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segunda-feira, 13 de junho de 2011 Olimpíadas | 23:43

O exemplo que mais uma vez vem do Japão

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Portão do santuário de Itsukushima, patrimônio da humanidade. Políticos de Hiroshima tiveram responsabilidade ao abrir mão dos Jogos de 2020

Não é de hoje minha admiração pelo Japão e o povo japonês. Um país que renasceu, literalmente, de uma guerra estúpida, após ter sido praticamente destruído e ter se transformado numa das maiores economias do planeta, além de exemplo de tecnologia de ponta. Tudo isso é lugar comum, embora nunca seja demais lembrar destes feitos. Porém, o Japão continua me surpreendendo. Positivamente.

Após algumas regiões do países terem sofrido os efeitos devastadores do um terremoto, seguido de um tsunami, o Japão mostrou ter consciência de suas limitações e responsabilidade com o dinheiro público, após a cidade de Hiroshima ter anunciado nesta segunda-feira, de forma oficial, que está abandonando a corrida para brigar pelos Jogo Olímpicos de 2020. E o mais admirável foi o motivo apresentado pelo prefeito da cidade ao comitê olímpico japonês: a dívida que a cidade ainda tem pela frente por conta de ter organizado os Jogos Asiáticos de 1994.

Se depois de 17 anos um governante de uma cidade japonesa ainda prefere abrir mão de brigar para receber um evento da magnitude dos Jogos Olímpicos para não ampliar seu déficit público, bem que este exemplo poderia ser seguido por outros políticos de outras cidades, hein?

Deixo para o internauta do iG apontar quais cidades deveriam seguir o exemplo do prefeito de Hiroshima.

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sexta-feira, 11 de março de 2011 Almanaque, Imprensa, Olimpíadas | 23:00

O Yoyogi venceu o terremoto

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Casas em chamas após o tsunami, na cidade de Natori, na província de Miyagi

Ninguém que tenha um mínimo de sensibilidade pode ter ficado alheio ao terrível terremoto, seguido de um tsunami, que abalou o Japão nesta sexta-feira, destruindo diversas cidades e matando centenas de pessoas. As imagens das ondas avançando sobre o território japonês impressionam, mesmo que você já as tenha visto duas, três vezes. Uma tragédia que certamente será difícil de esquecer nos próximos anos.

Eis que no meio desta tarde me veio à mente um pensamento que, à primeira vista pode parecer mesquinho diante da dimensão do desastre, mas que tem tudo a ver com este blog. “O que será que aconteceu com o Yoyogi?”, imaginava, tentando descobrir pela internet os efeitos do terremoto no Yoyogi National Gimnasium, um belíssimo ginásio construído para as Olimpíadas de Tóquio, em 1964, e que até hoje recebe as principais competições internacionais no país. No ano passado, por exemplo, recebeu a decisão do Mundial feminino de vôlei, quando o Brasil perdeu para a Rússia.

O Yoyogi National Gimnasium foi construído para as Olimpíadas de 64, em Tóquio

Conheci o Yoyogi quando estive em Tóquio, em 1997, como enviado especial do “Lance!”, para cobrir a Copa dos Campeões de vôlei e a disputa do Mundial de clubes entre Cruzeiro e Borussia Dotmund. Ao chegar ao Yoyogi Park, onde o ginásio está localizado, fiquei impressionado com sua estrutura e beleza. Mesmo sendo uma arena com mais de 40 anos de idade, é extremamente confortável para as mais de 13.200 pessoas que pode receber.

Além do design arrojado para a época, o Yoyogi ainda estava à frente de seu tempo no quesito de arena multiuso: debaixo da quadra de vôlei, estava a piscina olímpica para as provas de natação e de saltos ornamentais. Foi nesta mesma quadra que o Japão teve a honra de vencer o primeiro torneio olímpico da história, ao derrotar a poderosa URSS na decisão do ouro.

Ah, você quer saber o que aconteceu com o velho Yoyogi? Felizmente, mesmo quarentão, ele resistiu bem aos fortes tremores desta sexta-feira e já se programa para receber o Mundial de patinação no gelo, a partir do próximo dia 20. O show deve continuar, é o que dizem.

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