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Posts com a Tag Rio 2016

quarta-feira, 4 de maio de 2011 Isso é Brasil, Olimpíadas | 23:42

Doping volta a envergonhar o esporte brasileiro

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E o doping continua fazendo estragos na reputação esportiva do Brasil. Sede das Olimpíadas de 2016, no Rio, o país ainda se ressente do escândalo da equipe Rede de atletismo, em 2009, quando surge um novo caso, denunciado pelos ótimos repórteres Roberto Salim e Marcelo Gomes, do programa “Histórias do Esporte”, da “ESPN Brasil”. Os dois descobriram um megacaso de doping anunciado no ano passado pela UCI (União Internacional de Ciclismo), mas que estranhamente a CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) não fez a menor questão de divulgar.

O programa, que irá ao ar no próximo dia 28 de maio, revelará que foram flagrados no antidoping Herman Trezza de Paiva, Pedro Nicácio, João Paulo de Oliveira, Lucas Onesco. Jair Fernando dos Santos, Fábio Ribeiro Jr., Rogério dos Reis e Edson Marcos de Carvalho. A UCI chegou a soltar uma nota anunciando os resultados positivos, mas a CBC nada falou.

De acordo com a reportagem, os ciclistas estão cumprindo a punição normalmente, mas nada seria divulgado para não atrapalhar no contrato da CBC com o Banco do Brasil. E mais estarrecedor ainda é que um ex-ciclista, Anderson Echeverria, revela que havia até apoio de dirigentes e alguns treinadores para que os ciclistas usassem os medicamentos e assim conseguir os resultados.

Uma vergonha. O mínimo que se pode falar de tudo isso.

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quinta-feira, 28 de abril de 2011 Isso é Brasil, Olimpíadas | 23:38

E se acabar a luz na cerimônia de abertura?

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Estádio do Engenhão quase às escuras, atrasando o início de Fluminense x Libertad

O jogo do Fluminense contra o Libertad pela Copa Libertadores, nesta quinta-feira, começou com mais de uma hora de atraso. Motivo: falta de luz no estádio João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro. Em menos de uma semana, foi a segunda vez que a arena ficou sem energia elétrica e atrasou o andamento de uma partida. A outra foi o jogo semifinal da Taça Rio, entre Fluminense e Flamengo, no último domingo.

O Engenhão será um dos equipamentos esportivos que serão utilizados nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.

Ainda nesta quinta-feira, o Jornal Nacional, da “TV Globo”, mostrou imagens impressionantes da entrada do Maracanã completamente alagada pelas fortes chuvas que atingiram a cidade na terça-feira. O setor das bilheterias estava com água quase na altura dos guichês.

O Maracanã será palco das cerimônias e abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.

Não se trata aqui de fazer um discurso contrário à organização das Olimpíadas do Brasil. Por mim, os Jogos não aconteceriam aqui, pois praticamente as mesmas pessoas que organizaram o superfaturado Pan de 2007 estão na organização da Rio-16. Mas com a decisão do COI (Comitê Olímpico Internacional) em tornar o Rio a primeira cidade da América do Sul a receber as Olimpíadas, resta colocar mãos à obra e trabalhar. A sensação, contudo, é que não se está trabalhando tão bem assim.

Uma comissão do COI está na cidade para vistoriar o andamento das obras de estrutura que o Rio está fazendo. E todos ficaram preocupados com a consequência da chuvarada. As autoridades cariocas logo fizeram discursos tranquilizadores, afirmando que todas as intervenções urbanas necessárias serão feitas a tempo.

O problema é esse: é muito discursinho, muita conversinha, muita ação demagógica dos políticos e pouca solução prática. E digo isso em relação a todas as esferas governamentais (Federal, Estadual e Municipal). Os políticos brasileiros não se deram conta do tamanho da responsabilidade em organizar eventos do porte de uma Olimpíada ou de uma Copa do Mundo, que ocorrerá antes, em 2014.

Organizar os Jogos Olímpicos é, sem dúvida, a maior glória alcançada pelo Brasil, um país no qual só o futebol importa, esportivamente falando, para a grande maioria das pessoas. Não se pode desperdiçar a oportunidade de fazer desta grande festa um exemplo que será lembrado por gerações de torcedores. Mas já pensou se a lembrança que ficará para a eternidade for a falta de luz no Maracanã em plena cerimônia de abertura dos Jogos?

Já passou da hora dos políticos ficarem fazendo discursos demagógicos. Eles precisam botar a mão na massa, e rápido. Ninguém quer ver o Brasil pagando mico diante dos olhos do mundo. Mas que as chuvas e falta de luz dos últimos dias no Rio de Janeiro são preocupantes, ah, isso são!

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domingo, 24 de abril de 2011 Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:45

Ministério do Esporte ajuda a encher os cofres do vôlei

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O presidente da CBV, Ary Graça, e o ministro Orlando Silva

Pouco antes da final da Superliga masculina, neste domingo, o ministro do Esporte, Orlando Silva, deu entrevista coletiva no ginásio do Mineirinho anunciando a liberação de R$ 9,2 milhões para a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). O objetivo deste convênio, segundo o ministro, seria ajudar na preparação das seleções brasileiras masculina e feminina para as Olimpíadas de Londres, no ano que vem, e para os Jogos de 2016, que serão realizados no Rio.

Agora, só uma perguntinha: por que liberar tal verba (bastante razoável, para os pobres padrões do esporte brasileiro) para uma modalidade que tem um dos melhores patrocínios estatais – estima-se que o Banco do Brasil pague anualmente mais de R$ 25 milhões – e que recebe a maior parcela da Lei Agnelo/Piva, que destina 2% das verbas das loterias aos esportes olímpicos do país (no caso, R$ 3 milhões serão destinados ao vôlei em 2011)?

Estranho que o ministro, integrante de um partido de origens comunistas (PC do B), não se preocupe em repartir melhor a riqueza aos mais necessitados e, ao invés disso, acabe ajudando a quem já tem bastante. Duvida? No último balanço divulgado pela CBV, referente ao exercício de 2010, só de patrocínios  a entidade arrecadou R$ 44,9 milhões. Será que o ministro sabia disso?

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quarta-feira, 6 de abril de 2011 Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 17:06

Hóquei brasileiro precisa mais do que acordos

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Presidente do COB, Carlos Nuzman, comemora acordo de cooperação com a FIH. Mas será que isso basta?

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) anunciou nesta terça-feira um acordo de cooperação com a FIH (Federação Internacional de Hóquei) para o desenvolvimento da modalidade no Brasil. Segundo nota divulgada pelo COB, um planejamento elaborado entre a entidade, a FIH e a CBHG (Confederação Brasileira de Hóquei na Grama) tem como principal objetivo “inserir o hóquei sobre grama do Brasil nas principais competições internacionais a fim de proporcionar maior experiência para a modalidade”.

Muito bem. É claro que se deve louvar a intenção do COB em tentar desenvolver um esporte que praticamente não existe no país, especialmente se levarmos em conta que todos os países que organizam competições poliesportivas (como Olimpíadas e Pan-Americanos) participam de todas as modalidades. E se tem algo que o Brasil necessita urgentemente é aprender a jogar hóquei na grama.

Só assim, com muito aprendizado, a seleção brasileira da modalidade irá escapar de vexames como os protagonizados no Pan-Americano do Rio, em 2007. Na ocasião, a seleção masculina cumpriu uma campanha bisonha, com cinco derrotas em cinco partidas disputadas, sofrendo 57 gols e marcando somente um. E ainda conseguiu levar um 8 a 0 das Antilhas Holandesas, que pasmem, estão atrás do Brasil no ranking mundial (46º na última lista, enquanto os brasileiros ocupam “orgulhosamente” a 38ª).

É muito bonito políticos e cartolas ficarem alardeando aos quatro ventos que o Brasil está caminhando para se transformar numa potência olímpica. Eu não acho isso, muito pelo contrário. E a própria situação de penúria do hóquei de grama nacional confirma isso. Há muito trabalho pela frente.

Não será apenas assinando um simpático acordo de cooperação com a FIH que irá mudar esta situação a curto prazo. E se bobear, nem a médio prazo.

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sexta-feira, 18 de março de 2011 Imprensa, Olimpíadas, Pan-Americano | 10:13

Um exemplo de desperdício na ginástica artística

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O Centro de Excelência de Ginástica de Curitiba corre o risco de fechar as portas

Quando se imagina que já se viu de tudo no esporte olímpico brasileiro, sempre aparece algo que te pega de surpresa. Reportagem do jornal “Gazeta do Povo”, de Curitiba, nesta semana, mostra que o Cegin (Centro de Excelência de Ginástica), local que serviu de base para a seleção olímpica permanente de ginástica artísitica nos dois últimos ciclos olímpicos, corre risco de fechar as portas. O motivo: falta de dinheiro.

A CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), que após a eleição da atual presidente Maria Luciene Cacho Resende mudou sua sede de Curtiba para Aracaju (Sergipe), cortou uma verba de R$ 437 mil que seriam repassados ao Cegin, de acordo com a reportagem da “Gazeta do Povo”. Vale lembrar que o Cegin é comando por Vicélia Florenzano, ex-presidente da CBG. Segundo a “Gazeta”, a justificativa de Resende para cortar a verba de manutenção do Cegin é que não é possível destinar esta verba (proveniente do patrocínio da Caixa Econômica Federal de R$ 9,5 milhões) a um clube privado.

Entre as atletas que treinam no Cegin estão quatro integrantes da seleção brasileira: Harumy de Freitas, Priscila Coelho, Bruna Leal e Ethiene Franco. Todas ameaçadas de não ter onde se preparar em alto nível. Se não têm onde treinar, elas obviamente terão comprometida sua preparação para integrar a seleção brasileira.

Agora, duas observações: é importante lembrar que Maria Luciene Resende era vice-presidente de Vicélia Florenzano na gestão anterior. Só isso já causa estranheza diante de todo este imbróglio. As duas já não falam a mesma língua, para dizer o mínimo. A outra observação é, na verdade, uma pergunta: como a CBG pode desperdiçar um equipamento do nível como este de Curitiba e que serviu para preparar, entre outras atletas, Daniele Hypólito e Daiane dos Santos?

É muito desperdício.

Obs: sugestão de post do ótimo blog Alberto Murray Olímpico, mantido pelo advogado Alberto Murray, neto do ex-presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Sylvio de Magalhães Padilha, e que nos últimos anos tornou-se  um feroz e ativo opositor à gestão de Carlos Arthur Nuzman no COB.

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sexta-feira, 11 de março de 2011 Com a palavra, Olimpíadas | 16:30

O ousado sonho de Nuzman

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“O Rio de Janeiro vai ser a cidade exemplo de mudança na história do movimento olímpico.  Já chegou a hora de substituir Barcelona”

Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), nesta sexta-feira, durante entrevista coletiva no Fórum Global Esportivo de Barcelona, ao afirmar que o desafio dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, será superar Barcelona como a cidade que deixou o melhor legado olímpico da história. No mínimo, uma declaração ousada.

Confira aqui a reportagem completa do iG Esportes sobre a entrevista de Nuzman em Barcelona.

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quarta-feira, 2 de março de 2011 Imprensa, Olimpíadas | 16:06

Aprovação da Autoridade Pública Olímpica para a Rio-16: uma boa e uma má notícia

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O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira, por 46 votos a 13, a criação da Autoridade Pública Olímpica (APO), uma autarquia responsável pelas ações do governo federal na organização dos Jogos Olímpicos do Rio-16. A história foi contada aqui, pelo iG Esporte. A criação da APO foi uma das garantias dadas pelo governo brasileiro aos dirigentes do Comitê Olímpico Internacional (COI), durante o processo seletivo que culminou com a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos de 2016.

Henrique Meirelles estava cotado para comandar a APO

Se por um lado a aprovação da APO merece ser festejada – a falta de um órgão como este pode explicar a verdadeira farra com o dinheiro público ocorrida nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007 -, a forma como ela foi aprovada merece, no mínimo, uma reflexão se realmente a decisão foi a mais acertada. De acordo com o texto aprovado pelo Senado, a APO terá um papel menos  importante do que o existente no projeto original do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, graças à pressão do governador carioca Sérgio Cabral e do prefeito do Rio, Eduardo Paes, ambos do PMDB.

No texto aprovado nesta terça-feira, caberá ao Conselho Público Olímpico (CPO) a responsabilidade de controlar a liberação e viabilização de recursos para tocar as obras dos Jogos. Este Conselho será formado por três integrantes: a presidenta Dilma Rousseff, o governador Cabral e o prefeito Paes. Já a APO terá como função básica a de fiscalizar o andamento das obras. No projeto original, a APO seria a interlocutora do governo brasileiro com os dirigentes do COI, condição essa que não agradava aos governos municipal e estadual do Rio.

Resta saber se neste modelo que foi aprovado pelo Senado, o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (figura fundamental na sabatina feita pelo COI na eleição do Rio para 2016) aceitará assumir um cargo bem menos importante do que havia sido imaginado anteriormente.

Atualização: a edição desta quinta-feira (3/3), da “Folha de S. Paulo”, traz reportagem confirmando que Meirelles aceitou o convite para comandar a APO. Vamos ver quanto tempo ele irá aguentar.

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terça-feira, 1 de março de 2011 Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Pan-Americano, Sem categoria | 10:00

Paixão e necessidade

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Getty Images

Joaquim Cruz comemora a conquista da medalha de ouro dos 800m nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984

Vamos ser sinceros: quem entra numa faculdade de jornalismo com a intenção de fazer carreira na área de esportes, quer saber mesmo é de trabalhar com futebol! Bom, admito que isso pode ter mudado um pouquinho nos últimos anos, graças às conquistas da seleção masculina de vôlei, de Guga e de Cesar Cielo. Mas no já distante fevereiro de 1983, quando comecei meu curso de jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, todos os meus colegas só queriam saber mesmo era de cobrir um bom jogo de futebol.

Mas o destino, sempre ele, se encarrega de mostrar novos caminhos quando você menos espera. Logo no segundo ano, eis que surgiu uma oportunidade para fazer um estágio, junto com mais três amigos, na Rádio Gazeta, na equipe chefiada pelo grande loucutor Pedro Luís (já falecido), e que tinha como narrador principal Paulo Soares, hoje na ESPN Brasil. Eles iriam colocar no ar um programa chamado “Operação Esporte”,  sobre esportes olímpicos (ou esportes amadores, como se falava na época).

Como em 84 seriam realizadas as Olimpíadas de Los Angeles, a rádio queria tentar atrair um novo público. E no mesmo ano em que o meio-fundista Joaquim Cruz emocionou o Brasil inteiro ao ganhar a medalha de ouro nos 800m rasos, a necessidade de entrar na área fez com que um foca descobrisse que há vida além do futebol.

Desde então, os esportes olímpicos tiveram uma importância fundamental em minha carreira. E o mais bacana foi perceber que estas modalidades estão ganhando um espaço cada vez maior na mídia brasileira, desmistificando um pouco o antigo conceito de “monocultura esportiva” na imprensa deste país. Ainda há muito para fazer, é verdade, mas este espaço que começa a ser ocupado neste terça-feira, aqui no iG Esporte, é mais um passo para divulgar, comentar, criticar e falar sobre as mais variadas modalidades esportivas.

Assunto é o que não irá faltar, ainda mais com os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara marcados para este ano, diversos pré-olímpicos e eventos qualificatórios para as Olimpíadas de Londres 2012 e a preparação do Rio de Janeiro para 2016, quando precisaremos ficar de olhos abertos, fiscalizando direitinho a aplicação do dinheiro público na organização da competição. Portanto, a casa é de vocês, entrem e fiquem à vontade.

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