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Posts com a Tag Política esportiva

quarta-feira, 29 de abril de 2015 Isso é Brasil, Olimpíadas | 16:03

Rio 2016 faz vistorias no Itaquerão e confirmação de São Paulo nos Jogos está próxima

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O Itaquerão deverá receber 10 partidas pelos torneios masculino e feminino de futebol nos Jogos do Rio 2016

O Itaquerão deverá receber 14 partidas pelos torneios masculino e feminino de futebol no Rio 2016

A primeira fase de venda de ingressos para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, que se encerra nesta quinta-feira, não contou com a presença da Arena Corinthians, sede das partidas do torneio de futebol em São Paulo. Mas é muito provável que na abertura da segunda fase da escolha de tíquetes, após o sorteio previsto para junho, o torcedor terá finalmente a opção de reservar um lugar no Itaquerão. Um grupo de técnicos da Rio 2016 está na capital paulista desde a última segunda-feira, fazendo uma ampla vistoria no estádio e com isso calcular os custos que serão necessários para fazer as adaptações necessárias para o mega-evento.

Só com estes números em mãos é que a prefeitura de São Paulo irá se pronunciar. Ainda assim, a chance da cidade ficar fora dos Jogos do Rio 2016 é cada vez menor. Em março, o secretário municipal de esportes, Celso Jatene, declarou que São Paulo não iria arcar sozinha com estes custos de adaptação do Itaquerão para o torneio olímpico de futebol (previstos para ficar em torno de R$ 13 milhões). Da mesma forma, tanto o governo do Estado e muito menos o Corinthians pretendem colocar a mão no bolso para pagar a fatura.

De acordo com a assessoria de comunicação da secretaria municipal de esportes, o maior obstáculo para a assinatura do contrato com o comitê organizador é justamente a definição destes valores.  “Assim, será possível saber quais custos serão do comitê Rio 2016, quais serão do Governo Federal, quais serão do Governo do Estado e qual poderá ser suportado pela Prefeitura. De forma correta, a Prefeitura de São Paulo não quer assinar um termo que não tenha claro quais são as obrigações”, disse a assessoria.

E mais: Lançado novo lote de moedas comemorativas para o Rio 2016

Existe uma expectativa na pasta que na próxima semana já seja possível dar uma previsão mais concreta para o desfecho desta novela. Um total de 14 jogos, dos torneios masculino e feminino, estão previstos para serem realizados no Itaquerão nas Olimpíadas de 2016.

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terça-feira, 24 de março de 2015 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 09:20

Faltam 500 dias para o Rio 2016: ansiedade pelos Jogos não pode tirar de vista os problemas

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Mascote olímpico Vinícius sobe o bondinho do Pão de Açúcar para comemorar os 500 dias para o Rio 2016

Mascote olímpico Vinícius sobe o bondinho do Pão de Açúcar para comemorar os 500 dias para o Rio 2016

É mais do que evidente que para qualquer brasileiro que adora esportes, a data desta terça-feira tem um significado especial. A marca de 500 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos do Rio, prevista para 5 de agosto de 2016, é recebida com inegável ansiedade. Dê uma rápida busca com a hashtag #Rio2016 pelas redes sociais e poderá constatar o sentimento de alegria com o significado deste 24 de março no calendário olímpico. Quem já teve a oportunidade (e já tive esse privilégio três vezes) de ver uma edição das Olimpíadas de perto, sabe o quanto esse evento é fantástico. Não tenho a menor dúvida de que o Rio irá proporcionar um espetáculo inesquecível a quem estiver presente em algumas das diversas arenas espalhadas pelo Parque Olímpico da Barra, Deodoro, Copacabana, Engenhão etc, ou mesmo pela televisão.

Da mesma forma, é natural que se aguarde com grande expectativa a participação dos atletas brasileiros na competição. Será uma oportunidade única de torcedores poderem apoiar de perto seus ídolos em busca de vitórias que possam fazer com que o país cumpra a meta (ousada demais, em minha modesta opinião) de terminar os Jogos entre os dez primeiros na classificação final, pelo total de medalhas.

Mas (sempre tem um mas….)

A marca de 500 dias para o Rio 2016 não pode tirar o foco de que os organizadores trabalham em cima do laço para deixar tudo pronto a tempo. A ironia do presidente do COI, Thomas Bach, em visita ao Brasil no último mês de fevereiro, ao dizer que estará cumprimentando os funcionários responsáveis pelas obras no dia da abertura dos Jogos, não pode ser desprezada. O Rio perdeu tempo demais para conseguir colocar no eixo as obras das principais arenas, em parte pela desconexão entre os três poderes envolvidos na organização (Federal, Estadual e Municipal). Houve uma demora inconcebível para a definição da Matriz de Responsabilidade dos Jogos e o resultado de tudo isso foram atrasos e mais atrasos. A ponto de o próprio COI dar uma bronca monumental nos brasileiros em abril do ano passado, ameaçando até com uma espécie de intervenção. No final, as coisas acabaram entrando no ritmo.

Veja ainda: A 500 dias dos Jogos, Rio 2016 ganha elogios mas tem promessas não cumpridas

Também não pode ser ignorado, a despeito desta data festiva, o fracasso do governo do Rio na meta de despoluir 80% das águas da Baia de Guanabara, que fazia parte do dossiê da vitoriosa candidatura de 2009. Agora, o governador Luiz Fernando Pezão diz que no cenário mais otimista, este índice chegará a 49%, para desespero dos velejadores, que terão duas preocupações: os treinos normais e a sujeira que pode tirar a chance deles em conquistar uma medalha.

Outro fato que precisa ser lembrado neste marco dos 500 dias são os protestos de vários grupos sociais. A remoção de moradores da Vila do Autódromo, comunidade carente localizada ao lado do Parque Olímpico, o chamado coração dos Jogos, está longe de ser um processo tranquilo, muito pelo contrário. Muitos são obrigados a sair, mesmo sem ter qualquer indenização assegurada pelo poder público, para não correr risco de vida. Da mesma forma que não podem ser ignorada as manifestações do grupo que contesta a construção do campo de golfe, o Ocupa Golfe, na Reserva de Marapendi. O grupo contesta a forma com que o prefeito Eduardo Paes, ignorando relatórios ambientalistas e jurídicos, cedeu uma área avaliada em R$ 300 milhões e com restrições ambientais, para a construção de um campo teoricamente aberto ao público, embora faça parte de um futuro condomínio fechado.

Há todos os motivos do mundo para você festejar a marca de 500 dias para o Rio 2016, eu também não vejo a hora dos Jogos começarem. Mas não se deve perder o foco de que há um lado problemático que não pode ser ignorado na festa olímpica do ano que vem.

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014 Isso é Brasil, Jogos de Inverno, Mundiais, Olimpíadas | 23:04

Pacotão do dia: decisões históricas do COI, a natação brasileira e doping no atletismo

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O presidente do COI, Thomas Bach, fala durante a 127ª Assembleia Geral da entidade (Foto: Flickr/COI)

Thomas Bach discursa durante a 127ª Assembleia Geral do COI (Foto: Flickr/COI)

Segunda-feira agitada essa que já está quase no fim, para os esportes olímpicos. Em Monaco, o COI aprova de forma unânime as propostas para modernização das Olimpíadas; no Catar, a natação brasileira ainda comemora a campanha inédita no Mundial de piscina curta, que lhe deu o primeiro lugar no quadro geral de medalhas (pelo número de ouros); e por estas bandas, a triste notícia de maia uma atleta flagrada no doping. O post de hoje faz um balanço geral do dia olímpico.

A revolução do COI aprovada

Confesso que não esperava que fosse com tanta facilidade que o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, conseguisse emplacar as 40 propostas da chamada “Agenda 20 + 20”, cujo objetivo é o de modernizar e tornar mais viáveis (financeiramente falando) os Jogos Olímpicos. Pois todas passaram pelo crivo do COI por unanimidade.

Para mim, o que fica de mais relevante são justamente a decisão de baratear o processo de candidatura das cidades, para atrair novos interessados em receber os Jogos de Verão e Inverno, e a flexibilização do programa esportivo. Este segundo ponto permitiria, por exemplo, a quase certa inclusão do beisebol e softbol, bastante populares no Japão, no cardápio de competições das Olimpíadas de 2020. Já a possibilidade aberta para que outras cidades ou mesmo países possam sediar um evento olímpico de uma outra sede, tem como único objetivo evitar gastos milionários e elefantes brancos. Especula-se que nos Jogos de Inverno de Pyeongchang (Coreia do Sul), em 2018, as provas de bobslead e luge aconteceriam em Nakano (Japão), que tem uma pista permanente da modalidade, evitando-se gastar milhões de dólares com uma estrutura que depois mal seria utilizada.

A real importância da campanha da natação no Catar

Em primeiro lugar, sempre é bom vencer, não importa qual competição. faz bem para o ego do atleta, do treinador, do dirigente, da imprensa, do torcedor. Além disso, as vitórias sempre trazem consigo uma ótima oportunidade para balizar o trabalho dos vencedores com os dos adversários vencidos, mostrando onde está a evolução de um e em que ponto o derrotado precisa evoluir.

O Brasil jamais terminou um campeonato internacional de natação em primeiro lugar no quadro geral de medalhas e por isso que o feito do torneio encerrado em Doha (Catar), neste domingo, no Mundial de piscina curta (25 metros) precisa ser enaltecido. Afinal, foram dez medalhas (sete de ouro, uma de prata e duas de bronze). Enaltecido sim, mas com ressalvas!

A realidade da piscina curta em nada tem a ver com a da piscina convencional, de 50 metros, na distância olímpica. São mundos completamente diferentes, não se pode simplesmente pegar a realidade que vimos na semana que passou em Doha e transportar para a natação mundial. O Brasil não irá virar uma potência da natação porque ganhou o Mundial de piscina curta. O companheiro Marcelo Romano, que edita o ótimo blog Esporte Olímpico Brasileiro, lembrou bem: no Mundial de piscina curta de 2010, o Brasil terminou com três ouros, uma prata e quatro bronzes. Em Londres 2012, foram somente uma prata e um bronze.

É preciso destacar, porém, dois feitos enormes: a primeira medalha (e de ouro) da natação feminina do Brasil, com Etiene Medeiros, nos 50 m costa feminino, ainda com direito a um recorde mundial, e o renascimento de Felipe França, que depois de decepcionar nas Olimpíadas de 2012, mostrou que pode repetir a dose em 2016, nos Jogos do Rio, ao terminar o Mundial com cinco medalhas de ouro, duas em provas individuais, os 50 e 100 m peito, sua especialidade, e as demais em três revezamentos. Estes foram de fato os resultados mais significativos deste campeonato para o Brasil.

O triste doping de Vanda Gomes

Lamentável o desfecho que tomou conta da carreira da velocista Vanda Gomes. Depois do incrível erro cometido no Mundial de Atletismo de 2013, em Moscou, quando deixou cair o bastão na última passagem do revezamento 4 x 100 m rasos feminino, jogando no lixo uma chance quase certa de medalha para o Brasil, a carreira de Vanda entrou em um inferno astral sem fim. Logo depois da prova, ela sai falando cobras e lagartos, reclamando do técnico, da preparação, da falta de treinos, da comida…Deu a maior confusão e na chegada da delegação ao Brasil ela tentou desmentir o que disse diante das câmeras da TV, mas não deu certo. Acabou punida e afastada da seleção.

Pois em setembro, em um antidoping realizado fora de competição, ela testou positivo para a substância proibida Anastrozole (Hormônio e Modulador Metabólico – S4), que é um inibidor de aromatase, medicamento criado para o tratamento do câncer de mama, e utilizado, por atletas para inibir a transformação do hormônio sexual masculino, a testosterona, no hormônio feminino, o estrogênio. Em 11 de novembro ela foi informada do resultado positivo e na última sexta-feira a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) informou que não aceitou suas justificativas. O caso foi encaminhado para o STJD da entidade, que provavelmente aplicará uma pena padrão de dois anos. Ou seja, jogou no lixo as chances que ainda tinha de participar das Olimpíadas de 2016. Lamentável.

 

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 18:41

Começa encontro que mudará a história das Olimpíadas

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Integrantes do comitê executivo do COI discutem os pontos que serão abordados na 127ª Assembleia Geral (Foto: Flickr/COI)

Integrantes do comitê executivo do COI discutem os pontos que serão abordados na 127ª Assembleia Geral (Foto: Flickr/COI)

A partir desta final de semana, com a abertura da 127ª Assembleia Geral do COI (Comitê Olímpico Internacional), em Monaco, a história das Olimpíadas irá começar a mudar. Os cartolas tradicionalistas que comandam o movimento olímpico mundial começarão a colocar em votação as 40 propostas apresentadas mês passado pelo presidente da entidade, o alemão Thomas Bach, que compõe a chamada “Agenda 20+20”,.

Na prática, o que Bach pretende com o seu “pacotão olímpico” é modernizar os Jogos de verão e inverno e torná-los um evento mais próximo do interesse do grande público e também da realidade econômica de todos os países que sonham organizá-los. O COI percebeu, com a queda no interesse de cidades em se candidatarem a receber o mega-evento, que é preciso criar alternativas que não impliquem apenas em gastar bilhões de dólares para organizar uma competição esportiva, sem qualquer preocupação com o chamado legado olímpico.

Não se engane: “pacotão” do COI veio para salvar os Jogos

Como explicou um integrante da Assembleia do COI ao blog, os primeiros dias do congresso serão reservados a reuniões do comitê executivo da entidade, que começou nesta sexta-feira, onde serão alinhavados entre os integrantes da cúpula olímpica os detalhes da agenda do evento, que tem a votação das novas propostas como ponto principal.

Só a partir da próxima segunda, dia 8, é que os membros do COI poderão de fato debater e votar os itens da “Agenda 20+20”. E logo no primeiro dia, serão votodos os pontos mais importantes: a proposta de tornar as candidaturas olímpicas mais simples (propostas 1, 2 e 3), as alterações no programa esportivo olímpico, de forma a torná-lo mais flexível (o que interessa particularmente aos organizadores de Tóquio 2020, para a inclusão do beisebol e softbol) e também a cláusula do princípio da não discriminação para as cidades que receberão os Jogos Olímpicos, com a inclusão da referência à preferência sexual.

COI sinaliza mudanças para modernizar as Olimpíadas

Mas como bem me lembrou o integrante da Assembleia do COI, alguns dos itens da “Agenda 20+20” correm até o risco de não serem aprovados em Monaco, caso não se chegue a um consenso.

 

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terça-feira, 18 de novembro de 2014 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 17:46

Não se engane: “pacotão” do COI veio para salvar os Jogos

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Thomas Bach conversa com um grupo de atletas olímpicos na sede do museu olímpico (Foto: Reuters)

Thomas Bach conversa com um grupo de atletas na sede do museu olímpico (Foto: Reuters)

A imagem despojada e simpática de Thomas Bach, presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), conversando ao lado de diversos atletas nesta terça-feira na sede do Museu Olímpico, antes de anunciar as propostas de mudança para a organização dos Jogos Olímpicos, é emblemática. Por trás deste ar de bate-papo em um café suíço estava a preocupação de Bach em mostrar ao seus interlocutores  a necessidade de aprovar boa parte das 40 mudanças propostas para a chamada “Agenda 20+20”, que visa modernizar e tornar mais sustentáveis os próximos Jogos Olímpicos, de verão e inverno.

Pelo teor apresentado nas propostas, o recado foi claro: ou o COI muda ou corre o sério risco de ver sua joia da coroa (as Olimpíadas) ser destruída.

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>>> COI sinaliza mudanças para modernizar as Olimpíadas

Para quem acha que isso é uma previsão exageradamente catastrofista, pego como exemplo apenas uma das recomendações anunciadas por Bach e que serão votadas na próxima Asssembleia Geral do COI, em dezembro, em Monaco: a das sedes dos Jogos compartilhadas. “Se você tem um país menor que não tem um lago para provas de vela, por que não ir a um país vizinho? Continuaria a ser uma candidatura da cidade, mas poderia ser complementada com parceiros”, disse Bach. Mais detalhes sobre as recomendações do COI você pode checar aqui e aqui (em inglês)

O sinal dado pelo COI foi claro. É preciso reduzir custos, tornar os Jogos mais sustentáveis, porque a situação caminha para ficar inviável a futuras cidades que desejem receber as Olimpíadas. Uma das frases de Thomas Bach na entrevista coletiva desta terça-feira comprova isso. “Agora chegou a hora das mudanças”.

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sábado, 15 de novembro de 2014 Imprensa, Jogos de Inverno, Olimpíadas | 09:00

COI deve anunciar pacotão das Olimpíadas nesta terça

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Thomas Bach deve anunciar importantes mudanças no movimento olímpico na próxima terça-feira

Thomas Bach deve anunciar mudanças para as próximas Olimpíadas nesta terça-feira

Ao que tudo indica, a próxima terça-feira tem tudo para ser um dia que entrará na história do movimento olímpico. Conforme o blog já havia antecipado no final de outubro, neste dia 18 de novembro o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, deverá anunciar um “pacotão” de medidas que visam modernizar e até mesmo salvar as Olimpíadas de se tornarem um grande mico para a entidade.  O dirigente deverá anunciar pelo menos 40 recomendações em cerimônia prevista para ocorrer no Museu Olímpico, em Lausane (SUI), que se aprovadas na Assembleia Geral do COI, em dezembro, representarão as mais significativas mudanças nas Olimpíadas em décadas.

Segundo informa a agência Reuters, Bach pretende sugerir principalmente mudanças que alcancem o processo de candidaturas das cidades para receberem os Jogos Olímpicos, atualmente com custos cada vez mais elevados. A ideia do COI seria tornar o processo mais barato e mais adaptável às necessidades das cidades. Ainda causa preocupação entre os cartolas olímpicos a desistência praticamente em massa das cidades interessadas em concorrer à sede das Olimpíadas de inverno de 2022. Das seis que iniciaram a corrida eleitoral, apenas Pequim, na China, e Almaty, no Cazaquistão, seguem na disputa. Há 40 anos o COI não via tão poucos interessados em sediar uma de suas edições dos Jogos, seja de inverno ou de verão.

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>>> COI sinaliza mudanças para modernizar as Olimpíadas
>>> O bom senso da Noruega e a ira do COI
>>> Vale tanto a pena assim organizar as Olimpíadas?

“Com relação ao processo de candidatura, o propósito das recomendações é tornar o procedimento em um convite para discussões e parcerias com o COI em vez de apenas ser uma candidatura a uma concorrência”, disse Bach a jornalistas, dias atrás. Ele também pretende que as mudanças facilitem a entrada de novos esportes no programa esportivo, uma medida que para o COI poderá ser vital para atrair novos torcedores (e de quebra aumentando o mercado consumidor para seus diversos patrocinadores). Por isso, uma das propostas é a da implantação de um canal de TV do próprio COI, no qual a entidade poderia “apresentar sua experiência olímpica” anualmente e não a cada edição dos Jogos.

Nenhuma das mudanças que serão votadas na próxima Assembleia Geral do COI, em Montecarlo, no mês de dezembro, serão aplicadas aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Em compensação, mudanças poderão ocorrer nas Olimpíadas de 2020, na cidade de Tóquio, entre elas a entrada de novas modalidades que sejam populares entre os japoneses, como o beisebol e o softbol.

 

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terça-feira, 11 de novembro de 2014 Ídolos, Isso é Brasil, Jogos de Inverno | 18:53

Uma grande vitória de Lais Souza

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Laís Souza tem contado com apóio permanente de sua família no processo de recuperação do acidente que a deixou tetraplégica

Laís Souza tem contado com apoio permanente de sua família no processo de recuperação do acidente que a deixou tetraplégica

Enquanto segue em Miami na batalha diária de sua recuperação, após o gravíssimo acidente de que a deixou tetraplégica no início deste ano, a ex-ginasta e esquiadora Laís Souza conquistou nesta terça-feira uma vitória que irá lhe trazer um pouco mais de tranquilidade para retomar sua vida. Foi aprovada pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal o projeto que prevê o pagamento de pensão vitalícia para Laís.

>>> Veja também: Nem Lei Pelé pode assegurar amparo futuro a Laís Souza

O projeto, de autoria da deputada federal Mara Gabrili (PSDB-SP), prevê o pagamento de uma pensão vitalíciaà ex-ginasta e esquiadora, no teto máximo da Previdência Social, que é de R$ 4.390,24. A proposta seguirá para votação em plenário em regime de urgência. O valor proposto para a pensão segue a mesma regra aplicada ao benefício pago aos atletas que foram tricampeões mundiais de futebol, nas Copas de 1958, 1962 e 1970.

>>> Relembre: Lais Souza merecia mais do que uma “vaquinha virtual”

Laís Souza sofreu um acidente no dia 27 de janeiro, nos EUA, enquanto se preparava para disputar as Olimpíadas de inverno de Sochi (RUS), onde disputaria a prova de ski aerials. No acidente, ela se chocou contra uma árvore, lesionou a coluna e acabou perdendo todos os movimentos do ombro para baixo. Laís já havia participado de duas edições dos Jogos Olímpicos de verão, como ginasta, em Atenas 2004 e Pequim 2008.

>>> E mais: Atletas pedem esporte profissional no Brasil após o drama de Laís Souza

Enquanto as entidades que comandam o esporte brasileiro – leia-se COB (Comitê Olímpico do Brasil) e Ministério do Esporte – ainda não conseguem criar mecanismos que protejam dentro da lei atletas que sofrem acidentes que interrompam suas carreiras, a conquista desta terça-feira é mais uma grande vitória na dura batalha que Laís Souza vem travando em sua longa recuperação.

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quarta-feira, 22 de outubro de 2014 Olimpíadas | 18:50

Uma pátria para chamar de minha

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Nos Jogos do Rio 2016, a judoca do Kosovo Majlinda Kelmendi poderá finalmente comemorar suas vitórias representando seu próprio país

Nos Jogos do Rio 2016, a judoca do Kosovo Majlinda Kelmendi poderá finalmente comemorar suas vitórias representando seu próprio país

Demorou, mas o COI (Comitê Olímpico Internacional) anunciou nesta quarta-feira, em decisão provisória que ainda deverá ser referendada na próxima Assembleia Geral da entidade, que reconhecerá a existência oficial do comitê olímpico de Kosovo. Na prática, isso significa que a nação e seus atletas poderão participar de qualquer evento organizado pelo COI, sejam Olimpíadas de verão, inverno e Jogos Olímpicos da Juventude, a partir de agora. Portanto, veremos a bandeira de Kosovo içada na praça das  nações da Vila Olímpica dois Jogos do Rio 2016, daqui a menos de dois anos.

O nome mais representativo do esporte de Kosovo é de uma estrela do judô internacional, Majlinda Kelmendi, bicampeã mundial na categoria até 52 kg e que inclusive participou das Olimpíadas de Londres 2012, quando competiu sob a bandeira da Albânia, sua outra nacionalidade.

O comitê olímpico do Kosovo existe desde 1992 e é reconhecido por 30 federações esportivas internacionais, 13 das quais em modalidades olímpicas. Em seis destas modalidades (tênis de mesa, tiro com arco, judô, vela, levantamento de peso e pentatlo moderno), o Kosovo tem integrantes nas respectivas federações internacionais. As outras sete modalidades olímpicas que reconhecem Kosovo como nação independente são luta olímpica, boxe, curling, taekwondo, ginástica (artística, rítmica e de trampolim), esqui e handebol.

O Kosovo fazia parte do território da Sérvia mas obteve sua independência em 2008, sendo reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) e por 108 dos 193 países da entidade.

A Assembleia Geral que confirmará de vez a entrada de Kosovo na chamada “família olímpica” ocorrerá em dezembro, em Monaco. Apesar da demora no reconhecimento esportivo, foi bem o COI nessa decisão.

 

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terça-feira, 14 de outubro de 2014 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 22:26

Estádio de tênis para 2016 começa a tomar forma

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Imagem aérea da obra do estádio principal do Centro de Tênis

Imagem aérea da obra do estádio principal do Centro de Tênis, no Parque Olímpico da Barra

A imagem acima ainda é de um belo canteiro de obras, vamos admitir. Mas é preciso reconhecer que o estádio principal do Centro de Tênis no Parque Olímpico da Barra da Tijuca já começa a tomar forma. Neste local, durante os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016, serão erguidas mais quinze quadras, entre temporárias e permanentes, que após as Olimpíadas farão parte do Centro Olímpico de Treinamento.

A instalação principal terá a capacidade para 10 mil pessoas e pela foto percebe-se que o anel superior está quase completo. De acordo com o Portal da Transparência Rio 2016, a obra, que foi iniciada em novembro de 2013, tem previsão de término de construção para o terceiro trimestre do ano que vem. Por sinal, um dos eventos-testes dos Jogos está programado para o local, em dezembro de 2015. O valor total da obra é de R$ 164,8 milhões.

>>>Veja ainda: Rio 2016 divulga calendário de eventos-testes

Além da quadra principal permanente, a instalação terá uma quadra temporária, com 5 mil lugares e outra com 3 mil lugares que permanecerá após os Jogos sem as arquibancadas. Haverá ainda 13 quadras descobertas: sete delas, com 250 lugares cada, serão usadas para disputas de partidas. As outras servirão para treinamento e aquecimento. Nos Jogos Olímpicos, o Centro de Tênis receberá as competições de tênis; e nos Jogos Paralímpicos, as de tênis em cadeira de rodas e futebol de 5.

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terça-feira, 7 de outubro de 2014 Ídolos, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:16

O feito inédito da ginástica brasileira e o drama de Phelps

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Seleção masculina de ginástica comemora o inédito 6º lugar no Mundial de Nanquim

Seleção masculina de ginástica comemora o inédito 6º lugar no Mundial de Nanquim

O Brasil olímpico, que ainda vive sob uma irritante monocultura esportiva, a despeito de receber os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro daqui a dois anos, teve nesta terça-feira um resultado inédito em sua história. Certamente aqueles que só querem saber de comemorar títulos mundiais e medalhas de ouro não irão dar a menor bola, mas na China houve um resultado histórico obtido pela ginástica artística masculina do Brasil.

Até hoje, nenhuma seleção brasileira havia participado da final por equipes do Mundial. Isso já tinha sido alcançado pela ginástica feminina, que por tradição sempre esteve em um patamar acima, até por causa de talentos como Luiza Parente, Daiane dos Santos, Daniele Hypólito, Jade Barbosa, entre outras. A escrita foi derrubada nesta segunda (6) em Nanquim (CHN), onde acontece o Mundial 2015, graças à classificação da seleção masculina. E hoje, terça (7), os brasileiros conseguiram terminar na sexta colocação, feito extremamente comemorado por toda a equipe.

>>> Veja também: Um tiro certeiro na monocultura esportiva do Brasil

Acha pouco? Pois saiba que até hoje, a melhor colocação de uma seleção masculina em Mundiais de ginástica foi um 13º lugar, em Tóquio 2011. Esta sexta posição tem ainda mais peso quando se lembra que a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) não tem ainda um centro de treinamento próprio e que boa parte destes ginastas foram demitidos pelo Flamengo no ano passado, tendo que se virar para treinar.

Até mesmo o campeão olímpico de Londres 2012, Arthur Zanetti, precisou reclamar das péssimas condições de treinamento que ele e seus companheiros encontravam em São Caetano do Sul e teve até uma reunião com a secretaria de alto rendimento do Ministério do Esporte para tentar encontrar uma solução.

Arthr Zanetti; Diego Hypólito; Arthur Nory; Francisco Barreto; Sérgio Sasaki; e Lucas Bitencourt. Graças a estes seis atletas, a equipe de ginástica artística masculina do Brasil conseguiu o maior feito de sua história.

O drama de um campeão

É lamentável, para dizer o mínimo, a situação do nadador americano Michael Phelps, o maior ganhador de medalhas olímpicas na história (22, sendo 18 de ouro), que anunciou uma interrupção na carreira para fazer um tratamento de reabilitação por consumo de álcool. Para piorar, nesta segunda-feira a federação americana de natação anunciou sua suspensão por seis meses das competições, a exclusão na seleção do país que irá competir no Mundial de 2015, em Kazan (RUS) e a interrupção no pagamento mensal por ser integrante da seleção americana.

Não é a primeira vez que Phelps tem problemas fora das piscinas. Há poucos anos, ele chegou a ser suspenso por consumo de drogas. Agora, foi o excesso de bebidas. Ironicamente, ele segue o mesmo roteiro de outro ícone da natação, o australiano Ian Thorpe, que depois de fracassar na tentativa de voltar às competições abres das Olimpíadas de Londres 2012, acabou acumulando escândalos por causa de bebidas, drogas e uma séria crise de depressão.

Triste sina esta pela qual passam dois dos maiores ídolos do esporte olímpico.

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