Publicidade

Posts com a Tag Sérgio Cabral

quinta-feira, 10 de julho de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 23:38

Estacionamento “padrão Fifa” enterra um pouco da história do atletismo brasileiro

Compartilhe: Twitter

Você aí que está se preparando para acompanhar a final da Copa do Mundo neste domingo, no Maracanã, entre Alemanha e Argentina, saiba que se for de carro e estacioná-lo na área ao lado do estádio, estará deixando seu veículo sobre parte da história do atletismo brasileiro. Um absurdo feito com a conivência dos governantes da cidade do Rio de Janeiro, simplesmente a sede das Olimpíadas de 2016.

Visão do estacionamento criado na pista do Célio de Barros

Visão geral do estacionamento criado na pista do Célio de Barros para atender o Maracanã

 

Por outro ângulo, veja o que se tornou o Célio de Barros

Por outro ângulo, veja o que se tornou o Célio de Barros. Ao fundo, a velha arquibancada, ainda de pé

As fotos acima, feitas pelo companheiro Levi Guimarães, do iG Esporte, no dia da partida válida pelas quartas de final entre Alemanha e França, mostram o “estacionamento padrão Fifa” que foi criado para receber os caminhões de transmissão de tevê e  atender aos torcedores Vips e autoridades ligadas à organização do evento dentro do estádio que viu alguns dos grandes nomes do atletismo nacional. Até a inauguração do Estádio João Havelange, o Engenhão, era no Célio de Barros que ocorriam as principais competições estaduais e mesmo nacionais de atletismo. Adhemar Ferreira da Silva, Aída dos Santos, Nélson Prudêncio e João do Pulo foram só algumas das estrelas brasileiras que competiram nesta pista.

A decretada morte do equipamento, no processo de privatização e reforma do Maracanã para a Copa, só não foi completado 100% graças em parte às manifestações populares do ano passado, que deixaram o prefeito Eduardo Paes e o ex-governador Sérgio Cabral em uma encruzilhada sem fim. E a demolição tanto do estádio de atletismo quanto do Parque Aquático Júlio Delamare, também localizado no complexo do maracanã, foi cancelada.

>>> Leia mais posts sobre a situação do Estádio Célio de Barros 

O Júlio Delamare sofreu menos com as intervenções, mas o Célio de Barros praticamente foi posto abaixo. Só sobrou mesmo a antiga arquibancada, que ainda resiste. Em um de meus últimos encontros com o presidente da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), José Antonio Martins Fernandes, no início deste ano, ele preferia não fazer qualquer previsão de quando o estádio voltará a ser utilizado. Em novembro do ano passado, o governo do Rio ainda dependia de uma aprovação de um projeto de recuperação do Célio de Barros por parte do Ministério do Esporte.

Enquanto isso, para permitir o conforto de convidados vips, o esporte brasileiro vê parte de sua história asfaltada e recebendo apenas a borracha dos pneus de carros de luxo.

É isto que querem que seja considerado um país olímpico?

Autor: Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 26 de novembro de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 13:18

Reativação do Célio de Barros esbarra na burocracia

Compartilhe: Twitter
O que restou do Célio de Barros, antes de ser poupado da destuição total pelo governador Sergio Cabral

O que restou do Célio de Barros, antes de ser poupado da destuição total pelo governador Sergio Cabral

Salvo de virar um belo estacionamento para os “reis dos camarotes” do remodelado Maracanã, muito por causa do temor do governador Sérgio Cabral diante dos protestos de junho, o estádio de atletismo Célio de Barros ainda não sabe quando voltará à ativa. Na verdade, sua reconstrução esbarra na velha e boa burocracia da máquina pública.

Ao contrário do vizinho Parque Aquático Júlio Delamare, que também escapou de ser demolido e tornou-se uma das sedes dos esportes aquáticos para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio – o local receberá as competições da fase preliminar do polo aquático -, o Célio de Barros servirá, no máximo, como pista auxiliar de treinamento para os atletas durante as Olimpíadas. Mas independentemente de virar ou não um equipamento olímpico, a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) conta com sua completa reforma para utilizá-lo em competições nacionais ou internacionais.

Relembre: Foi a ‘reflexão’  de Sérgio Cabral ou as pesquisas eleitorais que salvaram o Célio de Barros?

“Será necessário reconstruir o Célio de Barros. Só não derrubaram a arquibancada”, afirmou ao blog o presidente da CBAt, José Antonio Martins Fernandes, o Toninho. Segundo ele, o cenário atual do mais tradicional estádio do atletismo brasileiro é desolador. A reconstrução do Célio de Barros, porém, depende da liberação de verbas. De acordo com o secretário de esportes do Rio, André Lazaroni, o custo da reforma seria de R$ 10 milhões. O governo carioca solicitou uma ajuda ao Ministério do Esporte, que mostrou interesse em ajudar na reforma.

A liberação desta verba, contudo, depende do envio do projeto da reforma do estádio por parte do governo do Rio, para as devidas análises de engenharia e orçamento. Só então os recursos para a reconstrução do Célio de Barros estarão disponíveis. O prazo inicial previsto para a obra é de seis meses.

Enquanto a burocracia não termina, o Célio de Barros fica ali, quietinho em seu canto, esperando voltar a funcionar. Sabe-se lá quando.

Autor: Tags: , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 2 de agosto de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 19:10

O que salvou o Célio de Barros: a "reflexão" de Sérgio Cabral ou as pesquisas eleitorais?

Compartilhe: Twitter

Em coletiva, Sérgio Cabral anunciou que o Célio de Barros também será mantido. Aleluia

Há três dias, o blogueiro sabichão aqui disse, com todas as letras, que ao menos que ocorrer uma reviravolta de última hora, o apelo da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) para que o Célio de Barros não fosse demolido seria em vão. Como jamais dá para confiar em um político (nesse caso, felizmente), não é que nesta sexta-feira o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB-RJ) resolveu me contrariar e decidiu que o mais tradicional estádio do atletismo brasileiro será preservado.

Foi a notícia mais importante do dia para o esporte olímpico brasileiro. Não havia nenhuma explicação que pudesse justificar a demolição tanto do Célio de Barros quanto do Parque Aquático Júlio Delamare, que foi poupado pelo mesmo Cabral no início da semana. Foi feita a justiça e ponto final.

>>> Veja também: Carta de Joaquim Cruz é a última esperança do Célio de Barros

Mas algo precisa ser analisado com calma em cima de todo este episódio, a despeito da alegria em ver a memória do esporte brasileiro mantida. Ao evitar que os dois estádios fossem colocados abaixo e dessem espaço a estacionamentos e lojas que seriam erguidas pelo consórcio que administra o complexo do Maracanã, fico imaginando os motivos que levaram Cabral a tomar esta sensata decisão.

>>> Leia ainda: O que restou do Célio de Barros

Teria o nobre governador ficado comovido com as declarações de amor ao Célio de Barros contidas na carta enviada pelo campeão olímpico Joaquim Cruz? Ou então ele levou em consideração as avaliações das últimas pesquisas de intenção de voto e os diversos protestos realizados debaixo de sua janela, contra todo o processo de privatização do Maracanã?

A estranha velocidade com a qual decidiu revisar os processos de demolição dos dois equipamentos esportivos deixam evidente a aposta na segunda opção. Agora, ele que se vire com o consórcio do Maracanã sobre a questão de estacionamentos, lojas etc. O mais importante está feito: o Célio de Barros será mantido.

Autor: Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 1 de agosto de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 19:41

Carta de Joaquim Cruz é a última esperança do Célio de Barros

Compartilhe: Twitter
Getty Images

O brasileiro Joaquim Cruz comemora a conquista da medalha de ouro dos 800m nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984. De longe, ele tenta ajudar a salvar o Célio de Barros

Uma emocionada carta do campeão olímpico Joaquim Cruz, ouro nos 800 m nas Olimpíadas de Los Angeles 1984, pode ser a chance derradeira de sobrevivência do Estádio Célio de Barros, condenado à demolição para que seja erguido em seu terreno estacionamentos e lojas que farão parte do complexo do Maracanã.

A decisão do destino do Célio de Barros será tomada de forma definitiva nesta sexta-feira pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB-RJ), querecebeu das mãos do presidente da Federação de Atletismo do Rio, Carlos Alberto Lancetta, uma carta de Cruz pedindo que a decisão de demolir o estádio seja revista. Atualmente, Joaquim Cruz mora nos EUA, onde trabalha como técnico da equipe paraolímpica de atletismo americana.

Após Cabral afirmar esta semana que o Parque Aquático Júlio Delamare não será mais demolido, a comunidade do atletismo voltou a ter esperança que o mesmo possa acontecer com o Célio de Barros, embora o próprio governo do Rio tenha oferecido como alternativa a construção de um novo estádio em um terreno próximo.

Será que as palavras de um campeão olímpico como Joaquim Cruz terão mesmo influência sobre Sérgio Cabral? Vamos aguardar…

Confira a íntegra da carta de Joaquim Cruz

Senhor Governador Sergio Cabral,

É com muita tristeza que acompanho de longe as noticias sobre a decisão da cidade do Rio de Janeiro demolir o Estádio de atletismo Célio de Barros. Eu tinha 15 anos quando competi no Rio de Janeiro pela primeira vez. Apesar de ter nascido em Brasilia, cresci acreditando que o Rio de Janeiro era a cidade maravilhosa, o nosso simbolo de orgulho nacional. Durante os 19 anos de carreira a pista de atletismo foi o meu palco de competições. Corri vários recordes brasileiros inclusive o recorde mundial na categoria Juvenil nos 800 metros durante o Troféu Brasil de Atletismo em 1981.

Em 1997 decidi aposentar do atletismo no Rio de Janeiro porque achei que a minha contribuição no esporte nacional e internacional fosse ser preservada e eternizada no Estádio.

Senhor Governador, um pais sem histórias não tem memórias. Não permita que apaguem a minha e a história de muitos outros atletas que competiram na pista de atletismo do Estádio Célio de Barros.

Joaquim Cruz

Autor: Tags: , , , , , ,

terça-feira, 30 de julho de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas | 22:08

Apesar de apelo, Celio de Barros deverá ser demolido

Compartilhe: Twitter

Toninho Fernandes, da CBAt, sonha com a salvação do Celio de Barros. Missão impossível?

A não ser que ocorra uma reviravolta de última hora, será inútil a reunião desta quarta-feira entre o governador Sérgio Cabral ( PMDB-RJ) e o presidente da CBAt, Toninho Fernandes.  Embora tenha declarado que espera uma revisão no processo de demolição do Estádio Celio de Barros,  o dirigente deverá deixar o encontro consciente de que se trata de uma batalha perdida

O atletismo não receberá o mesmo tratamento dado à natação,  conforme o próprio Toninho pediu na coletiva desta terça-feira,  na sede da CBAt, em São Paulo.  E o motivo é simples: Cabral está atrelado ao acordo da cidade com o consórcio que administra o complexo do Maracanã.

Ao reconsiderar a decisão de demolir o Julio Delamare – causada em boa parte pelos fortes protestos dos últimos meses e da queda brusca nos índices de popularidade – Cabral acabou sem ter “moeda de troca” com os administradores do Maracanã. Afinal,  para que manter um estádio velho (na visão dos burocratas,  é claro) se no lugar dele é possível erguer estacionamentos e lojas?

Com o Julio Delamare salvo, o destino Célio de Barros ficou praticamente selado. E de forma inconsciente (ou não), o próprio Toninho Fernandes já deixava claro que um plano B não estava descartado. “O Rio de Janeiro, por ser a cidade olímpica, tem que oferecer o melhor equipamento possível. Ou seja, o Célio de Barros ou algo equivalente”, disse o dirigente na coletiva desta terça.  Para bom entendedor…

Só uma coisa me intriga em toda esta história: se a CBAt dizia ter o apoio “incondicional” do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e de seu presidente, Carlos Arthur Nuzman em toda essa briga, creio que faltou um pouco mais de empennho da entidade que comanda o esporte brasileiro e do comitê organizador dos Jogos de 2016 para tentar salvar o mais tradicional palco do atletismo do Brasil.

Autor: Tags: , , , , , , , , , ,

terça-feira, 11 de dezembro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Vídeos | 13:44

Movimento faz hino para defender Célio de Barros de demolição

Compartilhe: Twitter

A já anunciada demolição do Estádio de Atletismo Célio de Barros, além do Parque Aquático Júlio Delamare, ambos localizados no Complexo do Maracanã, despertou a criação de um movimento formado por atletas, técnico, árbitros e dirigentes, que tentam impedir que uma das instalações mais importantes do esporte olímpico brasileiro vá ao chão.

E este movimento acaba de lançar um hino para alertar a população do verdadeiro crime que será cometido. A música “Bota Abaixo”, de autoria de Cláudio da Matta, professor de educação física e ex-recordista brasileiro do salto em altura nos anos 80. Confira abaixo:

Considerado uma espécie de “templo” do atletismo do Rio de Janeiro, o Célio de Barros já abrigou algumas das competições mais importantes da modalidade, como Troféu Brasil, Campeonatos Sul-Americanos e etapas do Grand Prix. Até a construção do Engenhão, para o Pan de 2007, qualquer competição de atletismo no Rio ocorria lá.

Na letra de Cláudio da Matta, há uma verdadeira súplica ao empresário Eike Batista (não citado nominalmente), dono do consórcio que deverá herdar a administração do Maracanã, para não derrubar o Célio de Barros. O projeto de reforma do estádio para a Copa do Mundo de 2014, prevê a demolição do Célio de Barros, do Júlio Delamare, do Museu do Índio e da Escola Modelo Arthur Friedenreich, para a construção de um estacionamento!!!

Vale lembrar que a autorização para a demolição foi dada pelo governador Sérgio Cabral, com anuência do prefeito Eduardo Paes, o mesmo que dizia que isso nunca aconteceria. Nada como um dia após o outro. E “Bota abaixo”…

Autor: Tags: , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 2 de março de 2011 Imprensa, Olimpíadas | 16:06

Aprovação da Autoridade Pública Olímpica para a Rio-16: uma boa e uma má notícia

Compartilhe: Twitter

O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira, por 46 votos a 13, a criação da Autoridade Pública Olímpica (APO), uma autarquia responsável pelas ações do governo federal na organização dos Jogos Olímpicos do Rio-16. A história foi contada aqui, pelo iG Esporte. A criação da APO foi uma das garantias dadas pelo governo brasileiro aos dirigentes do Comitê Olímpico Internacional (COI), durante o processo seletivo que culminou com a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos de 2016.

Henrique Meirelles estava cotado para comandar a APO

Se por um lado a aprovação da APO merece ser festejada – a falta de um órgão como este pode explicar a verdadeira farra com o dinheiro público ocorrida nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007 -, a forma como ela foi aprovada merece, no mínimo, uma reflexão se realmente a decisão foi a mais acertada. De acordo com o texto aprovado pelo Senado, a APO terá um papel menos  importante do que o existente no projeto original do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, graças à pressão do governador carioca Sérgio Cabral e do prefeito do Rio, Eduardo Paes, ambos do PMDB.

No texto aprovado nesta terça-feira, caberá ao Conselho Público Olímpico (CPO) a responsabilidade de controlar a liberação e viabilização de recursos para tocar as obras dos Jogos. Este Conselho será formado por três integrantes: a presidenta Dilma Rousseff, o governador Cabral e o prefeito Paes. Já a APO terá como função básica a de fiscalizar o andamento das obras. No projeto original, a APO seria a interlocutora do governo brasileiro com os dirigentes do COI, condição essa que não agradava aos governos municipal e estadual do Rio.

Resta saber se neste modelo que foi aprovado pelo Senado, o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (figura fundamental na sabatina feita pelo COI na eleição do Rio para 2016) aceitará assumir um cargo bem menos importante do que havia sido imaginado anteriormente.

Atualização: a edição desta quinta-feira (3/3), da “Folha de S. Paulo”, traz reportagem confirmando que Meirelles aceitou o convite para comandar a APO. Vamos ver quanto tempo ele irá aguentar.

Autor: Tags: , , , , ,