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sexta-feira, 7 de março de 2014 Ídolos, Imprensa, Jogos Sul-Americanos | 18:45

Thiago Pereira critica ausência das tevês do Brasil nos Jogos Sul-Americanos. Este é o país olímpico mesmo?

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Thiago Pereira criticou a ausência das tevês brasileiras nos Jogos Sul-Americanos

Thiago Pereira criticou a ausência das tevês brasileiras nos Jogos Sul-Americanos

Atualizado

O nadador brasileiro Thiago Pereira acertou em cheio naqueles pachecos que gostam de bater no peito e dizer que o Brasil está no caminho para se tornar um país olímpico, apenas por causa de algumas medalhas ou títulos esporádicos. O país pode até virar uma potência olímpica, mas isso ainda vai demorar alguns bons anos para acontecer. A começar, pela própria postura da maioria absoluta dos meios de comunicação brasileiros, que ainda vivem na era da monocultura esportiva (leia-se, futebol) e só se lembram dos esportes olímpicos a cada dois anos (leia-se Pan-Americanos e Olimpíadas).

Em seu site oficial, Thiago criticou o fato de nenhum canal de tevê ter mostrado interesse em transmitir os Jogos Sul-Americanos, que começaram nesta sexta-feira, em Santiago (CHI). Em especial, o nadador – vice-presidente da Comissão de Atletas do FINA (Federação Internacional de Natação) e integrante da Comissão de Atletas do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) – reclamou do fato da TV Record, que detém os direitos de transmissão do evento, não ter colocado os Jogos em sua grade de programação.

Veja mais sobre os Jogos Sul-Americanos

>>> Jogos Sul-Americanos valem muito para 12 esportes
>>> COB usará os Jogos Sul-Americanos para fazer experiências

Leia abaixo o texto de Thiago Pereira:

“Está cada vez mais difícil ser um atleta olímpico no Brasil. Sem visibilidade não temos retorno dos patrocinadores, algo que é inadmissível faltando dois anos e meio para uma Olimpíada em nossa casa. Nós precisamos ficar em evidência e o Sul-Americano é muito importante. Concordo que somos o País do futebol, é uma questão cultural, mas há espaço. Vejo tudo isso como uma falta de respeito aos atletas brasileiros”.

 “A Record diz que é a emissora do esporte olímpico brasileiro. Gostaria de saber o real motivo de não transmitirem as nossas provas, não só da natação, mas de todas as modalidades”.

Thiago Pereira, que foi medalha de prata nas Olimpíadas de Londres 2012, nos 400 m medley, além de dois bronzes no Mundial de Barcelona (200 e 400 m medley) cairá na piscina em Santiago neste sábado, na prova dos 100 m costa.

Procurada pelo blog a respeito do texto divulgado no site de Thiago Pereira, a TV Record, através de sua assessoria, disse que não iria se manifestar sobre o assunto.

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 14:10

Mundial de Barcelona consagra Cielo, Thiago e Poliana, mas também merece uma reflexão

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Com um pequeno atraso – em razão de problemas técnicos enfrentados nos blogs do iG Esporte neste final de semana – , é necessário que se faça uma breve análise a respeito da belíssima participação do Brasil no Mundial de esportes aquáticos, encerrado neste domingo em Barcelona. Se por um lado foi uma campanha para se tirar o chapéu, embalada pelos ouros de Cesar Cielo nos 50 m livre e borboleta e o de Poliana Okimoto na maratona aquática, por outro é preciso que se faça uma ponderação equilibrada e sem arroubos patrióticos sobre os resultados alcançados.

Cielo comemora a medalha de ouro nos 50 m livre, garantindo o tricampeonato mundial

Primeiro, os pontos positivos que se podem extrair de Barcelona 2013. O Mundial espanhol serviu para consagrar a figura de Cesar Cielo como o maior nadador brasileiro de todos os tempos. Dificilmente haverá um outro velocista como ele nos próximos 20 anos, imagino. Sua superação ao se tornar o primeiro tricampeão mundial da história nos 50 m livre e bi mundial nos 50 m borboleta, depois da frustração com o bronze nas Olimpíadas de Londres, é coisa de outro mundo.  Sem esquecer que precisou também encarar cirurgia nos dois joelhos e uma mudança radical em sua preparação, abandonando o projeto P.R.O. 16 e voltando a treinar nos EUA com um técnico desconhecido, Scott Goodrich, seu ex-companheiro de treinos em Auburn.

O feito de Poliana Okimoto também foi notável. Depois do drama que viveu em Londres, quando passou mal em plena disputa da prova dos 10 km da maratona aquática, ela superou os seus fantasmas e deu a volta por cima ao conquistar o ouro em Barcelona de forma emocionante. Assim como foram as medalhas de bronze de Thiago Pereira, nos 200 e 400 m medley (prova que por sinal ele disse que não nadaria). Até Londres 2012, Thiago tinha que conviver com o estigma de só brilhar em Jogos Pan-Americanos (que lhe rendeu o incômodo apelido de “Mr. Pan, por sinal). Após a prata olímpica e as duas medalhas no Mundial, o nadador de Volta Redonda zerou esta fase de piadinhas maldosas em sua carreira.

Em termos de resultados, a participação brasileira em Barcelona foi exemplar. Até este Mundial, o país havia faturado 12 medalhas desde a primeira edição, em 1973. Só neste ano, foram dez, incluindo nesta conta a maratona aquática, a grata surpresa desta campanha. Houve também uma evolução em relação ao Mundial anterior, realizado em Xangai, na China: desta vez, o Brasil conseguiu marcar presença em 12 finais, o dobro de provas de 2011 (6).

>>> Leia também: Cesar Cielo e a arte de se reinventar

É neste ponto que uma ponderação precisa ser feita. A boa campanha da natação do Brasil nesta primeira grande competição do próximo ciclo olímpico mostrou que se houve evolução em comparação com o Mundial anterior, é preciso lembrar que no Mundial de 2009, em Roma, os brasileiros chegaram a 18 finais. Além disso, ganhou menos ouros do que na China: em 2011, foram quatro medalhas douradas, com duas de Cielo nas mesmas provas, Ana Marcela Cunha ganhando os 25 km da maratona aquática e Felipe França ganhando os 50 m peito.

>>> Veja ainda: Confira as medalhas do Brasil nos Mundiais de esportes aquáticos

Outro ponto preocupante é a falta de renovação. Mais uma vez, os bons resultados vieram com nomes já consagrados e conhecidos, dos quais já se esperava um bom resultado. A nova geração ainda ficou devendo, o que não deixa de ser preocupante tendo como objetivo as Olimpíadas de 2016, daqui a exatos três anos.

Da mesma forma, é necessário ligar o sinal amarelo quando se analisa as demais modalidades que disputaram o Mundial (polo aquático, saltos ornamentais e nado sincronizado), todas com resultados pífios ou pouco representativos. Para estes, o relógio começa a correr rápido demais em direção às Olimpíadas do Rio de Janeiro, sem perspectivas de grandes resultados.

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Almanaque, Ídolos, Listas, Seleção brasileira | 12:18

As medalhas do Brasil nos mundiais de esportes aquáticos

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Thiago Pereira comemora a conquista da medalha de bronze nos 400 m medley no Mundial de Barcelona

Atualizado em 5/8/2013

Confira abaixo quem, quando e onde conquistou medalhas para o Brasil em Mundiais de esportes aquáticos (até 5/8/2013). No total, o Brasil acumula 22 medalhas ao longo da história

MEDALHA DE OURO

Ricardo Prado – natação/400m medley – Guayaquil (Equador)/1982
Cesar Cielo – natação/50m livre – Roma (Itália)/2009
Cesar Cielo – natação/100m livre – Roma (Itália)/2009
Ana Marcela Cunha – maratona aquática/25km – Xangai (China)/2011
Cesar Cielo – natação/50m borboleta – Xangai (China)/2011
Felipe França – natação/50m peito – Xangai (China)/2011
Cesar Cielo – natação/50m livre – Xangai (China)/2011
Poliana Okimoto – maratona aquática/10km – Barcelona (Espanha)/2013
Cesar Cielo – natação/50m borboleta – Barcelona (Espanha)/2013
Cesar Cielo – natação/50m livre – Barcelona (Espanha)/2013

MEDALHA DE PRATA

Felipe França – natação/50m peito – Roma (Itália)/2009
Poliana Okimoto – maratona aquática/5 km – Barcelona (Espanha)/2013
Ana Marcela Cunha – maratona aquática/10km – Barcelona (Espanha)/2013

MEDALHA DE BRONZE

Rômulo Arantes Jr – natação/100m costas – Berlim (Alemanha)/1978
Gustavo Borges – natação/100m livre – Roma (Itália)/1994
Fernando Scherer, André Teixeira, Teófilo Ferreira e Gustavo Borges – natação/revezamento 4x100m livre – Roma (Itália)/1994
Poliana Okimoto – maratona aquática/5km – Roma (Itália)/2009
Ana Marcela Cunha – maratona aquática/5km – Barcelona (Espanha)/2013
Poliana Okimoto, Allan do Carmo e Samuel de Bona – maratona aquática/prova por equipe  – Barcelona (Espanha)/2013
Felipe Lima – natação/100m peito – Barcelona (Espanha)/2013
Thiago Pereira -natação/200m medley – Barcelona (Espanha)/2013
Thiago Pereira – natação/400m medley – Barcelona (Espanha)/2013

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sexta-feira, 28 de junho de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 18:51

Conheça as medalhas do Mundial de natação de Barcelona

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O trio que apresentou as medalhas do Mundial 2013: Ona Carbonell, Jeniffer Pareja e Marc Minguell

Os organizadores do 15º Campeonato Mundial de esportos aquáticos, marcado para Barcelona (Espanha) entre 19 de julho e 4 de agosto, divulgaram nesta quinta-feira como serão as medalhas que serão distribuídas na competição. O Mundial de esportes aquáticos reúne as modalidades natação, maratona aquática, saltos ornamentais, nado sincronizado e maratona aquática.

As medalhas que serão distribuídas no Mundial de esportes aquáticos

As medalhas, bem como os uniformes dos voluntários e as músicas que serão tocadas nas cerimônias de premiação, foram apresentadas na tradicional piscina do CN Natacio-Barceloneta, na capital catalã, e contou com a presença do prefeito de Barcelona, Xavier Trias. Para o público que acompanhou o evento, a grande atração foi a presença de três nomes importantes nos esportes aquáticos da Espanha: a atleta do nado sincronizado, Ona Carbonell, medalha de prata em Londres 2012; Jennifer Pareja, prata em Londres no polo aquático feminino; e Marc Minguell, vice-campeão mundial em Roma 2009.

O Mundial de esportes aquáticos é, ao lado do Mundial de atletismo, marcado para a Rússia, os mais importantes no calendário dos esportes olímpicos em 2013, primeiro ano do ciclo olímpico que tem como maior objetivo a disputa dos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro. E o Brasil irá com força máxima para esta competição, levando uma equipe composta por 23 atletas, entre eles o medalhista de prata em Londres, Thiago Pereira, e Cesar Cielo, bronze nas últimas Olimpíadas e que buscará em Barcelona o tricampeonato mundial nos 50 m livre, após os ouros em Roma 2009 e Xangai 2011.

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012 Ídolos, Isso é Brasil | 20:23

O fim da natação do Flamengo e a montanha-russa do esporte brasileiro

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Cielo e as medalhas conquistadas no Pan 2011: lua-de-mel com o Flamengo

Às vezes, chego a ter a impressão que o esporte olímpico brasileiro vive em um universo paralelo, como alguns que frequentemente aparecem em filmes de ficção. Se por um lado, como mostrou a ótima reportagem de Aretha Martins e Luís Araújo publicada no iG Esporte nesta sexta-feira, pode-se constatar que as empresas perceberam a importância em investir nas modalidades olímpicas – ainda mais tendo como principal motivador a realização das Olimpíadas do Rio, em 2016 -, por outro fica evidente que ainda há uma grande distância da nossa realidade, antes de cartolas baterem no peito e chamarem este Brasil de “país olímpico”.

O maior exemplo disso apareceu neste último dia útil de 2012. Em entrevista coletiva, Alexandre Póvoa, novo vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo, anunciou em entrevista coletiva que o a diretoria recém-empossada do clube não iria renovar o contrato do campeão olímpico e mundial Cesar Cielo e também de outros seis nadadores. A extinção da equipe olímpica de natação foi justificada de duas formas: a modalidade não era auto-sustentável (ou seja, dava prejuízo aos anêmicos cofres do clube rubro-negro) e que por não treinar nas dependências do clube, não servia como exemplo para a base.

(Apenas para fazer um parênteses, esta última justificativa do senhor Póvoa é uma grande piada. Afinal, ele queria que um nadador do nível de Cesar Cielo treinasse em um local que nem possuí uma piscina em condições aceitáveis para um atleta de seu nível se preparar?)

E Cielo não foi o único nadador de alto nível do Brasil a ficar sem clube neste final de 2012. Há duas semanas, durante a entrega do Prêmio Brasil Olímpico, Thiago Pereira ficou sabendo que o Corinthians também não iria renovar o seu contrato de patrocínio.

É perfeitamente compreensível que um clube cuja principal modalidade seja o futebol – e Flamengo e Corinthians são fundamentalmente times de futebol – reveja números e repense os investimentos em outros esportes. Questiono o motivo oportunista que faz com que estes times decidam apoiar em um determinado momento e depois retirar esse apoio quando os objetivos marqueteiros foram atingidos. Isso sim deplorável e precisa ser combatido!

Cielo, Thiago e os demais nadadores certamente seguirão sua vida em 2013, uns no mesmo nível de antes, outros possivelmente ganhando menos. Talvez um ou outro enfrente uma dificuldade maior em recomeçar o trabalho para o próximo ciclo olímpico. Mas um fato não se pode questionar: enquanto viver nesta gangorra, alternando momentos de euforia e dinheiro farto com fases de grana curta, o esporte do Brasil continuará sobrevivendo de estrelas solitárias como Cielo, Thiago e outros, que brilham apenas por mérito próprio.

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quarta-feira, 21 de novembro de 2012 Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:09

Escolha o melhor atleta do Brasil

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Os candidatos ao Prêmio Brasil Olímpico 2012 foram anunciados nesta quarta-feira

Já são conhecidos os candidatos ao prêmio de Melhor Atleta de 2012, categoria masculina e feminina, do Prêmio Brasil Olímpico, organizado pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Nesta quarta-feira, a entidade anunciou os três atletas na categoria masculina e os três na feminina que estarão na disputa, escolhidos pelo público através da internet a partir desta quinta-feira, no site do próprio COB (www.cob.org.br). A festa de premiação está marcada para o dia 18 de dezembro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Na verdade, não houve surpresa nas indicações, tendo sido escolhidos os destaques individuais do Brasil nos Jogos de Londres 2012. Entre as mulheres, estão concorrendo a judoca Sarah Menezes, medalha de ouro no judô; Sheilla Castro, integrante da seleção brasileira feminina de vôlei que faturou o bicampeonato olímpico; e Yane Marques, a melhor  surpresa em Londres, com medalha de bronze no pentatlo moderno.

Na categoria masculina, os escolhidos para concorrer ao prêmio são Arthur Zanetti, ouro na prova das argolas na ginástica artística masculina; Thiago Pereira, prata nos 200 m medley da natação em Londres; e Esquiva Falcão, também prata no boxe masculino olímpico.

Segundo o COB, a escolha dos três indicados ao prêmio em cada categoria foi feita por um juri composto por jornalistas, dirigentes, ex-atletas e personalidades do esporte. Estes votos terão 50% de peso na eleição final, após serem computados os votos na internet. Em 2011, os escolhidos foram Cesar Cielo (natação) e Fabiana Murer (atletismo).

O blogueiro não fica em cima do muro e declara que seus votos foram para Arthur Zanetti e Sarah Menezes.

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 10:45

Sonho do COB em ver Brasil como potência olímpica nos Jogos de 2016 ainda é utopia

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Ana Luiza Ferrão ficou em último na pistola 25 m em Londres. Será que a situação mudará em apenas quatro anos?

Eis que ao começar o dia e navegar pelos diversos portais de internet do Brasil, vejo que um dos assuntos mais comentados em relação aos Jogos Olímpicos de Londres 2012 tem a ver com um entrevero entre os jornalistas Galvão Bueno e Renato Maurício Prado, durante o programa “Conexão Sportv”, na última quarta-feira. Bem, respeitando todas as convicções editoriais de todos estes veículos, sinceramente acho que isso não passa de bobagem. Muito mais importante é analisar as palavras do superintendente do COB, Marcus Vinícius Freire, um dos entrevistados do programa.

O dirigente do COB disse durante o programa que vê o Brasil figurando no top 10 do quadro de medalhas dos Jogos do Rio, em 2016, com algo em torno de 30 medalhas. A aposta da entidade será obter estas medalhas em pelo menos nove modalidades:  vôlei, futebol, basquete, atletismo, judô, natação, vela, hipismo e o taekwondo. Além disso, ele aponta ser necessário fazer um trabalho intenso em outras modalidades que não tem tradição de medalha.

Na teoria, tudo muito bonito. A prática, contudo, mostra uma realidade completamente diferente.

Em primeiro lugar, o que vem sendo demonstrado aqui em Londres mostra que ainda há muito trabalho a ser feito. Mesmo em modalidades consideradas nobres aos olhos do COB, o Brasil tem patinado feio nesta primeira semana dos Jogos, vide os resultados do judô, que largou com duas medalhas e depois colecionou decepções (não estou computando Mayra Aguiar nesta lista). Resultados das seleções femininas de vôlei e basquete, além da natação, têm sido decepcionantes também, com as exceções de praxe (Cesar Cielo e Thiago Pereira).

Outro ponto que o dirigente do COB deveria ter ressaltado em sua entrevista: não se faz uma potência olímpica em quatro anos. Não existe uma política de massificação esportiva, mesmo com tanto dinheiro investido da Lei Agnelo Piva nos últimos ciclos olímpicos. Muito dinheiro mesmo.

O trabalho para 2016 tinha que ser iniciado, no mínimo, em Pequim 2008. Só assim não passaremos vexame em provas como tiro com  arco, tiro esportivo, ciclismo, sem falar em modalidades que nem conseguiram vaga para Londres, como ginástica rítimica e badminton, por exemplo.

Discurso sempre é bonito. Mas é preciso que esteja de acordo com a realidade, para que não se torne apenas um amontoado de palavras vazias.

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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011 Listas, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 15:09

Delegação brasileira para as Olimpíadas tem até lista de espera

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Ricardo Winick, o Bimba, assegurou a vaga brasileira para Londres 2012 na RS:X

E a lista da delegação do Brasil para a disputa dos Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem, ganhou mais dois integrantes nesta última quarta-feira, graças à classificação de Ricardo Winicki, o Bimba, na classe RS:X, e de Bruno Fortes na Laser, durante a disputa do Mundial de Perth, na Austrália. Desta forma, já são 129 os atletas brasileiros que asseguram sua própria classificação ou para suas respectivas modalidades nos Jogos de 2012.

Confira a relação dos brasileiros classificados para Londres 2012

O inusitado é que a lista da delegação olímpica do Brasil tem até uma espécie de “lista de espera”. Sim, porque a natação, por exemplo, já conta com 12 atletas que estabeleceram o índice para Londres 2012, mas a confirmação só virá no ano que vem. O mais recente integrante desta “lista de espera” é Nicolas Oliveira, que durante o Torneio Open de natação, nesta quinta-feira, fez o índice nos 100 m livre.

A relação de atletas que já cravaram a marca necessária para carimbar o passaporte olímpico conta inclusive com alguns nomes só não irão a Londres por conta de algum acidente de percurso. É o caso, por exemplo, de Cesar Cielo, Thiago Pereira, Kaio Márcio e Felipe França. Estes daí já podem ir arrumando as malas.

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011 Imprensa, Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:05

Jornal americano prevê recorde de ouros do Brasil em 2012

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Everton Lopes foi apontado pelo "USA Today" para ganhar uma medalha de ouro em 2012

O pessoal do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) deve ter comemorado bastante a última projeção que o site do jornal americano “USA Today” fez em relação ao quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem. Nesta mais recente classificação – a lista costuma ser atualizada a cada dois meses, mais ou menos -, os jornalistas do “USA Today” fizeram uma análise bastante favorável ao Brasil, prevendo que a delegação terminará os Jogos de 2012 com oito medalhas de ouro, o que representaria um recorde na participação brasileira olímpica.

O COB, que não costuma fazer projeções de medalhas em Olimpíadas ou mesmo Pan-Americanos, já chegou a declarar, na palavra de seu superintendente Marcus Vinícius Freire, que espera algo em torno de 15 medalhas na campanha de Londres 2012. Mas nesta previsão do ‘USA Today”, o Brasil terminaria os Jogos com 18 medalhas. Além das oito de ouro já citadas, seriam mais quatro de prata e seis de bronze.

Entre os prováveis ganhadores do ouro para o Brasil, indicados pelo jornal americano, estão algumas “barbadas”, como o nadador Cesar Cielo, nos 50 m livre; a dupla Juliana e Larissa, no vôlei de praia; a dupla Robert Scheidt/Bruno Prada, na vela (classe Star);  as duas seleções de vôlei (masculina e feminina); a seleção masculina de futebol; e por fim, no atletismo, Fabiana Murer (salto com vara). A novidade foi a inclusão do boxeador Everton Lopes, que recentemente foi campeão mundial dos meio médio ligeiros.

As demais medalhas brasileiras na lista do “USA Today” seriam as seguintes, de acordo com a última projeção:

Prata: Alison/Emanuel (vôlei de praia); Arthur  Zanetti (ginástica artística/argolas); Sarah Menezes e Leandro Guilheiro (judô)

Bronze: Esquiva Florentino Falcão (boxe); Jade Barbosa (ginástica artística/salto); Rafaela Silva, Leandro Cunha e Mayra Aguiar (judô); e Cesar Cielo (natação/100 m livre)

Ah, detalhe importante: as grandes estrelas individuais do Pan de Guadalajara passarão em branco nas Olimpíadas de Londres, segundo o “USA Today”: Diego Hypólito (4º lugar no solo) e Thiago Pereira (5º lugar nos 400 m medley).

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011 Com a palavra, Ídolos, Pan-Americano, Seleção brasileira | 13:26

Thiago Pereira e o preço do marketing do recorde

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Thiago Pereira, extenuado após a prova dos 200 m peito em Guadalajara

“Está doendo pra c… Fui no limite”



Frase de Thiago Pereira, captada pelo repórter Marcel Rizzo, enviado especial do iG Esporte aos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, logo após ficar com o bronze na prova dos 200 m peito, foi significativa.

Quando um cara de 25 anos reclama das dores no corpo e avisa que não pretende mais repetir a maratona a qual vem se submetendo neste Pan, disputando quase uma dezena de provas, mostra que alguma coisa está errada. E muito disso ocorre pela corrida em busca do “recorde” de ganhador de medalhas individuais em Pan-Americanos, que provavelmente deverá ser obtido nesta quarta pelo próprio Pereira, que nadará duas provas – 200 m medley e revezamento 4 x 200 m livre.

É claro que não há nada de errado em querer ganhar. Isso é algo básico para qualquer atleta. Além disso, a disputa particular entre Pereira e Hugo Hoyama (atual recordista individual com dez ouros) acaba servindo de combustível para fazer aumentar o interesse do público no próprio Pan. O problema é quando isso se torna uma ferramenta de marketing.

Ou muito me engano, mas dificilmente Cesar Cielo, apenas para ficar com um exemplo brasileiro, gostaria de ser chamado de “Mr. Pan” por TVs e jornais. O cara tem que buscar marcar seu nome na história do esportes em Olimpíadas, Mundiais…Thiago Pereira, que é um ótimo nadador, já se deixou levar por esta armadilha no Pan do Rio, em 2007, e depois acabou amargando com as críticas após o fraco desempenho nas Olimpíadas de Pequim, no ano seguinte.

Tomara que nesta quarta-feira, finalmente Thiago Pereira consiga este maldito recorde, que só serve mesmo para nós, jornalistas, arranjarmos chamadas mais interessantes nas manchetes de sites, jornais, TVs etc. E faça o que sabe melhor: nadar. Sem dar bola para o marketing.

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