Publicidade

Posts com a Tag Política

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 Olimpíadas | 19:23

Caminhada pela paz ou jogada política?

Compartilhe: Twitter

O Lorde Bates, ao final de sua caminhada, posa em frente ao relógio que faz a contagem regressiva para os Jogos

Esta quarta-feira ficou marcada por uma cena inusitada em Londres, após a chegada de um membro da Câmara dos Lordes de uma longa caminhada de 4.800 km, desde Olímpia, na Grécia, até a sede dos Jogos Olímpicos de 2012. Michael Bates, 50 anos, integrante do Partido Conservador, iniciou na Semana Santa de 2011 uma viagem para “ensinar as pessoas sobre o verdadeiro valor da chama olímpica” e com a esperança que as nações cessem as hostilidades durante o período dos Jogos.

Bates cumpriu uma viagem de 10 meses, que lhe rendeu um braço quebrado, por causa de um escorregão num barranco; sofrimento com o forte calor na Albânia; e uma dieta que teve como prato principal os Chicken McNuggets encomendados usando o Wi-Fi de seu celular, em todos os países pelos quais passou. Ainda assim, o político estava convicto da validade de sua aventura.

“Provavelmente todas as pessoas malucas acham que o que elas estão fazendo é perfeitamente saudável. Mas eu estava convencido do que estava fazendo”, disse Bates, cujo grande objetivo neste longa caminhada foi resgatar uma antiga tradição grega, que pedia o fim das hostilidades entre os países para permitir uma viagem segura dos atletas que iriam participar dos antigos Jogos Olímpicos.

Quem sou eu para duvidar das boas intenções do nobre lorde Bates, mas isso aí está com jeitão de pura propaganda política, hein?

Autor: Tags: , , ,

quinta-feira, 16 de junho de 2011 Almanaque, Imprensa, Olimpíadas | 23:17

Olimpíadas e política, uma mistura que não dá certo

Compartilhe: Twitter

O primeiro grande boicote da história das Olimpíadas ocorreu nos Jogos de Moscou, em 1980

Um belo mico diplomático ameaça a tranquilidade dos organizadores dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Eis o diagnóstico da informação publicada nesta quarta-feira pelo jornal inglês “The Times”, após revelar que o filho do ditador líbio Muammar Kadafi, que preside o comitê olímpico de seu país, receberá centenas de ingressos para acompanhar as Olimpíadas do ano que vem. O problema é que a Líbia está sofrendo sanções da ONU (Organização das Nações Unidas) e o próprio Kadafi está proibido de sair de seu país, devido a uma ordem de prisão internacional. Uma bela confusão, em resumo.

Pelo regulamento do COI (Comitê Olímpico Internacional), os organizadores dos Jogos de Londres são obrigados a dar ingressos a um país que faz parte da entidade, mas se pudesse não dar…Na verdade, a política nunca combina com o esporte, eis uma verdade incontestável. Quando o assunto são as Olimpíadas, isso adquire uma repercussão ainda maior. Abaixo, alguns exemplos de quando assuntos políticos interferiram na história dos Jogos:

Berlim-1936: Na Alemanha nazista de Hitler, o primeiro grande exemplo de mico político. Os alemães já davam sinais do que fariam ao mundo alguns anos depois e usaram os Jogos para fazer apologia da doutrina da superioridade da raça ariana. Hitler e sua turma só não contavam que um negro americano chamado Jesse Owens acabasse com seus planos, conquistando quatro medalhas de ouro nas barbas do ditador nazista.

Cidade do México-1968: Os EUA sofriam com as críticas da opinião pública de seu país por conta da participação na Guerra do Vietnã. Além disso, o movimento negro lutava duramente contra a discriminação nos EUA, o que só piorou com o assassinato do líder Martin Luther King, meses antes dos Jogos mexicanos. Eis que no pódio dos 200m rasos, os velocistas americanos Tommie Smith e John Carlos realizaram a saudação do movimento Black Power no pódio. Após a premiação, foram mandados de volta para casa.

Montreal-1976: Por causa de divergências políticas, sempre houve uma ou outra desistência de países participando das Olimpíadas. A União Soviética, por exemplo, só foi participar pela primeira vez nos Jogos de 1952, em Helsinque. Mas a primeira vez em que a política fez um estrago nos Jogos Olímpicos foi nos Jogos de Montreal, no Canadá. Por causa de uma excursão de um time neozelandês à África do Sul, que vivias o regime do apartheid, o Congo pediu ao COI que excluísse a Nova Zelândia dos Jogos. Como o pedido não foi atendido, no dia da cerimônia de abertura 16 nações africanas, além de Guiana e Iraque se retiraram da competição.

Moscou-1980: Foi nas Olimpíadas organizadas pela então União Soviética, em 1980, que houve a maior derrota do esporte para a política . Liderados pelos EUA, um grupo de 69 países decidiu boicotar as Olimpíadas de Moscou, em represália à invasão soviética ao Afeganistão.

Los Angeles-1984: O troco veio quatro anos depois, quando a União Soviética comandou um boicote de 14 países do bloco socialista e mais Irã e Líbia aos Jogos organizados pelos EUA. Novamente o esporte perdeu para a política.

Seul-1988: Por estar tecnicamente em guerra com a Coreia do Sul (o tratado de paz nunca foi assinado),  a Coreia do Norte não compareceu às Olimpíadas de Seul. Ao lado dela, também aderiram ao mini-boicote Cuba (uma ausência importante), Etiópia e Nicarágua (que não fez lá muita falta).

Veja também:

Que moleza para o COI, hein?

O adeus de um herói da era pré-Phelps

Sorteio decidirá o destino de ingressos para Londres-12

Autor: Tags: , , , , , , , , , , ,