Publicidade

Posts com a Tag Sydney 2000

quinta-feira, 13 de novembro de 2014 Imagens Olímpicas, Olimpíadas | 10:24

Você conhece a história das mascotes das Olimpíadas?

Compartilhe: Twitter

Até o final de novembro deverá ser anunciado qual será a mascote dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, que sempre é uma das grandes atrações de cada edição olímpica e objeto de desejo de colecionadores. Mas enquanto ela não é divulgada pelo comitê organizador, que tal conhecer um pouco mais da história das mascotes das Olimpíadas?

1) El Tigre Rojo de Chichen-Itza – Cidade do México 1968

El Tigre Rojo de Chichen-Itza, mascote extra-oficial dos Jogos de 1968, na Cidade do México

El Tigre Rojo de Chichen-Itza, mascote extra-oficial dos Jogos de 1968, na Cidade do México

A primeiro mascote conhecida da história das Olimpíadas na verdade não é reconhecida de forma oficial. Ela era baseada em um trono da pirâmide ´El Castillo´, em Chichen-Itza, feito no formato de um jaguar vermelho

2) Waldi, o cachorro dachshund – Munique 1972

Waldi, o cachorro dachshund dos Jogos de Munique

Waldi, o cachorro dachshund dos Jogos de Munique

De forma oficial, a primeira vez que uma mascote foi usada nas Olimpíadas de verão aconteceu nos Jogos de Munique. O mascote, criado pelo designer gráfico alemão Otl Aicher, mostra um cão dachshund, raça popular na região.

3) Amik, o castor – Montreal 1976

Amik, o castor de Montreal 1976

Amik, o castor de Montreal 1976

Nos Jogos de Montreal, foi escolhida como mascote o castor, um dos símbolos nacionais do Canadá.

4) Misha, o urso – Moscou 1980

O ursinho Misha, dos Jogos de Moscou, a mais carismática mascote olímpica

O urso Misha, dos Jogos de Moscou, a mais carismática mascote olímpica

Talvez a mais popular mascote da história das Olimpíadas. Nos Jogos que ficaram marcados pelo boicote dos Estados Unidos e seus aliados, a União Soviética caprichou e o simpático ursinho ficou marcado na memória de todos, especialmente por causa da cerimônia de encerramento, quando um boneco gigante subiu aos céus dando adeus ao público no Estádio Olímpico de Moscou.

5) Sam, a águia – Los Angeles 1984

Sam, a águia, foi a mascote dos Jogos de 84, em Los Angeles

Sam, a águia, foi a mascote dos Jogos de 84, em Los Angeles

Animal-símbolo dos Estados Unidos, a águia Sam foi desenhada por Robert Moore, que trabalhava para os estúdios Disney. Pena que os Jogos de Los Angeles também sofreram com o boicote, desta vez liderado pela União Soviética.

6) Hodori, o tigre – Seul 1988

Hodori, o tigre, foi a mascote de Seul 1988

Hodori, o tigre, foi a mascote de Seul 1988

Nos Jogos de Seul, existiam duas mascotes, Hodori e Hosuni, mas o tigre Hodori se tornou muito mais popular, talvez pelo fato de aparecer em diversas lendas coreanas

7) Cobi, o cachorro sheepdog estilizado – Barcelona 1992

O cão estilizado Cobi e seu criador, o cartunista Javier Mariscal

O cão estilizado Cobi, dos Jogos de Barcelona 1992 e seu criador, o cartunista Javier Mariscal

O cão pastor estilizado não empolgou muito em Barcelona 1992, ao contrário dos Jogos, que foram sensacionais.

8) Izzy, a figura abstrata – Atlanta 1996

O esquisito Izzy, mascote de Atlanta 1996

O esquisito Izzy, mascote de Atlanta 1996

A pior mascote desde que elas começaram a aparecer em Jogos Olímpicos. Uma figura abstrata, que ninguém conseguia explicar o que representava de fato. Tudo a ver com a própria edição das Olimpíadas de Atlanta, sem carisma e com inúmeros problemas de organização.

9) Ollie, Syd e Millie, a kookaburra, o ornitorrinco e a equidna – Sydney 2000

As mascotes Ollie, Syd e Millie, de Sydney 2000

As mascotes Ollie, Syd e Millie, de Sydney 2000

Os três mascotes criados por Matthew Hatton representavam animais típicos da Austrália: Olly, uma ave kookaburra; Syd, um ornitorrinco; e Millie, a equidna, uma espécie de tamanduá espinhoso.

10) Athena e Phevos, bonecos antigos – Atenas 2004

Athena e Phevos, as mascotes de Atenas 2004

Athena e Phevos, as mascotes de Atenas 2004

As duas mascotes foram feitas por Spyros Gogos e representavam bonecos que imitam crianças. As mascotes tiveram o design baseado em um antigo boneco grego de terracota.

11) Fuwa, peixe, panda gigante, Chama Olímpica, chiru e andorinha – Pequim 2008

"Fuwa", as cinco mascotes dos Jogos de Pequim 2008

“Fuwa”, as cinco mascotes dos Jogos de Pequim 2008

Chamados respectivamente de Beibei, Jingjing, Huanhuan, Yingying e Nini, as mascotes vieram da frase chinesa que signifca “Pequim te dá boas-vindas”.

12) Wenlock e Mandeville, gotas de aço com câmera para os olhos – Londres 2012

Wenlock e Mandeville, as estranhas mascotes de Londres 2012

Wenlock e Mandeville, as estranhas mascotes de Londres 2012

As duas mascotes dos Jogos de Londres 2012 (Wenlock era a mascote das Olimpíadas, enquanto Mandeville representava as Paraolimpíadas) eram gotas de aço com câmeras no lugar dos olhos. Eles representavam o começo da Revolução Industrial, ocorrida no Reino Unido. Mas olhando a foto, é meio difícil de enxergar tudo isso.

 

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 29 de abril de 2014 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 23:25

Rio 2016 e as verdades que incomodam

Compartilhe: Twitter

“Acho que a situação é pior do que em Atenas [em 2004]. Nós ficamos muito preocupados. Eles não estão prontos em muitas, muitas formas. Nós temos de fazer (esse evento) acontecer e essa é a decisão do COI. Não podemos simplesmente ignorar essa situação”



Vamos combinar uma coisa: ninguém pode dizer que está surpreso com o nível das críticas de integrantes do COI (Comitê Olímpico Internacional) em relação à organização das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Desde que a entidade internacional decretou que haveria a necessidade de colocar um homem de sua confiança no cangote dos integrantes do comitê organizador – e por tabela nos governos municipal e estadual do Rio de Janeiro, bem como no governo federal – já deveria ser encarada com naturalidade a saraivada de críticas que irão aparecer aqui e ali.

John Coates criticou de forma incisiva a organização do rio 2016. Disse alguma mentira?

John Coates criticou de forma incisiva a organização do rio 2016. Disse alguma mentira?

A frase que abre este post é do australiano John  Coates, vice-presidente do COI, presidente do comitê olímpico australiano (AOC, na sigla em inglês) e integrante da comissão de avaliação da organização do Rio 2016. Ele fez as declarações durante um fórum olímpico em Sydney, nesta terça-feira, e publicadas no site do AOC.

E antes que o sentimento patriótico/pacheco comece a aflorar nos dedos de algum internauta, já me adianto a dizer que Mr. Coates está longe de ser um aventureiro ou interessado em avacalhar com a imagem do Brasil perante a comunidade esportiva mundial. Primeiro, por ser um homem extramente experiente no esporte. pois há 40 anos participa da organização de Jogos Olímpicos. Além disso, ele foi o presidente do comitê organizador dos Jogos de Sydney 2000, um dos mais eficientes e elogiados da história.

E convenhamos, Coates disse alguma mentira?

Coates simplesmente repetiu o que o seu chefe, o alemão Thomaz Bach, presidente do COI, já havia dito há 20 dias: a situação para o Rio 2016 é crítica. Quando alguém da importância do dirigente australiano diz que está pior do que em Atenas 2004, é sinal de que a intervenção chegou até com atraso. “O COI formou uma força-tarefa especial para tentar acelerar os preparativos, mas a situação é crítica. O COI adotou uma postura de ‘mãos na massa’, o que é sem precedentes, mas não há plano B. Nós estamos indo para o Rio”, disse Coates.

O que me causa espanto, porém, é que certas verdades ainda incomodem o ego das pessoas ligadas à organização das Olimpíadas do Rio. No começo da tarde, o comitê organizador soltou uma nota oficial na qual, de maneira bem sutil, criticou a cornetada do dirigente australiano. Mas será que eles estão em condições de rebater alguma coisa? Mais trabalho e menos papo, minha gente!

Confira abaixo a íntegra do comunicado do Rio 2016

“Já passamos da hora em que discussões genéricas sobre o progresso da preparação possam contribuir com a evolução da jornada rumo aos Jogos. É tempo de focarmos mais no trabalho e no engajamento. Os anúncios recentes do orçamento para os projetos de infraestrutura e legado, além do lançamento da licitação para as obras do Parque Olímpico de Deodoro são iniciativas cruciais e inequívocos sinais de avanço. O trabalho em conjunto com as três esfera do governo, federal, estadual e municipal, está funcionando. O suporte do Comitê Olímpico Internacional também.

Temos uma missão histórica: organizar os primeiros Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Brasil e da América do Sul. Vamos cumpri-la. Em 2016 o Rio organizará Jogos excelentes que serão entregues absolutamente dentro do prazo e dos orçamentos já anunciados”.

Autor: Tags: , , , ,

quinta-feira, 24 de abril de 2014 Ídolos | 14:34

O mito Phelps está de volta. Isso é bom ou ruim?

Compartilhe: Twitter
Michael Phelps comemora uma das medalhas de ouro obtidas nas Olimpíadas de Londres

Michael Phelps comemora uma das medalhas de ouro obtidas nas Olimpíadas de Londres

Menos de dois anos após ter decidido abandonar as piscinas, o americano Michael Phelps, um dos gênios do esporte mundial, retornou à natação nesta quinta-feira, competindo no Grand Prix de Mesa, no Arizona. O maior ganhador de medalhas olímpicas na história dos Jogos – foram 22, sendo 18 de ouro, divididas entre Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012 – nadou as eliminatórias dos 100 m borboleta e fez o melhor tempo da série, com 52s86, mais de três segundos acima do recorde mundial, que por acaso é dele mesmo.

Esta decisão de Phelps em dar um bico na aposentadoria é excelente para o torcedor brasileiro, que pode sonhar com a chance de ver o americano de perto daqui a dois anos, no Rio de Janeiro, durante as Olimpíadas de 2016, tentando ampliar seus recordes. Mas terá sido esta uma boa decisão para o próprio Phelps?

A tomar pelo exemplo das duas últimas grandes estrelas da natação que também tentaram retomar o caminho das glórias esportivas após um período de inatividade, pode ter sido uma fria. Tanto o americano Mark Spitz, estrela nos Jogos Olímpicos de Munique 1972, quanto o australiano Ian Thorpe, que foi “o cara” das Olimpíadas de Sydney 2000, fracassaram.

É verdade que a questão do tempo pesa a favor de Phelps nesta sessão nostalgia. Spitz tentou se classificar para as Olimpíadas de Barcelona 1992, ou seja, 20 anos depois de se aposentar. Thorpe fracassou na seletiva para os Jogos de Londres, 12 anos após ter brilhado na Austrália. O americano tem menos de dois anos longe das competições. O efeito certamente terá sido menos penoso.

A volta de Michael Phelps já deixou as estrelas da natação brasileira animados, como Cesar Cielo e Thiago Pereira, que projetam possíveis duelos com ele em 2016, pois o americano planeja nadar distâncias mais curtas e até mesmo provas de velocidade, especialidade de Cielo. Que a volta às piscinas não abale parte da vitoriosa imagem que Phelps construiu nos últimos dez anos.

 

Autor: Tags: , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 6 de novembro de 2013 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 20:22

Rio 2016 lança pictogramas dos Jogos. Saiba mais sobre eles

Compartilhe: Twitter

logo2016Vamos reconhecer que o nome não ajuda muito. Mas não pode pensar em Jogos Olímpicos e Paraolímpicos  sem imaginar os pictogramas. E que raios são os pictogramas?

Bem, caso você não saiba, são os símbolos utilizados por cada cidade sede das Olimpíadas para identificar as modalidades esportivas em disputa, bem como identificar serviços e instalações, tornando-se um sistema de comunicação visual que facilita a orientação de torcedores, atletas, treinadores e jornalistas durante a realização do evento. Além disso, os símbolos também servem para identificar a cultura local.

Nesta quinta-feira, haverá o lançamento oficial dos pictogramas que serão usados nas Olimpíadas e Paraollimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Há uma grande expectativa para ver qual será o projeto gráfico que irá representar os Jogos do Rio. Pessoalmente, espero que seja mais atraente do que a logomarca oficial…

Mas a utilização dos pictogramas é relativcamente nova. A primeira edição olímpica em que eles foram usados foi nos Jogos de Tóquio, em 1964. Alguns ficaram bastante conhecidos, como os dos Jogos de Munique 1972, repetidos em Montreal 1976, mostrando os esportes em ação e velocidade. Outros, como os de Pequim 2008, foram inspirados na história da China antiga.

Confira na galeria abaixo os pictogramas olímpicos desde Tóquio 1964:

 

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 6 de novembro de 2012 Seleção brasileira | 19:34

Encontro de gerações na natação feminina

Compartilhe: Twitter

Graciele Herrmann e Fabíola Molina serão uma atração à parte em Guaratinguetá

Começa nesta quarta-feira em Guaratinguetá (SP) a última chance para os nadadores brasileiros obterem índice ao Campeonato Mundial de piscina curta (25 m), que será disputado em Istambul, na Turquia, em dezembro. Mas o 8º Torneio Open de natação também terá como atração um verdadeiro encontro de gerações.

De um lado, com 37 anos e já ensaiando um adeus às piscinas, está a paulista Fabíola Molina, com três Olimpíadas no currículo (Sydney 2000, Pequim 2008 e Londres 2012). Tem como melhor resultado a medalha de prata no Pan-Americano de 2007, disputado no Rio, nos 100 m costa.

Do outro, com somente 20 anos, a gaúcha Graciele Herrmann, que debutou em Olimpíadas justamente esse ano, em Londres, e que é considerada como uma das grandes esperanças na natação feminina brasileira para os Jogos de 2016, no Rio. Seu principal resultado também foi uma medalha de prata pan-americana, obtida em Guadalajara, em 2011.

Fabíola nadará em Guaratinguetá os 50 e 100 m costa, 50 e 100 m borboleta, enquanto Graciele competirá nos 50, 100 e 200 m livre.

Autor: Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 24 de setembro de 2012 Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:45

Robert Scheidt mostra que não perdeu a mão na Laser

Compartilhe: Twitter

Robert Scheidt, de volta à classe Laser, segue na liderança no Campeonato Italiano

Atualizado

Se tem alguém de quem você sempre pode esperar alguma coisa, este é o velejador Robert Scheidt. Sem poder mais competir na Star, retirada do programa olímpico para os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, o maior medalhista brasileiro na história das Olimpíadas, cinco ao todo (duas de ouro, em Atlanta 1996 e Atenas 2004; duas de prata, em Sydney 2000 e Pequim 2008; e uma de bronze, em Londres 2012), Scheidt voltou às origens.

Em preparação para o Rio 2016, Scheidt voltou ao “porto seguro” e recomeçou a treinar na Laser, classe que havia abandonado em 2001 (com um breve retorno em 2004, quando foi ouro em Atenas). E não é que mesmo “enferrujado”, Scheidt continua exibindo a velha forma? Após três dias de competição, ele lidera o Campeonato Italiano, em Scarlino.

Definitivamente, Robert Scheidt é mesmo um fenômeno!

Atletismo

Neste domingo, foi encerrado em São Paulo o Campeonato Sul-Americano Sub 23 de atletismo, realizado na pista do Ibirapuera, com ampla vantagem da seleção brasileira, reforçada por atletas que disputaram as Olimpíadas de Londres. No total, o Brasil conquistou 51 medalhas (24 de ouro, 14 de prata e 13 de bronze) e 494 pontos (250 no masculino e 244 no feminino), superando a Argentina, que ficou na segunda colocação geral. Um dos destaques individuais da competição foi Geisa Arcanjo, do arremesso de peso, que levou o ouro com a marca de 18,43m. Em Londres, Geisa terminou na sétima posição, melhor colocação de uma brasileira na história olímpica desta prova.

Ginástica rítmica

O Brasil conseguiu um ótimo desempenho no Campeonato Sul-Americano de ginástica artística, que foi realizado no último final de semana em Cali. No total, a equipe brasileira conquistou 18 medalhas, sendo 13 de ouro, quatro de prata e uma de bronze, computados os resultados das equipes adulta, juvenil, infantil e pré-infantil.

Tiro esportivo

Roberto Schmits disputou a final da fossa olímpica na final da Copa do Mundo de tiro esportivo, realizado em Maribor, na Eslovênia. E embora tenha obtido sua vaga após ter ficado entre os oito melhores do mundo no ranking mundial, na final Schmits não foi tão bem, tendo terminado em 11º entre 14 competidores.

Ciclismo estrada

Ciclistas brasileiros competiram no Campeonato Mundial de ciclismo estrada, na cidade de Limburg, na Holanda, neste final de semana. No masculino, Rafael Andriato terminou apenas 49º lugar, após sofrer uma queda durante a prova. Já no feminino, Clemilda  Fernandes foi um pouco melhor: terminou na 36ª posição.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 1 de agosto de 2012 Ídolos, Imagens Olímpicas, Olimpíadas | 11:00

Phelps e o real significado da expressão 'ver a história ao vivo'

Compartilhe: Twitter

Michael Phelps comemora a medalha de ouro no 4 x 200m medley e o recorde de medalhas olímpicas

Meu amigo e colunista do Estadão e comentarista da ESPN Brasil, Antero Greco, costuma ficar incomodado com uma expressão que virou “carne de vaca”, no jargão jornalístico: Fulano (ou Fulana) está fazendo história…De repente, qualquer feito, qualquer resultado um pouco mais expressivo, serve como desculpa para irmos às redes sociais e exaltarmos que tal fato é o maior ou mais importante de nosso tempo.

Não é bem por aí, e concordo em gênero, número e grau com o Antero. Banalizou-se o fato de alguém conquistar um grande resultado esportivo, somente com a desculpa de valorizar excessivamente este resultado.

Só que o que ocorreu nesta terça-feira no Aquatics Centre, de Londres, merece sim ser chamado de fato histórico. E nem teria como ser diferente. Ao fechar o revezamento 4 x 200 m medley, o americano Michael Phelps garantiu a medalha de ouro para os EUA e tornou-se o maior medalhista da história dos Jogos Olímpicos, comum total de 19 medalhas, superando a soviética Larissa Latynina, que entre Melbourne 1956 e Tóquio 1064 ganhou 18.

A festa que ocorreu no parque aquático e o frenesi que tomou conta da zona mista, invadida por centenas de repórteres malucos para entrevistar Phelps, são coisas que não se esquecerão tão cedo. E posso dizer que vi dois destes momentos históricos na natação. O outro deles já relatei aqui no blog:  em Sydney 2000, quando comandada por Ian Thorpe, a equipe da Austrália bateu os EUA no revezamento 4 x 100 m livre, impondo a primeira derrota aos EUA nesta prova na história olímpica

Autor: Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 13 de julho de 2012 Almanaque, Olimpíadas, Seleção brasileira | 12:30

Será que quebrou o encanto do vôlei brasileiro?

Compartilhe: Twitter

O corte de Mari na seleção feminina é mais um exemplo de que as coisas não andam bem no vôlei brasileiro

Desde 1992, o vôlei é sinônimo de sucesso no esporte olímpico brasileiro. Para aqueles de memória curta, foi a partir dos Jogos de Barcelona que o vôlei iniciou uma participação constante nos pódios olímpicos. Confira: ouro com a seleção masculina em Barcelona 1992; bronze com a feminina em Atlanta 1996 e Sydney 2000; ouro com a equipe masculina em Atenas 2004; e o ponto alto alcançado em Pequim 2008, com o ouro do time feminino e a prata do masculino.

O vôlei se transformou, nos últimos 30 anos pelo menos, no maior exemplo de sucesso de uma modalidade coletiva no universo olímpico brasileiro. Isso é indiscutível. Todo este êxito é fruto de muito trabalho, competência na formação de base e muito talento dentro de quadra. Mas se tem algo que o vôlei não se acostumou muito neste período vencedor foi conviver com crises. E quando elas chegam, sai de baixo…

O recente episódio do corte da ponteira Mari, na seleção feminina, e o fracasso da equipe masculina na Liga Mundial, quando terminou com sua pior colocação na fase final da competição, mostram bem que o momento pelo qual passa o vitorioso vôlei do Brasil é delicado. A impressão que fica para quem está de fora é que o encanto quebrou.

A entrevista de Mari nesta quinta-feira sinaliza que as coisas não andam muito bem dentro do grupo comandado pelo técnico José Roberto Guimarães. Por mais que escolhesse bem as palavras, Mari deixou no ar uma mágoa profunda com o treinador, ao dizer que ainda “tinha muita lenha para queimar”. O treinador rebateu de forma resumida, justificando como “critérios técnicos” o motivo do corte.

Embora Mari negue problemas de relacionamento dentro do grupo, essa é uma possibilidade que não pode ser descartada e por isso Zé Roberto teria optado em agir antes que o estrago fosse definitivo. De qualquer forma, Mari não vinha conseguindo render o suficiente, mesmo mudando de posição, após uma temporada repleta de lesões.

Na seleção masculina, as contusões dos principais jogadores (Giba, Dante, Murilo e Visotto), além de uma sensação de desgaste geral do grupo e do técnico Bernardinho, parecem conspirar contra a chance da equipe brigar pela terceira medalha de ouro olímpica no masculino.

Espero queimar a língua, mas há uma boa chance de que os Jogos de Londres 2012 quebrem a sequência de pódios olímpicos que o vôlei vem conquistando com competência e talento.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 31 de maio de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 07:31

Handebol feminino teve a melhor 'mão' entre todos os sorteios

Compartilhe: Twitter

A seleção brasileira feminina de handebol comemorou seu grupo nas Olimpíadas

Ainda falta acontecer a definição dos grupos do torneio masculino de vôlei, mas uma coisa é certa: entre as seleções brasileiras que disputam os esportes coletivos nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, ninguém se deu tão bem quanto as garotas do handebol, que escaparam do chamado “grupo da morte”, após o sorteio realizado nesta quarta-feira, evitando assim duelos contras as fortíssimas Noruega, França, Espanha e Dinamarca ainda na primeira fase da competição.

Duvida? Então é só relembrar o que já rolou entre os sorteios dos esportes coletivos…

Aparentemente, o futebol masculino encarou uma moleza. Mas o time de Mano Menezes terá pela frente um país africano (Egito) – e o Brasil sempre se complica com africanos em Olimpíadas – , um representante do Leste Europeu (Belarus), que costuma ser um rival difícil de ser batido, e conta somente com a Nova Zelândia como única baba genuína na chave.

No futebol feminino, fora Camarões, a pior colocada no ranking da Fifa entre as quatro integrantes da chave, o Brasil poderá ter problemas contra Grã-Bretanha (cuja base deve ser a Inglaterra, nona colocada na lista) e Nova Zelândia (24º colocado).

De volta aos Jogos Olímpicos depois de 16 anos, o basquete masculino também não encontrou nenhuma chave “mamão com açúcar”, assim podemos dizer. Terá a Espanha, atual vice-campeã olímpica, como única pedreira, mas não se pode dizer que a Austrália seja um rival fraco, pois tradicionalmente gosta de complicar o jogo para o time brasileiro, e terá um rival vindo do fortíssimo Pré-Olímpico mundial. Pode pintar, por exemplo, uma Grécia ou uma Lituânia da vida…

Em compensação, o grupo do basquete feminino foi uma autêntica roubada.  Para começar, terá a Rússia, uma das potências da modalidade; depois, terá a Austrália, três medalhas de prata olímpicas consecutivas (Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008). E ainda virão duas equipes do Pré-Olímpico mundial, como algum time europeu chato (Rep. Tcheca) ou um asiático carne de pescoço (Japão ou Coreia do Sul).

Agora, pedreira mesmo vai encarar o vôlei feminino do Brasil. Diferentemente de outras modalidades, aqui as seleções foram divididas de acordo com critérios pelo ranking da FIVB (Federação Internacional de Vôlei). E foi por causa disso que sobrou para a seleção brasileira rivais como EUA (atuais vice-campeãs olímpicas), Sérvia (campeã europeia de 2011), China (bronze em Pequim 2008) e a surpresa Turquia, dirigida pelo  técnico brasileiro Marco Aurélio Motta.

Diante de tudo isso, a chave do handebol feminino do Brasil nas Olimpíadas é bem mais tranquila. Tem uma superpotência como a Rússia, é verdade, mas tem dois rivais fracos (Angola e Grã-Bretanha), um time “ganhável” (Croácia) e um jogo bem parelho (Montenegro).

Se a equipe comandada pelo técnico dinamarquês Morten Soubak conseguir manter a atual performance dos ultimos amistosos (e também contar com um pouquinho de sorte), terá enormes chances de brigar por uma inédita medalha para o handebol brasileiro.

Autor: Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 4 de abril de 2012 Imprensa, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:39

Tiago Camilo e Luciano Corrêa vão a Londres. Foi justo?

Compartilhe: Twitter

Tiago Camilo terá seu nome confirmado pela CBJ na equipe que vai a Londres

No jargão jornalístico, “furar a concorrência” é o ponto alto de um dia de trabalho, quando você consegue uma informação exclusiva e importante. Pois imagino que para o competente colega Rodrigo Farah, do iG, esta quarta-feira tenha sido um destes dias marcantes, graças ao “furo” que ele publicou, contando que a seleção brasileira de judô nas Olimpíadas de Londres 2012 está fechada, com a definição das duas dúvidas que restavam, que eram as presenças de Tiago Camilo (peso médio) e Luciano Corrêa (meio pesado).

A CBJ (Confederação Brasileira de Judô) só deverá oficializar a lista dos convocados no final de maio, quando será fechado o ranking mundial da IJF (Federação Internacional de Judô). Pela classificação da entidade, seriam os titulares da seleção Hugo Pessanha (médio) e Leonardo Leite (meio pesado), que no entanto terão pontos obtidos em 2011 descartados, a exemplo do que ocorre no ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais).

Bem, neste ponto eu quero convidar o(a) amigo(a) que acompanha este blog a fazer uma reflexão: a despeito de toda a qualidade e competência indiscutíveis de Camilo e Corrêa, será que foi o critério mais justo usar o ranking da IJF?  Não seria mais justo levar Pessanha e Leite?

Como disse, não estou colocando aqui em questão a competência e até a maior experiência dos dois judocas selecionados. Até porque Tiago Camilo tem simplesmente duas medalhas olímpicas (prata em Sydney 2000 e bronze em Pequim 2008), enquanto Luciano Corrêa foi ouro no Mundial de judô de 2007, no Rio. Mas até pela posição do ranking, os dois preteridos passam por uma fase melhor.

Se o ranking da IJF acaba premiando a regularidade, fico pensando se não deveria ser levado em conta o momento que cada judoca está vivendo. E vale lembrar que não há um consenso 100%  entre os atletas brasileiros que este seja o melhor critério para definir a equipe olímpica. Outros países (a China por exemplo) não utilizam o ranking da IJF para definir sua seleção.

De qualquer forma, polêmico ou não, o critério de escolha da CBJ para definir a equipe que irá a Londres 2012 é pelo menos 1.000.000 de vezes melhor do que existia na época em que esta modalidade foi comandada por Joaquim Mamede, talvez o maior ditador que já existiu no esporte brasileiro. Os mais novos talvez não saibam, mas Mamede, que comandava a CBJ com mão de ferro, era capaz de deixar de fora um atleta mais talentoso, por pura picuinha pessoal. Aurélio Miguel que o diga.

Portanto, mesmo sendo um critério discutível, é inegável que o judô brasileiro esteja enviado a Londres uma equipe muito forte, talvez a melhor de todos os tempos, com potencial para voltar ao Brasil carregada de medalhas.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última