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sexta-feira, 1 de abril de 2011 Isso é Brasil | 17:57

A TV no esporte: o lado bom e o lado ruim

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Antes de mais nada, já aviso que não quero invadir a praia da colega Aretha Martins, que cobre com competência o dia a dia do vôlei aqui no iG Esporte e em seu blog, o Mundo do Vôlei. Mas não dá pra passar incólume o verdadeiro absurdo cometido nesta quinta-feira, em uma partida válida pela Superliga Feminina. O Vôlei Futuro sofreu, mas derrotou o Macaé por 3 sets a 1 e se classificou para a semifinal. O problema é que, por exigência da televisão, a partida começou às 21h45 e terminou, pasmem, a 0h18min de sexta-feira!

Fico imaginando o que o público – por sinal muito bom, diga-se de passagem – que compareceu ao ginásio do Macaé deve ter pensando ao ver que a partida avançava para o começo da madrugada e nada de terminar. E quem tinha trabalho ou faculdade no dia seguinte? Certamente esta pessoa irá pensar duas vezes em comparecer a uma partida de vôlei. E o pior é que estes horários esdrúxulos, sempre por exigência do Sportv, que detém os direitos de transmissão do campeonato, se repetiram frequentemente ao longo do campeonato.

Ninguém aqui é louco para questionar a importância da parceria da televisão no esporte olímpico do Brasil. Ainda mais em um país onde impera a monocultura esportiva e que represa a maioria absoluta dos recursos de verbas de publicidade para o futebol. Mas tudo tem um limite e como os dirigentes são incompetentes para obter outras fontes de recurso, acabam fechando os olhos para situações ridículas como a de um jogo de vôlei terminando quase meia-noite e meia, em pleno dia de semana.

A TV faz o papel dela. Comprou o evento e pode colocá-lo no horário que lhe for mais conveniente. A audiência estará lá, quem gosta de vôlei, basquete ou tênis (só para citar três modalidades que têm eventos transmitidos pelo Sportv) irá assistir, não importa se o jogo começar às 17h, 20h ou 23h. Mas não se pode dizer que os executivos da TV possuam bom senso. Ninguém de bom senso marca um jogo de vôlei para começar às 21h45. Da mesma forma que os cartolas que comandam as modalidades não podem deixar de reconhecer sua fraqueza e dependência total ao dinheiro pago pelas emissoras. Sem esta grana, muitas destas modalidades estariam na pior.

Para um país que vai organizar as Olimpíadas daqui a cinco anos, o aspecto educacional esportivo é algo que não pode ser deixado de lado. E que tal começarmos a educar as pessoas a gostar de esporte, marcando os eventos para um horário em que todos possam acompanhá-lo, sem com isso atrapalhe suas vidas?

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domingo, 6 de março de 2011 Pan-Americano | 23:51

Jogos Pan-Americanos serão vistos por 150 milhões de pessoas. Pelo menos teoricamente…

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Otimismo é o que não falta para Emilio González  Márquez, governador de Guadalajara, cidade-sede dos próximos Jogos Pan-Americanos. Pelas contas do político, um total de 150 milhões de pessoas irão assistir às imagens da competição pela TV, que deverão totalizar 750 horas de transmissão televisiva. O Pan de Guadalajara começa no próximo dia 14 de outubro.

De acordo com Márquez, países das três Américas pagam uma boa quantia ao Comitê Organizador dos Jogos pelos direitos de transmissão e não têm interesse somente em acompanhar a parte esportiva dos Jogos, mas também em conhecer a cidade, a cultura e as tradições da sede do Pan.

É tocante a animação do governador González, nem deveria ser diferente. Mas é necessário que se faça uma boa reflexão sobre a real importância que os Jogos Pan-Americanos possuem no contexto esportivo mundial. O evento está muito longe de seu uma competição de primeira linha, pela própria forma com que os Estados Unidos, maior potência esportiva do continente, encara o torneio.

Em algumas modalidades, como natação e ginástica artística, por exemplo, os americanos enviam sua equipe “C”, justamente para que os atletas peguem experiência de olho em competições mais importantes. Outros países, Brasil entre eles, costumam dar um valor superdimensionado aos resultados positivos obtidos no Pan.

Mas o caro governador Márquez não está nem aí se o Pan-Americano deixou de ter importância ou não no mundo esportivo. E cá entre nós, nem deve ligar para isso mesmo. Que ele comemore a audiência (real ou virtual) dos Jogos de Guadalajara do jeito que quiser , mas que trabalhe bastante para deixar todas as instalações esportivas prontas a tempo. Isso sim é importante.

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