Publicidade

Posts com a Tag Protestos no Brasil

sábado, 28 de fevereiro de 2015 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 22:33

COI é alvo em protesto aos Jogos de Rio 2016. Acabou a paz?

Compartilhe: Twitter
Manifestantes protestam contra os dirigentes do COI neste sábado, no Rio (crédito: Agência Brasil)

Manifestantes protestam contra os dirigentes do COI neste sábado (foto: Agência Brasil)

O clima de declarações amáveis, elogios ao ritmo das obras e de esperança do engajamento do povo em relação às Olimpíadas de 2016 marcaram a semana de mais uma vistoria da comissão de avaliação do COI (Comitê Olímpico Internacional) ao Rio de Janeiro. Este sábado (28), no último dia da visita a história foi bem diferente. É impossível que os dirigentes tenham ficado alheios ao ato de protesto promovido por grupos de ambientalistas contrários às obras de construção do campo de golfe e da reforma da Marina da Glória, ponto de apoio para a disputa da competição de vela nas Olimpíadas, em um hotel na zona sul da cidade, onde eles estavam reunidos.

E se teve alguém que viu de perto que existe gente no Brasil (em particular, no Rio de Janeiro) nem um pouco satisfeita com a realização das Olimpíadas, esse é o próprio presidente do COI, o alemão Thomas Bach. Ele até tentou dialogar com alguns manifestantes, mas ao ser chamado de “assassin0 da ecologia” por eles, viu que era melhor bater em retirada. E entrou para a segurança do hotel, onde o comitê executivo se reunia e também local de uma entrevista coletiva que o próprio Bach daria aos jornalistas.

É bom o COI começar a se acostumar com atos assim. A Fifa, durante a Copa das Confederações em 2013, e mesmo em alguns momentos da Copa 2014, passou por  situações semelhantes. Não tenho dúvida de que a maior parte do povo ainda apoia a realização a primeira edição dos Jogos Olímpicos na América do Sul, mas não dá para negar que existe uma parcela considerável da população inconformada com obras feitas em reservas ambientais, como o campo de golfe, candidatíssimo a se tornar um belo elefante branco após os Jogos.

Na prática, os cartolas do COI acabaram conhecendo neste sábado um velho jargão usado por algumas torcidas de futebol: “Acabou a paz”

Autor: Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 20 de junho de 2013 Histórias do esporte, Isso é Brasil, Olimpíadas | 15:17

As lições que os protestos no Brasil deixam para 2016

Compartilhe: Twitter

A "Plaza de las Tres Culturas", onde ocorreu o Massacre de Tlatelolco, na Cidade do México, em 68

Em primeiro lugar, uma explicação do blogueiro: a ausência de posts nos últimos dias tem como principal razão o intenso trabalho aqui na redação do iG na cobertura da Copa das Confederações. Por sinal, convido o leitor a acompanhar o ótimo material que tem sido produzido por nossos enviados especiais e pela turma aqui em São Paulo.

Mas a falta de atualizações também serviu para uma reflexão profunda sobre os momentos históricos que o Brasil viveu nos últimos 15 dias, com a série de protestos que levaram milhares de pessoas às ruas, reclamando primeiro sobre o aumento das passagens no transporte público e depois contra uma série de problemas e mazelas que atingem o País. Sobrou até (de forma absolutamente correta) para a explosão nos custos da organização da Copa do Mundo de 2014.

E justamente a parte mais tensa dos protestos, quando ocorreram os enfrentamentos entre manifestantes e polícia, merece um olhar mais atento. Não apenas para o que certamente continuará acontecendo no Mundial de futebol, mas também nas Olimpíadas do Rio, em 2016. E a história olímpica mostra que protestos podem terminar em tragédia quando há falta de bom senso.

O tema foi levantado pela psicóloga e pesquisadora esportiva Kátia Rubio no Facebook, logo após as cenas de violência protagonizadas pela polícia militar em uma das passeatas em São Paulo, que deixou inúmeros feridos. Em 1968, pouco antes do início das Olimpíadas da Cidade do México, centenas de pessoas (a maioria estudantes) morreram após confronto com policiais, naquele que ficou conhecido como o “Massacre de Thlatelolco”.

Na época, estudantes foram às ruas, inspirados por protestos semelhantes que ocorriam em outras partes do mundo. Os mexicanos reclamavam a respeito de denúncias de corrupção não apuradas, inclusive na organização dos Jogos, e pretendiam atrair a atenção do mundo por causa do megaevento.  No dia 2 de outubro, dez dias antes da abertura das Olimpíadas, mais de 15 mil pessoas estavam reunidas na “Plaza de las Tres Culturas”, em Tlatelolco, na Cidade do México, para uma manifestação pacífica. Mas policiais decidiram acabar com o protesto, abrindo fogo contra a multidão. Oficialmente, morreram quatro pessoas, mas estima-se que os mortos tenham ficado entre 200 e 300.

A história, como se percebe acima, pode trazer importantes ensinamentos. O principal deles é que o bom senso deve prevalecer sempre. Que as autoridades e os próprios manifestantes saibam lidar com maturidade, caso protestos apareçam em 2016.

Autor: Tags: , , , , ,