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domingo, 19 de abril de 2015 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 12:52

Um adeus sem pompas para Maurren Maggi

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Maurren anunciou seu adeus do atletismo, mas tem índice para brigar pelo tetra no Pan de Toronto

Maurren anunciou seu adeus do atletismo, mas tem índice para brigar pelo tetra no Pan de Toronto

A notícia veio assim, de repente, no meio da transmissão da TV Globo do evento “Mano a Mano”, que contou com a presença do superstro Usain Bolt: o narrador Alex Escobar chamou a saltadora Maurreen Maggi, campeã olímpica em Pequim 2008, para fazer um comentário específico a respeito de atletas com mais de 30 anos e deu a deixa. Foi então que Maurren disse com todas as letras que “esse é o último ano da minha carreira (…), Esse ano é o último meu, e ano que vem é só a Rede Globo, e a gente trabalha com qualidade, um time campeão com a gente”.

Para quem não sabe, Maurren é uma das integrantes da badalada equipe de comentaristas que a emissora montou para a cobertura dos Jogos do Rio 2016, que conta com nomes como Guga (tênis), Giba (vôlei), Daiane dos Santos (ginástica artística), Gustavo Borges (natação), entre outros.

Nada contra a opção de um atleta decidir quando é a hora de abandonar a carreira. Isso é algo de cunho pessoal, cada um sabe o momento certo de parar. O que fica de questionamento é sobre a forma abrupta e porque não dizer um tanto inesperada que o fato ocorreu.

Na prática, o atletismo já vinha ensaiando o adeus a Maurren Maggi desde o final das Olimpíadas de Londres 2012, quando não conseguiu passar pelas eliminatórias do salto em distância, prova na qual ela tornou-se a primeira mulher campeã olímpica do Brasil no atletismo. De lá para cá, passou por problemas físicos, encarou dificuldades de patrocínio e até mesmo encarou uma vaquinha virtual para custear seus treinamentos. Tudo por conta do sonho de fazer uma despedida em alto estilo, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

+ Relembre: O drama de Maurren e a “vida real” do esporte brasileiro

Em todas as suas entrevistas nos últimos tempos, Maurren sempre repetia que desejava fazer sua retirada do esporte diante da torcida. Começou a temporada 2015 e ela obteve o índice para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, ao saltar 6m51 em uma competição na cidade de Campinas. Ainda tentava alcançar a marca para o Mundial de Pequim, que será realizado no mesmo Ninho do Pássaro, de tão doces lembranças para ela.

Só que talvez o bom senso tenha falado mais alto e a própria Maurren viu que o sonho para fazer seu adeus diante da torcida brasileira estava longe demais. E a confirmação veio no meio de uma transmissão de TV, quase como um pronunciamento um tanto perdido, no meio do belo evento feito neste domingo, no Jockey Club Brasileiro, no Rio, e cuja estrela maior obviamente era Bolt.

O certo seria que ela fosse levada para o meio da pista, e de microfone em punho, diante do público, anunciasse sua decisão, para receber os merecidos aplausos que uma campeã olímpica merece. A forma como o anúncio ocorreu, sem pompas, foi frustante.

Maurren Maggi poderá marcar sua despedida com um tetracampeonato pan-americano em Toronto, coincidentemente no mesmo país que viu seu primeiro ouro no salto em distância na competição, em Winnipeg 1999. Depois, venceu no Rio 2007 e em Guadalajara 2011. Só não brigará pelo penta por conta do caso de doping às vésperas de Santo Domingo 2003, que a deixou dois anos fora das competições. Uma carreira brilhante, coroada pelo ouro olímpico em Pequim 2008 e que merece muitas homenagens.

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sábado, 29 de novembro de 2014 Ídolos, Pan-Americano, Seleção brasileira | 14:28

Lesão ameaça tirar estrela do handebol do Pan de Toronto

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Duda Amorim chora de dor após sofrer a lesão no joelho esquerdo (Foto: reprodução TV)

Duda Amorim chora de dor após sofrer a lesão no joelho esquerdo (Foto: reprodução TV)

Um escorregão aparentemente bobo pode custar à seleção brasileira feminina de handebol a ausência de uma de suas principais jogadoras nos próximos Jogos Pan-Americano de Toronto, em julho do ano que vem. A armadora Duda Amorim sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo, após sofrer uma queda após marcar um gol para o Brasil na vitória sobre a Tunísia por 35 a 23, pelo Torneio Internacional da Espanha, nesta sexta-feira. Ao arremessar para fazer o gol, Duda perdeu o equilíbrio e torceu o joelho.

Após uma ressonância magnética, realizada em Málaga, onde o torneio está sendo realizado, ficou constatada a lesão no ligamento cruzado anterior e precisará passar por uma cirurgia. O tempo estimado de recuperação é de seis meses, de acordo com a médica da seleção, Pauline Buckley Bittencourt Silva.

Com este prazo de recuperação, é muito difícil que Duda Amorim consiga entrar em forma a tempo para disputar o Pan-Americano de Toronto, de 10 a 26 de julho do ano que vem. O Brasil estará brigando pelo pentacampeonato da competição, repetindo os feitos de Winnipeg 1999, Santo Domingo 2003, Rio de Janeiro 2007 e Guadalajara 2011. E ficar sem uma jogadora do nível da armadora é um desfalque considerável, especialmente no ataque.

VEJA MAIS SOBRE O HANDEBOL BRASILEIRO NO ESPÍRITO OLÍMPICO:

>>> O dia em que o handebol deixou de ser “pé de página” no Brasil
>>> Após a festa, o handebol precisa olhar para o futuro
>>> Técnicos gringos são uma benção ao esporte do Brasil

Aos 28 anos e com 1m86 de altura, Duda Amorim vem sendo uma das principais artilheiras da seleção comandada pelo dinamarquês Morten Soubak, tendo marcado 103 gols nas duas últimas Olimpíadas (Pequim 2008 e Londres 20212) e nos Mundiais de 2011 (Brasil) e 2013 (Sérvia), quando a seleção conquistou uma inédita medalha de ouro.

Que ela tenha uma recuperação e consiga estar inteira para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014 Imagens Olímpicas, Olimpíadas | 10:24

Você conhece a história das mascotes das Olimpíadas?

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Até o final de novembro deverá ser anunciado qual será a mascote dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, que sempre é uma das grandes atrações de cada edição olímpica e objeto de desejo de colecionadores. Mas enquanto ela não é divulgada pelo comitê organizador, que tal conhecer um pouco mais da história das mascotes das Olimpíadas?

1) El Tigre Rojo de Chichen-Itza – Cidade do México 1968

El Tigre Rojo de Chichen-Itza, mascote extra-oficial dos Jogos de 1968, na Cidade do México

El Tigre Rojo de Chichen-Itza, mascote extra-oficial dos Jogos de 1968, na Cidade do México

A primeiro mascote conhecida da história das Olimpíadas na verdade não é reconhecida de forma oficial. Ela era baseada em um trono da pirâmide ´El Castillo´, em Chichen-Itza, feito no formato de um jaguar vermelho

2) Waldi, o cachorro dachshund – Munique 1972

Waldi, o cachorro dachshund dos Jogos de Munique

Waldi, o cachorro dachshund dos Jogos de Munique

De forma oficial, a primeira vez que uma mascote foi usada nas Olimpíadas de verão aconteceu nos Jogos de Munique. O mascote, criado pelo designer gráfico alemão Otl Aicher, mostra um cão dachshund, raça popular na região.

3) Amik, o castor – Montreal 1976

Amik, o castor de Montreal 1976

Amik, o castor de Montreal 1976

Nos Jogos de Montreal, foi escolhida como mascote o castor, um dos símbolos nacionais do Canadá.

4) Misha, o urso – Moscou 1980

O ursinho Misha, dos Jogos de Moscou, a mais carismática mascote olímpica

O urso Misha, dos Jogos de Moscou, a mais carismática mascote olímpica

Talvez a mais popular mascote da história das Olimpíadas. Nos Jogos que ficaram marcados pelo boicote dos Estados Unidos e seus aliados, a União Soviética caprichou e o simpático ursinho ficou marcado na memória de todos, especialmente por causa da cerimônia de encerramento, quando um boneco gigante subiu aos céus dando adeus ao público no Estádio Olímpico de Moscou.

5) Sam, a águia – Los Angeles 1984

Sam, a águia, foi a mascote dos Jogos de 84, em Los Angeles

Sam, a águia, foi a mascote dos Jogos de 84, em Los Angeles

Animal-símbolo dos Estados Unidos, a águia Sam foi desenhada por Robert Moore, que trabalhava para os estúdios Disney. Pena que os Jogos de Los Angeles também sofreram com o boicote, desta vez liderado pela União Soviética.

6) Hodori, o tigre – Seul 1988

Hodori, o tigre, foi a mascote de Seul 1988

Hodori, o tigre, foi a mascote de Seul 1988

Nos Jogos de Seul, existiam duas mascotes, Hodori e Hosuni, mas o tigre Hodori se tornou muito mais popular, talvez pelo fato de aparecer em diversas lendas coreanas

7) Cobi, o cachorro sheepdog estilizado – Barcelona 1992

O cão estilizado Cobi e seu criador, o cartunista Javier Mariscal

O cão estilizado Cobi, dos Jogos de Barcelona 1992 e seu criador, o cartunista Javier Mariscal

O cão pastor estilizado não empolgou muito em Barcelona 1992, ao contrário dos Jogos, que foram sensacionais.

8) Izzy, a figura abstrata – Atlanta 1996

O esquisito Izzy, mascote de Atlanta 1996

O esquisito Izzy, mascote de Atlanta 1996

A pior mascote desde que elas começaram a aparecer em Jogos Olímpicos. Uma figura abstrata, que ninguém conseguia explicar o que representava de fato. Tudo a ver com a própria edição das Olimpíadas de Atlanta, sem carisma e com inúmeros problemas de organização.

9) Ollie, Syd e Millie, a kookaburra, o ornitorrinco e a equidna – Sydney 2000

As mascotes Ollie, Syd e Millie, de Sydney 2000

As mascotes Ollie, Syd e Millie, de Sydney 2000

Os três mascotes criados por Matthew Hatton representavam animais típicos da Austrália: Olly, uma ave kookaburra; Syd, um ornitorrinco; e Millie, a equidna, uma espécie de tamanduá espinhoso.

10) Athena e Phevos, bonecos antigos – Atenas 2004

Athena e Phevos, as mascotes de Atenas 2004

Athena e Phevos, as mascotes de Atenas 2004

As duas mascotes foram feitas por Spyros Gogos e representavam bonecos que imitam crianças. As mascotes tiveram o design baseado em um antigo boneco grego de terracota.

11) Fuwa, peixe, panda gigante, Chama Olímpica, chiru e andorinha – Pequim 2008

"Fuwa", as cinco mascotes dos Jogos de Pequim 2008

“Fuwa”, as cinco mascotes dos Jogos de Pequim 2008

Chamados respectivamente de Beibei, Jingjing, Huanhuan, Yingying e Nini, as mascotes vieram da frase chinesa que signifca “Pequim te dá boas-vindas”.

12) Wenlock e Mandeville, gotas de aço com câmera para os olhos – Londres 2012

Wenlock e Mandeville, as estranhas mascotes de Londres 2012

Wenlock e Mandeville, as estranhas mascotes de Londres 2012

As duas mascotes dos Jogos de Londres 2012 (Wenlock era a mascote das Olimpíadas, enquanto Mandeville representava as Paraolimpíadas) eram gotas de aço com câmeras no lugar dos olhos. Eles representavam o começo da Revolução Industrial, ocorrida no Reino Unido. Mas olhando a foto, é meio difícil de enxergar tudo isso.

 

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terça-feira, 11 de novembro de 2014 Ídolos, Isso é Brasil, Jogos de Inverno | 18:53

Uma grande vitória de Lais Souza

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Laís Souza tem contado com apóio permanente de sua família no processo de recuperação do acidente que a deixou tetraplégica

Laís Souza tem contado com apoio permanente de sua família no processo de recuperação do acidente que a deixou tetraplégica

Enquanto segue em Miami na batalha diária de sua recuperação, após o gravíssimo acidente de que a deixou tetraplégica no início deste ano, a ex-ginasta e esquiadora Laís Souza conquistou nesta terça-feira uma vitória que irá lhe trazer um pouco mais de tranquilidade para retomar sua vida. Foi aprovada pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal o projeto que prevê o pagamento de pensão vitalícia para Laís.

>>> Veja também: Nem Lei Pelé pode assegurar amparo futuro a Laís Souza

O projeto, de autoria da deputada federal Mara Gabrili (PSDB-SP), prevê o pagamento de uma pensão vitalíciaà ex-ginasta e esquiadora, no teto máximo da Previdência Social, que é de R$ 4.390,24. A proposta seguirá para votação em plenário em regime de urgência. O valor proposto para a pensão segue a mesma regra aplicada ao benefício pago aos atletas que foram tricampeões mundiais de futebol, nas Copas de 1958, 1962 e 1970.

>>> Relembre: Lais Souza merecia mais do que uma “vaquinha virtual”

Laís Souza sofreu um acidente no dia 27 de janeiro, nos EUA, enquanto se preparava para disputar as Olimpíadas de inverno de Sochi (RUS), onde disputaria a prova de ski aerials. No acidente, ela se chocou contra uma árvore, lesionou a coluna e acabou perdendo todos os movimentos do ombro para baixo. Laís já havia participado de duas edições dos Jogos Olímpicos de verão, como ginasta, em Atenas 2004 e Pequim 2008.

>>> E mais: Atletas pedem esporte profissional no Brasil após o drama de Laís Souza

Enquanto as entidades que comandam o esporte brasileiro – leia-se COB (Comitê Olímpico do Brasil) e Ministério do Esporte – ainda não conseguem criar mecanismos que protejam dentro da lei atletas que sofrem acidentes que interrompam suas carreiras, a conquista desta terça-feira é mais uma grande vitória na dura batalha que Laís Souza vem travando em sua longa recuperação.

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quarta-feira, 5 de novembro de 2014 Olimpíadas, Seleção brasileira | 16:20

“Quando a vontade bateu, eu fui voltando”, diz Joanna Maranhão sobre sua volta

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Joanna Maranhão se prepara para competir em uma das provas nos JUBs

Joanna Maranhão se prepara para competir em uma das provas nos JUBs

Depois de anunciar, até de certa forma surpreendente, sua aposentadoria da natação, eis que Joanna Maranhão está de volta. No último final de semana, ela participou com sucesso da 62ª edição dos JUBs, os Jogos Universitários Brasileiros, onde faturou quatro medalhas de ouro individuais – nos 200 e 400 m medley, 100 m borboleta e 200 m costa – representando a UNISSAU, de Pernambuco. Levou ainda três pratas em revezamentos. A boa performance nos JUBs, realizado em Aracaju, serviu para comprovar um sentimento que Joanna já vinha alimentando nos últimos meses: o retorno às piscinas.

Veja ainda: Natação em ritmo de “sessão coruja” para a Rio 2016

“No período em que fiquei afastada, eu olhava as competições e não sentia nenhuma vontade de estar lá. Mas quando a vontade bateu, eu fui voltando a treinar e a coisa aconteceu”, disse Joanna Maranhão, em entrevista ao blog, justificando o que a fez abandonar a ideia de ser apenas uma ex-atleta. E ela não esconde que seu principal objetivo é voltar à seleção brasileira e conseguir índice para as Olimpíadas do Rio 2016. Se tiver sucesso, será sua quarta participação olímpica seguida, repetindo o que já fez em Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012.

Relembre: O desabafo de Joanna Maranhão é um exemplo para o Brasil

Confira abaixo os principais trechos da entrevista de Joanna Maranhão ao Espírito Olímpico

O que te levou a retomar a carreira na natação, menos de um ano depois de anunciar a aposentadoria?

Joanna Maranhão: Não existe um motivo em si, foram uma série de fatores mas o fator financeiro foi o mais forte. Ter percebido que minha família estava estável em relação a dívida me deixou mais tranquila [Nota do blog: em sua preparação para as Olimpíadas de Londres, Joanna estava sem patrocinador e bancou com ajuda de sua família os gastos com equipe de apoio e treinamentos no exterior]. Estava muito difícil nadar com a obrigação de dar resultado pra colocar dinheiro em casa.

Seu objetivo é buscar uma vaga na equipe brasileira que disputará as Olimpíadas do Rio. Acha que conseguirá atingir os índices necessários a tempo?

Eu tenho certeza que atingirei meus objetivos sejam eles de grande ou pequena escala, estou em excelente forma física, em paz comigo e com a experiência e a maturidade a meu favor. O tempo não é problema e os resultados do Jubs demonstraram isso. Já na primeira competição fiz os melhores tempos da América do Sul nas minhas provas de 200 e 400 m medley, está tudo dentro do programado.

Quais deverão ser suas maiores dificuldades para voltar à seleção?

As dificuldades são minha motivação, preciso delas pra tentar me superar, espero que sejam contínuas e desafiadoras. O retorno a seleção será um acontecimento natural, resultado de minha dedicação.

Em quais provas você pretende competir nesta sua nova fase da carreira?

A princípio as mesmas de sempre, as duas de medley, os 200 borboleta, e se der vontade de competir outras, competirei. Gosto da idéia de ter um leque grande de provas pra trabalhar.

Você conversou com alguém da CBDA sobre seu retorno e a respeito dos planos de tentar uma vaga no Rio 2016?

Não, nem quando me afastei e nem agora.

Caso consiga o índice, já planejou como pretende fazer sua preparação para os Jogos Olímpicos?

Está tudo na minha cabeça, onde irei e com quem irei treinar, o que preciso fazer, onde preciso melhorar, tudo anotado e colocado em uma planilha, serei mais objetiva dessa vez.

Qual a sua expectativa em relação à organização e realização das Olimpíadas do Rio? Está otimista quanto ao sucesso ou teme pelo atraso nas obras?

Estou bastante por fora na verdade, não sei direito o que está acontecendo. O tempo em que fiquei afastada estava cuidando da minha monografia na faculdade, do estágio, de ajudar o pessoal da minha equipe [Nikita Natação], então não sei como está. E não é minha função fiscalizar, eles [organizadores] têm a função de deixar tudo pronto e é o que eu espero que aconteça.

O que achou do posicionamento de colegas seus atletas, que se manifestaram de forma contundente após a reeleição da presidente Dilma Rousseff?

Democracia é isso. Não estamos vivendo numa ditadura como alguns estão dispostos a divulgar. Precisamos de uma reforma política e educacional pra que as pessoas se posicionem de forma embasada e não com notícias falsas. Ser politicamente ativo não é vomitar ódio nas redes sociais porque sua vontade não foi a da maioria, é respeitar, fiscalizar e principalmente olhar pra si antes de apontar o dedo. Eu sou a favor da reforma social que vem acontecendo no país ainda que esses programas de assistência não me beneficiem, eu sei que beneficiam uma classe que foi esquecida por muitos anos em prol da economia do bolso dos mais abastados. E pra ser sincera eu sou fã de mulheres que mudam seu ambiente e lutam por aquilo que acreditam, ou seja, admiro muito a história de vida da presidente, ela me representa.

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sábado, 25 de outubro de 2014 Imprensa, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 15:41

Especialista italiano prevê Brasil fora do top 10 na Rio 2016

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Atualizado
São apenas projeções estatísticas e ainda faltam pouco menos de dois anos para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, vale ressaltar. Mas foi divulgado neste sábado uma projeção de resultados para as próximas Olimpíadas e o Brasil não aparece no top 10 do quadro de medalhas, meta traçada tanto pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil) quanto pelo Ministério do Esporte para o desempenho da equipe brasileira nas próximas Olimpíadas. Segundo reportagem publicada pelo site Inside the Games, especializado no movimento olímpico, o país anfitrião deverá encerrar sua participação na 17ª colocação, com cinco medalhas de ouro, de um total de 23.

A mesma projeção tinha sido publicada um dia antes em outro site especializado em assuntos olímpicos, o Around the Rings. O estudo utiliza como critério a classificação final pelo número de medalhas de ouro, enquanto COB e Ministério levam em consideração o número total de medalhas conquistadas. Nesta classificação, o Brasil atingiria a meta, terminando em 10º lugar.

Só a título de informação, para o COI (Comitê Olímpico Internacional) não existe um quadro oficial de medalhas em Olimpíadas, cuja contabilidade foi criada como mais uma das armas de propaganda da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética, a partir do momento em que as duas nações passaram a se enfrentar, nos Jogos de 1952, em Helsinque. Desde então, a mídia também vem contabilizando a classificação por medalhas ao longo da história dos Jogos, sendo que o critério de classificação (por ouro ou pelo total) varia de acordo com o interesse de que quem a está divulgando.

A projeção publicada neste sábado foi feita pelo italiano Luciano Barra, ex-diretor esportivo do comitê olímpico italiano e que foi o diretor-executivo do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de inverno de Turim 2006. Nos últimos anos, Barra tem acertado suas previsões, baseadas nos desempenhos dos atletas e equipes em Campeonatos Mundiais durante o ciclo olímpico. Foi o que ocorreu nas Olimpíadas de Pequim 2008, quando projetou que a Grã-Bretanha terminaria com um total de 48 medalhas (foram 47 no final dos Jogos) e que os EUA teria o maior número de medalhas no total. Em compensação, ele errou em relação sobre quem teria mais medalhas de ouro em 2008 e 2012, trocando as posições finais dos americanos e da China – Barra apostava que EUA teria o maior número de ouros em 2008 e os chineses fariam o mesmo em 2012.

>>> Veja ainda: Uma breve reflexão sobre números e medalhas

O atual estudo do italiano contempla a análise de 155 eventos mundiais realizados este ano e 121 no ano passado. Não estão incluídos neste estudo o futebol feminino, os cinco eventos de tênis (esporte que não tem um campeonato mundial) e as duas novas modalidades integrantes do programa esportivo para 2016, o golfe e o rúgbi sevens, que não tiveram mundiais realizados em 2013 e 2014.

Em relação ao resultado previsto para o Brasil, vale recordar que os feitos esportivos de 2013 dariam ao país, de acordo com levantamento feito pelo COB, 27 medalhas em modalidades presentes no programa olímpico, que deixariam o país em oitavo lugar em uma hipotética Olimpíada. Foi o melhor desempenho brasileiro em um primeiro ano de ciclo olímpico. Este ano, com o fiasco da seleção de futebol na Copa do Mundo, o fraco desempenho no Mundial de vela e a apagada participação no Mundial de judô contribuíram para a colocação obtida no estudo do ex-dirigente olímpico italiano.

Pela atual projeção de Barra, os Estados Unidos terminarão os Jogos de 2016 como o líder do quadro de medalhas, com 88 no total, sendo 35 de ouro, Seria um resultado bem abaixo do que ocorreu em 2012, quando os americanos tiveram um total de 104 medalhas. De acordo com o italiano, este será o top 10 para as Olimpíadas da Rio 2016, pelo número de ouros:

1) EUA  – 35
2) China  – 32
3) Rússia – 28
4) França – 19
5) Alemanha – 18
6) Grã-Bretanha – 12
7) Austrália – 9
8) Japão – 9 (desempate pelo número de medalhas de prata)
9) Coreia do Sul  – 9 (desempate pelo número de medalhas de prata)
10) Nova Zelândia – 8

Agora, a classificação do italiano, usando o critério do total de medalhas:

1) EUA – 88
2) Rússia – 88 (desempate pelo número de medalhas de ouro)
3) China – 80
4) Alemanha – 52
5) França – 46
6) Grã-Bretanha – 37
7) Austrália – 36
8) Japão – 33
9) Holanda – 23
10) Brasil – 23 (desempate pelo número de medalhas de ouro)

Na minha opinião, isso tudo é uma grande bobagem. O que vale é o resultado em quadra, na pista, na piscina, no tatame. Uma posição no quadro de medalhas não representa a realidade olímpica de um país, embora seja um bom indicativo. Da mesma maneira, não será em quatro anos que o Brasil irá se transformar em uma potência olímpica, mesmo que termine entre os dez melhores na classificação final de medalhas de 2016.

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sexta-feira, 2 de maio de 2014 Olimpíadas | 16:56

Programa obrigatório para quem gosta de atletismo em SP

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O panamenho Irwing Saladino é a maior atração do Grande Prêmio São Paulo de atletismo

O panamenho Irwing Saladino é a maior atração do Grande Prêmio São Paulo de atletismo

Se você não tiver programa definido para a manhã do próximo domingo, estiver em São Paulo e for fã de atletismo, já tem o que fazer. A pista do Estádio Ícaro de Castro Mello, no Ibirapuera, receberá a partir das 8h30, a edição do Grande Prêmio Caixa São Paulo de atletismo, um dos dois eventos internacionais da modalidade previstos para ocorrer no Brasil neste mês (o outro é o GP Caixa Sesi, que acontecerá em Uberlândia no dia 7, quarta).

Serão 20 provas, 11 masculinas e nove femininas, que contará com a presença de 141 atletas (80 homens e 61 mulheres), representando 17 países das Américas do Sul, Central, Europa e África. A entrada ao público é gratuita e o acesso pode ser feito por dois locais: Rua Marechal Estênio Albuquerque Lima, 82, ou pela Rua Abílio Soares, 1215.

É claro que para os saudosistas, o nível do torneio não se compara ao que ocorreu em São Paulo nos anos 80 e início dos 90, quando o GP paulistano chegou a fazer parte do calendário principal de provas da Iaaf (Associação das Federações Internacionais de Atletismo, na sigla em inglês). Foi um período áureo, com gordos cachês que atraíram algumas das maiores estrelas do esporte, como Carl Lewis, Serguei Bubka, Steve Ovett, Michael Johnson e até mesmo Ben Johnson, aquele mesmo do doping nas Olimpíadas de Seul, em 1988.

Ainda assim, será uma ótima oportunidade para ver como estão alguns dos atletas que poderão brilhar no Rio de Janeiro em 2016, na disputa dos Jogos Olímpicos. Individualmente, o nome mais forte que estará competindo no Ibirapuera é o do panamenho Irwing Saladino, campeão olímpico do salto em distância nas Olimpíadas de Pequim 2008, e que busca retomar a velha forma, após fracassar em Londres 2012 e de nem ter disputado o Mundial de Moscou, no ano passado. Ele ocupa atualmente o quinto lugar no ranking mundial da prova (8m16 foi sua melhor marca neste ano).

Entre os brasileiros, chama a atenção a participação de Aldemir Gomes, sétimo melhor tempo do ano até agora nos 200 m, com  20s32; Hugo de Sousa, oitavo mais rápido de 2014 nos 400 m (45s09); Thiago Braz, no salto com vara, que foi quarto colocado no Mundial indoor de Sopot (Polônia); no feminino, Franciela Krasucki, nos 200 m, e Keila Costa, no salto em distância.

Confira abaixo a programação completa do Grande Prêmio São Paulo de atletismo

8h30  – CERIMÔNIA DE ABERTURA
8h45 –  Salto com Vara Masculino (mas)
9h –  400m c/barreiras (fem)
9h03 –  Salto em Distância (mas)
9h10 – Lançamento do Disco (mas)
9h15 – 400 m c/barreiras (mas)
9h18h – Arremesso do Peso (fem)
9h25 – Salto em Altura (mas)
9h30 – 3.000 m (fem)
9h45 – 3.000 m (mas)
10h –  400 m (mas)
10h15 – 400 m (fem)
10h30 – 800 m (fem)
10h35 – Lançamento do Disco (fem)
10h40 – Arremesso do Peso (mas)
10h42 – Salto em Distância (fem)
10h45 – 800 m (mas)
11h –  200 m (fem)
11h15 – 200 m (mas)
11h30 – 100 m c/barreiras (fem)
11h45 – 110m c/barreiras (mas)

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quinta-feira, 24 de abril de 2014 Ídolos | 14:34

O mito Phelps está de volta. Isso é bom ou ruim?

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Michael Phelps comemora uma das medalhas de ouro obtidas nas Olimpíadas de Londres

Michael Phelps comemora uma das medalhas de ouro obtidas nas Olimpíadas de Londres

Menos de dois anos após ter decidido abandonar as piscinas, o americano Michael Phelps, um dos gênios do esporte mundial, retornou à natação nesta quinta-feira, competindo no Grand Prix de Mesa, no Arizona. O maior ganhador de medalhas olímpicas na história dos Jogos – foram 22, sendo 18 de ouro, divididas entre Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012 – nadou as eliminatórias dos 100 m borboleta e fez o melhor tempo da série, com 52s86, mais de três segundos acima do recorde mundial, que por acaso é dele mesmo.

Esta decisão de Phelps em dar um bico na aposentadoria é excelente para o torcedor brasileiro, que pode sonhar com a chance de ver o americano de perto daqui a dois anos, no Rio de Janeiro, durante as Olimpíadas de 2016, tentando ampliar seus recordes. Mas terá sido esta uma boa decisão para o próprio Phelps?

A tomar pelo exemplo das duas últimas grandes estrelas da natação que também tentaram retomar o caminho das glórias esportivas após um período de inatividade, pode ter sido uma fria. Tanto o americano Mark Spitz, estrela nos Jogos Olímpicos de Munique 1972, quanto o australiano Ian Thorpe, que foi “o cara” das Olimpíadas de Sydney 2000, fracassaram.

É verdade que a questão do tempo pesa a favor de Phelps nesta sessão nostalgia. Spitz tentou se classificar para as Olimpíadas de Barcelona 1992, ou seja, 20 anos depois de se aposentar. Thorpe fracassou na seletiva para os Jogos de Londres, 12 anos após ter brilhado na Austrália. O americano tem menos de dois anos longe das competições. O efeito certamente terá sido menos penoso.

A volta de Michael Phelps já deixou as estrelas da natação brasileira animados, como Cesar Cielo e Thiago Pereira, que projetam possíveis duelos com ele em 2016, pois o americano planeja nadar distâncias mais curtas e até mesmo provas de velocidade, especialidade de Cielo. Que a volta às piscinas não abale parte da vitoriosa imagem que Phelps construiu nos últimos dez anos.

 

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 00:24

A um mês da abertura, Sochi 2014 já tem seu primeiro recorde

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O Centro de Imprensa em Sochi já está pronto para receber os mais de oito mil jornalistas que irão cobrir os Jogs de Inverno

O Centro de Imprensa em Sochi já está pronto para receber os mais de oito mil jornalistas que irão cobrir os Jogs de Inverno

Nesta quarta-feira, a contagem regressiva para as Olimpíadas de Inverno em Sochi, na Rússia, atingiu a marca de 30 dias. Daqui a um mês, no dia 7 de fevereiro, ocorrerá a cerimônia de abertura no Fisht Olympic Stadium, dando a largada para a festa que só irá acabar no dia 23 do próximo mês.

Mas o que os tensos Jogos russos – que serão disputados sob o fantasma do terror, que já protagonizou dois atentados terroristas na cidade de Volgogrado – já garantiram um recorde que dificilmente será batido. A Rússia de Vladimir Putin irá organizar a mais cara competição olímpica na história do COI (Comitê Olímpico Internacional), incluindo aí os Jogos Olímpicos de verão.

Sochi 2014 custará US$ 51 bilhões (cerca de R$ 122 bilhões), deixando para trás até as Olimpíadas de Pequim 2008, que com seus ginásios e estádios impressionantes custou R$ 44 bilhões. Vale lembrar que Londres 2012 teve um custo final de US$ 14 bilhões (R$ 33,5 bilhões).

A pergunta que não quer calar: quem é que vai pagar esta conta? E os russos ainda terão uma Copa do Mundo pela frente, daqui a quatro anos. Parece até um certo país sul-americano…

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013 Jogos de Inverno, Olimpíadas, Seleção brasileira | 16:21

Ainda sem índice, ex-ginasta Laís Souza é pré-convocada para as Olimpíadas de Sochi 2014

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Laís Souza está buscando uma vaga no Aerials para os Jogos de Sochi

Laís Souza está buscando uma vaga no Aerials para os Jogos de Sochi

A pouco mais de um mês para a abertura oficial dos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, na Rússia, a CBDN (Confederação Brasileira de Desportos na Neve) divulgou nesta sexta-feira a lista de atletas pré-convocados para o evento. E entre os chamados está Laís Souza, que representou a seleção brasileira na ginástica artística em duas Olimpíadas (Atenas 2004 e Pequim 2008) e que tenta uma vaga no aerials, uma das modalidades do esqui estilo livre.

Mesmo sem ainda ter índice para participar dos Jogos de Sochi (a abertura será no dia 7 de fevereiro), trata-se de uma grande vitória para Laís, que ao lado da também ex-ginasta Josi Santos, parte do zero em uma nova modalidade e buscando uma vaga olímpica. Laís contou a história de sua reinvenção no esporte ao iG, onde não teve medo em admitir medo com os desafios impostos pelo aerials, onde é obrigada a descer uma rampa de 25m de extensão e dar saltos mortais até chegar ao chão.

Isso tudo depois de ter passado por oito cirurgias no joelho e de ter sido cortada dos Jogos de Londres 2012 um dia antes de entrar da Vila Olímpica, por causa de uma fratura na mão. Convenhamos, se conseguir participar de Sochi, Laís entrará na história do esporte do Brasil.

Os demais pré-convocados pela CBDN são os seguintes:

Isabel Clark – Snowboard
Jaqueline Mourão – Cross Country e Biatlon
Leandro Ribela – Cross Country
Jhonatan Longhi – Esqui Alpino
Maya Harrison – Esqui Alpino
Lais Souza – Esqui estilo livre/Aerials
Josi Santos – Esqui estilo livre/Aerials

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