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Posts com a Tag Pré-Olímpico de basquete

quarta-feira, 7 de setembro de 2011 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:28

Comemorar sim, revanchismo não!

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O pivô Rafael Hettsheimeir, o grande destaque da histórica vitória do Brasil sobre a Argentina

Muito difícil, para os basqueteiros de plantão, conter a alegria pela incrível vitória da seleção brasileira masculina nesta quarta-feira, sobre a Argentina, pela Torneio Pré-Olímpico de Mar del Plata. O triunfo desta noite, por 73 a 71, representou o fim de um verdadeiro martírio que já durava 16 anos de sofridas derrotas para os argentinos em competições de alto nível.

A última delas tive o prazer de acompanhar ao vivo, na primeira fase do Pré-Olímpico de 1995, também na Argentina. É verdade que o Brasil andou batendo vez ou outra a Argentina desde então, mas foram vitórias obtidas em torneios de menor expressão e com as duas equipes desfalcadas de seus principais talentos. Pra valer, em jogo decente, fazia 16 anos que os argentinos só deitavam e rolavam sobre os brasileiros.

Isto posto, duas coisas precisam ficar claras:

1)  Que os jogadores e torcedores curtam muita esta vitória, mas que tenham em mente uma coisa: de nada terá adiantado este triunfo histórico, se no sábado, na semifinal do Pré-Olímpico, o Brasil voltar a ter um de seus habituais apagões e perder para um adversário que será definido na rodada desta quinta-feira. O jogo que vale vaga para as Olimpíadas de Londres 2012 é no sábado;

2) Na verdadeira catarse coletiva que virou o Twitter após a vitória do Brasil, pude pescar diversas mensagens – algumas até de gente graúda do esporte brasileiro – detonando de forma irônica o armador Leandrinho Barbosa e o pivô Nenê Hilário, os dois jogadores que pediram dispensa de defender a seleção no Pré-Olímpico. Mesmo incomodado com a decisão dos dois, eu desconheço os bastidores que os  levaram a tomar tal atitude.

O próprio Arthur Barbosa, irmão de Leandrinho, escreveu para este blog relatando uma história bem diferente do que contou a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) no episódio da dispensa do atual armador do Flamengo e do Toronto Raptors. Por isso, acho prudente que todos contenham o tom de revanchismo e deixem o tempo cuidar de ajeitar as coisas. Até porque ninguém pode abrir mão, em sã consciência, de um pivô como Nenê, se o sujeito estiver a fim de jogar, não é mesmo?

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Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 08:16

Acredite: os argentinos já foram fregueses no basquete

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Jogadores da Argentina comemoram o título olímpico de 2004, em Atenas

Em 1990, boa parte dos leitores deste blog ainda tomava leite na mamadeira e usava fraldas quando foi realizado o Campeonato Mundial masculino de basquete na Argentina. Incrível como 21 anos podem fazer a diferença em em algumas coisas. Pois foram estas duas décadas que transformaram o basquete da Argentina, que naquele 1990 terminou em um modesto oitavo lugar (duas vitórias em oito jogos), numa das potências atuais da modalidade.

Ao mesmo tempo, estes 21 anos deixaram a seleção brasileira masculina – que se não vivia mais a época de ouro dos anos 60, ao menos se classificava para as Olimpíadas – viver a maior de resultados de sua história. O mais irônico de tudo isso é que a Argentina sempre foi uma freguesa de caderneta do basquete brasileiro. E tudo isso começou a mudar justamente a partir de 1990.

O maior clássico da modalidade na América Sul, que acontecerá nesta quarta-feira, em Mar del Plata, pelo Pré-Olímpico das Américas, mais uma vez trará uma velha questão à tona: por que estes caras são melhores do que nós  hoje em dia?

A primeira resposta, óbvia, de que a atual geração argentina tem mais talentosa do que a brasileira, é simplista demais. Não que não seja verdadeira, é claro. Mas se Ginobili, Scola e Cia são superiores a Splitter, Giovannonni, Alex etc, o segredo deste sucesso não se encontra apenas dentro da quadra.

Para começar, naquele mesmo ano de 1990 a Argentina criou sua liga nacional, que tem atualmente 16 clubes, disputada em turno, returno e playoffs.  Com direito a duas divisões de acesso. O Brasil só foi ter uma liga decente em 2009, com a criação do NBB (Novo Basquete Brasil), que ainda não sinaliza a criação de uma divisão de acesso nos moldes que existem em várias partes do planeta.

Além de contar com uma estrutura interna de suas competições melhor que o existe por aqui, a Argentina ainda conta com forte e amplo trabalho de descoberto de novos talentos, espalhado por todo o país. Aqui, por mais que a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) divulgue clínicas e mais clínicas para buscar novos jogadores, os resultados ainda são muito modestos. O resultado se vê nos campeonatos continentais de base, onde os meninos da Argentina derrotam os do Brasil invariavelmente, com uma ou outra conquista brasileira isolada.

E por fim, talvez o mais importante, a filosofia de jogo. O basquete argentino atual consegue aliar com quase perfeição o talento individsual com uma incrível disciplina tática, num conceito tático onde não se dá espaço para erros tolos. Já o Brasil caminha para tentar mudar aquele velho estilo da correria sem sentido e o eterno aremesso de 3 pontos, consagrado na era do último grande craque brasileiro, Oscar Schmidt. E para mudar tudo isso,  foi beber exatamente na fonte do rival, ao trazer o técnico argentino Rúben Magnano, responsável pelo título olímpico da seleção argentina em 2004, nos Jogos de Atenas.

É claro que Magnano não teve tempo de mudar 21 anos de erros e falta de planejamento que ocorreram no basquete do Brasil. Nem sei se ele conseguirá fazer o Brasil ter sucesso em sua tentativa de voltar às Olimpíadas de Londres ainda neste Pré-Olímpico. Mas me parece que sob o seu comando, além de contar com todos os seus melhores jogadores (sem as já famosas abstenções de Nenê e Leandrinho), será o único caminho para que o Brasil volte a encarar a Argentina, se não como freguesa, ao menos como um rival que é possível ser batido.

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011 Histórias do esporte, Imprensa, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:51

O foca, o fumante e o sufoco

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O basquete masculino brasileiro começa nesta terça-feira, em Mar Del Plata (Argentina), mas uma tentativa de retornar aos Jogos Olímpicos, com a disputa do Torneio Pré-Olímpico. E esta estreia, diante da Venezuela, me faz vir à mente duas edições do Pré-Olímpico que acompanhei pessoalmente, em 1984, no Ginásio do Ibirapuera, e o de 1995, na mesma Argentina, só que nas cidades de Tucuman e Neuquén.

Em 84, o Brasil foi escolhido para receber a sede da competição eliminatória para os Jogos Olímpicos de Los Angeles. Ainda estava na faculdade, mas trabalhava como estagiário na “Rádio Gazeta”, em São Paulo, quando foi escalado para participar da cobertura do evento. Era a minha primeira cobertura fora da redação e estava naturalmente empolgado.

Na verdade, empolgado até demais. Após uma das partidas em que o Brasil não tinha jogado bem, apesar de ter vencido o jogo. Então, eis que o foca aqui (jargão jornalístico para jornalista inexperiente) chegou todo afobado no primeiro jogador que apareceu pela frente para repercutir a atuação ruim da seleção. Não me lembro mais como foi a pergunta, só sei que o então pivô Marquinhos (o entrevistado) me passou tamanha descompostura (sem ofender, é bom dizer) que confesso ter ficado com vergonha e não usei a gravação.

Onze anos depois e bem mais experiente, eis que outro Pré-Olímpico surgiu em minha vida. Escalado pelo “Diário Popular” (hoje “Diário de S. Paulo), fui acompanhar a campanha brasileira em Tucuman e Neuquén, na Argentina. Em 1995, estavam de volta à seleção os veteranos afastados no Mundial de 1994, quando o Brasil deu um vexame e ficou em 11º no Mundial do Canadá. Entre os que voltavam à equipe, ninguém menos do que Oscar Schmidt, ainda em plena forma, além do técnico Ary Vidal, refazendo a parceria que rendeu à seleção o título do Pan-Americano de 1987, em Indianápolis

Oscar Schmidt foi fundamental na campanha do Pré-Olímpico de 95

Mas nem mesmo com Oscar estava sendo capaz de colocar a seleção nos eixos. Na fase final do torneio, em Neuquén, um dia após uma derrota para o Canadá, o Brasil estava praticamente eliminado dos Jogos Olímpicos de Atlanta. No dia seguinte, ao lado de outros jornalistas brasileiros, cheguei ao ginásio para acompanhar a partida entre Uruguai e Cuba, pela última rodada. Os uruguaios vinham fazendo uma ótima campanha e se batessem os cubanos (que não tinha mais chance de classificação e só cumpria tabela), ficariam com a mão na vaga e já eliminariam o Brasil.

Eis que chegamos à tribuna de imprensa, no local destinado aos jornalistas brasileiros e quem estava na tribuna? Ary Vidal. Ele disse que não conseguiria esperar o resultado no hotel e decidiu chegar antes da delegação. E começamos a ver algo que parecia impossível: o Uruguai jogando sua pior partida no torneio, enquanto que Cuba acertava todas as bolas.  A cada cesta de Cuba, Vidal acendia freneticamente um cigarro atrás do outro (sim, em 1995 ainda se podia fumar nos ginásios, ao menos em Neuquén).

Só sei que Cuba venceu por 20 pontos de vantagem (109 a 89), justamente o resultado que eliminaria o Uruguai e classificava o Brasil para as semifinais, para alívio de Ary Vidal, que praticamente consumiu todo o seu maço de cigarros.

Que o Brasil tenha sorte neste Pré-Olímpico de Mar Del Plata.

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quinta-feira, 28 de julho de 2011 Ídolos, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:27

Marquinhos tentará lançar candidatura à CBB

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O ex-pivô Marquinhos não aprova a atual gestão da CBB

Depois de soltar o verbo e detonar a decisão de Nenê Hilário e Leandrinho Barbosa de não defenderem o Brasil no Pré-Olímpico deMar del Plata, no final de agosto, o ex-pivô Marquinhos, titular da seleção brasileira nas décadas de 70 e início de 80, ainda não enterrou um sonho que vem cultivando há dois anos: tornar-se presidente da CBB (Confederação Brasileira de Basquete). O ex-jogador está trabalhando firme para lançar novamente uma candidatura, em 2014, como opositor do atual mandatário, Carlos Nunes.

“Não abandonei o projeto e estão me chamando novamente”, explicou Marquinhos, duranteuma conversa que tivemos no evento organizado pelo Consulado Geral Britânico de São Paulo na última quarta-feira, quando foi celebrada a marca de um ano para o início dos Jogos Olímpicos de Londres. Sem revelar maiores detalhes, Marquinhos disse que ainda sua maior dificuldade foi a mesma que teve quando tentou emplacar sua primeira candidatura, em 2009: a falta do apoio de, no mínimo, duas federações estaduais. Sem isso, ele não poderá lançar sua chapa.

Enquanto não consegue costurar este acordo político obrigatório, Marquinhos tenta aos poucos retomar o caminho do basquete, que havia deixado de lado durante os últimos anos para se dedicar à área de construção civil. Primeiro, vem atuando como representante em jogos do NBB (Novo Basquete Brasil). Ele também vem estudando para trabalhar eventualmente como treinador. Mas tudo isso sem abandonar o projeto de comandar um dia o basquete do Brasil.

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segunda-feira, 11 de julho de 2011 Isso é Brasil, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 12:13

A ausência de Leandrinho e as confusões da CBB

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Na caixinha de comentários para serem aprovados – sim, os comentários dos blogs do iG necessitam de aprovação antes de irem para o ar – encontro uma mensagem de Artur Barbosa, que vem a ser irmão e principal conselheiro na carreira do armador Leandrinho Barbosa. Ele comentou um post publicado há uma semana, justamente para falar sobre o pedido de dispensa do jogador do Toronto Raptors na apresentação da seleção brasileira masculina, que se prepara para disputar o Pré-Olímpico de Mar del Plata, marcado para o final de agosto. Reproduzo aqui a mensagem de Artur Barbosa, antes de fazer algumas considerações:

“Marcelo Laguna
Concordo com você, o Leandrinho deveria ter se apresentado e falado com a imprensa e explicado sua situação ao vivo.

Não se apresentou porque a CBB ligou para ele (Leandrinho) e aconselhou que ele não se apresentasse. E que mandasse um email. Por isso ele não se apresentou, e o Rubens [Magnano], que é da CBB, meteu o pau nele. Esta eu não entendi , ele cumpriu determinação da CBB, mas não houve respaldo da CBB.

Sua segunda pergunta, se o Brasil se classificar, será que o Leandrinho vai estar à disposição para servir à Seleção.  Resposta: É claro que sim, pensar positivo e estar com a saúde 100 por cento e estaremos à disposição da CBB, sim.”

Diante das palavras de Artur Barbosa, fica claro que a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) prega uma coisa e pratica outra. Aliás, não é de hoje que a entidade que comanda o basquete brasileiro mete os pés pelas mãos no quesito tratamento aos atletas. Dizem até que uma das razões para alguns dos vários pedidos de dispensa de Nenê Hilário, outro ausente no Pré-Olímpico de Mar del Plata, está justamente na forma com que a CBB sempre o tratou, especialmente no momento de negociar o seguro com o Denver Nuggets.

O pior de tudo é ver que a entidade mandou o próprio Leandrinho não se apresentar e mandar o e-mail! Será que o técnico da seleção, o argentino Ruben Magnano, estava sabendo de tudo isso antes de disparar suas críticas aos jogador?

A única certeza que fica para mim é que não importa a gestão, o comando da CBB é sempre uma bagunça.

Veja também:

>> Leandrinho também pede dispensa. Vai bem o basquete brasileiro para o Pré-Olímpico, hein?

>> Nenê fora do Pré-Olímpico de basquete. E agora, Magnano?

>> Era uma vez o basquete do Brasil…

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segunda-feira, 4 de julho de 2011 Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:52

Leandrinho também pede dispensa. Vai bem o basquete brasileiro para o Pré-Olímpico, hein?

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Leandrinho Barbosa também pediu dispensa. Será que pede também se o Brasil for a Londres?

O argentino Ruben Magnano, treinador da seleção brasileira masculina de basquete, deve estar coçando a cabeça nesta fria noite paulistana. Não deve ser nada fácil para um treinador saber que irá para o Pré-Olímpico de Mar del Plata, a partir de 30 de agosto, em busca de uma das duas vagas para os Jogos de Londres-12, com mais um desfalque considerável. Primeiro, Nenê Hilário, e nesta segunda-feira foi a vez de Leandrinho Barbosa mandar um e-mail para explicar que também não irá à Argentina.

Acho engraçado quando estes jogadores alegam “motivos pessoais” para resolverem não disputar determinada competição pela seleção nacional. O problema é que no basquete brasileiro isso vem se repetindo com uma frequência irritante.

Leandrinho tem suas razões? Sei lá. O cara não fala, manda comunicado. Cheio de palavras vazias, adjetivos inúteis e justificativas que não explicam nada.

Tempos esquisitos estes que vivemos, em que ninguém tem coragem de falar cara a cara, responder perguntas, tem “aquilo roxo” para dizer realmente o que pensa. O nosso caro Cesar Cielo, um dos grandes atletas do Brasil, preferiu fazer uma declaração ao invés de responder perguntas dos jornalistas a respeito do ainda mal-explicado caso de doping.

Só gostaria de saber uma coisa: será que se o Brasil conseguir sua vaga no Pré-Olímpico de Mar del Plata, Nenê e Leandrinho irão pedir dispensa das Olimpíadas de Londres, no ano que vem?

Com certeza não!

Veja também:

>>Nenê fora do Pré-Olímpico. E agora, Magnano?

>>Era uma vez o basquete do Brasil…

>>O calendário pré-olímpico do basquete

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quarta-feira, 29 de junho de 2011 Pan-Americano, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 16:30

Seleção masculina de basquete pega grupo chato no Pan 2011

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Sorteio dos grupos dos torneios de basquete do Pan ocorreram nesta segunda

Chatinho, para dizer o mínimo, o grupo que a seleção brasileira masculina de basquete caiu nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, que começam no dia 14 de outubro.  O Brasil, atual tricampeão pan-americano (ganhou em Winnipeg-99, Santo Domingo-03 e Rio-07) ficou na chave B, ao lado de EUA, República Dominicana e Uruguai. O grupo A contará com Argentina, Canadá, México e Porto Rico. O sorteio das chaves foi realizado na última segunda-feira.

O grande dilema é que ainda não se sabe com quais jogadores as seleções participarão do Pan. Vale lembrar que o evento ocorrerá pouco tempo depois do Pré-Olímpico das Américas, em Mar del Plata. Mas mesmo que leve parte do grupo que disputará o classificatório, sem dúvida terá problemas para cravar o tetra pan-americano no México. Isso porque qualquer time americano que vá ao torneio sempre dá trabalho, assim como a República Dominicana, essa sim que deverá enviar sua equipe principal. O Uruguai, mesmo com um basquete decadente, também gosta de complicar.

No feminino, o Brasil pegou indiscutivelmente um grupo mais fácil que o masculino. Na chave B, a seleção terá como primeiras adversárias Canadá (a mais complicada), Colômbia e Jamaica. Em 2007, o Brasil ficou com a medalha de prata no torneio feminino.

Veja também:

>>O calendário pré-olímpico de basquete

>>Os uniformes do Brasil no Pré-Olímpico de basquete

>>Era uma vez o basquete do Brasil…

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sexta-feira, 24 de junho de 2011 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:37

Nenê fora do Pré-Olímpico de basquete. E agora, Magnano?

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Nenê alegou "motivos pessoais" para não disputar o Pré-Olímpico de Mar del Plata

Se já não bastasse carregar o peso de estar sem participar das Olimpíadas desde os Jogos de Atlanta, em 1996, o basquete masculino brasileiro ganhou nesta sexta-feira um problema a mais para tentar carimbar sua classificação às Olimpíadas de Londres: o pivô Nenê Hilário pediu dispensa e não participará do Pré-Olímpico de Mar de Plata, na Argentina, a partir do dia 30 de agosto.

Trata-se de um belo desfalque já garantido para o argentino Rubén Magnano, treinador da seleção brasileira. Já não poderia contar com Anderson Varejão (contundido) e as presenças de Nenê, Leandrinho e Thiago Splitter estavam ameaçadas por causa do risco de locaute da NBA. Isso obrigaria a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) a pagar os seguros dos jogadores, que seria complicado, em razão dos altos valores.

Pior é que foi o próprio Nenê quem pediu dispensa, alegando motivos particulares – o nascimento de seu filho bem na época de disputa do Pré-Olímpico.

Assim, aos poucos uma competição que aparentava ser bem favorável ao Brasil – duas vagas em disputa e os EUA não participam do Pré-Olímpico, por já estarem classificados -, vai adquirindo ares de drama. E cujo final todos conhecem há 12 anos: ver as Olimpíadas do sofá da sala.

Veja também:

>>Era uma vez o basquete do Brasil

>>O calendário pré-olímpico do basquete

>>Greve da NBA já afetou um Mundial de basquete

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sexta-feira, 17 de junho de 2011 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 18:46

Era uma vez o basquete do Brasil…

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O americano Larry (à esq) e Nezinho: futuros companheiros de seleção?

Antes de mais nada, devo informar que não tenho absolutamente nada contra o distinto armador americano Larry Tayler, titular do Bauru no último campeonato do NBB (Novo Basquete Brasil) e um dos destaques da competição. Mas é duro aceitar que este jogador, que no máximo integraria a seleção C dos EUA (e estou sendo benevolente) integre uma lista de convocados da seleção brasileira masculina de basquete para a disputa do Pré-Olímpico de Mar del Plata, em setembro.

Não é xenofobismo, racismo ou qualquer outro “ismo”. Mas será mesmo que o Brasil precisa esperar pela naturalização de um jogador nota 6,5, no máximo? Se fosse tão bom assim, ele não estaria jogando na própria NBA ou nas ligas de acesso? Ou até mesmo no forte basquete europeu, que está anos-luz à frente do Brasil em termos de organização, estrutura e condições financeiras?

No mais, a opção em tentar emplacar Larry Taylor na seleção brasileira, uma decisão polêmica e sem sentido do técnico argentino Rubén Magnano – com anuência da direção da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) – só comprova que o basquete brasileiro continua mais perdido que cachorro em dia de mudança! Lamentável…

Prefiro assinar embaixo da opinião do ex-ala Marcel, medalha de bronze no Mundial de 1978 e medalha de ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987, ao iG Esporte: ““Acontecem tantas coisas no basquete brasileiro que eu não me surpreendo com mais nada. Não é possível que não haja um jogador brasileiro para ser chamado. Se o Larry fosse tão bom assim, Bauru já tinha sido campeão, pois armador ganha campeonato”.

Cesta de três pontos de Marcel!

PS: o companheiro José Antônio Lima, um dos editores do ótimo blog “Esporte Fino”, fez um post tratando sobre este mesmo tema e discorda 100% em relação a este blogueiro. Vale a leitura!

Veja também:

>>O calendário pré-olímpico do basquete

>>Os uniformes do Brasil para o Pré-Olímpico de basquete

>>Greve na NBA já afetou um Mundial de basquete

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quinta-feira, 28 de abril de 2011 Almanaque, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 18:01

Greve na NBA já afetou um Mundial de basquete

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Greve da NBA pode tirar Nenê do Pré-Olímpico de Mar del Plata

A ameaça de greve geral da NBA, que pode tirar vários jogadores que atuam na liga profissional de basquete dos diversos torneios pré-olímpicos programados para este ano, já começa a dar dor de cabeça aos dirigentes da Fiba (Federação Internacional de Basquete). Mas não será a primeira vez que as discussões trabalhistas no campeonato de basquete mais badalado do mundo afetam torneios de seleções.

Segundo mostrou reportagem publicada no iG Esporte, caso a greve seja confirmada, cerca de 40 jogadores estrangeiros que atuam na liga poderiam ficar impedidos de defender sua seleções. Isso porque sem garantia de pagamento de salários em caso de uma contusão, os jogadores não poderiam ser obrigados a atuar pelos respectivos países. Até mesmo a alternativa de seguro seria complicada, pois os valores seriam muito altos.

Este mesmo problema, contundo em menores proporções, foi sentido na disputa do Campeonato Mundial masculino de basquete, realizado na Grécia, em 1998. Naquele ano, um locaute (greve dos donos de equipes) adiou o início da temporada por quase três meses. O resultado disso é que os Estados Unidos, que seriam representados pelos profissionais da NBA, participaram da competição com uma equipe composta por jogadores de ligas secundárias e atletas universitários. Ainda assim, terminou com a medalha de bronze no Mundial grego.

Em 98, o efeito de uma greve da NBA basicamente atrapalhou apenas a vida dos EUA. Desta vez, os americanos não precisam disputar o pré-olímpico (já estão classificados para as Olimpíadas de Londres em virtude do título mundial do ano passado). Em compensação, o efeito será devastador para outros países, graças à internacionalização da liga profissional.

No caso da seleção brasileira, esta greve poderá trazer um belo prejuízo. Sem Nenê Hilário, Leandrinho e Tiago Splitter, a tarefa do time comandado por Rubén Magnano no Pré-Olímpico de Mar del Plata, em agosto/setembro, será muito mais complicada. É aguardar pra ver.

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