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quarta-feira, 25 de maio de 2011 Imprensa, Isso é Brasil | 12:22

Basquete brasileiro pode trocar tradição por dinheiro

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Jogadores do Brasília comemoram o bi do NBB. A partir de 2012, só um jogo na final

Muito bacana a final da terceira edição do NBB (Novo Basquete Brasil), encerrada nesta terça-feira com a vitória do Brasília sobre o Franca, que fechou a série decisiva em 3 a 1, marcando 77 a 68 no jogo realizado no ginásio Nilson Nelson. Mais de 18 mil pessoas fizeram a festa do time da casa, que com justiça comemorou o bicampeonato.

Em busca do ressurgimento, após anos amargando o limbo, com três ausências seguidas dos Jogos Olímpicos, o basquete masculino brasileiro caminha razoavelmente bem. Só que os dirigentes da Liga Nacional de Basquete, que organizam o NBB, podem atrapalhar bastante esta caminhada se realmente colocarem pra valer a intenção de fazer a decisão do campeonato em jogo único, a exemplo do que já faz a Superliga de vôlei. Uma estupidez, que contraria toda a tradição do basquete, além de ser tecnicamente uma aberração.

A respeito desta ideia idiota, motivada apenas pelos trocados que a televisão paga ao descapitalizado basquete brasileiro, escrevi a respeito em janeiro deste ano, em meu antigo blog, que reproduzo abaixo:

“A Liga Nacional de Basquete (LNB) acaba de assumir que o que importa mesmo é o dinheiro. Sim, a grana, bufunfa, pois foi por causa dele que a próxima edição do Novo Basquete Brasil, o NBB (aliás, o campeonato vai pra quarta edição e os caras ainda querem chamar de “Novo”) será decidido em um jogo único, atendendo a um pedido da TV Globo, que detém os direitos de transmissão do campeonato.

De acordo com Kouros Monadjemi, presidente da LNB e diga-se de passagem, um homem sério e dedicado na função de comandar a Liga, a decisão é puramente financeira. “Os clubes estão com dificuldades financeiras, dependem das prefeituras e de patrocinadores. Se tivermos que comprometer um pouco a parte técnica para isso, nós iremos fazer isso”. O dirigente ainda disse que a Globo não aceitaria transmitir as finais em TV aberta se a decisão continuasse ocorrendo em melhor de cinco jogos.

O maior absurdo desta decisão é que se optou em dar um bico na tradição e coerência técnica, em troca de uma exposição que não resolverá os problemas do basquete brasileiro. Esta modalidade, que já foi a segunda na preferência do torcedor do país, está pagando por anos de incompetência da CBB (Confederação Brasileira de Basquete). Não me parece que mudando a fórmula de disputa a situação irá mudar, nem mesmo a médio prazo.

E cá entre nós: este dinheiro tão comemorado por Monadjemi para os falidos clubes brasileiros ainda é muito pouco. A Globo, que passa competições esdrúxulas na sua programação dominical pela manhã, teria a a obrigação de passar ao menos um jogo por semana. Mas como hoje o basquete brasileiro é um produto de segunda categoria e que nem mesmo consegue se classificar para as Olimpíadas, paga e oferece o que tem. Falido,o basquete aceita sem pestanejar.

E para provar a burrice e estupidez desta decisão da LNB, lembro aqui que as principais ligas de basquete do mundo fazem suas decisões em playoffs com cinco jogos ou mais. A ACB, da Espanha, é em melhor de cinco; a Lega Basket, da Itália, em melhor de sete; a Liga Nacional de Basquet, da Argentina, em melhor de sete; e a NBA, nos EUA define seu campeão em melhor de sete partidas.

Será que todo mundo está errado e só o basquete brasileiro, com seus cofres vazios, está certo? Eu acho que não.”

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quarta-feira, 11 de maio de 2011 Isso é Brasil | 13:21

Marcelinho Machado é um grande chorão

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Marcelinho Machado discute com Fernando Penna: reclamação esdrúxula e sem sentido

Sem querer invadir a praia do colega Fábio Sormani, não dá para não comentar o lance ocorrido no final da partida desta terça-feira entre Franca e Flamengo, pela semifinal do NBB (Novo Basquete Brasil). No final do jogo, vencido por Franca por 91 a 78, resultado que garantiu a equipe paulista na decisão do torneio, o armador francano Fernando Penna protagonizou um lance inusitado e de pura habilidade: para escapar da marcação cerrada dos flamenguistas, jogou a bola no meio das pernas do rival David Teague.

Foi então que começou a baixaria. Irritado com aquilo que chamou de “falta de ética”, o armador Marcelinho Machado, do Flamengo, grande estrela da equipe carioca e uma das referências no basquete nacional, partiu como um touro bravo para fazer falta em Fernando e depois tomou satisfações com o jogador. Foi o estopim para uma grande confusão, com direito a invasão de seguranças em quadra (o que foi lamentável), bate-boca entre os atletas, mas no final a partida terminou com relativa calma.

Foi então que, ao ser entrevistado pelo “Sportv”, Marcelinho disparou a metralhadora contra o jogador francano, acusando-o de ter sido antiético e de ter faltado com respeito. “Qualquer um que já jogou basquete sabe que isso não se faz”, afirmou o flamenguista.

Menos, Marcelinho, menos…

Tudo bem que não me lembro de ter visto cena semelhante num jogo de quadra – só em streetbasket e olhe lá! Mas isso não significa que Fernando Penna tenha que ser colocado na fogueira, como Joanna D’Arc. Aliás, o mesmo acontece no nosso futebol de cada dia. Quando pinta um Neymar dando pedaladas ou Valdívia chutando o vácuo, e um zagueiro brucutu chegar soltando botinadas, logo virá um monte de gente saindo em defesa do craque.

A verdade é que Marcelinho Machado, um jogador extremamente habilidoso, não se conformou em ver o seu Flamengo triturado e eliminado por Franca do NBB. Choro de perdedor, puro e simples.

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