Publicidade

Posts com a Tag Salto em altura

segunda-feira, 20 de outubro de 2014 Almanaque, Histórias do esporte, Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Vídeos | 17:36

Um salto para a história do atletismo

Compartilhe: Twitter
Dick Fosbury executa um de seus saltos na final do salto em altura das Olimpíadas de 1968

Dick Fosbury executa um de seus saltos na final do salto em altura das Olimpíadas de 68

Bela dica do amigo e jornalista Luís Augusto Simon, o popular Menon, colega de tantas outras redações esportivas por aí: neste 20 de outubro, completam-se exatos 46 anos de um salto que mudou a história do atletismo mundial.

A imagem acima registra o americano Dick Fosbury na prova do salto em altura, em que ele levou a medalha de ouro nas Olimpíadas da Cidade do México 1968. O detalhe importante é justamente a forma com que ele executou seu salto. O que parece natural aos olhos de hoje foi revolucionário em 20/10/1968. Ele foi o primeiro atleta a ganhar um ouro olímpico saltando de costas para o sarrafo, em um estilo que foi batizado com seu nome.

O normal, até então, era que o atleta projetasse o corpo de frente para o sarrafo, o que já era uma evolução dos primeiros saltos, no início do século 20, o chamado estilo “tesoura”.

A final do salto em altura dos Jogos de 1968 não foi especial somente pelo revolucionário salto de Fosbury. A disputa entre ele, seu compatriota Ed Caruthers e o soviético Valentin Gavrilov (justamente os três que dividiram o pódio) foi extremamente apertada, sendo que Fosbury só assegurou o ouro com a marca de 2,24 m na última tentativa, após Caruthers ter queimado seus três saltos. E pensar que o inventor do salto que é adotadop por todos os atuais atletas na atualidade nem era considerado o favorito, após ter ficado em terceiro lugar na seletiva americana.

Abaixo, um breve filme que mostra a evolução do estilo do salto em altura na história dos Jogos Olímpicos.

Autor: Tags: , , ,

quarta-feira, 15 de outubro de 2014 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 09:00

Aída dos Santos, a heroína sem medalha

Compartilhe: Twitter
Aída dos Santos completa mais um de seus saltos na final do salto em altura

Aída dos Santos completa mais um de seus saltos na final do salto em altura em Tóquio 1964

Nesta quarta-feira completam-se 50 anos de uma das passagens mais emocionantes e também emblemáticas do esporte brasileiro. Foi num mesmo 15 de outubro que Aída dos Santos, uma atleta de origem pobre, nascida em um favela de Niterói (RJ), negra e dona de um talento impressionante, entrou para a história do olimpismo do Brasil ao conseguir nos Jogos de Tóquio 1964 um feito que nenhuma mulher do país jamais havia chegado perto, ao terminar em quarto lugar a prova final do salto em altura, e por muito pouco não ficou com uma medalha. Sob a ótica de hoje, na qual o esporte feminino brasileiro é cada vez mais forte, parece algo banal. Mas há 50 anos, o resultado de Aída foi gigantesco.

Um dos capítulos do livro “100 anos de Olimpíadas – de Atenas a Atlanta”, do jornalista Maurício Cardoso (editora Scritta), retrata bem como foi extremamente complicada a heróica participação de Aída do Santos nos Jogos de Tóquio. Única mulher na delegação, única representante no atletismo, ela não tinha técnico, médico, massagista, nada. Nem mesmo uniforme de competição recebeu dos dirigentes, tendo que utilizar um antigo de sua participação no Campeonato Sul-Americano. Para os treinos, usava um de seu clube, o Botafogo. Também não tinha sapatilha e treinava com um tênis comum. Em Tóquio, ficou sabendo que em um estande na Adidas na Vila Olímpica conseguia uma sapatilha de graça, mas só conseguiu um calçado para correr a prova dos 100 metros.

O desprezo e pouco caso com Aída dos Santos dentro da delegação brasileira era tanto que na manhã daquele 15 de outubro, quando deixava a Vila para se dirigir ao Estádio Nacional, onde seriam realizadas as eliminatórias do salto em altura, foi saudada desta maneira por um cartola [segundo a descrição do livro de Cardoso]: “Te esperamos para o almoço, Aída”, disse o dirigente, contando que a atleta não passaria para as 12 finalistas entre as 27 concorrentes.. Só que ele se enganou redondamente.

Aída não apenas se classificou como na final esteve na disputa por medalhas até o último momento. Salto a salto, a brasileira sem técnico, sem apoio e que competia machucada (ela havia se contundido nas eliminatórias) resistia bravamente. Quando alcançou a marca de 1,74 m, chegou a liderar a prova. Até que quando o sarrafo chegou a 1,76 m, ela queimou as três tentativas e foi eliminada. Iolanda Balas, da Romênia, acabou levando o ouro.

A linda história de Aída dos Santos está retratada em um belíssimo documentário lançado ás vésperas dos Jogos de Londres 2012, pelo projeto Memória do Esporte Olímpico Brasileiro. “Aída dos Santos – Uma Mulher de Garra”, levou a atleta de volta ao Estádio Nacional, quase cinco décadas depois daquele 15 de outubro. Para quem não viu, vale muito a pena.

Autor: Tags: , , ,

domingo, 19 de janeiro de 2014 Rola pelo mundo, Vídeos | 21:53

No fundo, esporte é uma grande brincadeira

Compartilhe: Twitter

Nós, jornalistas esportivos, estamos sempre em busca de notícias, furos, recordes, denúncias. Procuramos sempre informar resultados, vitórias, derrotas, marcas, títulos. Isso é o que nos move. Mas o verdadeiro significado do esporte, esse muitas vezes deixamos de lado. Esquecemos do tempo em que estávamos preocupados apenas em brincar com nossas modalidades preferidas, ainda crianças, sem saber que anos mais tarde iríamos escrever, fotografar ou narrar tudo sobre estes esportes.

O post deste domingo tem tudo a ver com a paixão pelo esporte e que, no fundo, ele não passa de uma grande brincadeira. O vídeo foi recomendado por amigos no Facebook e mostra uma disputa de salto em altura entre dois jovens no Quênia. Não tenho informações de quando e onde ocorreu exatamente a “competição”. Mas chama a atenção o fato de que os dois “atletas” não terem um par de tênis adequados, salterem ainda no velho estilo “tesoura”, usado na décado de 50 e 60 e nem contarem com um colchão para amortecer a queda.

O mais impressionante foi que essa disputa, num descampado qualquer do Quênia, era acompanhanda por dezenas de pessoas, que vibraram com o resultado final. É o esporte em sua mais pura essência.

Com este post, o blogueiro aproveita para avisar que entra em férias a partir desta segunda-feira, para recarregar as baterias e voltar com tudo no início de fevereiro. Mas que poderá dar as caras por aqui em alguma edição extraordinária, é claro…

Até a volta!

Autor: Tags: ,

sábado, 20 de agosto de 2011 Ídolos, Mundiais, Musas | 21:19

Croata dançarina busca o tri no Mundial de atletismo

Compartilhe: Twitter

Nesta semana, a atleta croata Blanka Vlasic, depois de ameaçar desistir, confirmou sua participação no Campeonato Mundial de Atletismo, que começa no próximo sábado na cidade de Daegu, na Coreia do Sul, buscando o tricampeonato mundial no salto em altura. Um dos maiores nome da modalidade, Blanka ainda não está totalmente recuperada de uma lesão muscular na perna esquerda. Mas disse que mesmo sem estar 100%, não conseguiria ver a competição de sua casa, em Split, na Croácia.

Os fãs também festejaram a decisão da musa croata. Além da oportunidade de tentar vê-la repetir os feitos dos Mundiais de Osaka 92007) e Berlim (2009), haverá uma torcida enorme para saber qual a dança que Blanka irá fazer em caso de vitória, exatamente como fez nos Mundiais anteriores.

Uma dancinha bem sexy, diga-se de passagem, como você pode conferir nos vídeos abaixo:

Primeiro, a “dança” após o primeiro título mundial, em Osaka:

Depois, a “dancinha” feita no bi, em Berlim:

Autor: Tags: , , ,