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Posts com a Tag Revezamento 4 x 100 m rasos

segunda-feira, 4 de maio de 2015 Mundiais, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 00:14

Revezamentos do Brasil asseguram vaga no Rio 2016

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Rosângela Santos e Franciela Krasucki comemoram a vaga do Brasil para o Rio 2016

Rosângela Santos e Franciela Krasucki comemoram a vaga do Brasil  no revezamento 4 x 100 m para o Rio 2016

O final de semana esportivo encerrou-se neste domingo com saldo positivo para o atletismo brasileiro. Ao final da segunda edição do simpático Campeonato Mundial de revezamentos de atletismo, realizado em Nassau, nas Bahamas, o Brasil conseguiu alcançar o principal objetivo proposto, que era o de assegurar a vaga antecipada para as Olimpíadas do Rio 2016.

A lição de casa foi feita de forma completa, com as equipes do 4 x 100 e 4 x 400 m, masculino e feminino, assegurando a classificação olímpica. E um fato que merece ser destacado é que apenas três países conseguiram classificar suas equipes nestas quatro provas: os fortíssimos times dos Estados Unidos e Jamaica, além do Brasil. Um feito importante, sem dúvida, mas que não deve despertar maiores ondas de ufanismo fora de hora.

Do ponto de vista técnico, todas as equipes fizeram na final seus melhores resultados no ano, em termos de tempo: o 4 x 100 masculino foi quem teve a melhor colocação, ao terminar em quarto lugar, com 38s63; o feminino do 4 x 100 m, apontado como favorito para brigar por uma medalha olímpica, foi o sexto, com 42s92; o 4 x 400m masculino fechou sua participação em quinto, com 3min00s96; e por fim o 4 x 400 m feminino, o único que fez a melhor marca da temporada na eliminatória, ficou em oitavo e último lugar na final, com 3min31s30.

E não se pode dizer que foi um Mundial fácil, pois a Jamaica, com Usain Bolt e tudo, perdeu o ouro para os Estados Unidos no 4 x 100 m masculino, no sábado à noite. Ou seja, com um nível técnico forte, só comprova que o Brasil precisará trabalhar muito para chegar ao pódio olímpico no ano que vem e ajudar a alcançar a ousada meta de ficar no top 10 do quadro de medalhas nos Jogos do Rio.

Confira aqui todas as modalidades que já têm países classificados para os Jogos Olímpicos do Rio 2016.

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terça-feira, 29 de outubro de 2013 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 08:46

E a corda arrebentou no lado mais fraco…

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O momento do erro na passagem do bastão entre Vanda Gomes (à frente) e Franciela Krasucki, em Moscou

O momento do erro na passagem do bastão entre Vanda Gomes (à frente) e Franciela Krasucki, em Moscou

No final, o culpado foi o mordomo…a breve analogia aos antigos filmes de mistério acaba caindo perfeitamente para ilustrar o final da crise que se instalou no atletismo brasileiro, desde que a equipe feminina do revezamento 4 x 100 m rasos falhou na final do Mundial de Moscou, no último mês de agosto, após o erro na passagem de bastão de Franciela Krasucki e Vanda Gomes.

O quarteto brasileiro vinha fazendo uma prova excelente e provavelmente ganharia uma medalha, a única do país na competição. Mas o erro aconteceu, o bastão caiu e o Brasil foi desclassificado. Logo após a prova, Vanda aproveitou o microfone do canal Sportv, que transmitiu o Mundial, para detonar a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), criticando a preparação da equipe e até mesmo as condições de hospedagem e alimentação, deixando as demais companheiras atônitas com o tom das críticas. Na chegada ao Brasil, diminuiu sensivelmente o tom do discurso. A CBAt não engoliu a retratação e levou o caso ao seu STJD. Resultado: a atleta será julgada, em data ainda a ser definida, e provavelmente pegará um gancho pesado.

O pior golpe, porém, foi sacramentado ontem, segunda-feira (28). No anúncio dos 19 atletas contemplados pelo Bolsa Pódio, programa do Ministério do Esporte que auxilia na preparação dos atletas para as Olimpíadas do Rio 2016, as integrantes do revezamento 4 x 100 m estavam lá: Ana Cláudia Lemos, Evelyn dos Santos, Franciela e Rosângela Santos. Só não estava o nome de Vanda Gomes. Vale ressaltar que os nomes dos atletas contemplados pelo programa são indicados pela confederação – no caso, a CBAt.

>>> Leia mais: Atleta que criticou Confederação de atletismo fica fora do Bolsa Pódio

Se a atleta merece ou não ser suspensa ou memso advertida por suas declarações, é uma outra discussão. Creio que o assunto merece até uma outra reflexão e passa pela questão do preparo psicológico no esporte de alto rendimento, que já foi abordado aqui no blog. Em relação a exclusão de Vanda Gomes no programa Bolsa Pódio, creio que a análise é outra.

A CBAt argumentou que para justificar a inclusão das atletas do revezamento no programa do Ministério do Esporte, usou como base o resultado da semifinal – quando Rosângela correu no lugar de Vanda e o time brasileiro bateu inclusive o recorde sul-americano. Porém, existem outros critérios: os finalistas em Mundiais seriam contemplados ou então os classificados entre os 20 primeiros do ranking mundial de determinada prova. Na lista anunciada nesta segunda, existem atletas que se enquadram em todos os casos.

>>>Relembre: As lições que o Mundial de Moscou deixa ao atletismo do Brasil

E se o revezamento feminino do Brasil ocupa hoje o quarto lugar no ranking mundial, Vanda Gomes teve sua parcela de contribuição. Isso não dá para negar.

O que fica claro, independentemente do resultado do julgamento da atleta, é que ela não deve mais ser convocada pela atual comissão técnica.  Não há mais clima para isso. O que não foi discutido ainda, ao menos de forma pública, é a pífia participação do Brasil no Mundial de Moscou. Isso também não pode ser deixado de lado.

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013 Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas | 19:01

Os 100 anos do primeiro grande herói olímpico

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Jesse Owens competiu em quatro provas nos Jogos de Berlim e conquistou quatro medalhas de ouro

A esta altura, muito já se falou sobre o centenário de nascimento de um dos maiores atletas olímpicos da história moderna, o americano Jesse Owens, que está sendo comemorado nesta quinta-feira, 12 de setembro. Na verdade, tudo o que se falar sobre ele ainda será pouco. Se existe alguém que pode carregar com orgulho o adjetivo “herói”, é justamente Owens.

Para se ter uma ideia da dimensão do feito deste negro americano, nascido na cidade de Oakville, e batizado como James Cleveland Owens, dono de quatro medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936 – nos 100 m, 200 m, revezamento 4 x 100 m e salto em distância – gosto sempre de lembrar uma pequena história que presenciei em 1998, durante a cobertura do Mundial feminino de basquete, em Berlim.

Num determinado dia, estava marcado um pequeno city tour com os jornalistas que cobriam o evento. Como a tabela de jogos só previa atividades para o final da tarde, eu e outros colegas brasileiros presente ao evento resolvemos encarar o passeio.

E depois de passar por diversos pontos turísticos da linda Berlim, na época um verdadeiro canteiro de obras que transformava a cidade, eis que chegamos ao imponente Estádio Olímpico. Por uma infeliz coincidência, o local também estava em reforma, o que impediu nossa entrada. Mas enquanto o ônibus estava estacionado na porta, o guia alemão encheu o peito e disse: ‘Neste estádio, Jesse Owens ganhou quatro medalhas de ouro e humilhou o ditador Adolf Hitler”.

>>> Leia mais sobre outros grandes ídolos olímpicos

E se apenas deixar Hitler com cara de pastel já não fosse suficiente, Jesse Owens também deu um verdadeiro tapa na cara do indecente preconceito racial (que, em menor grau, ainda existe) dos Estados Unidos. “É verdade que Hitler não me cumprimentou, mas também nunca fui convidado para almoçar na Casa Branca”, disse Owens, pelo fato de nunca ter recebido um único telegrama do então presidente americano Franklin Roosevelt, cumprimentando-o pelos feitos em Berlim.

Para mim, Jesse Owens sempre foi e será o primeiro grande herói da história olímpica moderna.

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terça-feira, 20 de agosto de 2013 Com a palavra, Histórias do esporte, Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 23:54

O arrependimento de Vanda e a fragilidade do atleta brasileiro

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“O que eu quis dizer quando falei comer mal e dormir mal é que quando você sai do conforto da sua casa, você está comendo mal e dormindo mal. Não me lembro de ter dito que a CBAt não nos deu comida ou pouso”

Vanda amenizou o tom das críticas no Brasil

A frase da velocista Vanda Gomes, menos de 48 horas depois de soltar o verbo, ao tentar justificar a eliminação da equipe brasileira na final do revezamento 4 x 100 feminino, durante o Mundial de atletismo de Moscou, não deve surpreender ninguém. Depois de acusar com todas as letras, aos microfones do canal Sportv, que a preparação foi deficitária, que as atletas tiveram problemas com alimentação, hospedagem etc, Vanda decidiu recuar.

Na verdade, naquele momento ela nada mais estava do que tentando encontrar uma explicação para aquela cena inacreditável: a queda do bastão na última passagem, em uma prova que tinha tudo para terminar com as brasileiras no pódio na Rússia.

Não é de hoje que atletas brasileiros acabam falando mais do que devem e depois, diante da pressão externa, acabam voltando atrás. O atletismo é mestre em ter situações como essa. Lembro-me bem de Joaquim Cruz, ao dar uma entrevista na qual deixava claro que suspeitava da condição da americana Florence Griffth-Joyner, já falecida, nas Olimpíadas de Seul 1988. Cruz acreditava que as incríveis marcas dela nos 100 e 200 m eram frutos de doping. A repercussão de suas palavras – o brasileiro foi campeão olímpico nos 800m em Los Angeles 1984 e prata na Coreia do Sul na mesma prova – foi tamanha que Cruz precisou se retratar, dizendo que fora mal interpretado.

Veja também: As lições do Mundial de Moscou ao atletismo do Brasil

É natural que Vanda Gomes esteja frustrada, irritada e até envergonhada com  o erro que pode ter custado uma medalha para o Brasil. Mas não se pode cravar que o erro foi apenas dela. Era uma prova em equipe, afinal. E nem ninguém pode eximir a comissão técnica da  CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) de algum tipo de culpa também.

E mais: O fiasco brasileiro no Mundial de atletismo e a miopia dos críticos

Acho que todos têm sua parcela de responsabilidade neste caso e na  fraca participação brasileira em Moscou, de modo geral. E a maior prova do equívoco da atleta foi que o discurso das outras integrantes da equipe não seguiu na mesma linha. Para piorar, a CBAt pretende puni-la de forma severa pelas declarações.

O que fica evidente é que falta preparo psicológico a muitos atletas em competições de alto nível. Mais do que simples “frescura”, um trabalho sério de psicologia esportiva mostra-se cada vez mais necessário, para qualquer equipe. No caso do esporte brasileiro, carente em tentas coisas, isso pode fazer a diferença entre um bastão no chão e uma medlaha no peito.

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domingo, 18 de agosto de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 16:04

As lições que o Mundial de Moscou deixa ao atletismo do Brasil

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Vanda Gomes se desespera ao deixar cair o bastão passado por Franciela Krasucki

A foto que abre este post ilustra, de forma lamentável, a participação brasileira no 14º Campeonato Mundial de atletismo, encerrado neste domingo em Moscou. O erro patético na última passagem do bastão do revezamento 4 x 100 m feminino, que custou uma quase certa medalha (a única) ao Brasil neste Mundial, foi apenas a cereja no bolo. Há muito mais o que se lamentar no saldo final destes últimos dez dias na Rússia.

Em primeiro lugar, ninguém pode alegar surpresa com o fraco desempenho dos atletas brasileiros. Muito menos os dirigentes da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). No final de julho, a entidade reuniu os jornalistas em sua sede em São Paulo, para uma entrevista coletiva, e foi bem sincera ao falar sobre os objetivos neste Mundial: alcançar o maior número de finais possíveis.

Pois bem, o Brasil chegou a seis finais em Moscou: salto com vara masculino (Augusto Dutra, em 11º); salto com vara feminino (Fabiana Murer, em 5º); 400m masculino (Anderson Henriques, em 8º); salto em distância masculino (Mauro Vinícius da Silva, em 5º); revezamento 4 x 400m masculino (7º lugar); e revezamento 4 x 100m feminino (não terminou a prova). Decatlo e maratona masculina, que não têm finais, não chegaram ao pódio mas tiveram bons resultados individuais.

A questão é que nem mesmo o objetivo inicial a CBAt alcançou. Isso porque a campanha em Moscou, em termos de presença em finais, foi ABSOLUTAMENTE IDÊNTICA a dos dois Mundiais anteriores, em Daegu/2011 e Berlim/2009, quando os brasileiros também alcançaram seis finais. Pior é saber que na Coreia do Sul, há dois anos, o Brasil ainda conseguiu um ouro (com Fabiana Murer). Muito pior ainda é que em 2007, no Mundial de Osaka, o Brasil marcou presença em sete finais e ainda voltou com uma medalha de prata – Jadel Gregório, no salto triplo.

A verdade, nua e crua, é uma só: o atletismo brasileiro “involuiu”.

Não tenho a menor dúvida que boa parte desta decadência precisa ser creditada aos quase 30 anos em que Roberto Gesta de Melo esteve à frente da CBAt. Alguns mais apressados poderão sair em defesa do cartola e dizer que medalhas foram conquistadas neste período, inclusive uma de ouro nas Olimpíadas de Pequim 2008, com Maurren Maggi no salto em distância. Óbvio, se você fica tanto tempo no cargo, aumenta as suas chances de conseguir resultados.

Nunca o atletismo teve tanto dinheiro como agora. Somados patrocínio da Caixa Econômica Federal, Lei Agnelo/Piva e outras fontes de renda, são quase R$ 31 milhões/ano. É muito dinheiro, convenhamos. Não se pode falar em falta de recursos. Prefiro falar em recursos mal aplicados, extremamente mal aplicados.

O atletismo do Brasil, por incrível que pareça, consegue grandes resultados nas categorias de base, inclusive títulos mundiais. Mas na hora de colocar estes novos talentos para competir na categoria adulta, os resultados simplesmente desaparecem. Estamos vivendo hoje de uma geração envelhecida, que está chegando ao final da carreira, com outra que não consegue mostrar seu potencial na hora da verdade, seja por falta de suporte psicológico ou limitação técnica mesmo.

Por fim, há que se cobrar também de quem comanda. A comissão técnica do Brasil tem muito que explicar ao final deste Mundial. O país já vinha de uma participação anêmica nas Olimpíadas de Londres 2012, quando passou sem medalhas pela primeira vez em 20 anos, e repete a dose exatamente um ano depois.

E como a última impressão é a que fica, é necessário que alguém dê uma boa justificativa para a escalação do time na final do revezamento, quando não correu Rosângela Santos, mais entrosada, e em seu lugar apareceu Vanda Gomes, justamente a que derrubou o bastão na passagem final.

O novo presidente da CBAt, José Antonio Fernandes, que assumiu este ano, terá muito trabalho para colocar o atletismo nos trilhos. E é bom avisar: para 2016, nas Olimpíadas do Rio, a realidade não será muito diferente dessa aí que vimos em Moscou.

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