antes de anunciar as propostas de mudança para a organização dos Jogos Olímpicos, é emblemática. Por trás deste ar de bate-papo em um café suíço estava a preocupação de Bach em mostrar ao seus interlocutores  a necessidade de aprovar boa parte das 40 mudanças propostas para a chamada “Agenda 20+20”, que visa modernizar e tornar mais sustentáveis os próximos Jogos Olímpicos, de verão e inverno.

Pelo teor apresentado nas propostas, o recado foi claro: ou o COI muda ou corre o sério risco de ver sua joia da coroa (as Olimpíadas) ser destruída.

VEJA TAMBÉM
>>> COI sinaliza mudanças para modernizar as Olimpíadas

Para quem acha que isso é uma previsão exageradamente catastrofista, pego como exemplo apenas uma das recomendações anunciadas por Bach e que serão votadas na próxima Asssembleia Geral do COI, em dezembro, em Monaco: a das sedes dos Jogos compartilhadas. “Se você tem um país menor que não tem um lago para provas de vela, por que não ir a um país vizinho? Continuaria a ser uma candidatura da cidade, mas poderia ser complementada com parceiros”, disse Bach. Mais detalhes sobre as recomendações do COI você pode checar aqui e aqui (em inglês)

O sinal dado pelo COI foi claro. É preciso reduzir custos, tornar os Jogos mais sustentáveis, porque a situação caminha para ficar inviável a futuras cidades que desejem receber as Olimpíadas. Uma das frases de Thomas Bach na entrevista coletiva desta terça-feira comprova isso. “Agora chegou a hora das mudanças”.

Autor: Tags: , ,

sábado, 15 de novembro de 2014 Imprensa, Jogos de Inverno, Olimpíadas | 09:00

COI deve anunciar pacotão das Olimpíadas nesta terça

Compartilhe: Twitter
Thomas Bach deve anunciar importantes mudanças no movimento olímpico na próxima terça-feira

Thomas Bach deve anunciar mudanças para as próximas Olimpíadas nesta terça-feira

Ao que tudo indica, a próxima terça-feira tem tudo para ser um dia que entrará na história do movimento olímpico. Conforme o blog já havia antecipado no final de outubro, neste dia 18 de novembro o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, deverá anunciar um “pacotão” de medidas que visam modernizar e até mesmo salvar as Olimpíadas de se tornarem um grande mico para a entidade.  O dirigente deverá anunciar pelo menos 40 recomendações em cerimônia prevista para ocorrer no Museu Olímpico, em Lausane (SUI), que se aprovadas na Assembleia Geral do COI, em dezembro, representarão as mais significativas mudanças nas Olimpíadas em décadas.

Segundo informa a agência Reuters, Bach pretende sugerir principalmente mudanças que alcancem o processo de candidaturas das cidades para receberem os Jogos Olímpicos, atualmente com custos cada vez mais elevados. A ideia do COI seria tornar o processo mais barato e mais adaptável às necessidades das cidades. Ainda causa preocupação entre os cartolas olímpicos a desistência praticamente em massa das cidades interessadas em concorrer à sede das Olimpíadas de inverno de 2022. Das seis que iniciaram a corrida eleitoral, apenas Pequim, na China, e Almaty, no Cazaquistão, seguem na disputa. Há 40 anos o COI não via tão poucos interessados em sediar uma de suas edições dos Jogos, seja de inverno ou de verão.

VEJA TAMBÉM

>>> COI sinaliza mudanças para modernizar as Olimpíadas
>>> O bom senso da Noruega e a ira do COI
>>> Vale tanto a pena assim organizar as Olimpíadas?

“Com relação ao processo de candidatura, o propósito das recomendações é tornar o procedimento em um convite para discussões e parcerias com o COI em vez de apenas ser uma candidatura a uma concorrência”, disse Bach a jornalistas, dias atrás. Ele também pretende que as mudanças facilitem a entrada de novos esportes no programa esportivo, uma medida que para o COI poderá ser vital para atrair novos torcedores (e de quebra aumentando o mercado consumidor para seus diversos patrocinadores). Por isso, uma das propostas é a da implantação de um canal de TV do próprio COI, no qual a entidade poderia “apresentar sua experiência olímpica” anualmente e não a cada edição dos Jogos.

Nenhuma das mudanças que serão votadas na próxima Assembleia Geral do COI, em Montecarlo, no mês de dezembro, serão aplicadas aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Em compensação, mudanças poderão ocorrer nas Olimpíadas de 2020, na cidade de Tóquio, entre elas a entrada de novas modalidades que sejam populares entre os japoneses, como o beisebol e o softbol.

 

Autor: Tags: , , , ,

quinta-feira, 23 de outubro de 2014 Candidaturas, Jogos de Inverno, Olimpíadas | 17:58

COI sinaliza mudanças para modernizar as Olimpíadas

Compartilhe: Twitter
O alemão Thomaz Bach, presidente do COI, duiscursa durante o encerramento das Olimpíadas da Juventude, em Nanquim (CHN)

O alemão Thomas Bach, presidente do COI, discursa durante o encerramento das Olimpíadas da Juventude, em Nanquim (CHN)

Há quase um mês, este blog publicou um post trazendo declaração do presidente da CBBS (Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol), Jorge Otsuka, sobre o seu otimismo a respeito da volta das duas modalidades ao programa esportivo olímpico já nos Jogos de 2020, em Tóquio. “Em dezembro haverá uma assembleia do COI e é quase certo que será confirmado o retorno do beisebol e softbol. Os organizadores dos Jogos de 2020 estão muito confiantes quanto a isso”, disse Otsuka no dia 30 de setembro.

A tomar como base o que disse o próprio presidente do COI, o alemão Thomas Bach, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, eu diria que o dirigente brasileiro já pode começar o planejamento para voltar às Olimpíadas. O presidente do COI anunciou algumas das decisões do comitê executivo do Comitê Olímpico Internacional, que serão levadas à votação na próxima Assembleia Geral do COI, marcadas para os dias 8 e 9 de dezembro. E entre várias recomendações, estão as de mudar o processo de candidaturas das cidades para receberem os mega-eventos olímpicos e o de flexibilizar o programa esportivo.

A sinalização do COI é clara: realizar mudanças profundas e relevantes para modernizar e salvar os Jogos Olímpicos, pensando no futuro.

A recente desistência de Oslo para brigar pela sede das Olimpíadas de Inverno de 2022, deixando somente duas cidades (Almaty, no Cazaquistão, e Pequim, na China) na disputa, fato que não ocorria há 40 anos nas corridas eleitorais olímpicas, acendeu o sinal de alerta no COI. Outras cidades já tinham pulado fora do barco para 2022, Está cada vez mais caro e complicado para uma cidade ser candidata e depois organizar uma edição de Jogos Olímpicos, seja de verão ou inverno. As exigências e cadrnos de encargo são enormes, os custos estão cada vez mais proibitivos,  até por conta da necessidade de segurança extrema e de fornecer a melhor tecnologia possível ao evento. Virou uma brincadeira muito cara e antes que ninguém queira mais brincar, o COI pretender criar opções para candidaturas mais baratas.

VEJA TAMBÉM

>>> O bom senso da Noruega e a ira do COI
>>> Vale tanto a pena assim organizar as Olimpíadas?
>>> Beisebol se anima e sonha com volta em Tóquio 2020

A flexibilização no programa esportivo também tem a ver com um processo de modernização que Bach pretende impor aos próximos Jogos Olímpicos. Algo a ver com a experiência que vem ocorrendo nos Jogos da Juventude, cujo programa esportivo conta até com provas mistas e também de modalidades que não são olímpicas hoje em dia, como o wushu (kung-fu), escalada esportiva e até no basquete 3 x 3.

A luta olímpica, que no ano passado chegou a ser excluída do programa olímpico e depois recolocada em setembro,  após a escolho de Tóquio como sede dos Jogos de verão de 2020, precisou assumir um compromisso de modernizar suas regras e aumentar o número de categorias femininas. Se a flexibilização do programa esportivo for mesmo aprovada em dezembro, é certo que o beisebol (e por tabela o softbol) retornarão nas Olimpíadas de Tóquio, tal a popularidade da modalidade entre os japoneses.

Até mesmo a criação de um canal próprio de TV do COI, para melhor divulgar seus eventos e ideais olímpicos, estará na pauta da próxima Assembleia Geral. Tudo isso caminha na mesma direção de tornar a cara da entidade moderna e antenada com os tempos atuais, com presença cada vez mais constante do COI em redes sociais como YouTube, Flickr, Instagram, Twitter e Facebook.

Enfim, o aviso dado por Thomas Bach nesta quinta-feira foi claro: virão mudanças por aí, embora não seja possível prever qual o resultado delas para o futuro do movimento olímpico.

Autor: Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 11 de abril de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 12:56

Ainda há tempo para salvar as Olimpíadas de 2016. Já a imagem do Brasil, não

Compartilhe: Twitter
Canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em Jacarepagua: COI resolveu por a mão na massa de vez

Canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em imagem de abril: COI resolveu por a mão na massa de vez

Antes de mais nada, é importante esclarecer que este blogueiro não defende partido A, B ou C. Ou seja, as críticas deste post dizem respeito apenas à maneira desastrada como os governantes deste país lidam e maltratam o esporte brasileiro e com tudo o que o cerca.

A atitude tomada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) nesta quinta-feira, dia 10, quando decretou uma intervenção na organização das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, significa, em poucas e duras palavras, no maior vexame do Brasil desde que foi eleito para receber o mega evento, no já distante 2009.

Nunca, veja bem, nunca na história dos Jogos Olímpicos o COI precisou entrar em cena desta forma para assegurar que sua maior e mais badalada competição pudesse ser realizada. Nem Atenas e os conturbados Jogos de 2004 viveram algo semelhante.

>>> Relembre: Eduardo Paes diz que Rio 2016 deixará Barcelona “no chinelo”

O que o COI colocou perante à comunidade esportiva internacional foi a incompetência e falta de maturidade de dirigentes e políticos brasileiros para administrar e organizar um evento da magnitude dos Jogos Olímpicos.

Fique claro também que esta análise não está contaminadas pelo famoso “Complexo de Vira-Latas” – argumento frequente daqueles que estão sempre vendo uma teoria da conspiração atrás de tudo -, mas apenas constata o quanto ainda somos despreparados para encarar uma tarefa complexa, extremamente cara e que precisa ser tocada desprovida de vaidades.

Por tudo isso, é de causar espanto as palavras do diretor-geral do Rio 2016, Sidney Levy, em entrevista à Folha de S. Paulo desta última quinta, quando disse que as federações internacionais que reclamam dos atrasos às vezes exageram em suas solicitações. Como assim? É só dar uma rápida olhada no Complexo Esportivo de Deodoro, que receberá 11 modalidades esportivas e cuja licitação das obras nem foi aprovada? E o que dizer da não divulgação da Matriz de Responsabilidade, que estipula as obrigações de cada um dos seus signatários (leia-se poderes Federal, Estadual e Municipal) para com a organização e realização dos Jogos, a pouco mais de dois anos para a abertura do evento?

Embora com palavras amáveis, o recado passado nesta quinta-feira por Thomas Bach, presidente do COI,  a Carlos Arthur Nuzman, presidente do Rio 2016, Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, e até mesmo à presidente Dilma Roussef foi simples e direto: estamos assumindo para evitar um fiasco!

Não acredito em risco de mudança de sede. Os Jogos Olímpicos de 2016 acontecerão no Rio de Janeiro, sem dúvida. Mas ocorrerão com tudo feito às pressas e o sob vigilância constante do COI, com medo de novos atrasos. Se ainda há como salvar as Olimpíadas de um fracasso retumbante, o mesmo não se pode dizer da imagem do Brasil como organizador de um grande evento esportivo, irremediavelmente destruída depois deste 10 de abril.

Autor: Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 9 de abril de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 15:05

COI fará um plano de ação para salvar o Rio 2016

Compartilhe: Twitter

A situação dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, marcados para 2016, atingiu um ponto crítico para a cúpula do COI (Comitê Olímpico Internacional). Depois de um dos integrantes da entidade, o italiano Francesco Ritti Bicci, ter declarado na terça-feira, em uma reunião de dirigentes esportivos na Turquia, que já seria o momento de pensar em um plano B para as próximas Olimpíadas, o próprio COI resolveu agir.

Carlos Nuzman, Nawal El Moutawakel, Gilbert Felli e Eduardo Paes visitam as obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca: na última visita de inspeção do COI, em março

Carlos Nuzman, Nawal El Moutawakel, Gilbert Felli e Eduardo Paes visitam as obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, na última visita de inspeção do COI, em março

De acordo com a assessoria de imprensa do COI, em contato com o blog, diversas reuniões foram feitas nesta quarta-feira para buscar soluções em relação aos incontáveis atrasos nas obras de arenas e de infraestrutura para o Rio 2016. Para piorar, desde a última quinta-feira (3), uma greve no canteiro de obras do Parque Olímpico paralisa o andamento daquilo que já está muito atrasado.

Segundo o COI, foi definido um plano de ação para ajudar na organização dos Jogos, cujos princípios gerais constam o monitoramento e geração de relatórios de todos os andamentos da organização do evento, entre outros detalhes. “O COI tem delineado a sua preocupação com os atrasos há algum tempo e declarou em várias ocasiões que o tempo está se esgotando. No entanto, acreditamos que o Rio 2016 ainda pode entregar uma boa edição dos Jogos, se ações apropriadas forem tomadas imediatamente”, disse o COI em contato com o blog.

Os dirigentes da entidade estão em contato com os integrantes do comitê organizador do Rio 2016, “para informa-los deste plano de ação”. Na prática, convenhamos, o que está acontecendo é uma intervenção do COI para salvar as Olimpíadas do Rio!

E o maior sinal de que a situação é grave está no fato de que o próprio presidente do COI, Thomas Bach, dar uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, a partir das 11h (horário de Brasília), na sede da entidade, na Suíça, para dar mais detalhes sobre o tal “plano de ação”. E o próprio dirigente demonstrou mais uma vez sua preocupação com o sucesso dos próximos Jogos Olímpicos nesta quarta-feira. “É tempo de agir. Compartilho das mesmas preocupações que eles. Faremos de tudo para que estas Olimpíadas sejam um sucesso”, afirmou Bach.

Como diria um amigo meu, o gato está subindo no telhado do Rio 2016 sem a menor cerimônia.

Autor: Tags: , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última