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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 12:19

Sete pontos que devem preocupar o COI em nova visita de avaliação ao Rio 2016

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Visão das obras do Centro Nacional de Tênis, localizado no Parque Olímpico da Barra, na última quinta (19/2)

Visão das obras do Centro Nacional de Tênis, no Parque Olímpico da Barra, na última quinta (19/2)

Desde abril do ano passado, quando alarmado pelos inúmeros atrasos, críticas de federações internacionais  e indefinições nos três níveis de governo para acertar a matriz de responsabilidade, o COI (Comitê Olímpico Internacional) resolveu agir para evitar um fiasco na organização dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, é inegável o avanço no ritmo das obras. A pouco menos de um ano e meio para a abertura das Olimpíadas, já é possível perceber que as instalações vão rapidamente tomando forma a cada dia que passa. O clima olímpico se aproxima a cada dia.

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>>> Relembre como foi a última visita de avaliação do COI para o Rio 2016

Mas em sua próxima visita de avaliação, a partir de segunda-feira (23), a comissão do COI irá se deparar com ao menos sete pontos preocupantes. Alguns destes problemas não devem interferir diretamente na realização dos Jogos, o que não invalida a preocupação com o legado que ficará para a população do Rio de Janeiro, bem como os recursos mal aplicados em soluções paliativas para sérios problemas.

1 – Ameaça de não cumprir a despoluição da Baia de Guanabara

No dossiê de candidatura apresentado na eleição de 2009, o Rio de Janeiro se comprometia com a ousada meta de coleta e tratamento de esgoto de 80% das águas da Baia de Guanabara, onde será realizada a competição de vela. Hoje, sabe-se que esse número é utópico. No final de janeiro, o secretário de Ambiente do  Estado do Rio, André Corrêa, disse que essa meta não será atingida. Ele chegou a ser desmentido pelo comitê Rio 2016, mas um relatório da UFRJ aponta que a meta de 80% de esgoto tratado só será atingida em 2026, isso se for mantido o ritmo atual. Nem é preciso dizer que a Baia de Guanabara segue sendo alvo constante de críticas de velejadores estrangeiros e também brasileiros. Em entrevista à BBC, Torben Grael, bicampeão olímpico e treinador-chefe da seleção brasileira, disse que o lixo poderá determinar o pódio na vela em 2016.

2 – Atraso nas obras do metrô

Apontado pela própria comissão do COI como um dos projetos com cronograma mais apertado, a construção da linha de metrô ligando Ipanema à Barra da Tijuca, onde está localizado o Parque Olímpico e a Vila Olímpica, deverá ficar pronta apenas em maio de 2016 e não mais no final de 2015, segundo publicou o UOL. O governador Luiz Fernando Pezão admitiu que a folga que existia no calendário foi para o espaço diante das várias interrupções na obra. Um novo atraso pode comprometer o prazo de entrega.

3 – Estádio de remo terá evento-teste em obras

Programado para ocorrer entre os dias 6 e 9 de agosto deste ano, o evento-teste de remo irá acontecer em meio a obras no estádio da Lagoa Rodrigo de Freitas. Durante a competição, ainda estarão ocorrendo intervenções na torre de chegada do estádio e garagem dos barcos, além de outras reformas.

4 – Obra olímpica que resultará em derrubada de árvores em área tombada

Nas reformas da Marina da Glória, ponto de apoio para as embarcações nas competições de vela em 2016, precisarão ser derrubadas 298 árvores no Parque do Flamengo, para modernização do local. O problema é que a área é tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e a intervenção vem despertando a ira de grupos de ambientalistas, que já realizaram protestos e pretendem entrar na Justiça para embargar a obra. O corte das árvores foi autorizado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente do Rio.

5 – Atraso nas obras do velódromo

No final do ano passado, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, admitiu sua preocupação com o ritmo das obras para a construção do novo velódromo, segundo ele atrasado em três semanas. O próprio Paes, contudo, disse que “três semanas de atraso não são nada demais. Não é atraso algum, numa obra deste tamanho”, afirmou. A previsão de conclusão desta obra é para o quarto trimestre deste ano.

6 – Reformas do Julio Delamare e Maracanãzinho nem começaram

Sedes das competições de polo aquático e vôlei em 2016, respectivamente, o Parque Aquático Julio Delamare e o ginásio do Maracanãzinho precisam passar de obras de readequação para os Jogos Olímpicos. Porém, a Maracanã S/A, concessionária que administra o Complexo Esportivo do Maracanã, ainda não deu início às obras, que deveriam ter começado no ano passado.

7 – Troca no comando da APO

O único “problema” que não diz respeito a obras que a comissão do COI irá se debruçar em sua nova visita ao Rio de Janeiro é político. Responsável pelo comando da APO (Autoridade Pública Olímpica) desde outubro de 2013, o general Fernando Azevedo e Silva teve papel fundamental no momento de maior crise na organização dos Jogos, especialmente para costurar os acertos necessários entre os três poderes envolvidos no evento (Federal, Estadual e Municipal), além da publicação da Matriz de Responsabilidade. No começo do ano, ele pediu demissão e deverá ser substituído pelo deputado estadual Edinho Silva (PT-SP), que foi o tesoureiro da campanha da presidente Dilma Rousseff. Como os integrantes do COI irão encarar uma importante troca na cadeia de comando da organização praticamente às vésperas dos Jogos, é um mistério.

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quinta-feira, 13 de março de 2014 Imprensa, Isso é Brasil, Listas, Olimpíadas, Política esportiva | 14:45

Relembre outros vexames do Brasil a caminho do Rio 2016

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Os pagamentos de comissões a empresas ligadas a diretores da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), por intermediar contratos de patrocínio do Banco do Brasil, revelados em ótima série de reportagens do jornalista Lúcio de Castro, da ESPN Brasil, abalou não só o vôlei como o próprio universo olímpico brasileiro. O superintendente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Marcus Vinícius Freire, disse à Folha de S. Paulo temer que o escândalo abale o desempenho da modalidade na preparação para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira, o próprio presidente do COB, Carlos Nuzman, deu entrevista na qual declarou estar “preocupado com a situação da CBV“.

Mas para quem tem boa memória – e se há uma qualidade que modestamente reconheço ter é justamente essa – a bomba que caiu no colo do vôlei é só mais um dos vários vexames protagonizados por organizadores, políticos e cartolas de confederações, entre outros, na preparação do Brasil para a primeira edição dos Jogos Olímpicos na América do Sul. Relembre abaixo outros dez casos emblemáticos:

1) Roubo de dados secretos de Londres 2012 por integrantes do Rio 2016

Sebastian Coe discursa em seminário no Rio e minimiza caso de espionagem

Sebastian Coe discursa em seminário no Rio e minimiza caso de espionagem

Em setembro de 2012, um mês depois do encerramento das Olimpíadas de Londres, dirigentes britânicos divulgaram que integrantes do comitê do Rio 2016, que trabalhavam em conjunto para conhecer o funcionamento da organização dos Jogos, fizeram sem autorização cópias de documentos secretos. O fato culminou com a demissão de dez funcionários do órgão brasileiro.  Em novembro, durante um seminário no Rio, o ex-presidente do comitê de Londres, Sebastian Coe, mininizou o ocorrido. “Não demos muita importância ao tema

2) Descredenciamento do Ladetec

O Brasil tinha um único laboratório credenciado pela Wada (Agência Mundial Antidoping), o Ladetec, no Rio de Janeiro. Só que desde agosto do ano passado não tem mais. Por causa de inúmeros erros em procedimentos e resultados controversos, a Wada retirou as credenciais do Ladetec. Foi uma esculhambação sem proporções para o país, que criou até uma agência própria para ampliar o combate ao doping no país. A Wada diz esperar recredenciar o Ladetec novamente até o segundo semestre de 2015.

3) Demolição do Célio de Barros e do Júlio Delamare

O que restou do Célio de Barros, antes de ser poupado da destuição total pelo governador Sergio Cabral

O que restou do Célio de Barros, antes de ser poupado da destruição total

Um dos maiores crimes cometidos ao esporte olímpico brasileiro foi protagonizado pela prefeitura e governo do estado do Rio de Janeiro, quando por conta do acordo com o consórcio que administra o estádio do Maracanã, decidiu-se pela demolição do Estádio Célio de Barros (atletismo) e do Parque Aquático Júlio Delamare. Além de receberem competições nacionais, os dois equipamentos também atendiam à população da cidade e poderiam perfeitamente ser utilizados nas Olimpíadas de 2016, até para treinamento das equipes. E foi por enorme pressão popular, com direito a uma carta do campeão olímpico Joaquim Cruz, tanto o governador Sérgio Cabral quanto o prefeito Eduardo Paes recuaram e decidiram não derrubar definitivamente os dois estádios. O problema é que o Célio de Barros encontra-se sem condições de uso e não se sabe quando isso irá ocorrer.

4)  Atraso para a licitação do Complexo de Deodoro

Um dos pontos mais complicados na organização dos Jogos de 2016 tem sido o Complexo de Deodoro, que receberá uma quantidade considerável de modalidades olímpicas (esgrima, pentatlo moderno, hipismo, ciclismo BMX, ciclismo mountain bike, tiro esportivo e canoagem slalom). Eis que até agora não foi feita a licitação para as obras do local, o que motivou um relatório preocupante do TCU (Tribunal de Contas da União) e a expectativa é que as obras comecem obrigatoriamente este ano. O próprio Eduardo Paes admite que o complexo será entregue apenas em 2016.

5) As “broncas” do COI e os relatórios sigilosos

Outro mico que os organizadores de 2016 tiveram que enfrentar foi o vazamento de um relatório sigiloso feito pelo COI, após uma reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, mostrando que a entidade estava extremamente preocupada em razão de atrasos nas obras das arenas, problemas na infraestrutura de transporte da cidade, déficit no número de quartos de hotel, falta de recursos de patrocinadores, entre vários pontos abordados. Ao iG, o COI não desmentiu a existência do documento, mas negou que houvesse alguma preocupação exagerada com os Jogos. Mas o novo presidente da entidade, Thomas Bach, já declarou: “O Rio de Janeiro não term mais tempo a perder”

6) Demora para o início de construção de diversas arenas

Além do já citado problema em Deodoro, também preocupa a situação das obras em estádios no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, como a arena de handebol, que deverá ficar pronta apenas no segundo semestre de 2015, o novo centro aquático, que ainda não foi licitado e precisa estar pronto até o primeiro trimestre de 2016, e o novo velódromo, cujas obras começaram apenas neste ano.

7) Irregularidades em obras apontadas pelo TCU

Projeto final do Ladetec, laboratório que fará os exames antidoping nas Olimpíadas 2016

Projeto do Ladetec, laboratório que fará o antidoping nas Olimpíadas 2016

Em julho de 2013, o TCU publicou dois comunicados expressando extrema preocupação com a organização das Olimpíadas do Rio. Primeiro, detectando irregularidades irregularidades no orçamento e contrato das obras na reforma do Ladetec, que fará os exames antidoping durante os Jogos. A análise do TCU mostrou “quantitativos subestimados na planilha orçamentária em comparação com o projeto executivo, além de execução da obra em dois turnos ao invés de três, como previsto em contrato”. A outra reclamação era referente aos atrasos em Deodoro (mais uma vez!)

8) O velódromo de R$ 14 milhões que foi demolido

Um dos maiores exemplos de falta de planejamento e desorganização (para ficar apenas nisso) foi o caso do velódromo de R$ 14 milhões construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007.  Erguido com madeira siberiana, tratada na Holanda, o equipamento teve sua “morte” decretada por diversos motivos, entre eles capacidade de público abaixo da exigida, quantidade inferior de boxes e vestiários e, o mais grave de tudo, inclinação inadequada da pista. Especialistas em arenas esportivas, porém, declaram em várias reportagens que seria possível adequar o velódromo às exigências. O novo tem orçamento previsto de R$ 118,8 milhões.

9) O campeão olímpico que não tinha condição decente para treinar

Único brasileiro campeão olímpico e mundial de ginástica artística, Arthur Zanetti fez parte de sua preparação para as duas competições em um ginásio indecente, para dizer o mínimo. Depois de falar até em deixar a seleção brasileira e se naturalizar por outro país, caso as condições de preparação não melhorassem, Zanetti foi recebido no Ministério do Esporte e teve a promessa de que a situação iria melhorar, inclusive a respeito da falta de estrutura na CBG (Confederação Brasileira de Ginástica)

10) A falta de solução para a Baia da Guanabara e Lagoa Rodrigo de Freitas

Peixes mortos atrapalharam seletiva de remo na Lagoa Rodrigo de Freitas

Peixes mortos atrapalharam seletiva de remo na Lagoa Rodrigo de Freitas

O campeão olímpico de vela  Torben Grael já cansou de declarar sobre sua preocupação com a situação da Baia da Guanabara, que será palco das provas da modalidade em 2016. Para Gral, o risco de um vexame é enorme. Recentemente, em uma etapa do Campeonato Brasileiro, a filha dele, Martine Grael, encontrou uma televisão boiando na água. Já na Lagoa Rodrigo de Freitas, futura sede das competições de remo, não é muito diferente. Em março de 2013, durante uma seletiva da seleção brasileira, milhares de peixes mortos ficaram próximos à área de competição, causando problemas para os competidores, entre eles a remadora Fabiana Beltrame, campeã mundial de 2011.

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terça-feira, 26 de novembro de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 13:18

Reativação do Célio de Barros esbarra na burocracia

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O que restou do Célio de Barros, antes de ser poupado da destuição total pelo governador Sergio Cabral

O que restou do Célio de Barros, antes de ser poupado da destuição total pelo governador Sergio Cabral

Salvo de virar um belo estacionamento para os “reis dos camarotes” do remodelado Maracanã, muito por causa do temor do governador Sérgio Cabral diante dos protestos de junho, o estádio de atletismo Célio de Barros ainda não sabe quando voltará à ativa. Na verdade, sua reconstrução esbarra na velha e boa burocracia da máquina pública.

Ao contrário do vizinho Parque Aquático Júlio Delamare, que também escapou de ser demolido e tornou-se uma das sedes dos esportes aquáticos para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio – o local receberá as competições da fase preliminar do polo aquático -, o Célio de Barros servirá, no máximo, como pista auxiliar de treinamento para os atletas durante as Olimpíadas. Mas independentemente de virar ou não um equipamento olímpico, a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) conta com sua completa reforma para utilizá-lo em competições nacionais ou internacionais.

Relembre: Foi a ‘reflexão’  de Sérgio Cabral ou as pesquisas eleitorais que salvaram o Célio de Barros?

“Será necessário reconstruir o Célio de Barros. Só não derrubaram a arquibancada”, afirmou ao blog o presidente da CBAt, José Antonio Martins Fernandes, o Toninho. Segundo ele, o cenário atual do mais tradicional estádio do atletismo brasileiro é desolador. A reconstrução do Célio de Barros, porém, depende da liberação de verbas. De acordo com o secretário de esportes do Rio, André Lazaroni, o custo da reforma seria de R$ 10 milhões. O governo carioca solicitou uma ajuda ao Ministério do Esporte, que mostrou interesse em ajudar na reforma.

A liberação desta verba, contudo, depende do envio do projeto da reforma do estádio por parte do governo do Rio, para as devidas análises de engenharia e orçamento. Só então os recursos para a reconstrução do Célio de Barros estarão disponíveis. O prazo inicial previsto para a obra é de seis meses.

Enquanto a burocracia não termina, o Célio de Barros fica ali, quietinho em seu canto, esperando voltar a funcionar. Sabe-se lá quando.

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sexta-feira, 8 de novembro de 2013 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Seleção brasileira | 16:36

¿Por qué no te callas, Paes?

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“Vamos deixar Barcelona no chinelo”

Peguei emprestado um comentário feito pelo colega Fábio Aleixo, do Lance!, para dar título ao post que trata da (mais uma) pérola disparada pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, durante cerimônia nesta sexta-feira, na inauguração do Mirante do Parque Olímpico. Talvez empolgado pela cerimônia ou pela data comemorativa deste sábado, quando irão faltar exatos 1.000 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos de 2016, Paes mais uma vez atacou os que colocam em dúvida o sucesso do evento e ainda se superou, ao menosprezar simplesmente as Olimpíadas de Barcelona 1992.

O prefeito Eduardo Paes é só otimismo para os Jogos de 2016

Eduardo Paes é só otimismo para os Jogos de 2016

Ao dizer que o Rio de Janeiro irá “deixar Barcelona no chinelo”, Eduardo Paes primeiro comete uma indelicadeza imperdoável com uma cidade que foi sede olímpica; em segundo, demonstra ignorância total da própria história das Olimpíadas da Era Moderna. Sob todos os aspectos, os Jogos de Barcelona podem ser considerados insuperáveis e a partir desse paradigma, é preciso muito cuidado para não criar falsas esperanças ou erros crassos de análise.

Esportivamente falando, Barcelona 1992 foi um sucesso. Para início de conversa, foi a primeira edição olímpica, desde Moscou 1980, sem que ocorresse qualquer boicote por motivos políticos. Todas as nações convidadas pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) compareceram. Além disso, foi a edição olímpica em que o COI abriu suas portas ao profissionalismo. Assim, a maior equipe em esportes coletivos de todos os tempos, o time de basquete dos EUA, deu um show, com Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird & Cia.

Foi em Barcelona que vimos brilhar o fenômeno russo da natação Alexander Popov, ouro nos 100 e 200 m livre, bem como foi na capital da Catalunha que a primeira negra africana ganhou um ouro no atletismo, a etíope Deratu Tulu, nos 10.000 m. Também em Barcelona que o ginasta bielorusso Vitaly Scherbo, então competindo pela CEI (Comunidade dos Estados Independentes), ganhou nada menos do que seis medalhas de ouro, quatro no mesmo dia! Para o esporte brasileiro, foram os Jogos em que brilharam a seleção masculina de vôlei e o judoca Rogério Sampaio, ambos campeões olímpicos, e o nadador Gustavo Borges, com sua medalha de prata nos 100 m livre.

Em termos de legado, Barcelona 1992 foi um completo sucesso, pois contou com apoio maciço da população, não teve incidentes, construiu lindas instalações e serviu para revitalizar áreas da cidade que estavam degradadas e que se tornaram importantes pontos turísticos depois dos Jogos.

E qual o contexto do Rio 2016 com tudo isso e a tola bravata de Paes?

Bem, seria loucura de minha parte dizer que o Rio de Janeiro não poderá superar Barcelona em termos de organização, até porque não tenho bola de cristal. Até mesmo os avanços de tecnologia que o mundo terá entre os 24 anos que irão separar as duas edições podem contribuir para isso. Sempre gosto de lembrar que em Barcelona houve um incrível erro na final dos 100 m de Gustavo Borges, que mesmo tendo tocado na placa ao completar a prova não teve o tempo registrado. Todo mundo no Parque Aquático Bernart Picornell tinha visto que o brasileiro havia sido o segundo colocado. Depois de muita tensão e discussão, a medalha de prata foi confirmada.

RELEMBRE: Três anos para o Rio 2016. Temos motivos para festejar?

Muita coisa joga a favor do Rio, como a própria experiência que será adquirida (para o bem e para o mal) na organização da Copa do Mundo de 2014. Porém, seria de bom tom que o nobre prefeito admitisse que existe ainda MUITA COISA a ser feita na cidade, tanto nas obras esportivas, de infraestrutura (Vila Olímpica) e também de mobilidade urbana, essa sim o grande perigo que pode ameaçar o sucesso dos Jogos de 2016. Sem contar outros “pequenos problemas”, como o descredenciamento do Ladetec, único laboratório do Brasil apto para realizar controle de dopagem pela Agência Mundial Antidoping ou o atraso preocupante nas obras do Complexo Esportivo de Deodoro, que já despertou inclusive relatórios secretos do próprio COI cheios de “pontos vermelhos” ao comitê organizador brasileiro.

Em resumo, uma boa dose de humildade não faria mal a ninguém, caro Eduardo Paes.

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terça-feira, 6 de agosto de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 13:58

Três anos para o Rio 2016. Temos motivos para festejar?

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Integrantes do Comitê Rio 2016 comemoram a data de três anos para o início dos Jogos

Nesta última segunda-feira, passou meio despercebida uma efeméride importante:  atingiu-se a marca de exatos três anos para o início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que terá sua abertura oficial ocorrendo em 5 de agosto de 2016. No dia 22 do mesmo mês, haverá a abertura dos Jogos Paraolímpicos. Ou seja, o relógio anda correndo rápido demais para os organizadores. Só que uma sensação incômoda de que muita coisa ainda está para ser feita é permanente. Será que temos momentos para festejar?

>>> Veja também: TCU aponta irregularidades em obras para os Jogos de 2016

Se duvida disso, acompanhe:

1) Como festejar os três anos para 2016 se simplesmente o orçamento final do evento ainda não foi anunciado pelo comitê Rio 2016? Inicialmente, previa-se um custo de R$ 7 bilhões, mas essa conta é da época do dossiê de candidatura. O que devemos esperar até o final deste ano?

2) Como festejar se  o TCU (Tribunal de Contas da União) aponta indícios de sobrepreço (no popular, superfaturamento) nas planilhas orçamentárias da reforma do Ladetec, o laboratório que será responsável por todos os exames antidoping dos Jogos de 2016?

3) Como festejar se o mesmo TCU divulgou relatório demonstrando extrema preocupação com os atrasos “injustificáveis”, nas palavras do órgão fiscalizador, do início das obras do Complexo de Deodoro e que nem foram licitadas ainda? Lá serão realizadas competições de tiro, canoagem, hóquei sobre grama, ciclismo e pentatlo moderno. Os atrasos, segundo o TCU, podem afetar até mesmo a realização de eventos-testes para 2016.

4) Como encontrar motivos para fazer festa se o Ginásio do Maracanãzinho está ameaçado de não receber os jogos de vôlei, por conta da suspensão da demolição do estádio de atletismo Célio de Barros e do Parque Aquático Júlio Delamare, segundo revelou o jornal Lance! nesta terça-feira? A suspensão, extremamente positiva para o esporte brasileiro, irá atrapalhar exigências do COI (Comitê Olímpico Internacional), que pede a instalação de quadras de aquecimento ao lado ginásio.

E para que ninguém pense que se tratam apenas de críticas vazias. O ex-nadador russo Alexander Popov, membro do COI, disse em Barcelona, durante a disputa do último Mundial de esportes aquáticos, em entrevista ao Lance!, que o sinal vermelho está ligado para o Rio. “A principal preocupação é sobre quando as pessoas começarão a fazer alguma coisa”.

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sexta-feira, 2 de agosto de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 19:10

O que salvou o Célio de Barros: a "reflexão" de Sérgio Cabral ou as pesquisas eleitorais?

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Em coletiva, Sérgio Cabral anunciou que o Célio de Barros também será mantido. Aleluia

Há três dias, o blogueiro sabichão aqui disse, com todas as letras, que ao menos que ocorrer uma reviravolta de última hora, o apelo da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) para que o Célio de Barros não fosse demolido seria em vão. Como jamais dá para confiar em um político (nesse caso, felizmente), não é que nesta sexta-feira o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB-RJ) resolveu me contrariar e decidiu que o mais tradicional estádio do atletismo brasileiro será preservado.

Foi a notícia mais importante do dia para o esporte olímpico brasileiro. Não havia nenhuma explicação que pudesse justificar a demolição tanto do Célio de Barros quanto do Parque Aquático Júlio Delamare, que foi poupado pelo mesmo Cabral no início da semana. Foi feita a justiça e ponto final.

>>> Veja também: Carta de Joaquim Cruz é a última esperança do Célio de Barros

Mas algo precisa ser analisado com calma em cima de todo este episódio, a despeito da alegria em ver a memória do esporte brasileiro mantida. Ao evitar que os dois estádios fossem colocados abaixo e dessem espaço a estacionamentos e lojas que seriam erguidas pelo consórcio que administra o complexo do Maracanã, fico imaginando os motivos que levaram Cabral a tomar esta sensata decisão.

>>> Leia ainda: O que restou do Célio de Barros

Teria o nobre governador ficado comovido com as declarações de amor ao Célio de Barros contidas na carta enviada pelo campeão olímpico Joaquim Cruz? Ou então ele levou em consideração as avaliações das últimas pesquisas de intenção de voto e os diversos protestos realizados debaixo de sua janela, contra todo o processo de privatização do Maracanã?

A estranha velocidade com a qual decidiu revisar os processos de demolição dos dois equipamentos esportivos deixam evidente a aposta na segunda opção. Agora, ele que se vire com o consórcio do Maracanã sobre a questão de estacionamentos, lojas etc. O mais importante está feito: o Célio de Barros será mantido.

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terça-feira, 30 de julho de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas | 22:08

Apesar de apelo, Celio de Barros deverá ser demolido

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Toninho Fernandes, da CBAt, sonha com a salvação do Celio de Barros. Missão impossível?

A não ser que ocorra uma reviravolta de última hora, será inútil a reunião desta quarta-feira entre o governador Sérgio Cabral ( PMDB-RJ) e o presidente da CBAt, Toninho Fernandes.  Embora tenha declarado que espera uma revisão no processo de demolição do Estádio Celio de Barros,  o dirigente deverá deixar o encontro consciente de que se trata de uma batalha perdida

O atletismo não receberá o mesmo tratamento dado à natação,  conforme o próprio Toninho pediu na coletiva desta terça-feira,  na sede da CBAt, em São Paulo.  E o motivo é simples: Cabral está atrelado ao acordo da cidade com o consórcio que administra o complexo do Maracanã.

Ao reconsiderar a decisão de demolir o Julio Delamare – causada em boa parte pelos fortes protestos dos últimos meses e da queda brusca nos índices de popularidade – Cabral acabou sem ter “moeda de troca” com os administradores do Maracanã. Afinal,  para que manter um estádio velho (na visão dos burocratas,  é claro) se no lugar dele é possível erguer estacionamentos e lojas?

Com o Julio Delamare salvo, o destino Célio de Barros ficou praticamente selado. E de forma inconsciente (ou não), o próprio Toninho Fernandes já deixava claro que um plano B não estava descartado. “O Rio de Janeiro, por ser a cidade olímpica, tem que oferecer o melhor equipamento possível. Ou seja, o Célio de Barros ou algo equivalente”, disse o dirigente na coletiva desta terça.  Para bom entendedor…

Só uma coisa me intriga em toda esta história: se a CBAt dizia ter o apoio “incondicional” do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e de seu presidente, Carlos Arthur Nuzman em toda essa briga, creio que faltou um pouco mais de empennho da entidade que comanda o esporte brasileiro e do comitê organizador dos Jogos de 2016 para tentar salvar o mais tradicional palco do atletismo do Brasil.

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quinta-feira, 4 de abril de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Política esportiva | 11:10

Briga entre Coaracy e Nuzman deve terminar em pizza

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Nuzman foi duramente atacado por Coaracy. Mas calma, logo ficarão de bem

A edição desta última quarta-feira da “Folha de S. Paulo”, em reportagem assinada por Fábio Seixas, trouxe uma informação surpreendente para quem acompanha os bastidores do esporte olímpico brasileiro. Revoltado com o fechamento do Parque Aquático Júlio Delamare, por causa das obras da reforma do estádio do Maracanã, o presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Coaracy Nunes, criticou, de forma dura e surpreendente, Carlos Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro). “O COB não ajudou em nada. O Nuzman não ajudou em nada. Eu tinha a maior admiração por ele, mas agora isso mudou”, disse Coaracy à “Folha”.

À primeira vista, as palavras do dirigente, reeleito recentemente por conta de um pleito polêmico, no qual impediu a presença da chapa de oposição encabeçada por Julian Romero por meio da Justiça, soam quase como revolucionárias. Não se trata de qualquer federação de fundo de quintal a peitar o COB, mas sim a CBDA, que vem colecionando medalhas olímpicas nas cinco das últimas seis edições dos Jogos. Mas ao menos para duas pessoas que acompanham o movimento olímpico brasileiro, a briga não será tão duradoura assim.

“Será muito difícil de haver um rompimento entre essas duas figuras da cartolagem desportiva. Um depende do outro, queiram ou não. É uma “simbiose do mal”. Quando um precisar do outro de novo, veremos sorrisos e abraços. Lembrando que o atual contrato CBDA x Correios termina em 2014. Se não renovar, a CBDA vai depender de quem, já que não criou mais nada para se auto-sustentar financeiramente?”, disse Julian Romero, criador do movimento “Muda, CBDA”, que lançou a frustrada chapa na última eleição da entidade.

E Romero ainda lembrou que a CBDA – cuja sede também fica no Júlio Delamare – nem pode ser acusada de ter sido pega de surpresa com o fechamento do complexo. “O COB não tem muito o que fazer nesse caso. Já se sabia há seis anos que o Brasil iria sedia a Copa do Mundo. Há dois anos começou o burburinho quando disseram que o Delamare iria fechar. Há um ano fizeram protesto, que na verdade só adiou. E hoje estão todos indignados, mas na hora que o governo brasileiro assinou o contrato com a FIFA para sediar a Copa, todos imaginaram a festa, os jogos, as seleções, os estádios e as maravilhas. Mas passada a Copa, teremos uma ótima piscina a menos e uma promessa política de que outra piscina será construída”, comentou.

Leia também: COB realiza eleição inútil

Para o advogado Alberto Murray, ex-membro da Assembleia Geral do COB e opositor declarado da gestão de Nuzman frente à entidade, o corporativismo entre os cartolas pode fazer com que a briga termine mais rápido do que se pode imaginar. “O Coaracy sempre teve ambições maiores. Quando eu ainda frequentava o COB, falava-se que se o Nuzman desse brecha, ele, Coaracy, tentaria assumir a entidade. Para aplacar essa ânsia, o Nuzman sempre deu ao Coaracy tudo o que ele pediu. Agora, talvez vendo que este deve ser o último mandato do Coaracy, e sabendo que ele está enfraquecido, é possível que o Nuzman tenha virado as costas. E o Coaracy revoltou-se. Mas acho que eles se acertam. Esse é um meio corporativista. Um tem o outro na mão”

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segunda-feira, 4 de março de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas | 15:04

A "cidade olímpica" e o choro de Monica

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A atleta dos saltos ornamentais, Monica Lages, chora ao falar sobre a demolição do Julio Delamare

Aquilo que seria o sonho de qualquer atleta, ter a realização de uma edição dos Jogos Olímpicos em sua cidade, está se transformando em um pesadelo em relação ao Rio de Janeiro, que se prepara para receber as Olimpíadas de 2016. Depois do drama vivido pelos integrantes do ciclismo, com o inacreditável fechamento de um milionário velódromo, e especialmente do atletismo, com a quase certa demolição do tradicional Célio de Barros, o sufoco chega agora aos atletas que treinam no Parque Aquático Júlio Delamare.

Em comum com os colegas do atletismo, os nadadores terão o antigo complexo, também localizado ao lado do Estádio do Maracanã, colocado abaixo para que em lugar seja construído um estacionamento e um shopping. O acordo de privatização do estádio, palco da final da Copa do Mundo de 2014, já prevê a demolição das duas instalações tradicionais do Rio de Janeiro.

Na última sexta-feira, o Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas realizou um seminário na sede da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), chamado “O Maraca é nosso”. Entre os depoimentos, destacou-se o emocionante relato da atleta de saltos ornamentais Monica Lages do Amaral, de 17 anos, integrante da seleção brasileira da modalidade. Leia abaixo e reflita.

“Estou há 13 anos treinando diariamente. Tão perto das Olimpíadas na minha cidade, que pode ser a minha primeira, o processo vai ser interrompido. Querem passar a gente para o (Parque Aquático) Maria Lenk, mas lá não tem estrutura para os saltos. Só que não há ninguém preocupado com isso além da gente. O foco para 2016 não está em medalhas, mas no dinheiro”

Diante do que disse a jovem Monica, fica a pergunta no ar: dá pra levar a sério um país (ou uma cidade) que destrói sonhos de seus atletas apenas para atender a interesses nada edificantes?

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Vídeos | 13:44

Movimento faz hino para defender Célio de Barros de demolição

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A já anunciada demolição do Estádio de Atletismo Célio de Barros, além do Parque Aquático Júlio Delamare, ambos localizados no Complexo do Maracanã, despertou a criação de um movimento formado por atletas, técnico, árbitros e dirigentes, que tentam impedir que uma das instalações mais importantes do esporte olímpico brasileiro vá ao chão.

E este movimento acaba de lançar um hino para alertar a população do verdadeiro crime que será cometido. A música “Bota Abaixo”, de autoria de Cláudio da Matta, professor de educação física e ex-recordista brasileiro do salto em altura nos anos 80. Confira abaixo:

Considerado uma espécie de “templo” do atletismo do Rio de Janeiro, o Célio de Barros já abrigou algumas das competições mais importantes da modalidade, como Troféu Brasil, Campeonatos Sul-Americanos e etapas do Grand Prix. Até a construção do Engenhão, para o Pan de 2007, qualquer competição de atletismo no Rio ocorria lá.

Na letra de Cláudio da Matta, há uma verdadeira súplica ao empresário Eike Batista (não citado nominalmente), dono do consórcio que deverá herdar a administração do Maracanã, para não derrubar o Célio de Barros. O projeto de reforma do estádio para a Copa do Mundo de 2014, prevê a demolição do Célio de Barros, do Júlio Delamare, do Museu do Índio e da Escola Modelo Arthur Friedenreich, para a construção de um estacionamento!!!

Vale lembrar que a autorização para a demolição foi dada pelo governador Sérgio Cabral, com anuência do prefeito Eduardo Paes, o mesmo que dizia que isso nunca aconteceria. Nada como um dia após o outro. E “Bota abaixo”…

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