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Posts com a Tag Mundial de Natação

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015 Ídolos, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 14:25

Cesar Cielo muda de técnico novamente: perfeccionismo ou insegurança?

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Cesar Cielo trocou mais uma vez de treinador, em sua preparação para as Olimpíadas de 2016 (Foto: Satiro Sodré/CBDA)

Cesar Cielo trocou mais uma vez de treinador, em sua preparação para as Olimpíadas de 2016 (Foto: Satiro Sodré/CBDA)

Quem conhece um pouco mais de perto o nadador brasileiro Cesar Cielo sabe o quanto o campeão olímpico e tricampeão mundial dos 50 m livre é perfeccionista. Sempre em busca da melhor performance, Cielo não mede esforços para ter sempre ao seu lado os melhores profissionais. Nesta segunda-feira, ao anunciar que passará a treinar com Arilson Silva, ao lado de uma equipe multidisciplinar no Centro Olímpico de São Paulo, Cielo sinaliza que está totalmente focado em assegurar o tetra mundial em Kazan (RUS), neste ano, e no bicampeonato olímpico no Rio 2016.

Mas se especialistas entendem que a troca de treinadores constante não chega a ser um problema – Arilson será o quarto treinador de Cielo neste ciclo olímpico -, as mudanças podem sinalizar ainda que o brasileiro está inseguro em qual caminho seguir para atingir seus objetivos. A opinião é do técnico e comentarista de natação do Sportv, Alex Pussieldi, que falou ao blog sobre o caso.

“Eu não vejo problema na parte técnica [sobre a troca de treinadores]. Até gosto mais do Arilson do que o Goodrich e Volkers, o estilo e o trabalho dele tem mais sintonia com o Cielo. O problema que eu vejo é na parte psicológica, pois mostra uma certa fraqueza por parte do Cielo que parece nunca estar satisfeito e confiante”, disse Pussieldi.

Em seu site, o Best Swimming, Pussieldi realizou um levantamento mostrando que estas trocas de treinadores no ciclo olímpico são mais constantes entre os brasileiros do que entre nadadores de outros países. Segundo o levantamento, 70% da equipe olímpica de natação que foi a Londres 2012 mudou de treinador, contra 30% de mudanças feitas por estrangeiros.

No caso de Cielo, em 2013 ele iniciou o ciclo olímpico para os Jogos do Rio de Janeiro trocando Alberto Silva pelo americano Scott Goodrich. Em 2014, passou a ser treinado pelo australiano Scott Volkers e começou a defender o Minas Tênis Clube. No final do ano, voltou para Goodrich, mas permanece defendendo o Minas. Agora, ao lado de Arilson, alternará períodos de treinamento em São Paulo (no Centro Olímpico) e em Minas, com uma equipe muitidisciplinar semelhante a que tinha em 2011/2012, no extinto PRO2016, quando reuniu um grupo de nadadores se preparando para os Jogos de Londres. A diferença é que agora o trabalho será voltado todo para ele.

Se o perfeccionismo de Cielo, que terá 30 anos nas Olimpíadas de 2016, mais uma vez se traduzirá em medalhas e títulos, só o tempo irá provar.

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014 Isso é Brasil, Jogos de Inverno, Mundiais, Olimpíadas | 23:04

Pacotão do dia: decisões históricas do COI, a natação brasileira e doping no atletismo

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O presidente do COI, Thomas Bach, fala durante a 127ª Assembleia Geral da entidade (Foto: Flickr/COI)

Thomas Bach discursa durante a 127ª Assembleia Geral do COI (Foto: Flickr/COI)

Segunda-feira agitada essa que já está quase no fim, para os esportes olímpicos. Em Monaco, o COI aprova de forma unânime as propostas para modernização das Olimpíadas; no Catar, a natação brasileira ainda comemora a campanha inédita no Mundial de piscina curta, que lhe deu o primeiro lugar no quadro geral de medalhas (pelo número de ouros); e por estas bandas, a triste notícia de maia uma atleta flagrada no doping. O post de hoje faz um balanço geral do dia olímpico.

A revolução do COI aprovada

Confesso que não esperava que fosse com tanta facilidade que o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, conseguisse emplacar as 40 propostas da chamada “Agenda 20 + 20”, cujo objetivo é o de modernizar e tornar mais viáveis (financeiramente falando) os Jogos Olímpicos. Pois todas passaram pelo crivo do COI por unanimidade.

Para mim, o que fica de mais relevante são justamente a decisão de baratear o processo de candidatura das cidades, para atrair novos interessados em receber os Jogos de Verão e Inverno, e a flexibilização do programa esportivo. Este segundo ponto permitiria, por exemplo, a quase certa inclusão do beisebol e softbol, bastante populares no Japão, no cardápio de competições das Olimpíadas de 2020. Já a possibilidade aberta para que outras cidades ou mesmo países possam sediar um evento olímpico de uma outra sede, tem como único objetivo evitar gastos milionários e elefantes brancos. Especula-se que nos Jogos de Inverno de Pyeongchang (Coreia do Sul), em 2018, as provas de bobslead e luge aconteceriam em Nakano (Japão), que tem uma pista permanente da modalidade, evitando-se gastar milhões de dólares com uma estrutura que depois mal seria utilizada.

A real importância da campanha da natação no Catar

Em primeiro lugar, sempre é bom vencer, não importa qual competição. faz bem para o ego do atleta, do treinador, do dirigente, da imprensa, do torcedor. Além disso, as vitórias sempre trazem consigo uma ótima oportunidade para balizar o trabalho dos vencedores com os dos adversários vencidos, mostrando onde está a evolução de um e em que ponto o derrotado precisa evoluir.

O Brasil jamais terminou um campeonato internacional de natação em primeiro lugar no quadro geral de medalhas e por isso que o feito do torneio encerrado em Doha (Catar), neste domingo, no Mundial de piscina curta (25 metros) precisa ser enaltecido. Afinal, foram dez medalhas (sete de ouro, uma de prata e duas de bronze). Enaltecido sim, mas com ressalvas!

A realidade da piscina curta em nada tem a ver com a da piscina convencional, de 50 metros, na distância olímpica. São mundos completamente diferentes, não se pode simplesmente pegar a realidade que vimos na semana que passou em Doha e transportar para a natação mundial. O Brasil não irá virar uma potência da natação porque ganhou o Mundial de piscina curta. O companheiro Marcelo Romano, que edita o ótimo blog Esporte Olímpico Brasileiro, lembrou bem: no Mundial de piscina curta de 2010, o Brasil terminou com três ouros, uma prata e quatro bronzes. Em Londres 2012, foram somente uma prata e um bronze.

É preciso destacar, porém, dois feitos enormes: a primeira medalha (e de ouro) da natação feminina do Brasil, com Etiene Medeiros, nos 50 m costa feminino, ainda com direito a um recorde mundial, e o renascimento de Felipe França, que depois de decepcionar nas Olimpíadas de 2012, mostrou que pode repetir a dose em 2016, nos Jogos do Rio, ao terminar o Mundial com cinco medalhas de ouro, duas em provas individuais, os 50 e 100 m peito, sua especialidade, e as demais em três revezamentos. Estes foram de fato os resultados mais significativos deste campeonato para o Brasil.

O triste doping de Vanda Gomes

Lamentável o desfecho que tomou conta da carreira da velocista Vanda Gomes. Depois do incrível erro cometido no Mundial de Atletismo de 2013, em Moscou, quando deixou cair o bastão na última passagem do revezamento 4 x 100 m rasos feminino, jogando no lixo uma chance quase certa de medalha para o Brasil, a carreira de Vanda entrou em um inferno astral sem fim. Logo depois da prova, ela sai falando cobras e lagartos, reclamando do técnico, da preparação, da falta de treinos, da comida…Deu a maior confusão e na chegada da delegação ao Brasil ela tentou desmentir o que disse diante das câmeras da TV, mas não deu certo. Acabou punida e afastada da seleção.

Pois em setembro, em um antidoping realizado fora de competição, ela testou positivo para a substância proibida Anastrozole (Hormônio e Modulador Metabólico – S4), que é um inibidor de aromatase, medicamento criado para o tratamento do câncer de mama, e utilizado, por atletas para inibir a transformação do hormônio sexual masculino, a testosterona, no hormônio feminino, o estrogênio. Em 11 de novembro ela foi informada do resultado positivo e na última sexta-feira a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) informou que não aceitou suas justificativas. O caso foi encaminhado para o STJD da entidade, que provavelmente aplicará uma pena padrão de dois anos. Ou seja, jogou no lixo as chances que ainda tinha de participar das Olimpíadas de 2016. Lamentável.

 

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sexta-feira, 7 de março de 2014 Ídolos, Imprensa, Jogos Sul-Americanos | 18:45

Thiago Pereira critica ausência das tevês do Brasil nos Jogos Sul-Americanos. Este é o país olímpico mesmo?

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Thiago Pereira criticou a ausência das tevês brasileiras nos Jogos Sul-Americanos

Thiago Pereira criticou a ausência das tevês brasileiras nos Jogos Sul-Americanos

Atualizado

O nadador brasileiro Thiago Pereira acertou em cheio naqueles pachecos que gostam de bater no peito e dizer que o Brasil está no caminho para se tornar um país olímpico, apenas por causa de algumas medalhas ou títulos esporádicos. O país pode até virar uma potência olímpica, mas isso ainda vai demorar alguns bons anos para acontecer. A começar, pela própria postura da maioria absoluta dos meios de comunicação brasileiros, que ainda vivem na era da monocultura esportiva (leia-se, futebol) e só se lembram dos esportes olímpicos a cada dois anos (leia-se Pan-Americanos e Olimpíadas).

Em seu site oficial, Thiago criticou o fato de nenhum canal de tevê ter mostrado interesse em transmitir os Jogos Sul-Americanos, que começaram nesta sexta-feira, em Santiago (CHI). Em especial, o nadador – vice-presidente da Comissão de Atletas do FINA (Federação Internacional de Natação) e integrante da Comissão de Atletas do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) – reclamou do fato da TV Record, que detém os direitos de transmissão do evento, não ter colocado os Jogos em sua grade de programação.

Veja mais sobre os Jogos Sul-Americanos

>>> Jogos Sul-Americanos valem muito para 12 esportes
>>> COB usará os Jogos Sul-Americanos para fazer experiências

Leia abaixo o texto de Thiago Pereira:

“Está cada vez mais difícil ser um atleta olímpico no Brasil. Sem visibilidade não temos retorno dos patrocinadores, algo que é inadmissível faltando dois anos e meio para uma Olimpíada em nossa casa. Nós precisamos ficar em evidência e o Sul-Americano é muito importante. Concordo que somos o País do futebol, é uma questão cultural, mas há espaço. Vejo tudo isso como uma falta de respeito aos atletas brasileiros”.

 “A Record diz que é a emissora do esporte olímpico brasileiro. Gostaria de saber o real motivo de não transmitirem as nossas provas, não só da natação, mas de todas as modalidades”.

Thiago Pereira, que foi medalha de prata nas Olimpíadas de Londres 2012, nos 400 m medley, além de dois bronzes no Mundial de Barcelona (200 e 400 m medley) cairá na piscina em Santiago neste sábado, na prova dos 100 m costa.

Procurada pelo blog a respeito do texto divulgado no site de Thiago Pereira, a TV Record, através de sua assessoria, disse que não iria se manifestar sobre o assunto.

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 14:10

Mundial de Barcelona consagra Cielo, Thiago e Poliana, mas também merece uma reflexão

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Com um pequeno atraso – em razão de problemas técnicos enfrentados nos blogs do iG Esporte neste final de semana – , é necessário que se faça uma breve análise a respeito da belíssima participação do Brasil no Mundial de esportes aquáticos, encerrado neste domingo em Barcelona. Se por um lado foi uma campanha para se tirar o chapéu, embalada pelos ouros de Cesar Cielo nos 50 m livre e borboleta e o de Poliana Okimoto na maratona aquática, por outro é preciso que se faça uma ponderação equilibrada e sem arroubos patrióticos sobre os resultados alcançados.

Cielo comemora a medalha de ouro nos 50 m livre, garantindo o tricampeonato mundial

Primeiro, os pontos positivos que se podem extrair de Barcelona 2013. O Mundial espanhol serviu para consagrar a figura de Cesar Cielo como o maior nadador brasileiro de todos os tempos. Dificilmente haverá um outro velocista como ele nos próximos 20 anos, imagino. Sua superação ao se tornar o primeiro tricampeão mundial da história nos 50 m livre e bi mundial nos 50 m borboleta, depois da frustração com o bronze nas Olimpíadas de Londres, é coisa de outro mundo.  Sem esquecer que precisou também encarar cirurgia nos dois joelhos e uma mudança radical em sua preparação, abandonando o projeto P.R.O. 16 e voltando a treinar nos EUA com um técnico desconhecido, Scott Goodrich, seu ex-companheiro de treinos em Auburn.

O feito de Poliana Okimoto também foi notável. Depois do drama que viveu em Londres, quando passou mal em plena disputa da prova dos 10 km da maratona aquática, ela superou os seus fantasmas e deu a volta por cima ao conquistar o ouro em Barcelona de forma emocionante. Assim como foram as medalhas de bronze de Thiago Pereira, nos 200 e 400 m medley (prova que por sinal ele disse que não nadaria). Até Londres 2012, Thiago tinha que conviver com o estigma de só brilhar em Jogos Pan-Americanos (que lhe rendeu o incômodo apelido de “Mr. Pan, por sinal). Após a prata olímpica e as duas medalhas no Mundial, o nadador de Volta Redonda zerou esta fase de piadinhas maldosas em sua carreira.

Em termos de resultados, a participação brasileira em Barcelona foi exemplar. Até este Mundial, o país havia faturado 12 medalhas desde a primeira edição, em 1973. Só neste ano, foram dez, incluindo nesta conta a maratona aquática, a grata surpresa desta campanha. Houve também uma evolução em relação ao Mundial anterior, realizado em Xangai, na China: desta vez, o Brasil conseguiu marcar presença em 12 finais, o dobro de provas de 2011 (6).

>>> Leia também: Cesar Cielo e a arte de se reinventar

É neste ponto que uma ponderação precisa ser feita. A boa campanha da natação do Brasil nesta primeira grande competição do próximo ciclo olímpico mostrou que se houve evolução em comparação com o Mundial anterior, é preciso lembrar que no Mundial de 2009, em Roma, os brasileiros chegaram a 18 finais. Além disso, ganhou menos ouros do que na China: em 2011, foram quatro medalhas douradas, com duas de Cielo nas mesmas provas, Ana Marcela Cunha ganhando os 25 km da maratona aquática e Felipe França ganhando os 50 m peito.

>>> Veja ainda: Confira as medalhas do Brasil nos Mundiais de esportes aquáticos

Outro ponto preocupante é a falta de renovação. Mais uma vez, os bons resultados vieram com nomes já consagrados e conhecidos, dos quais já se esperava um bom resultado. A nova geração ainda ficou devendo, o que não deixa de ser preocupante tendo como objetivo as Olimpíadas de 2016, daqui a exatos três anos.

Da mesma forma, é necessário ligar o sinal amarelo quando se analisa as demais modalidades que disputaram o Mundial (polo aquático, saltos ornamentais e nado sincronizado), todas com resultados pífios ou pouco representativos. Para estes, o relógio começa a correr rápido demais em direção às Olimpíadas do Rio de Janeiro, sem perspectivas de grandes resultados.

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Almanaque, Ídolos, Listas, Seleção brasileira | 12:18

As medalhas do Brasil nos mundiais de esportes aquáticos

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Thiago Pereira comemora a conquista da medalha de bronze nos 400 m medley no Mundial de Barcelona

Atualizado em 5/8/2013

Confira abaixo quem, quando e onde conquistou medalhas para o Brasil em Mundiais de esportes aquáticos (até 5/8/2013). No total, o Brasil acumula 22 medalhas ao longo da história

MEDALHA DE OURO

Ricardo Prado – natação/400m medley – Guayaquil (Equador)/1982
Cesar Cielo – natação/50m livre – Roma (Itália)/2009
Cesar Cielo – natação/100m livre – Roma (Itália)/2009
Ana Marcela Cunha – maratona aquática/25km – Xangai (China)/2011
Cesar Cielo – natação/50m borboleta – Xangai (China)/2011
Felipe França – natação/50m peito – Xangai (China)/2011
Cesar Cielo – natação/50m livre – Xangai (China)/2011
Poliana Okimoto – maratona aquática/10km – Barcelona (Espanha)/2013
Cesar Cielo – natação/50m borboleta – Barcelona (Espanha)/2013
Cesar Cielo – natação/50m livre – Barcelona (Espanha)/2013

MEDALHA DE PRATA

Felipe França – natação/50m peito – Roma (Itália)/2009
Poliana Okimoto – maratona aquática/5 km – Barcelona (Espanha)/2013
Ana Marcela Cunha – maratona aquática/10km – Barcelona (Espanha)/2013

MEDALHA DE BRONZE

Rômulo Arantes Jr – natação/100m costas – Berlim (Alemanha)/1978
Gustavo Borges – natação/100m livre – Roma (Itália)/1994
Fernando Scherer, André Teixeira, Teófilo Ferreira e Gustavo Borges – natação/revezamento 4x100m livre – Roma (Itália)/1994
Poliana Okimoto – maratona aquática/5km – Roma (Itália)/2009
Ana Marcela Cunha – maratona aquática/5km – Barcelona (Espanha)/2013
Poliana Okimoto, Allan do Carmo e Samuel de Bona – maratona aquática/prova por equipe  – Barcelona (Espanha)/2013
Felipe Lima – natação/100m peito – Barcelona (Espanha)/2013
Thiago Pereira -natação/200m medley – Barcelona (Espanha)/2013
Thiago Pereira – natação/400m medley – Barcelona (Espanha)/2013

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segunda-feira, 29 de julho de 2013 Ídolos, Mundiais, Seleção brasileira | 23:06

Cesar Cielo e a arte de se reinventar

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Cesar Cielo comemora a conquista da medalha de ouro nos 50 m borboleta

Existem alguns fenômenos no esporte brasileiro que por mais brilhantes que sejam, estão sempre nos surpreendendo. Nesta segunda-feira, Cesar Cielo, o maior nadador que já apareceu neste país, mais uma vez mostrou que não carrega todos os adjetivos em torno de seu nome à toa. A conquista da medalha de ouro nos 50 m borboleta pelo nadador brasileiro, no Mundial de esportes aquáticos em Barcelona, foi monstruosa, para dizer o mínimo.

Em uma prova que não faz parte do programa olímpico, é bom ressaltar – na qual o nadador mal tem tempo de tirar a cabeça da água para respirar -, Cielo ficou praticamente metade da piscina na segunda posição. Mas numa distância ínfima de outro brasileiro, Nicholas Santos, campeão mundial nesta distância em piscina curta (25 m) e tendo ainda a concorrência pesada do francês Frederick Bousquet e do americano Eugene Godsoe.

>>> Veja também: As medalhas do Brasil nos mundiais de esportes aquáticos

Difícil dizer, mas se fosse um simples mortal, Cielo teria ficado para trás nos metros finais da prova. Seria quase impossível buscar uma reação. Nicholas Santos, que foi para Barcelona apenas para disputar os 50 m borboleta, chegou ao seu limite, liderou boa parte da prova, mas terminou somente em quarto lugar. Cielo não faz parte do rol dos meros mortais, temos que admitir.

Ao ganhar o bicampeonato mundial na prova por QUATRO CENTÉSIMOS de vantagem (o tempo final do brasileiro foi de 23s01 contra 23s05 de Godsoe), Cesar Cielo mostrou também que sabe como poucos a arte de se reinventar. Velocista por natureza, ele abriu mão de nadar os 100 m livre para participar apenas dos 50 m (livre e borboleta). Nem participar do revezamento 4 x 100 m livre ele participou. Parte disso em razão de ter passar por uma cirurgia de joelho no ano passado, parte também pela decepção que carregou com o bronze olímpico em Londres 2012 nos 50 m livre.

>>> Leia também: Um ouro para lavar a alma de Poliana

A reinvenção de Cielo passa também pela própria reformulação em sua preparação. Frustrado com seu próprio desempenho nas últimas Olimpíadas, resolveu deixar o projeto P.R.O. 16, criado por ele mesmo, sob orientação de Alberto Silva, o Albertinho, e passou a treinar com o desconhecido americano Scott Goodrich, em fevereiro deste ano. Uma aposta arriscada, mas com Cielo, agora dono de cinco medalhas de ouro em Mundiais, nada pode ser descartado. E vem aí os 50 m livre…

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terça-feira, 23 de julho de 2013 Ídolos, Mundiais, Seleção brasileira | 14:08

Um ouro para lavar a alma de Poliana

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Poliana Okimoto festeja sua vitória na proava de 10 km da maratona aquática do Mundial de Barcelona

Simplesmente histórico o resultado alcançado pela natação feminina do Brasil nesta terça-feira, com as medalhas obtidas por Poliana Okimoto (ouro) e Ana Marcela Cunha (prata) na prova de 10 km da maratona aquática no Mundial de esportes aquáticos de Barcelona. Nunca as mulheres brasileiras conseguiram ocupar os dois principais lugares no pódio de uma competição internacional de grande porte. E numa prova que faz parte do programa olímpico, é bom lembrar. Sem contar que as duas já tinham obtido prata e bronze, respectivamente, na prova de 5 km, no sábado. Um feito notável que estamos testemunhando em águas espanholas, portanto.

Mas quero fazer uma referência especial ao título de Poliana Okimoto. Acredito que ninguém mais na delegação do Brasil que está em Barcelona mereça tanto essa medalha do que ela. O drama passado por Poliana em Londres, durante as Olimpíadas de 2012, foi assustador. O relato que ela fez ao programa “Histórias do Esporte”, da ESPN Brasil, no ano passado, foi assustador, relatando que praticamente desmaiou em plena raia do Hyde Park, quando decidiu abandonar a prova, chegou a ter hipotermia, além de ter ocorrido uma demora no atendimento dos paramédicos londrinos.

LEIA MAIS SOBRE O MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS

>>> O Mundial de esportes aquáticos em números
>>> As medalhas do Brasil nos mundiais de esportes aquáticos
>>> Conheça as medalhas do Mundial de Barcelona

Por tudo isso, perfeitamente normal a crise de choro de Poliana Okimoto ao falar com os jornalistas após a chegada, quando desabafou e lembrou que muitos quiseram “aposentá-la” após os Jogos Olímpicos.  “Esse ouro nos 10 quilômetros é um recomeço”, disse Poliana. Na verdade, esta medalha de ouro lavou sua alma.

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quinta-feira, 18 de julho de 2013 Almanaque, Mundiais | 13:39

O Mundial de esportes aquáticos em números

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A piscina do Palau Sant Jordi, que receberá as provas de natação e nado sincronizado

Com abertura marcada para esta sexta-feira, dia 19 (na verdade neste dia haverá apenas a cerimônia de abertura, sendo que as disputam começam pra valer mesmo no sábado, dia 20), o Mundial de esportes aquáticos de Barcelona – que reunirá competições nas modalidades natação, maratona aquática, saltos ornamentais, polo aquático e nado sincronizado – é uma das competições mais importantes do ano entre os esportes olímpicos. Tanto é que será realizado em quatro instalações, algumas delas que foram utilizadas nas Olimpíadas de Barcelona 1992.

A competição começa neste sábado, com maratonas aquáticas, nado sincronizado e saltos ornamentais. As competições de polo aquático terão início na segunda-feira (22), mas a natação, principal estrela da festa, terá a largada no dia 28. O encerramento está previsto para 4 de agosto.

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>>> Conheça as medalhas do Mundial de natação de Barcelona
>>> O calendário 2013 do esporte olímpico

E o evento que reunirá as principais estrelas das piscinas do planeta conta também com números bastante expressivos. Um dos mais curiosos é que a competição terá quase a mesma quantidade de voluntários e de atletas! Confira:

  1. Total de atletas participantes: 2.500
  2. Número de países participantes: 180
  3. Número de voluntários: 2.400
  4. Número de jornalistas credenciados: 2.200
  5. Total de audiência global: 510,8 milhões de pessoas*
  6. Total de países que compraram direitos de transmissão: 209

* Número com base nos dados obtidos nos últimos mundiais

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sexta-feira, 28 de junho de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 18:51

Conheça as medalhas do Mundial de natação de Barcelona

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O trio que apresentou as medalhas do Mundial 2013: Ona Carbonell, Jeniffer Pareja e Marc Minguell

Os organizadores do 15º Campeonato Mundial de esportos aquáticos, marcado para Barcelona (Espanha) entre 19 de julho e 4 de agosto, divulgaram nesta quinta-feira como serão as medalhas que serão distribuídas na competição. O Mundial de esportes aquáticos reúne as modalidades natação, maratona aquática, saltos ornamentais, nado sincronizado e maratona aquática.

As medalhas que serão distribuídas no Mundial de esportes aquáticos

As medalhas, bem como os uniformes dos voluntários e as músicas que serão tocadas nas cerimônias de premiação, foram apresentadas na tradicional piscina do CN Natacio-Barceloneta, na capital catalã, e contou com a presença do prefeito de Barcelona, Xavier Trias. Para o público que acompanhou o evento, a grande atração foi a presença de três nomes importantes nos esportes aquáticos da Espanha: a atleta do nado sincronizado, Ona Carbonell, medalha de prata em Londres 2012; Jennifer Pareja, prata em Londres no polo aquático feminino; e Marc Minguell, vice-campeão mundial em Roma 2009.

O Mundial de esportes aquáticos é, ao lado do Mundial de atletismo, marcado para a Rússia, os mais importantes no calendário dos esportes olímpicos em 2013, primeiro ano do ciclo olímpico que tem como maior objetivo a disputa dos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro. E o Brasil irá com força máxima para esta competição, levando uma equipe composta por 23 atletas, entre eles o medalhista de prata em Londres, Thiago Pereira, e Cesar Cielo, bronze nas últimas Olimpíadas e que buscará em Barcelona o tricampeonato mundial nos 50 m livre, após os ouros em Roma 2009 e Xangai 2011.

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terça-feira, 7 de maio de 2013 Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 10:46

Confira os brasileiros que largaram bem para 2016

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Ana Claudia bateu o recorde sul-americano dos 100 m e está entre as dez mais rápidas do mundo

Atualizado

O início do ciclo olímpico para as Olimpíadas do Rio, em 2016, em um ano sem grandes competições poliesportivas previstas no calendário mundial, vem trazendo alguns bons resultados para o esporte brasileiro. A temporada mal começou, mas já ocorreram resultados significativos, colocando inclusive alguns destes atletas no topo do ranking mundial de algumas modalidades. Nomes consagrados, como o do campeão olímpico e mundial Cesar Cielo, já começam 2013 brilhando, mas pintam algumas boas surpresas.

Confira abaixo quem já brilhou nestes primeiros cinco meses do ciclo olímpico, que incluí as Olimpíadas do Rio 2016 e o Pan-Americano de Toronto 2015.

Atletismo

De olho na preparação para o Mundial de Moscou, em agosto, os brasileiros correm em busca de índice para garantir sua presença na competição. Mas é no feminino que os principais resultados estão surgindo. A cearense Ana Cláudia Lemos alcançou o índice com direito a um recorde sul-americano nos 100 m rasos, cravando 11s13 em uma prova no último sábado, em Campinas, superando seu próprio recorde, que era de 11s15.

Esta marca coloca Ana Cláudia entre as dez melhores do mundo na prova. Antes dela, a paulista Franciela Krasucki já havia começado a temporada de 2013 com tudo, igualando o próprio recorde anterior de Ana Cláudia, com 11s15.

Também classificada para Moscou, Keila Costa obteve um feito extra no salto triplo: a marca de 14m37 obtida em Campinas, neste último sábado, além de carimbar seu passaporte para o Mundial, significou a melhor marca do mundo neste ano na prova, até agora.

Entre os homens, o brasileiro Mahau Suguimati, nos 400 m com barreiras, cravou o quarto melhor tempo do ano (e também índice para o Mundial), em uma prova no Japão, na última sexta-feira, com 48s79.

Boxe

No final de abril, a seleção brasileira masculina participou do Torneio Feliks Stamm, um dois mais tradicionais no boxe amador, voltando para casa com três medalhas. O resultado mais importante foi a medalha de ouro obtida por Patrick Lourenço, na categoria 49 kg (peso mosca), derrotando na final o russo Vasilij Egorov.

Ginástica artística

No final de março, o campeão olímpico nas argolas em Londres, Arthur Zanetti, mostrou que continua em forma logo em sua primeira prova do ano, ao faturar a medalha de ouro na etapa de Doha (Catar) da Copa do Mundo de ginástica artística, obtendo a nota 15.700. Nas Olimpíadas, quando levou o ouro, marcou 15.900

Judô

A última atualização do ranking da FIJ (Federação Internacional de Judô), divulgada no dia 2, apresentou uma boa surpresa para o judô brasileiro: a primeira colocação de Victor Penalber  na categoria até 81 kg, superando por apenas 28 pontos o sul-coreano Kim Jae-Bum, atual campeão olímpico e mundial. Contribuiu para a escalada de Penalber no ranking a medalha de ouro obtida no recém-disputado campeonato pan-americano da categoria, realizado em San José, na Costa Rica.

No feminino, Sarah Menezes, campeã olímpica em Londres 2012 e também ouro no Pan de judô, lidera com folga a categoria até 48 kg, com 344 pontos de vantagem sobre a japonesa Haruna Asami.

Natação

Na corrida para garantir um lugar na delegação que disputará o Mundial de esportes aquáticos de Barcelona, entre 19 de julho e 4 de agosto, dois brasileiros brilharam neste início de temporada. O primeiro, uma barbada: após a frustração com o bronze nos 50 m livre em Londres 2012, César Cielo começou com tudo 2013, cravando o segundo melhor tempo do mundo durante a disputa do Troféu Maria Lenk, no final de abril. Com a marca de 21s58, Cielo ficou atrás apenas do francês Florent Manaudou, campeão olímpico nas últimas Olimpíadas, que tem 21s55 este ano.

No feminino, surge a grande novidade, com a incrível performance da jovem Graciele Hermann, de apenas 21 anos, que no mesmo Maria Lenk assegurou sua vaga na equipe que vai ao Mundial com o melhor tempo de sua vida. A marca de 25s10 corresponde ao 10º melhor tempo no ranking mundial da Fina (Federação Internacional de Natação).

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