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Posts com a Tag Seul 1988

quinta-feira, 22 de março de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 19:04

Brasil busca vaga olímpica nas lutas e tenta diminuir saldo negativo da modalidade

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No Pan-Americano de Guadalajara, Aline Ferreira ficou com o bronze na categoria 72 kg

Não é segredo para ninguém que a tradição do Brasil nas lutas olímpícas é pífia. Embora a modalidade seja uma das mais tradicionais do programa olímpica, apenas quatro brasileiros (três homens e uma mulher) participaram das Olimpíadas: Seul 1988, Atenas 2004 e Pequim 2008. Para tentar diminuir um pouco este saldo negativo, a seleção brasileira da modalidade participa, a partir desta sexta-feira, do Torneio Pré-Olímpico Pan-Americano, na cidade de Orlando (EUA).

No total, serão 10 brasileiros competindo nas categorias livre (masculina e feminina) e greco-romana (apenas masculina), justamente a modalidade que abrirá a competição nesta sexta-feira. No sábado, acontecerá a disputa da luta livre feminina e no domingo, no encerramento do Pré-Olímpico, haverá a luta livre masculina. Ao todo, estarão em jogo 36 vagas para os Jogos de Londres,  sendo que os dois primeiros de cada categoria por peso carimbam o passaporte.

A equipe brasileira em Orlando será formada por Diego Romanelli (60 Kg), Ângelo Moreira (66 Kg) e Davi Albino (96 Kg), na greco romana;  Susana Almeida (48 Kg), Joice Silva (55 Kg), Dailane Gomes (63 Kg) e Aline Ferreira (72 Kg), na livre feminino; e Daniel Malvino (74 Kg), Adrian Jaoude (84 Kg) e Antoine Jaoude (120 Kg) na livre masculino. Destes, o único que já tem experiência olímpica é Antoine Jaoude, que disputou os Jogos de Atenas.

No feminino, as maiores chances estão com Aline Ferreira, que foi medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.  Joice Silva foi bronze em sua categoria no Pan mexicano.

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 Almanaque, Listas, Olimpíadas, Seleção brasileira | 09:15

Todos os brasileiros da ginástica artística nas Olimpíadas

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Meninas da seleção de ginástica artística choram após conseguirem a vaga olímpica

A seleção brasileira feminina de ginástica artística, que nesta quarta-feira assegurou sua classificação para as Olimpíadas de Londres 2012, aumentou para 32 o número de atletas brasileiros que já disputaram os Jogos Olímpicos na modalidade. Uma história que começou em 1980, nas Olimpíadas de Moscou, quando Cláudia de Paula Magalhães Costa e João Luiz Ribeiro foram os primeiros ginastas brasileiros presentes aos Jogos.

Confira abaixo a lista completa:

Moscou 1980

Ginástica artística feminino
Cláudia de Paula Magalhães Costa

Ginástica artística masculina
João Luiz Ribeiro

Los Angeles 1984

Ginástica artística feminina
Tatiana Figueiredo

Ginástica artística masculina
Gérson Gnoatto

Seul 1988

Ginástica artística feminina
Luísa Parente Ribeiro

Ginástica artística masculina
Guilherme Saggese Pinto

Barcelona 1992

Ginástica artística feminina
Luisa Parente Ribeiro

Ginástica artística masculina
Marco Antônio Monteiro

Sydney 2000

Ginástica artística feminina
Camila Comin
Daniele Matias Hypólito

Atenas 2004

Ginástica artística masculina
Mosiah Rodrigues

Ginástica artística feminina
Ana Paula Rodrigues
Camila Comin
Caroline Molinari
Daiane dos Santos
Daniele Hypólito
Laís Souza

Pequim 2008

Ginástica artística masculina
Diego Hypólito

Ginástica artística feminina
Ana Cláudia Trindade
Daiane dos Santos
Daniele Hypólito
Ethiene Franco
Jade Barbosa
Laís Souza

Londres 2012

Ginástica artística masculina
Diego Hypólito
Arthur Zanetti
1 atleta (a definir)

Ginástica artística femina
6 atletas (a definir)

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segunda-feira, 27 de junho de 2011 Almanaque, Olimpíadas | 19:31

Ben Johnson é um cara de pau!

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Bem Johson posa com a medalha dos 100m rasos em Seul-88. Ficou com ele por pouco tempo

Patética, para dizer o mínimo, a entrevista de Ben Johnson ao programa “Esporte Espetacular”, da “TV Globo”, no último domingo. Bem, não pela entrevista em si, um golaço feito pela equipe do programa. Trata-se de um personagem importantíssimo na história do esporte e que, só por decidir dar uma entrevista, já é um baita feito.

O que defino como patética são as palavras de Ben Johnson. É o cúmulo que o o canadense venha, quase 23 anos depois, acusar o empresário de Carl Lewis de ter sido o responsável pelo resultado positivo em seu exame antidoping realizado após sua vitória nos 100m rasos. As acusações estão em seu recém-lançado livro “Ben Johnson: from Seoul to Soul”.

Não dá para descartar que tenha ocorrido uma “batizada” na cerveja oferecida ao canadense pelo empresário de Carl Lewis. Mas por que ele demorou tanto tempo para revelar ter recebido a bebida de uma pessoa ligada ao staff de Lewis? Tudo isso parece uma bela forma para Johnson faturar em publicidade para a divulgação de seu livro. Sinceramente, pra mim trata-se de uma bela cascata.

Tive a oportunidade de ver Ben Johnson correndo aqui no Ibirapuera, no GP de Atletismo de São Paulo, em 1992, se não me engano. A entrevista coletiva foi concorridíssima, realizada num hotel no centro da capital paulista. Johnson, como era de se esperar, estava arredio aos jornalistas e respondia as perguntas apenas de maneira protocolar. Até que um colega, do já extinto jornal “Notícias Populares”, sacou a melhor pergunta da entrevista: em razão dos efeitos colaterais pelo uso de anabolizantes, ele quis saber se Ben Johnson tinha algum problema de disfunção sexual.

A resposta nada simpática do canadense: “Pergunte para sua irmã!”

E a coletiva terminou.

PS: e no Twitter, fico sabendo às 22h20 desta segunda-feira, que o repórter em questão era Eduardo Tironi, colega do Lance! Fica aqui o devido crédito a quem conseguiu tirar Ben Johnson do sério de uma forma muito bem-humorada

Veja também:

>>O velho “Ibira”, de cara nova

>>Doping volta a envergonhar o esporte brasileiro

>>Conselho de especialista

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quinta-feira, 16 de junho de 2011 Almanaque, Imprensa, Olimpíadas | 23:17

Olimpíadas e política, uma mistura que não dá certo

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O primeiro grande boicote da história das Olimpíadas ocorreu nos Jogos de Moscou, em 1980

Um belo mico diplomático ameaça a tranquilidade dos organizadores dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Eis o diagnóstico da informação publicada nesta quarta-feira pelo jornal inglês “The Times”, após revelar que o filho do ditador líbio Muammar Kadafi, que preside o comitê olímpico de seu país, receberá centenas de ingressos para acompanhar as Olimpíadas do ano que vem. O problema é que a Líbia está sofrendo sanções da ONU (Organização das Nações Unidas) e o próprio Kadafi está proibido de sair de seu país, devido a uma ordem de prisão internacional. Uma bela confusão, em resumo.

Pelo regulamento do COI (Comitê Olímpico Internacional), os organizadores dos Jogos de Londres são obrigados a dar ingressos a um país que faz parte da entidade, mas se pudesse não dar…Na verdade, a política nunca combina com o esporte, eis uma verdade incontestável. Quando o assunto são as Olimpíadas, isso adquire uma repercussão ainda maior. Abaixo, alguns exemplos de quando assuntos políticos interferiram na história dos Jogos:

Berlim-1936: Na Alemanha nazista de Hitler, o primeiro grande exemplo de mico político. Os alemães já davam sinais do que fariam ao mundo alguns anos depois e usaram os Jogos para fazer apologia da doutrina da superioridade da raça ariana. Hitler e sua turma só não contavam que um negro americano chamado Jesse Owens acabasse com seus planos, conquistando quatro medalhas de ouro nas barbas do ditador nazista.

Cidade do México-1968: Os EUA sofriam com as críticas da opinião pública de seu país por conta da participação na Guerra do Vietnã. Além disso, o movimento negro lutava duramente contra a discriminação nos EUA, o que só piorou com o assassinato do líder Martin Luther King, meses antes dos Jogos mexicanos. Eis que no pódio dos 200m rasos, os velocistas americanos Tommie Smith e John Carlos realizaram a saudação do movimento Black Power no pódio. Após a premiação, foram mandados de volta para casa.

Montreal-1976: Por causa de divergências políticas, sempre houve uma ou outra desistência de países participando das Olimpíadas. A União Soviética, por exemplo, só foi participar pela primeira vez nos Jogos de 1952, em Helsinque. Mas a primeira vez em que a política fez um estrago nos Jogos Olímpicos foi nos Jogos de Montreal, no Canadá. Por causa de uma excursão de um time neozelandês à África do Sul, que vivias o regime do apartheid, o Congo pediu ao COI que excluísse a Nova Zelândia dos Jogos. Como o pedido não foi atendido, no dia da cerimônia de abertura 16 nações africanas, além de Guiana e Iraque se retiraram da competição.

Moscou-1980: Foi nas Olimpíadas organizadas pela então União Soviética, em 1980, que houve a maior derrota do esporte para a política . Liderados pelos EUA, um grupo de 69 países decidiu boicotar as Olimpíadas de Moscou, em represália à invasão soviética ao Afeganistão.

Los Angeles-1984: O troco veio quatro anos depois, quando a União Soviética comandou um boicote de 14 países do bloco socialista e mais Irã e Líbia aos Jogos organizados pelos EUA. Novamente o esporte perdeu para a política.

Seul-1988: Por estar tecnicamente em guerra com a Coreia do Sul (o tratado de paz nunca foi assinado),  a Coreia do Norte não compareceu às Olimpíadas de Seul. Ao lado dela, também aderiram ao mini-boicote Cuba (uma ausência importante), Etiópia e Nicarágua (que não fez lá muita falta).

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sábado, 11 de junho de 2011 Almanaque, Ídolos, Olimpíadas | 22:01

Quarentona, Janet Evans sonha com Londres-12. Ainda bem!

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Janet Evans sonha com uma vaga na equipe americana de natação em 2012

Foi o tempo em que algumas modalidades esportivas tinham a linha do tempo mais curta que outras. A natação era uma delas. Era comum vermos grandes estrelas das piscinas encerrarem suas carreiras com 23, 24 anos no máximo.

Nos últimos anos, as coisas estão mudando. A americana Dara Torres, aos 41 anos, conquistou simplesmente três medalhas de prata nas Olimpíadas de Pequim, em 2008 (50m livre, 4x100m livre e 4x100m medley). Aqui no Brasil também temos exemplos de nadadores desafiando o tempo. Fabíola Molina, com 35 anos, está na equipe do Brasil que vai disputar o Mundial de Xangai, a partir de 23 de junho. E não dá pinta de que quer parar, não.

Eis que surge a notícia que a americana Janet Evans, uma das maiores nadadoras de todos os tempos, aposentada desde as Olimpíadas de Atlanta, em 1996, planeja voltar às competições. E perto de completar 40 anos (nasceu em 28/8/1971). Evans é uma verdadeira lenda das piscinas, tendo conquistado quatro medalhas de ouro, três delas em Seul-88 (400m livre, 400m medley e 800m livre) e uma em Barcelona-92 (800m livre). Foi dona ainda dos recordes mundiais dos 400m, 800m e 1.500m livre entre 1987 e 2008.

“Nos últimos meses, percebi que posso equilibrar minha vida e minha programação de treinos. Sinto que posso voltar ao jogo. Não sinto que tenho 39 anos quando nado, posso garantir isso”, afirmou Janet Evans, mãe de dois filhos. A vontade é tanta que ela disse que pretende disputar as seletivas americanas para as Olimpíadas de Londres, no ano que vem.

Só a possibilidade de poder contar com uma estrela do nível de Janet Evans já aumenta ainda mais o interesse nas provas de natação os Jogos Olímpicos de 2012.

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segunda-feira, 9 de maio de 2011 Ídolos, Olimpíadas | 14:34

Exclusão da Star para 2016 é uma derrota para o Brasil

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Robert Scheidt e Torben Grael podem não disputar os Jogos de 2016

A notícia da decisão da Isaf (Federação Internacional de Vela), que em assembleia realizada no último sábado excluiu a classe Star do programa olímpico dos Jogos do Rio-16, representou uma grande derrota para a a vela do Brasil. Mas também foi um duro golpe nos organizadores das Olimpíadas do Brasil.

Carlos Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e também do Co-Rio, conhecido por transitar bem nos bastidores da política esportiva internacional, desta vez não mostrou a mesma habilidade para impedir tamanha barbaridade cometida pela Isaf. Influenciada pelo lobby das confederações da Ásia e da Oceania, que preferem barcos menores, a entidade aceitou tirar a mais antiga classe do programa olímpico da vela (a Star faz parte dos Jogos desde 1932).  E por tabela rendeu ao esporte brasileiro um enorme prejuízo.

No total, a classe Star rendeu ao Brasil nada menos do que cinco medalhas ao país nas Olimpíadas: duas de ouro, uma de prata e duas de bronze.  Desde os Jogos de Seul-88, sempre houve um brasileiro no pódio na Star (exceção de Barcelona-92). Além disso, reúne atualmente dois dois maiores nomes do iatismo nacional: Torben Grael e Robert Scheidt, ambos bicampeões olímpicos (Torben pela Star e Scheidt, na Laser). A não ser que mudem de classe, nenhum deles poderá disputar as Olimpíadas em seu próprio país.

Torben e Scheidt já manifestaram o desapontamento com a decisão dos cartolas da Isaf e pedem para que o COB interceda em favor da vela brasileira. Haverá uma nova assembleia da entidade no próximo mês de novembro e existe, de acordo com Scheidt, uma remota chance da decisão de banir a Star ser revertida.

Bem, chegou a hora de Nuzman mostrar que é bom nos bastidores. Do contrário, a classe Star, que tantas medalhas já rendeu ao Brasil, será apenas citação em arquivos olímpicos.

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terça-feira, 1 de março de 2011 Ídolos, Olimpíadas, Pré-Olímpico | 14:39

Scheidt x Grael: um clássico muito longe de terminar

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Robert Scheidt e Bruno Prada em ação pela classe Star, durante a última Semana de Vela, quando conquistaram um lugar na equipe brasileira que tentará vaga em Londres-12

Ao garantir sua classificação para integrar a Equipe Brasileira de Vela na classe Star, no último final de semana, durante a Semana de Vela, em Santa Catarina, o iatista Robert Scheidt, ao lado de seu companheiro Bruno Prada, terá o apoio do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e da Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM) para brigar por uma vaga nas Olimpíadas de Londres, no ano que vem. Ao mesmo tempo, acirrará um verdadeiro “clássico” das águas, contra ninguém menos do que Torben Grael.

Marcelo Ferreira e Torben Grael comemoram o ouro em Atenas-04

Bem mais experiente do que Scheidt na Star, Torben conta com o currículo de conquistas como sua maior arma na briga por esta vaga olímpica.  São duas medalhas de ouro olímpicas (Atlanta-96 e Atenas-04) e duas de bronze (Seul-88 e Sydney-00) obtidas ao longo de sua carreira nesta classe. Já Scheidt, uma verdadeira lenda na Laser, onde foi bicampeão olímpico (Atlanta-96 e Atenas-04) e oito vezes campeão mundial, ainda está começando a colher os melhores resultados. Foi campeão mundial da Star em 2007 (Portugal), enquanto que no ano seguinte, nas Olimpíadas de Pequim, Scheidt ficou com a medalha de bronze. Ou seja, teremos uma briga boa pela frente.

Antes de pensar em Olimpíadas de 2012, porém, é necessário garantir a vaga olímpica, o que será feito no Mundial de Perth (Austrália), em dezembro deste ano. Scheidt e Prada, por integrarem Equipe Brasileira de Vela, terão o apoio oficial (leia-se recursos financeiros) do COB e da CBVM. Torben e o parceiro Marcelo Ferreira já anunciaram que estarão brigando pela vaga em Perth, com recursos próprios (de seus patrocinadores).

Para usar um velho jargão do futebol, neste clássico não dá para fazer qualquer previsão de resultado.

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