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Posts com a Tag Mundial de Vôlei

sexta-feira, 11 de outubro de 2013 Candidaturas, Pan-Americano | 19:39

A maior vitória do esporte do Peru

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Visão projetada do Estádio Pan-Americano de Lima, que receberá o Oan de 2019

Visão projetada do Estádio Pan-Americano de Lima, que receberá o Oan de 2019

Só se fala em Copa do Mundo 2014, Olimpíadas 2016, e ninguém nem lembra que existem os Jogos Pan-Americanos. Quer dizer, quase ninguém. Nesta sexta-feira, o Peru festejou sua maior vitória no esporte, com a confirmação por parte da Odepa (Organização Desportiva Pan-Americana) que a capital Lima será a sede do Pan de 2019, evento que ocorrerá na sequência dos Jogos de Toronto, em 2015. Curiosamente, a cidade canadense derrotou os peruanos na disputa pelo próximo evento poliesportivo.

Em Lima – que foi eleita com relativa facilidade na assembleia da Odepa, realizada em Toronto, com 31 votos, deixando para trás a favorita Santigo (Chile), La Punta (Argentina) e Ciudad Bolivar (Venezuela) -, a festa pela eleição foi imensa, pois trata-se do maior evento esportivo que o país irá organizar em sua vida. Até então, as competições mais importantes que tiveram Lima como sede foram dois campeonatos mundiais: o de basquete feminino, em 1964, e o de vôlei feminino, em 1982, quando a brilhante geração peruana de Rosa Garcia e Cecilia Tait fico com o vice-campeonato.

O governo peruano já começa a fazer as contas, e além da já batida conversa do tal legado esportivo, que vem sendo dita no Brasil insistentemente, estima que receberá pelo menos 30 mil turistas a mais na época da competição (entre 26 de julho e 11 de agosto de 2019), que deixarão uma receita de pelo menos US$ 100 milhões para o país.

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012 Histórias do esporte, Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 23:48

As belas lembranças de outubro no esporte brasileiro

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João Carlos de Oliveira bateu o recorde mundial no Pan de 1975

A memória sempre foi boa, mas é claro que às vezes falha. E a ajuda para estas recordações vieram em posts oportunos publicados pelas assessorias da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e CBB (Confederação Brasileira de Basquete) nesta segunda-feira, mostrando  o quanto especial é o mês de outubro para o esporte olímpico brasileiro.

Primeiro, foi a CBAt, que lembrou o feito histórico alcançado por João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, que em 15 de outubro de 1975, na Cidade do México, durante os Jogos Pan-Americanos, bateu no recorde mundial do salto triplo. A marca foi assombrosa: 17,89 m, transformando o então desconhecido sargento do Exército no João do Pulo, que ainda alcançaria duas medalhas de bronze olímpicas em Montreal 1976 e Moscou 1980.

O salto foi tão impressionante que o recorde demorou dez anos para ser batido, em 1985, quando João do Pulo já havia encerrado a carreira, após perder uma perna em um acidente automobilístico.

As outras imagens marcantes do mês de outubro para o esporte brasileiro vieram das quadras de basquete e vôlei. No dia 13 de outubro de 2002, um saque perfeito de Giovani deu à seleção masculina seu primeiro título mundial, ao vencer a Rússia por 3 a 2, na Argentina.

E foi num 14 de outubro, mas do distante ano de 1978, que a seleção brasileira masculina de basquete subiu pela última vez num pódio em um Campeonato Mundial, ao ficar em terceiro lugar no Mundial das Filipinas. No jogo decisivo, uma cesta incrível do ala Marcel de Souza, praticamente do meio da quadra, quando faltava somente um segundo para o final da partida, deu a vitória diante da Itália por 86 a 85 e a conquista da medalha de bronze.

A lembrança feita pela CBB, acompanhada por um histórico vídeo da Rede Globo, que transmitiu aquele jogo, na voz do locutor Luciano do Valle, trouxe para mim uma bela lembrança e a certeza que outubro é um mês especial para o esporte olímpico brasileiro.

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sábado, 30 de julho de 2011 Ídolos, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:57

O feito de Cesar Cielo é incontestável. Dentro d'água

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Cesar Cielo exibe a medalha de ouro nos 50m livre do Mundial de Xangai

Se alguém ainda tinha alguma dúvida sobre o papel que o nadador Cesar Cielo irá desempenhar nos próximos anos no esporte brasileiro, teve como resposta a conquista espetacular neste sábado pela manhã do bicampeonato mundial nos 50m nado livre, do Mundial de Esportes Aquáticos em Xangai, na China.

Cielo ganhou a prova com autoridade, marcando o ótimo tempo de 21s52 – o segundo melhor do ano -,  deixando para trás o italiano Luca Dotto (segundo colocado) e o francês Alain Bernand (terceiro), justamente ele quem mais criticou o brasileiro no episódio de advertência no doping por furosemida, dado pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) e ratificado pela CAS (Corte Arbitral do Esporte).

Não há ninguém na natação mundial mais rápido do que Cesar Cielo e o próprio brasileiro, deixando corretamente a modéstia de lado, colocou-se como um dos principais favoritos a conquistar o ouro nesta prova nas Olimpíadas de Londres, em 2012.

Dentro das piscinas, não há uma vírgula a se contestar das duas medalhas de ouro de Cesar Cielo (que neste mesmo Mundial de Xangai havia sido campeão mundial dos 50m borboleta). Mas fora d’água…

Sim, lá vem o mala falar (como fui definido outro dia por um tuiteiro) mal do Cielo. Não dele, especialmente, mas do que cercou sua participação neste Mundial de Xangai.

Num futuro distante, quando torcedores e jornalistas se debruçarem pelos arquivos digitais que certamente serão cada vez mais desenvolvidos, e resolverem pesquisar tudo o que cercou este mundial de esportes aquáticos, saberão que um grande ídolo brasileiro, que tinha testado positivo por doping meses antes – ocorrido por um descuido, é verdade – só pôde competir porque o tribunal definitivo de apelação esportiva da época tomou uma polêmica decisão de liberá-lo. Mesmo sabendo que casos idênticos, iguaizinhos ao dele foram julgados com muito mais rigor e que receberam penas de suspensão.

Por mais que isso irrite a pachecada (que não está restrita apenas ao futebol, mas em todas as modalidades esportivas nas quais o Brasil tem sucesso), a verdade é que Cesar Cielo sempre terá que conviver com esta espécie de asterisco em sua carreira.

Da mesma forma que a impecável seleção masculina de vôlei, que ganhou tudo e que deverá ganhar ainda mais no futuro, sempre será lembrada pelo jogo que entregou no Mundial da Itália, no ano passado, para a Bulgária, e assim, tirando proveito do regulamento estúpido, escapar de confrontos mais perigosos na fase seguinte.

E,  da mesma forma, o bravo Felipe França, campeão mundial dos 50m peito, será lembrado pelo movimento irregular que fez no finalzinho da prova em que garantiu a medalha de ouro.

Aos pachecos, lembro que esta minha análise não significa falta de respeito ou patriotismo em relação a Cesar Cielo. Primeiro porque patriotismo não tem nada a ver com esporte. E depois, considero Cielo um cara do bem, um atleta de personalidade e, acima de tudo, um gênio das piscinas.

Cielo pertence a uma casta rara de gênios esportivos nascidos no Brasil e que não jogam futebol, que inclui também Gustavo Kuerten, Maria Esther Bueno, Éder Jofre, Ayrton Senna, Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Joaquim Cruz, Adhemar Ferreira da Silva, João do Pulo, Giba, Oscar Schmidt, Wlamir Marques, Amaury Pasos, Robert Scheidt Torben Grael são alguns destes caras.

Mas se a Justiça tivesse o mesmo peso para todos, sem levar em conta títulos e medalhas, Cesar Cielo não deveria ter nadado em Xangai.

Veja também:

>>O desabafo e o protesto

>>As mudanças que virão a partir da absolvição de Cesar Cielo

>>O doping e a hipocrisia

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quarta-feira, 8 de junho de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 08:25

Nalbert corneta a CBV via Twitter

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Nalbert quer atenção da CBV com os ídolos do vôlei brasileiro

Exemplo de organização no esporte olímpico brasileiro, a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) recebeu uma bela cornetada via Twitter, durante o jogo de despedida de Ronaldo Fenômeno pela seleção brasileira, nesta terça-feira, na vitória de 1 a 0 sobre a Romênia. E a cornetada veio em uma espécie de “fogo amigo”:  o ex-capitão Nalbert, campeão mundial (2002, na Argentina) e olímpico (2004, em Atenas) com a seleção brasileira masculina.

“Perguntar não ofende: por que nenhum ídolo do vôlei recebeu uma homenagem como essa até hoje”, disparou Nalbert em sua página no microblog, para em seguida enaltecer e cumprimentar Ronaldo pela despedida.

Pelo que conheço dos padrões do vôlei, especialmente da seleção brasileira, onde parece ser proibido criticar e dar notícias com viés negativo, as palavras de Nalbert terão certamente um peso bem forte dentro da CBV.

Veja também:

Ministério do Esporte ajuda a encher os cofres do vôlei

Brasileiros compram mais ingressos de vôlei para Londres-12

Vitória contra o preconceito. Mas a luta só começou…

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