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quinta-feira, 16 de outubro de 2014 Histórias do esporte, Imprensa, Pan-Americano, Seleção brasileira | 22:21

“Você não quer assumir a Confederação, não?”

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Gustavo casado é campeão mundial de patinação, mas não tem nem Bolsa Atleta para competir no exterior

Gustavo Casado é campeão mundial de patinação, mas tem que pagar do bolso para poder competir

Vez ou outra amigos jornalistas que lecionam em faculdades de jornalismo me convidam para dar uma palestra, seja sobre a profissão, seja para falar de uma cobertura de um mega-evento. Vou a todas que posso com enorme prazer, pois adoro a oportunidade de compartilhar com a moçada mais nova a experiência de tantos anos de estrada. E sempre que o tema permite, eu comento com a plateia que uma das coisas mais gratificantes de se fazer como jornalista esportivo são aquelas matérias com o chamado “mundo alternativo” do esporte, atletas ou modalidades nanicas, que passam longe do glamour de títulos e medalhas. É uma aula ao vivo de reportagem, vale por um curso inteiro de jornalismo.

Mesmo para alguém da velha guarda (os detratores irão dizer da velhíssima guarda), sempre há o que aprender. Esse foi o sentimento que eu tive ao escrever as reportagens publicadas nesta quinta-feira no iG Esporte, retratando as dificuldades que os chamados “primos pobres” do esporte do Brasil enfrentam em sua preparação para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, que serão realizados em julho do ano que vem.

Em uma série de três matérias (a principal está aqui, onde você poderá acessar as demais), é possível perceber quão dura é a vida de modalidades como boliche, beisebol, squash, esqui aquático, caratê e patinação artística, que por não integrarem o programa olímpico, não recebem verbas da Lei Agnelo/Piva, que destina 2% das verbas das loterias federais ao esporte nacional. Sem dinheiro, sobram problemas, sofrem com ausência de patrocinadores e nem apoio do COB (Comitê Olímpico do Brasil) eles têm. Apenas no ano que vem, na reta final para o Pan, poderão ter alguma ajuda, dependendo dos valores disponíveis.

É claro que não há santo nesta história. A maioria absoluta destas confederações sofre não apenas por causa da falta de grana, mas pela própria incompetência administrativa e ausência de novas pessoas que possam dar um novo rumo a estas modalidades. Casos de atletas que, em plena época de Bolsa-Atleta e Bolsa-Pódio – só para citar dois programas de ajuda patrocinados pelo Ministério do Esporte atualmente em vigor-, ainda precisam enfiar a mão no próprio bolso para poder representar o Brasil em competições internacionais, são rotineiros.

Mas voltando ao início deste texto, eu dizia o quanto reportagens como essa são educativas, mesmo para alguém com 30 anos de profissão, e deliciosamente engraçadas também. No universo dos “primos pobres”, falar com o presidente de uma confederação ou com algum atleta é infinitamente mais simples, sem a necessidade de assessores, pedidos formais de entrevista, aquele blábláblá de sempre. O papo flui com naturalidade e muita sinceridade, às vezes até demais. E  no meio daquela entrevista, pode sempre surgir uma situação inesperada.

Foi o que aconteceu quando conversava por telefone com Jorge Otsuka, presidente da CBBS (Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol) desde sua fundação, em 1990. Já havia entrevistado Otsuka em outras ocasiões ao longo destes anos, mas há muito que não conversava com ele. Aí, para quebrar o gelo, logo no começo da entrevista, mostrei meu espanto por ele ainda continuar no cargo. Até que veio a resposta que quase acabou com a entrevista, por causa de um acesso de risos.

“Sim, eu ainda estou por aqui. Ainda. Você não quer assumir a confederação, não?”

Após me recuperar do susto pela resposta do dirigente, eu agradeci e recusei educadamente a nada tentadora oferta.

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sexta-feira, 6 de setembro de 2013 Candidaturas, Olimpíadas | 19:31

Como acompanhar a escolha da sede dos Jogos de 2020

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O Hotel Hilton, em Buenos Aires, será palco de importantes decisões do COI nos próximos quatro dias

O COI (Comitê Olímpico Internacional) promoverá a partir deste sábado aquela que talvez será a mais importante de suas Assembleias Gerais nos últimos anos. Numa incrível coincidência, em um intervalo de apenas quatro dias acontecerão votações fundamentais para o esporte olímpico mundial: a escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2020, a definição do último esporte para completar o programa olímpico e a eleição do novo presidente do COI. O iG Esporte produziu um especial sobre o tema, que pode ser acessado neste link aqui.

Veja também: Conheça o vídeo oficial das cidades que concorrem aos Jogos Olímpicos de 2020

Mas para quem quiser acompanhar ao vivo toda a movimentação e resultados da votação, direto do Hotel Hilton, em Buenos Aires, o COI disponibilizará um link em seu site, prometendo transmitir tudo em tempo real. Clique aqui para acompanhar as sessões. A primeira eleição (e sem dúvida a mais aguardada) será a escolha da cidade sede de 2020.

E como o blogueiro não gosta de ficar em cima do muro, aqui vão os meus palpites: serão eleitos Tóquio, luta olímpica e Thomaz Bach, respectivamente.

Abaixo, o calendário dos principais eventos da 125ª Assembleia Geral do COI:

Sábado – 7/9*

9h – 10h10 – Apresentação da candidatura de Istambul para os Jogos de 2020
10h25 – Coletiva de imprensa do comitê de candidatura de Istambul
10h30 – 11h40 – Apresentação da candidatura de Tóquio
11h55 – Coletiva de imprensa do comitê de Tóquio
12h – 13h10 – Apresentação da candidatura de Madri
13h25 – Coletiva de imprensa do comitê de Madri
15h45 – 16h – Votação para eleger a sede das Olimpíadas de 2020
17h – 17h30 – Cerimônia de anúncio da sede das Olimpíadas de 2020
18h30 – 19h – Assinatura do contrato da cidade sede com o COI, seguida de coletiva de imprensa

Domingo – 8/9*

10h30 – 11h – Apresentação da Confederação Internacional de Beisebol e Softbol
11h – 11h30 – Apresentação da Federação Mundial de Squash
11h30 – 12h – Apresentação da Federação Internacional de Lutas Associadas
12h – 12h45 – Votação para a inclusão da 26ª modalidade no programa esportivo dos Jogos Olímpicos

Terça-feira – 10/9*

9h30 – 10h15 – Eleição dos novos membros do COI
11h – 12h – Eleição do novo presidente do COI
12h30 – Cerimônia de anúncio do novo presidente do COI
16h40 – 16h50 – Discurso de despedida do presidente Jacques Rogge
18h30 – Coletiva de imprensa com o novo presidente do COI

* Horários de Brasília

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quarta-feira, 29 de maio de 2013 Olimpíadas, Política esportiva | 13:53

Luta, squash e beisebol/softbol: qual deles vai sobreviver nas Olimpíadas?

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Comunidade da luta olímpica continua em campanha pela permanência da modalidade

E o COI (Comitê Olímpico Internacional) decidiu nesta quarta-feira a pré-lista dos três esportes que continuam brigando pela vaga final no programa olímpico dos Jogos de 2020. Na reunião do comitê executivo da entidade, realizada em São Petersburgo (RUS), decidiu-se que a luta olímpica, o squash e o beisebol/softbol permanecem na briga pela vaga do 26º esporte. Foram eliminados caratê, escalada esportiva, wakeboard, esportes sobre patins e wushu. A decisão final sairá na Assembleia Geral do COI, em setembro, em Buenos Aires.

A decisão do COI não pode ser considerada uma surpresa. Já na semana passada, uma pesquisa no site Gamebids, especializado na cobertura do movimento olímpico, apontava para a definição destas três modalidades na pré-lista. Comentava-se nos bastidores que a recusa da MLB (Major League Baseball) em liberar seus milionários atletas para as Olimpíadas pudesse pesar contra a modalidade, mas o lobby das emissoras de TV dos EUA, que pagam milhões ao COI pelos direitos de transmissão e que têm grande interesse na volta dos dois esportes, pesou na escolha.

Pessoalmente, fiquei feliz com a decisão. Embora ainda seja uma pré-lista e muita água irá rolar debaixo desta ponte até setembro (politicamente falando), será um absurdo de proporções tsunâmicas que a luta, esporte base das Olimpíadas desde os Jogos da Grécia Antiga, fosse excluída na reunião desta quarta-feira.

E como não fico em cima do muro, minha torcida é pela manutenção da luta olímpica na eleição do COI, em setembro.

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quinta-feira, 23 de maio de 2013 Olimpíadas, Política esportiva | 23:45

COI define pré-lista de esportes para entrar nos Jogos de 2020 na próxima quarta-feira

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Comitê executivo do COI deve escolher três esportes que continuarão na briga pela última vaga no programa olímpico dos Jogos de 2020

O mistério para saber quais modalidades continuam na briga por um lugar no programa olímpico para os Jogos de 2020, ainda sem sede escolhida, terminará na próxima quarta-feira. Durante reunião do comitê executivo do COI (Comitê Olímpico Internacional), realizada em São Petesburgo (Rússia), serão selecionadas os esportes que continuarão na briga para ficar com a última vaga entre os core sports (modalidades principais). Estima-se que o COI divulgará uma lista com três esportes. O anúncio será feito às 12h30 desta quarta-feira (horário de Brasília).

A grande expectativa é saber se a luta olímpica, um dos esportes mais tradicionais na história dos Jogos, permanecerá no programa de competição. A FILA (Federação Internacional de Lutas Associadas) tem feito um lobby muito forte na comunidade olímpica por sua aprovação. Mas a briga está sendo muito acirrada. Segunda pesquisa do site “Gamebids“, que acompanha o dia-a-dia do movimento olímpico, a luta ocupa a terceira posição na preferência dos internautas, atrás do squash (1º) e beisebol/sofbol (2º).

Ainda concorrem para a eleição definitiva da última vaga no programa olímpico – que ocorrerá em setembro, durante a Assembleia Geral do COI, em Buenos Aires – o caratê, a escalada esportiva, esporte sobre patins, wakeboard e o wushu (variação do kung-fu).

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quarta-feira, 1 de maio de 2013 Olimpíadas, Política esportiva | 14:55

Maio será decisivo para sobrevivência da luta nas Olimpíadas

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Imagem que ilustra página no Facebook, criado pelo comitê americano de lutas, em defesa da permanência da modalidade no programa olímpico

Começa o mês mais importante na briga da luta para se manter como modalidade fixa do programa dos Jogos Olímpicos. Após a surpreendente recomendação em fevereiro do COI (Comitê Olímpico Internacional) para que a luta (e suas respectivas categorias olímpica e greco-romana) deixasse de integrar o programa olímpico a partir de 2020, uma intensa campanha de mobilização e lobby para que a modalidade seja escolhida entre outras sete. A decisão final sairá na assembleia geral do COI, marcada para setembro, em Buenos Aires.

Antes disso, porém, o primeiro obstáculo será passar por uma triagem, em uma reunião do comitê executivo do COI em São Petesburgo (RUS), no dia 27 de maio. Lá, sairá uma lista final com três ou quatro finalistas para a definição da assembleia em setembro. Além da luta, tentam assegurar um lugar como core sport (modalidade principal) do programa olímpico o beisebol/softbol, squash, caratê, esporte sobre patins, escalada esportiva, wakeboard e wushu, uma variação do kung fu.

De acordo com Pedro Gama Filho, presidente da CBLA (Confederação Brasileira de Lutas Associadas) e membro da comissão da FILA (Federação Internacional de Lutas Associadas) que trabalha pela manutenção da modalidade nas Olimpíadas, ainda haverá uma reunião da entidade, dia 18, em Moscou, para determinar as últimas estratégias antes do encontro com os integrantes do COI. Dentro da FILA, o otimismo é grande e o dirigente aposta que a briga pela vaga do 26º esporte no programa dos Jogos de 2020 ficará entre a luta, o beisebol/softbol e o caratê.

A luta faz parte do programa olímpico desde a primeira edição dos Jogos, em Atenas 1896. Ficou fora somente nos Jogos de Paris 1900.  Além disso, foi uma das modalidades fundamentais durante os Jogos da Grécia Antiga.

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