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sexta-feira, 4 de abril de 2014 Ídolos, Isso é Brasil, Paraolimpíadas, Política esportiva | 18:10

Petrobras assume projeto olímpico que era tocado por Paula

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De forma surpreendente, até pelo sucesso que a iniciativa vinha proporcionando, a Petrobras tomou para si a gestão de seu projeto olímpico, lançado em 2011 e que vinha sendo administrado pelo Instituto Passe de Mágica, comandado pelo ex-armadora da seleção feminina de basquete Paula Gonçalves.

Everton Lopes foi campeão mundial de boxe em 2011

O brasileiro Everton Lopes conquistou um inédito título mundial de boxe em 2011, quando o Projeto Petrobras era administrado pelo Instituto Passe de Mágica

A surpresa pela decisão da estatal se dá pelo fato de que desde o seu lançamento, quando mostrou-se uma alternativa interessante para o esporte olímpico brasileiro, com sua proposta de apoio a cinco modalidades como poucos recursos financeiros (esgrima, taekwondo, levantamento de peso, boxe e remo) até os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Seria uma forma de não depender exclusivamente dos critérios às vezes discutíveis do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) para a distribuição das verbas da Lei Agnelo/Piva.

A decisão surpreende porque os resultados apareceram, mesmo em somente três anos de implantação. Seja pelos títulos mundiais de Everton Lopes, no boxe, ou de Fabiana Beltrame, no remo, seja pelos ótimos resultados de Fernando Reis no Mundial de levantamento de peso no ano passado. Ou seja, não se pode acusar o instituto comandado por Magic Paula de incompetência.

O problema é que a própria Paula não quer se manifestar sobre o assunto. Por email, ela me confirmou que a gestão do projeto será tocada agora pela Petrobras, restando a seu instituto apenas prestar “uma assessoria técnica.”

Já a estatal, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que “a companhia passou a patrocinar diretamente as Confederações, tendo em vista o objetivo principal do Programa Petrobras Esporte e Cidadania, que é oferecer aos atletas as melhores condições de treinamento para a melhoria do desempenho técnico, conforme a melhor utilização possível dos recursos disponíveis”. Ainda de acordo com a Petrobras, “não houve qualquer problema contratual ou de relacionamento com o Instituto Passe de Mágica, que continua dando assessoria técnica-desportiva no que diz respeito às cinco modalidades que fazem parte do programa.”

>>> RELEMBRE: Crise põe em risco projeto olímpico da Petrobras

A assessoria da estatal lembrou, por fim, que os valores repassados às cinco modalidades em 2014 são os seguintes: boxe = R$ 3,42 milhões; esgrima = R$ 2,41 milhões; levantamento de peso = R$ 1,78 milhão; remo = R$ 2,10 milhões; e taekwondo = R$ 2,69 milhões.

Independentemente da competência que a Petrobras – que cá entre nós, está às voltas com problemas bem mais complicados atualmente – terá para tocar seu projeto olímpico, acho que o esporte brasileiro, mais uma vez, sairá perdendo com essa decisão.

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sábado, 30 de novembro de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Política esportiva | 15:10

‘Atletas pelo Brasil’ lança portal e leilão online

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Movimento "Atletas pelo Brasil agora terá um portal na internet

Movimento “Atletas pelo Brasil agora terá um portal na internet

Após ter tido participação fundamental na maior conquista esportiva do país neste ano (em minha modesta opinião), a assinatura da Medida Provisória 620/2013 (que entre outras coisas limita a somente uma reeleição o mandato de dirigentes de entidades esportivas que recebem verbas públicas), o movimento “Atletas pelo Brasil” irá lançar um portal de internet com o objetivo de se tornar a principal referência do esporte brasileiro.

Na próxima terça-feira, a partir das 10h, a presidente da entidade, a ex-jogadora de vôlei Ana Moser participará de uma entrevista coletiva no Esporte Clube Pinheiros, para explicar como será o funcionamento do portal Esporte pelo Brasil, que reunirá informações sobre as modalidades esportivas, atletas, eventos e pesquisas.

O portal também pretende fazer um monitoramento de indicadores e políticas públicas de esporte realizados no Brasil, o “Cidade do Esporte”. E os primeiros números divulgados fazem parte de um estudo com as 12 cidades-sede da Copa do Mundo 2014.

Além disso, o evento também marcará o início do “Lance pelo Esporte – Leilão Online”, com o objetivo de arrecadar recursos financeiros para o “Atletas pelo Brasil”, comercializando peças autografadas e experiências ao lado de grandes ídolos do esporte brasileiro, como Paulo André, Raí e Cafu (futebol), Ana Moser e Ida (vôlei), Cesar Cielo, Thiago Pereira e Gustavo Borges (natação), Hortência, Paula e Oscar (basquete), Rubens Barrichello (automobilismo) e Lars e Torben Grael (vela).

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terça-feira, 10 de setembro de 2013 Ídolos, Olimpíadas, Política esportiva | 23:15

A polêmica escolha do novo membro do Brasil no COI

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Bernard posa ao lado de Jacques Rogge, após ser aprovado como membro do COI

Bom, pra início de conversa, a escolha do novo presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), o alemão Thomas Bach, ocorrida nesta terça-feira, no encerramento da 125ª Assembleia Geral da entidade, seguiu um roteiro absolutamente óbvio e lógico.

Como já era previsto (inclusive pelo blogueiro Mãe Dinah), o advogado de 59 anos, campeão olímpico de esgrima por equipes nos Jogos de Montreal 1976, levou o pleito com extrema facilidade. Venceu as duas rodadas de votação no colégio eleitoral do COI com tranquilidade (43 na primeira e 49 na segunda), com 20 votos de vantagem sobre o segundo colocado, o porto-riquenho Richard Carrión. Assim como foi a escolha de Tóquio para sede dos Jogos de 2020, o COI optou por não inventar na sucessão do belga Jacques Rogge.

Mas uma outra eleição também movimentou os bastidores do Hotel Hilton, em Buenos Aires, nesta terça-feira. Foram escolhidos os nove novos membros do COI, entre eles o brasileiro Bernard Rajzman, chefe de missão do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Desde o ano passado, com a passagem de Carlos Arthur Nuzman para membro honorário (por ter atingido o limite de 70 anos de idade), o país que será a sede das próximas Olimpíadas não tinha um representante com direito a voto na entidade que comanda o esporte olímpico mundial.

Tratava-se, portanto, de uma eleição muito importante para o esporte brasileiro. Mas não acredito que tenha sido a melhor escolha.

Explico: a despeito de seu brilhante passado como atleta, tendo sido um dos ícones da seleção masculina medalha de prata nas Olimpíadas de Los Angeles 1984, Bernard jamais foi um nome representativo do esporte olímpico brasileiro. Não há registros de declarações de Bernard saindo em defesa do atleta brasileiro, criticando a estrutura arcaica que comanda o esporte do país, onde o continuísmo da cartolagem impera (até agora, pois nesta terça a Câmara dos Deputados aprovou projeto que limita os mandatos dos dirigentes, mas isso será tema de outro post).

Além disso, para aqueles de memória curta, Bernard Rajzman integrou, como secretário nacional de Esportes (cargo que antecedeu o Ministério do Esporte) o malfadado governo de Fernando Collor, aquele mesmo que atolado por inúmeras denúncias de corrupção, foi defenestrado pelo Congresso Nacional.

E quando se imagina que no lugar de Bernard, poderiam ter sido indicados atletas do quilate de um Lars Grael, Magic Paula ou Ana Moser, todos com um histórico de luta por um esporte para todos no Brasil, aí mesmo que se tem a certeza de que não foi uma boa escolha do COI.

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domingo, 11 de março de 2012 Almanaque, Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano | 23:23

Magic Paula para a presidência do COB!

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Magic Paula foi uma das duas maiores jogadoras do basquete feminino brasileiro, ao lado de Hortência

Este domingo, 11 de março, representou uma data histórica para o esporte brasileiro. Foi neste domingo que Maria Paula Gonçalves da Silva, a Magic Paula, completou 50 anos de idade. Uma das duas maiores jogadoras do basquete feminino brasileiro, ao lado da Rainha Hortência (além de uma das melhores do mundo em todos os tempos), Paula teve participação fundamental em três momentos marcantes nas quadras: a medalha de ouro no Pan-Americano de Havana 1991; o título mundial na Austrália, em 1994; e a medalha de prata nas Olimpíadas de Atlanta 1996.

Mas Paula continua brilhando longe do basquete. Diretora do Instituto Passe de Mágica, comanda o Projeto Petrobras, que apoia cinco modalidades (remo, taekwondo, boxe, esgrima e levantamento de peso) com investimentos que chegam direto aos atletas destas entidades, sem passar pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), custeando períodos de treinamento e participação em competições internacionais.

Veja também: A estranha “meritocracia” do COB

Se tudo isso já não bastasse, Paula continua mostrando as mesmas opiniões fortes e sem papas na língua, como fazia nos tempos de jogadora. E a experiência de gestora esportiva – comandou durante um bom tempo o Centro Olímpico de São Paulo – serviu para tornar as colocações de Magic Paula cada vez mais cirúrgicas, apontando sem medo e com fortes argumentos para os problemas na estrutura ainda problemática no esporte brasileiro.

Como fez em uma recente entrevista à revista Isto É, publicada no final de fevereiro: “Existem feudos no esporte brasileiro. A gente não admite que tenha gente fazendo um trabalho melhor do que o nosso. No esporte, a gente tem de ser mais humilde. Falta humildade de a gente sentar junto e construir. Mas, quando alguém propõe algo, pensa-se que se quer fazer ingerência, que se quer tomar o poder. A vaidade é algo muito presente na política esportiva. E o dirigente não sai (da confederação) e também não prepara ninguém para substituí-lo. A vaidade e a falta de união fazem a gente caminhar a passos bem lentos.”

É claro que a proposta do título deste post jamais irá se concretizar, até porque o estatuto do COB, como forma de se proteger de candidatos “indesejáveis”, permite apenas que membros da entidade possam concorrer à presidência. Ou seja, democracia zero. Ainda assim, não custa imaginar o quanto seria bom que o esporte brasileiro fosse comandado por gente da qualidade de  Paula, Lars Grael, Ana Moser…

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sábado, 8 de outubro de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 10:45

Ouro inédito no boxe mostra que há vida além do COB

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O baiano Everton Lopes fez história para o boxe brasileiro no Azerbaijão

O incrível e inédito feito do baiano Everton Lopes, que conquistou neste sábado a primeira medalha de ouro na história do boxe amador do Brasil, ao derrotar o ucraniano Denys Berinchyc na final da categoria meio médio ligeiro (até 64 kg), em Baku (Azerbaijão), tem um significado ainda maior para o próprio esporte brasileiro.

Na prática, a vitória de Lopes – como já havia sido com Fabiana Beltrame, ouro no Mundial de remo – mostrou que é possível fazer um trabalho sério e vencedor sem depender apenas das verbas oficiais distribuídas pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), graças ao dinheiro das loterias, pela Lei Agnelo/Piva.

O boxe brasileiro faz parte, ao lado do remo, taekwondo, levantamento de peso e esgrima, de um projeto paralelo de investimento no esporte olímpico e também de base da Petrobras, o Esporte e Cidadania, que investirá R$ 256 milhões nestas modalidades visando resultados nas Olimpíadas de 2016, no Rio. Algo que não depende do repasse de verbas do COB – o que significa grande independência, politicamente falando – além de ser um projeto cujo o destino do dinheiro será para o atleta, apenas ele, sem risco de se perder pelo caminho, se é que vocês me entendem…

Administrado pelo Instituto Passe de Mágica, comandado pela ex-armadora da seleção feminina de basquete Magic Paula, o projeto exige que as confederações destas cinco modalidades expliquem de forma detalhada a forma com que irão usar o dinheiro, seja em viagens de treinamento, participação em competições internacionais e por aí vai. Só então a verba é liberada pelo Passe de Mágica, que ainda pede para as confederações uma detalhada prestação de contas.

O resultado já começa a aparecer. As conquistas de Fabiana Beltrame e Éverton Lopes, além de bons resultados internacionais recentes na esgrima e taekwondo (que inclusive já garantiu o lutador Diogo Silva nas Olimpíadas de Londres, em 2012) mostram que há vida além da dependência das verbas oficiais distribuídas pelo COB para o esporte brasileiro. Basta querer.

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sábado, 24 de setembro de 2011 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira, Vídeos | 08:15

Seleção feminina de basquete deve se inspirar no passado

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Começa neste sábado, a partir das 18h45 (horário de Brasília) a caminhada da seleção brasileira feminina de basquete no Pré-Olímpico de Neiva, na Colômbia, diante do frágil Paraguai. Será a primeira competição oficial da equipe sob o comando do técnico Ênio Vecchi, que já comandou a seleção masculina no Mundial do Canadá, em 1994 (quando o time ficou em 11º lugar), mas que jamais havia dirigido uma equipe feminina antes.

Sem contar com a ala Iziane Marques, que pediu dispensa para defender sua equipe na WNBA, a seleção brasileira tem como maior estrela na Colômbia a pivô Erika, que também atua no basquete americano.  E não será uma tarefa fácil, pois há apenas uma vaga em disputa neste Pré-Olímpico para os Jogos de Londres, em 2012.

Que as meninas brasileiras se inspirem nos exemplos do passado, na geração mais talentosa que o basquete feminino do país já produziu, com Hortência, Paula, Janeth e Cia. Em 1992, elas sofreram mas classificaram a seleção para as Olimpíadas de Barcelona, na primeira participação do basquete feminino nos Jogos Olímpicos.

Sofrimento que não faltou neste jogo contra a Austrália, decidido na segunda prorrogação e vencido pelas brasileiras por 99 a 97, fundamental para a classificação da seleção:

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terça-feira, 20 de setembro de 2011 Olimpíadas, Pan-Americano | 20:08

Coisas surreais que só acontecem no Pan-Americano

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Vázquez Raña, presidente da Odepa, fez um acordo com a Fiba e haverá basquete no Pan 2011

Tudo bem que o Pan-Americano é uma competição bacana, democrática, abre espaço para que atletas das Américas disputem um evento poliesportivo de proporções razoáveis – lembrando que vários deles jamais chegarão a participar das Olimpíadas -, enfim, tudo isso já estamos cansados de saber. O que não se pode esconder é o espírito varzeano que muitas vezes impera na chamada “Olimpíada das Américas”.

Como por exemplo no caso do basquete, que por muito pouco não foi excluído do Pan-Americano de Guadalajara, faltando apenas 24 dias para o evento começar! Tudo por causa de uma briga interna entre o comitê olímpico mexicano e a Ademeba (Associação Desportiva Mexicana de Basquete), entidade que de fato organiza a modalidade no país. Só que enquanto a Fiba Américas (entidade que representa a Federação Internacional de Basquete) reconhece a legitimidade da Ademeba, a Odepa (Organização Desportiva Pan-Americana) simplesmente a ignora.

O resultado desta confusão: a Odepa ameaçava excluir a Ademeba do Pan, situação que a Fiba Américas não aceitava. E devolvia a ameaça, sinalizando que não organizaria o basquete do Pan 2011. Um vexame só.

Eis que nesta terça, a Fiba divulga nota, toda feliz, anunciando um acordo entre ela e a Odepa. Uma reunião entre Mário Vázquez Raña, eterno presidente da Odepa, e o secretário geral da Fiba Américas, Alberto Garcia, sacramentou o acordo.

O pior nisso tudo é que não seria a primeira vez que o basquete passaria por um vexame na história do Pan. Em 1995, nos Jogos de Mar del Plata, o torneio feminino foi cancelado dois dias antes da cerimônia de abertura. O motivo é que somente cinco equipes se inscreveram para a competição.

Por causa deste mico monstro, a seleção feminina de Hortência, Paula e Janeth não pôde defender o título conquistado quatro anos antes, em Havana-91.

Mais surreal, impossível!

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quinta-feira, 11 de agosto de 2011 Ídolos, Pan-Americano, Seleção brasileira | 23:19

Agosto e as belas lembranças para o basquete feminino

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Hortência é cumprimentada por Fidel Castro após a vitória doi Brasil na final contra Cuba

Há uma semana, foi comemorado o aniversário de 15 anos da conquista da medalha de prata olímpica pela seleção feminina de basquete nos Jogos de Atlanta-96. Nesta quinta-feira, completou-se 20 anos de uma outra grande conquista: a medalha de ouro no Pan-Americano de Havana. Definitivamente, o mês de agosto traz mesmo belas lembranças para o basquete feminino do Brasil.

E este triunfo de 1991 teve ainda um sabor especial. Foi a primeira grande conquista da geração de Hortência, Janeth e Paula. Sob o comando da grande treinadora Maria Helena Cardoso, o Brasil superou Cuba na decisão, por 97 a 76. E para os mais novos e os de memória ruim, é bom lembrar que até então Cuba deitava e rolava em cima do Brasil.

A vitória foi tão significativa que o próprio Fidel Castro foi pessoalmente entregar as medalhas às brasileiras, enaltecendo a grande atuação da equipe. E o comandante ainda brincou, dizendo que não entregaria as medalhas para Hortência e Paula, que destruíram o time cubano.

Foi a partir deste título que o basquete feminino brasileiro finalmente encontrou seu caminho de vitórias, classificando-se pela primeira vez às Olimpíadas em 92; conquistando o título mundial de 94; e assegurando a prata olímpica em 96.

E tudo começou num 11 de agosto…

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quinta-feira, 4 de agosto de 2011 Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 23:07

Prata que valeu ouro

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Sim, reconheço  que o título do post é meio chavão. Mas é difícil procurar outra frase para definir o feito da seleção brasileira feminina de basquete, que há exatos 15 anos ganhou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, perdendo a final para os EUA por 111 a 87. Foi um resultado histórico, diante da falta de estrutura que o basquete feminino sempre encontrou no Brasil. Naquelas Olimpíadas, a seleção brasileira só perdeu para os EUA, que tinha um time quase imbatível. Um prêmio para a geração de Hortência, Janeth e Paula.

Estava cobrindo estes Jogos Olímpicos pelo então “Diário Popular”, atual “Diário de S. Paulo”, mas designado para acompanhar a seleção masculina de futebol. Pouco antes de começar a semifinal entre Brasil x Nigéria – que seria vencida pelos nigerianos por 4 a 3, na morte súbita -, acompanhava a semifinal entre Brasil e Ucrânia, na sala de imprensa. E a emoção foi grande entre os jornalistas brasileiros presentes.

No dia da final, com o encerramento do torneio de futebol (que ocorreu em Athens, a uma hora de Atlanta), queria ir para o ginásio e ajudar na cobertura do jogo. Só que a droga da minha credencial não dava direito a acesso ao ginásio, e como não havia mais ingresso disponível, o jeito foi ficar no hotel e ver a final pela TV. E foi um massacre americano, pois o time ainda não se conformava com a derrota na semifinal do Mundial da Austrália, dois anos antes. Pior foi acompanhar o jogo com a TV americana, um horror.

Felizmente inventaram este tal de YouTube, que nos dá a chance de rever ou mesmo ver pela primeira vez cenas que até então não tinhamos visto. Como os minutos finais da semifinal diante da Ucrânia, com a emocionante narração de Luciano do Valle:

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domingo, 10 de abril de 2011 Pan-Americano, Seleção brasileira | 23:18

A maior pivô do Brasil

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A pivô Nilza Garcia foi duas vezes campeã pan-americana

“Que tristeza. Faleceu hoje Nilza Monte Garcia, grande amiga e maior pivô de basquete de nossas seleções de todos os tempos”. Foi desta forma que Maria Helena Cardoso, ex-treinadora da seleção brasileira feminina de basquete divulgou no Twitter a morte de um ícone do basquete feminino do Brasil na era pré-Hortência e Paula.

Nilza era a pivô de um time que fez história, ao lado da própria Maria Helena, Norminha, Heleninha, Marlene, Delcy, entre outras. Conquistou duas vezes a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos (Winnipeg-67 e Cali-71), três vezes campeã sul-americana (Chile-68, Equador-70 e Bolívia-74), além de ter participado da memorável campanha que deu ao Brasil o terceiro lugar no Campeonato Mundial de 71, realizado no país e cuja fase final foi disputada em São Paulo.

Foi de Nilza, inclusive, a cesta decisiva que garantiu a vitória da seleção brasileira sobre o Japão, por 77 a 76, e que garantiu a medalha de bronze. Antes de Paula e Hortência brilharem, houve uma geração de talento e raça que abriu as portas, da qual Nilza fazia parte. Ela morreu neste domingo, em São Paulo, aos 68 anos, vítima de câncer.

E para provar que o Brasil não tem mesmo memória, até o final da noite deste domingo, a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) não havia colocado uma nota no ar em seu site oficial ou postado nada em uma página no Twitter. Lamentável.

Atualização: Na manhã desta segunda-feira (11/4), o site da CBB já trazia uma nota falando sobre a morte de Nilza Garcia. Menos mal.

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