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Posts com a Tag Rio 2016

segunda-feira, 2 de março de 2015 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Vídeos | 18:11

Arena do Futuro começa a tomar forma; veja imagens das obras no Parque da Barra

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Local que receberá as competições do handebol e do golbol nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016, a Arena do Futuro já começa a ficar com um “jeitão olímpico”. A foto abaixo da obra da instalação, feita no final de fevereiro, já mostra uma visão muito semelhante à que existe no projeto original do ginásio. Veja:

Foto: Divulgação/EOM

Arena do Futuro, sede do handebol (Olimpíadas) e golbol (Paraolímpiadas), tem suas obras em ritmo acelerado

 

Foto: Divulgação/EOM

Veja a projeção de como ficará quando pronta a Arena do Futuro, no Parque Olímpico da Barra

Segundo informa a EOM (Empresa Olímpica Municipal), as fundações e a montagem da estrutura metálica (pilares principais, vigas principais da cobertura e treliças) foram concluídas. Estão em andamento a montagem de diversas áreas, como telhas da cobertura, estrutura metálica da arquibancada, fechamento lateral, entre outras intervenções. A  Arena do Futuro tem previsão para ficar pronta até o quarto trimestre deste ano. Com capacidade para 12 mil lugares, receberá eventos testes para as Olimpíadas em abril (handebol) e maio (golbol) do ano que vem.

Confira as imagens mais recentes das obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca:

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sábado, 28 de fevereiro de 2015 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 22:33

COI é alvo em protesto aos Jogos de Rio 2016. Acabou a paz?

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Manifestantes protestam contra os dirigentes do COI neste sábado, no Rio (crédito: Agência Brasil)

Manifestantes protestam contra os dirigentes do COI neste sábado (foto: Agência Brasil)

O clima de declarações amáveis, elogios ao ritmo das obras e de esperança do engajamento do povo em relação às Olimpíadas de 2016 marcaram a semana de mais uma vistoria da comissão de avaliação do COI (Comitê Olímpico Internacional) ao Rio de Janeiro. Este sábado (28), no último dia da visita a história foi bem diferente. É impossível que os dirigentes tenham ficado alheios ao ato de protesto promovido por grupos de ambientalistas contrários às obras de construção do campo de golfe e da reforma da Marina da Glória, ponto de apoio para a disputa da competição de vela nas Olimpíadas, em um hotel na zona sul da cidade, onde eles estavam reunidos.

E se teve alguém que viu de perto que existe gente no Brasil (em particular, no Rio de Janeiro) nem um pouco satisfeita com a realização das Olimpíadas, esse é o próprio presidente do COI, o alemão Thomas Bach. Ele até tentou dialogar com alguns manifestantes, mas ao ser chamado de “assassin0 da ecologia” por eles, viu que era melhor bater em retirada. E entrou para a segurança do hotel, onde o comitê executivo se reunia e também local de uma entrevista coletiva que o próprio Bach daria aos jornalistas.

É bom o COI começar a se acostumar com atos assim. A Fifa, durante a Copa das Confederações em 2013, e mesmo em alguns momentos da Copa 2014, passou por  situações semelhantes. Não tenho dúvida de que a maior parte do povo ainda apoia a realização a primeira edição dos Jogos Olímpicos na América do Sul, mas não dá para negar que existe uma parcela considerável da população inconformada com obras feitas em reservas ambientais, como o campo de golfe, candidatíssimo a se tornar um belo elefante branco após os Jogos.

Na prática, os cartolas do COI acabaram conhecendo neste sábado um velho jargão usado por algumas torcidas de futebol: “Acabou a paz”

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 08:48

Eduardo Paes x Thomas Bach: quem fala a verdade?

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O prefeito do Rio, Eduardo Paes, conversa com Thomas Bach, presidente do COI. Ao lado, Carlos Arthur Nuzman, mandatário do Rio 2016

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, conversa com Thomas Bach, presidente do COI. Ao lado, Carlos Arthur Nuzman, mandatário do Rio 2016

“Eu odeio ter feito este campo de golfe. Para mim, não teria feito nunca”

Prefeito do Rio, Eduardo Paes, aos jornalistas nesta terça-feira, justificando a construção do campo de Marapendi, alvo de críticas de ambientalistas e ações na Justiça. Paes disse que por ele aproveitaria os campos do Gávea Golf ou Itanhangá para o torneio olímpico de golfe dos Jogos Olímpicos do Rio 2016

“Fico um pouco surpreso com isso, porque o prefeito estava realmente pressionando para a construção deste campo”

Thomas Bach, presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), durante sabatina de estudantes universitários do Rio nesta quarta-feira, ao saber das declarações de Paes

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 23:08

Segurança no Rio 2016 será feita por agentes públicos

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Policiais do Bope fazem simulação de procedimento de segurança em uma das estações do BRT Transcarioca

Policiais do Bope fazem simulação de procedimento de segurança em uma das estações do BRT Transcarioca, como preparativo para as Olimpíadas de 2016 (Foto: AP)

No início de mais uma visita de inspeção do COI ao Rio de Janeiro, para acompanhar os preparativos dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, os organizadores apresentaram nesta segunda-feira, como proposta para o plano de segurança do evento, a utilização de agentes públicos nas arenas esportivas, ao invés de agentes privados, como foi feito na última Copa do Mundo. A sugestão também tem como objetivo evitar contratempos como o que ocorreu às vésperas da abertura das Olimpíadas de Londres, em 2012, quando a empresa de segurança contratada teve problemas financeiros e não pôde realizar o serviço. Com isso, militares foram chamados de última hora para cuidar da segurança patrimonial dos Jogos.

“Podem ser tanto militares da ativa como aposentados… ou fazer um pagamento extra por horas extras de trabalho para reforçar a segurança. Não obrigatoriamente precisa estar fardado ou armado. No Pan  do Rio 2007, usamos a Força Nacional com uniforme dos Jogos”, afirmou Ricardo Leyser, secretário executivo do Ministério do Esporte, à agência Reuters.

A sugestão apresentada ao COI nesta segunda-feira tem primeiro um objetivo de evitar gastos extras, pois estariam sendo utilizadas forças regulares que já estão no orçamento das três esferas de governo (Federal. Estadual e Municipal) envolvidas na organização. Além disso, esta equipe teria uma qualificação a dos agentes privados, os chamados “stewards”, que trabalharam nos 12 estádios da Copa 2014.

A segurança patrimonial dos Jogos Olímpicos inclui a proteção do interior de arenas e dos esportistas, além da vistoria de torcedores com raio X e detector de metal na entrada das arenas. Originalmente, essa segurança seria realizada por uma empresa privada contratada, enquanto as forças públicas ficariam responsáveis pela proteção da cidade.

Na entrevista coletiva marcada para esta quarta-feira (25), a comissão de avaliação do COI deverá se manifestar a respeito da proposta apresentada pelo governo e pelos organizadores do Rio 2016.

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 12:19

Sete pontos que devem preocupar o COI em nova visita de avaliação ao Rio 2016

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Visão das obras do Centro Nacional de Tênis, localizado no Parque Olímpico da Barra, na última quinta (19/2)

Visão das obras do Centro Nacional de Tênis, no Parque Olímpico da Barra, na última quinta (19/2)

Desde abril do ano passado, quando alarmado pelos inúmeros atrasos, críticas de federações internacionais  e indefinições nos três níveis de governo para acertar a matriz de responsabilidade, o COI (Comitê Olímpico Internacional) resolveu agir para evitar um fiasco na organização dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, é inegável o avanço no ritmo das obras. A pouco menos de um ano e meio para a abertura das Olimpíadas, já é possível perceber que as instalações vão rapidamente tomando forma a cada dia que passa. O clima olímpico se aproxima a cada dia.

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>>> Relembre como foi a última visita de avaliação do COI para o Rio 2016

Mas em sua próxima visita de avaliação, a partir de segunda-feira (23), a comissão do COI irá se deparar com ao menos sete pontos preocupantes. Alguns destes problemas não devem interferir diretamente na realização dos Jogos, o que não invalida a preocupação com o legado que ficará para a população do Rio de Janeiro, bem como os recursos mal aplicados em soluções paliativas para sérios problemas.

1 – Ameaça de não cumprir a despoluição da Baia de Guanabara

No dossiê de candidatura apresentado na eleição de 2009, o Rio de Janeiro se comprometia com a ousada meta de coleta e tratamento de esgoto de 80% das águas da Baia de Guanabara, onde será realizada a competição de vela. Hoje, sabe-se que esse número é utópico. No final de janeiro, o secretário de Ambiente do  Estado do Rio, André Corrêa, disse que essa meta não será atingida. Ele chegou a ser desmentido pelo comitê Rio 2016, mas um relatório da UFRJ aponta que a meta de 80% de esgoto tratado só será atingida em 2026, isso se for mantido o ritmo atual. Nem é preciso dizer que a Baia de Guanabara segue sendo alvo constante de críticas de velejadores estrangeiros e também brasileiros. Em entrevista à BBC, Torben Grael, bicampeão olímpico e treinador-chefe da seleção brasileira, disse que o lixo poderá determinar o pódio na vela em 2016.

2 – Atraso nas obras do metrô

Apontado pela própria comissão do COI como um dos projetos com cronograma mais apertado, a construção da linha de metrô ligando Ipanema à Barra da Tijuca, onde está localizado o Parque Olímpico e a Vila Olímpica, deverá ficar pronta apenas em maio de 2016 e não mais no final de 2015, segundo publicou o UOL. O governador Luiz Fernando Pezão admitiu que a folga que existia no calendário foi para o espaço diante das várias interrupções na obra. Um novo atraso pode comprometer o prazo de entrega.

3 – Estádio de remo terá evento-teste em obras

Programado para ocorrer entre os dias 6 e 9 de agosto deste ano, o evento-teste de remo irá acontecer em meio a obras no estádio da Lagoa Rodrigo de Freitas. Durante a competição, ainda estarão ocorrendo intervenções na torre de chegada do estádio e garagem dos barcos, além de outras reformas.

4 – Obra olímpica que resultará em derrubada de árvores em área tombada

Nas reformas da Marina da Glória, ponto de apoio para as embarcações nas competições de vela em 2016, precisarão ser derrubadas 298 árvores no Parque do Flamengo, para modernização do local. O problema é que a área é tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e a intervenção vem despertando a ira de grupos de ambientalistas, que já realizaram protestos e pretendem entrar na Justiça para embargar a obra. O corte das árvores foi autorizado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente do Rio.

5 – Atraso nas obras do velódromo

No final do ano passado, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, admitiu sua preocupação com o ritmo das obras para a construção do novo velódromo, segundo ele atrasado em três semanas. O próprio Paes, contudo, disse que “três semanas de atraso não são nada demais. Não é atraso algum, numa obra deste tamanho”, afirmou. A previsão de conclusão desta obra é para o quarto trimestre deste ano.

6 – Reformas do Julio Delamare e Maracanãzinho nem começaram

Sedes das competições de polo aquático e vôlei em 2016, respectivamente, o Parque Aquático Julio Delamare e o ginásio do Maracanãzinho precisam passar de obras de readequação para os Jogos Olímpicos. Porém, a Maracanã S/A, concessionária que administra o Complexo Esportivo do Maracanã, ainda não deu início às obras, que deveriam ter começado no ano passado.

7 – Troca no comando da APO

O único “problema” que não diz respeito a obras que a comissão do COI irá se debruçar em sua nova visita ao Rio de Janeiro é político. Responsável pelo comando da APO (Autoridade Pública Olímpica) desde outubro de 2013, o general Fernando Azevedo e Silva teve papel fundamental no momento de maior crise na organização dos Jogos, especialmente para costurar os acertos necessários entre os três poderes envolvidos no evento (Federal, Estadual e Municipal), além da publicação da Matriz de Responsabilidade. No começo do ano, ele pediu demissão e deverá ser substituído pelo deputado estadual Edinho Silva (PT-SP), que foi o tesoureiro da campanha da presidente Dilma Rousseff. Como os integrantes do COI irão encarar uma importante troca na cadeia de comando da organização praticamente às vésperas dos Jogos, é um mistério.

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015 Ídolos, Seleção brasileira | 22:58

Tem brasileira concorrendo a melhor do mundo no handebol

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Duda Amorim está na briga para ser eleita a melhor do mundo no handebol (Foto: Thiago Parmalat/Photo&Grafia)

Duda Amorim está na briga para ser eleita a melhor do mundo no handebol (Foto: Thiago Parmalat/Photo&Grafia)

Afastada das quadras em virtude de uma grave lesão no joelho esquerdo, sofrida no final do ano passado e que a obrigou a passar por uma cirurgia de reconstrução dos ligamentos, a armadora brasileira Duda Amorim recebeu uma ótima notícia nesta sexta-feira: ela foi escolhida como uma das cinco finalistas a concorrer ao prêmio de melhor jogadora do mundo no handebol em 2014. A eleição está sendo feita via online, no site da IHF (Federação Internacional de Handebol), aberta à mídia especializada e também aos torcedores.

Duda foi incluída entre as cinco finalistas após a análise de um juri especializado feito pela IHF e está concorrendo ao título com a romena Cristina Neagu, a sueca Isabelle Gulldén, a espanhola Marta Mangué, e a norueguesa Heidi Loke. No masculino brigam pelo título os franceses Nikola Karabatic e Thierry Omeyer, o espanhol Joan Cañellas, o dinamarquês Mikkel Hansen e o croata Domagoj Duvnjak.

Não é a primeira vez que o ótimo handebol feminino do Brasil tem uma jogadora indicada ao prêmio de melhor do ano. Em 2013, a ponteira Alexandra Nascimento faturou o prêmio, muito por conta de sua ótima participação nos Jogos Olímpicos de Londres, um ano antes. A votação para os prêmios de melhor do ano no handebol mundial podem ser feitas no próprio site da IHF e terminam na próxima sexta-feira (20).

Destaque no histórico título mundial do Brasil em 2013, Duda deverá ficar fora das quadras em boa parte deste ano e é praticamente certo que não disputará o Pan-Americano de Toronto, em julho. Com sorte, estará recuperada para a disputa do Mundial da Dinamarca, em dezembro, embora seu maior objetivo seja o de estar 100% em forma nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015 Ídolos, Mundiais, Musas, Olimpíadas | 19:25

Ysinbayeva volta e já fala em ouro no Rio 2016

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A russa Elena Isinbayeva anuncia em entrevista coletiva seu retorno às competições

Isinbayeva anuncia seu retorno às competições, de olho nas Olimpíadas do Rio (Foto: AP)

Acabou a moleza. A russa Elena Isinbayeva reuniu-se com os jornalistas nesta quinta-feira para anunciar o que muitos já davam como certo: seu retorno às provas do salto com vara neste ano, iniciando sua preparação para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. E a meta não é menos do que retornar para casa com mais uma medalha de ouro para sua coleção.

“Estas serão as minhas Olimpíadas, será o ouro ou nada”, disse Isinbayeva, durante uma entrevista coletiva no CSKA, clube pelo qual irá fazer parte de sua preparação. “Eu já ganhei tudo o que eu poderia querer em minha carreira. Apenas uma nova medalha de ouro poderia ser acrescentada a tudo o que já conquistei”, afirmou a russa, de 32 anos.

Elena Isinbayeva retorna às competições após um período sabático iniciado ao final do Campeonato Mundial de Moscou de 2013, quando após faturar o título parou sua carreira para engravidar. Sua filha nasceu em junho do ano passado.

Não se pode prever como será o retorno de Isinbayeva às competições, quais as dificuldades que ela enfrentará em retomar a antiga forma etc. Mas o seu currículo permite que se espere alguém que ainda poderá brindar os torcedores com momentos inesquecíveis na pista do Engenhão, onde ocorrerão as disputas do atletismo em 2016. A russa é bicampeã olímpica (Atenas 2004 e Pequim 2008); ganhou um bronze olímpico (Londres 2012); foi três vez campeã mundial outdoor (pista descoberta), em 2005, 2007 e 2013; e foi também quatro vezes campeã do mundo em pista coberta (2004, 2006, 2008 e 2012). Ela é dona dos recordes mundiais ao ar livre (5m06) e em pista coberta (5m01).

Se confirmar sua vaga, as Olimpíadas de 2016 só terão a ganhar com uma estrela como Elena Isinbayeva, mesmo que isso represente uma ameaça ao sonho de uma medalha de ouro para o Brasil, com Fabiana Murer.

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015 Ídolos, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 14:25

Cesar Cielo muda de técnico novamente: perfeccionismo ou insegurança?

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Cesar Cielo trocou mais uma vez de treinador, em sua preparação para as Olimpíadas de 2016 (Foto: Satiro Sodré/CBDA)

Cesar Cielo trocou mais uma vez de treinador, em sua preparação para as Olimpíadas de 2016 (Foto: Satiro Sodré/CBDA)

Quem conhece um pouco mais de perto o nadador brasileiro Cesar Cielo sabe o quanto o campeão olímpico e tricampeão mundial dos 50 m livre é perfeccionista. Sempre em busca da melhor performance, Cielo não mede esforços para ter sempre ao seu lado os melhores profissionais. Nesta segunda-feira, ao anunciar que passará a treinar com Arilson Silva, ao lado de uma equipe multidisciplinar no Centro Olímpico de São Paulo, Cielo sinaliza que está totalmente focado em assegurar o tetra mundial em Kazan (RUS), neste ano, e no bicampeonato olímpico no Rio 2016.

Mas se especialistas entendem que a troca de treinadores constante não chega a ser um problema – Arilson será o quarto treinador de Cielo neste ciclo olímpico -, as mudanças podem sinalizar ainda que o brasileiro está inseguro em qual caminho seguir para atingir seus objetivos. A opinião é do técnico e comentarista de natação do Sportv, Alex Pussieldi, que falou ao blog sobre o caso.

“Eu não vejo problema na parte técnica [sobre a troca de treinadores]. Até gosto mais do Arilson do que o Goodrich e Volkers, o estilo e o trabalho dele tem mais sintonia com o Cielo. O problema que eu vejo é na parte psicológica, pois mostra uma certa fraqueza por parte do Cielo que parece nunca estar satisfeito e confiante”, disse Pussieldi.

Em seu site, o Best Swimming, Pussieldi realizou um levantamento mostrando que estas trocas de treinadores no ciclo olímpico são mais constantes entre os brasileiros do que entre nadadores de outros países. Segundo o levantamento, 70% da equipe olímpica de natação que foi a Londres 2012 mudou de treinador, contra 30% de mudanças feitas por estrangeiros.

No caso de Cielo, em 2013 ele iniciou o ciclo olímpico para os Jogos do Rio de Janeiro trocando Alberto Silva pelo americano Scott Goodrich. Em 2014, passou a ser treinado pelo australiano Scott Volkers e começou a defender o Minas Tênis Clube. No final do ano, voltou para Goodrich, mas permanece defendendo o Minas. Agora, ao lado de Arilson, alternará períodos de treinamento em São Paulo (no Centro Olímpico) e em Minas, com uma equipe muitidisciplinar semelhante a que tinha em 2011/2012, no extinto PRO2016, quando reuniu um grupo de nadadores se preparando para os Jogos de Londres. A diferença é que agora o trabalho será voltado todo para ele.

Se o perfeccionismo de Cielo, que terá 30 anos nas Olimpíadas de 2016, mais uma vez se traduzirá em medalhas e títulos, só o tempo irá provar.

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domingo, 1 de fevereiro de 2015 Mundiais, Olimpíadas, Pré-Olímpico | 21:54

Com título no Mundial de handebol, França já tem vaga em 16 eventos no Rio 2016

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Jogadores da seleção da França  erguem o troféu do Mundial masculino de handebol, obtido neste domingo

Jogadores da seleção da França erguem o troféu do Mundial masculino de handebol, obtido neste domingo

Felizmente o verdadeiro espírito do esporte prevaleceu e a França acabou com a graça da seleção do Catar na final do Campeonato Mundial masculino de handebol, encerrado neste domingo em Doha (Catar). A vitória por 25 a 22, além de assegurar o quinto título do torneio aos franceses, evitou que uma aberração esportiva acontecesse e a “falsa” seleção catari, que tem nada menos do que nove atletas naturalizados entre os 16 atletas inscritos, ficasse com o troféu, consagrando de vez a malfadada onde de naturalizações no esporte olímpico mundial.

O título mundial da França também teve outro efeito: assegurou a vaga da equipe no torneio olímpico de handebol dos Jogos Olímpicos do Rio 2016. Agora, a competição, que contará com 12 equipes, já tem classificados o Brasil (como país-sede) e a seleção francesa, que de quebra garantiu neste domingo sua presença em 16 eventos olímpicos no próximo ano.

Confira na página especial do blog todos os países já classificados para os Jogos Olímpicos do Rio 2016.

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015 Mundiais, Olimpíadas | 16:04

O perigoso sucesso do Catar no Mundial de handebol

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Jogadores do Catar comemoram a inédita classificação para a final do Mundial masculino de handebol

Jogadores do Catar comemoram a inédita classificação para a final do Mundial masculino de handebol

Há poucos minutos, um resultado histórico aconteceu no Mundial masculino de handebol, que está sendo realizado no Catar. Diante de um ginásio lotado, a seleção catari alcançava um feito inédito, ao derrotar a Polônia por 31 a 29 e classificar-se para a final do torneio. Foi a primeira vez em 24 edições do Mundial que uma equipe de fora da Europa chegava à decisão. Até aí nada demais, se não fosse o fato de que essa é uma “falsa” seleção do Catar.

Dos 16 jogadores inscritos para a competição, nada menos do que nove são naturalizados. NOVE! Tem bósnio, cubano, sérvio, francês, espanhol, tunisiano. O próprio técnico, Valero Rivera, é espanhol. Com esta seleção multinacional, o Catar vem cumprindo uma campanha brilhante, tendo vencido sete das oito partidas que disputou até agora. Pelo andar da carruagem, pode até ganhar o Mundial, neste domingo, e classificar-se antecipadamente para os Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Trata-se de uma trapaça, uma espécie de doping técnico impulsionado pelos dólares que jorram do país árabe, polêmica sede da Copa do Mundo de futebol de 2022. É só ter um mínimo de conhecimento esportivo para saber que sem estes naturalizados, o Catar não passaria de um (péssimo) figurante no Mundial, dada a sua total falta de tradição no handebol.

O assunto é tão incômodo (para não dizer vergonhoso) que os próprios dirigentes da federação catari proibiram os jogadores e o treinador foram proibidos de responder a perguntas sobre o assunto de naturalização.

E nem se pode dizer que a culpa é apenas do Catar. A moda de naturalizações vem infestando o esporte mundial nos últimos anos, em todas as modalidades. Tênis de mesa, ginástica artística, polo aquático, vôlei, basquete, atletismo… em todos estes esportes têm sido possível encontrar atletas que nasceram em outras nações, mas que resolveram mudar sua pátria movidos pelos mais diferentes motivos. Poucos, muito poucos, o fizeram por ter uma identificação genuína com o novo país. Nas Olimpíadas de 2012, o excesso de naturalizações atingiu a delegação da Grã-Bretanha foi tão grande que despertou a ira de torcedores e jornalistas, chamando os naturalizados de “britânicos de plástico”.

Aliás, que ninguém pense que o Brasil está imune a isso, pois já tivemos dois casos (Larry Taylor, no basquete, e Gui Lin, no tênis de mesa) de naturalização na delegação do país em Londres, e com certeza teremos muitos mais até as Olimpíadas do Rio 2016, no Rio de Janeiro, especialmente em modalidades onde o Brasil não consegue desenvolver talentos de nível competitivo.

Relembre: Brasil terá “reforço externo” em Londres. Será que vale a pena?

Se ainda esta febre de naturalização mundial viesse acompanhada de um verdadeiro processo de massificação e descobrimento de novos talentos para estas modalidades, daria para aceitar, meio a contragosto. Mas o que está por trás, na maioria dos casos, é somente a busca pela glória efêmera, vitaminada por talentos que nasceram em lugares muito distantes das bandeiras pelas quais eles correm, saltam e jogam. O esporte só tem a perder com esta globalização fajuta.

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