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sábado, 9 de maio de 2015 Ídolos, Imprensa, Mundiais, Seleção brasileira | 16:21

Crise fora de hora no atletismo brasileiro

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O brasileiro Thiago Braz é considerado a maior revelação do salto com vara masculino do Brasil

O brasileiro Thiago Braz é considerado a maior revelação do salto com vara masculino do Brasil

Relevante e preocupante a informação publicada na edição deste sábado da Folha de S. Paulo, relatando aquele que é um princípio de crise dentro da seleção brasileira de atletismo: o rompimento entre os treinadores Elson Miranda e o ucraniano Vitaly Petrov, do salto com vara, em razão de decisão de Thiago Braz, considerado a maior revelação da modalidade, em  trabalhar somente com Petrov em sua base de treinamento, em Fornia, na Itália (a história completa pode ser conferida aqui, na versão online do jornal).

Em resumo, a crise começou quando no ano passado, após casar-se com a também atleta Ana Paula Oliveira, do salto em altura, Thiago Braz decidiu mudar-se para a Itália e treinar diretamente com Petrov, rompendo assim uma parceria de anos com Miranda, que é o treinador da equipe brasileira de salto com vara e também da equipe BM&F, de São Caetano. O ucraniano, que foi o treinador do ainda recordista mundial Serguei Bubka, passou a atuar como consultor de Miranda em 2001 e após o título mundial de Fabiana Murer, em 2011, foi contratado como consultor pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), em parceria com o COB (Comitê Olímpico do Brasil), até os Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Obviamente que a história não poderia acabar bem. Para a Folha, Miranda acusou Petrov de ter aliciado Thiago Braz e afirmou que ele e Fabiana, que é sua mulher, não usarão mais as instalações do ucraniano na Itália, quando estiverem competindo e treinando na Europa. Para completar o quadro, agora Petrov é contratado pelo COB apenas para orientar Braz, que também deixou o BM&F e agora compete pela Orcampi/Unimed, de Campinas.

Mais do que uma briga de egos feridos ou de posturas profissionais questionáveis, está em jogo a própria harmonia dentro de uma parte importante da seleção brasileira de atletismo. Foi inegável a evolução de Fabiana Murer tendo a ajuda de Petrov em seus treinamentos nos últimos anos e seria importante contar com alguém de sua experiência ao lado tanto no Mundial de Pequim, em agosto próximo, quanto nos Jogos do Rio, no ano que vem.

Também preocupa o efeito que esta confusão terá na cabeça de Thiago Braz, sem dúvida um dos grandes talentos revelados pelo atletismo brasileiro nos últimos anos. Em menos de cinco anos, sua melhor marca no salto com vara saiu de 5m10, obtida em setembro de 2010, para 5m83, em julho de 2013, atual recorde sul-americano e brasileiro. Com apenas 21 anos, ele foi campeão mundial juvenil em Barcelona (ESP), em 2012, e ficou em quarto lugar no Mundial indoor de Sopot (POL), no ano passado.

Na próxima sexta-feira (15), Elson Miranda e Th iago Braz deverão se encontrar para a disputa do título do salto com vara no Troféu Brasil de atletismo, na Arena Caixa, em São Bernardo do Campo (SP). Tomara que a direção da CBAt tenha habilidade para saber aparar as arestas dos dois lados e evitar que o atletismo brasileiro seja o maior prejudicado em toda esta confusão.

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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015 Listas, Mundiais, Pan-Americano, Pré-Olímpico | 12:00

O calendário 2015 do esporte olímpico

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Toronto 2015

A chegada de 2015 promete ser um prato cheio aos amantes dos esportes olímpicos. Afinal, este será o último ano antes da maior festa poliesportiva mundial, as Olimpíadas do Rio 2016. E o grande aquecimento, ao menos para o torcedor brasileiro, será em julho, com a realização dos Jogos Pan-Americanos em Toronto (Canadá), competição onde tradicionalmente o Brasil faz a festa em relação a conquista de medalhas.

Mas será um ano também de importantes campeonatos mundiais, como o de esportes aquáticos, em Kazan (Rússia) e de atletismo, em Pequim (China), onde boa parte da equipe olímpica brasileira nestas duas modalidades poderá ser definida. Ainda teremos mundiais de judô (Cazaquistão), ginástica artística (Escócia) e handebol (Dinamarca). Para completar, também será uma temporada na qual estão previstos vários eventos-testes para os Jogos do Rio.

Ou seja, tem atração para todos os gostos.

E o blogueiro aproveita também para desejar um Feliz 2015 aos leitores!

JANEIRO

10 e 11 – Circuito Masculino de rúgbi seven – Mar del Plata (ARG)
15/1 a 1º/2 – Campeonato Mundial masculino de handebol – Doha (QAT)
17 a 18 – Circuito Masculino de rúgbi seven – Viña del mar (CHI)
19/1 a 1º/2 – Aberto da Austrália de tênis
30/1 a 1º/2 – Grand Prix de luta olímpica – Paris (FRA)

FEVEREIRO

7 e 8 – Circuito Mundial feminino de rúgbi seven – São Paulo (BRA)
16 a 22 – Rio Open de tênis – Rio de Janeiro (BRA)
18 a 22 – Campeonato Mundial de ciclismo de pista – Saint-Quentin-en-Yvelines (FRA)
20 a 22 – Grand Prix de judô – Dusseldorf (ALE)
28/2 a 10/3 – Copa do Mundo de tiro esportivo (tiro ao prato) – Acapulco (MEX)

MARÇO

6 a 8 – Copa Davis de tênis – 1ª rodada
7 e 8 – Aberto Pan-Americano de judô – Santiago (CHI)
14 a 15 – Circuito Mundial de rúgbi seven – EUA
14 e 15 – Aberto Pan-Americano de judô – Montevidéu (URU)
19 a 29 – Copa do Mundo de tiro esportivo (tiro ao prato) – Al Ain (EAU)
21 e 22 – Aberto Pan-Americano de judô – Buenos Aires (ARG)
25 a 27 – Copa do Mundo de ginástica artística (1ª etapa) – Doha (QAT)
27 a 29 – Grand Prix de judô – Samsun (TUR)

ABRIL

3 a 5 – Copa do Mundo de ginástica artística (2ª etapa) – Ljubljana (ESL)
6 a 11 – Troféu Maria Lenk de natação – Rio de Janeiro (BRA)
8 a 16 – Copa do Mundo de tiro esportivo (carabina e pistola) – Changhow (KOR)
15 a 19 – Copa do Mundo de hipismo saltos (final) – Las Vegas (EUA)
18 e 19 – Circuito Mundial de rúgbi seven – Canadá
24 a 26 – Campeonato Pan-Americano de luta olímpica – Santiago (CHI)
24 a 26 – Campeonato Pan-Americano de judô – Edmonton (CAN)
24/4 a 4/5 – Copa do Mundo de tiro esportivo (tiro ao prato) – Lanarca (CHP)
26/4 a 3/5 – Campeonato Mundial de tênis de mesa – Suzhou (CHN)

MAIO

1º a 3 – Grand Prix de judô – Zagreb (CRO)
2 e 3 – Campeonato Mundial de revezamentos de atletismo – Nassau (BAH)
7 a 9 – Copa do Mundo de ginástica artística (4ª etapa) – Varna (BUL)
8 a 10 – Grand Slam de judô – Baku (AZE)
9 a 31 – Giro D’Italia de ciclismo estrada – vários locais
11 a 19 – Copa do Mundo de tiro esportivo (carabina e pistola) – Fort Benning (EUA)
16/5 A 19/7 – Liga Mundial masculina de vôlei – vários locais
21 a 24 – Copa do Mundo de ginástica artística (5ª etapa) – Anadia (POR)
24/5 a 7/6 – Torneio de tênis de Roland Garros – Paris (FRA)
26 a 31 – Grand Slam de vôlei de praia – Moscou (RUS)
26/5 a 2/6 – Copa do Mundo de tiro esportivo (carabina e pistola) – Munique (ALE)
31/5 a 8/6 – Campeonato Pan-Americano feminino de handebol – Cuba

JUNHO

5 a 7 – Campeonato Sul-Americano de atletismo – Assunção (PAR)
6/6 a 5/7 – Copa do Mundo de futebol feminino – Canadá
6 a 16/6 – Copa do Mundo de tiro esportivo (carabina, pistola e tiro ao prato) – Gabala (AZE)
12 a 14 – Grand Prix de judô – Miami (EUA)
16 a 21 – Grand Slam de vôlei de praia – São Petersburgo (RUS)
26/6 a 26/7 – Grand Prix feminino de vôlei – vários locais
26/6 a 5/7 – Campeonato Mundial de vôlei de praia – Holanda
28/6 a 6/7 – Campeonato Mundial de pentatlo moderno – Berlim (ALE)
29/6 a 5/7 – Torneio de tênis de Wimbledon – Londres (ING)
29/6 a 5/7 – Campeonato Mundial de vela (Nacra 17) – Aarhus (DIN)
29/6 a 8/7 – Campeonato Mundial de vela (Laser e Laser Radial) – Kingston (JAM)

JULHO

Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de vôlei – Rio de Janeiro
7 a 26 – Jogos Pan-Americanos (cerimônia de abertura será dia 10) – Toronto (CAN)
4 a 26 – Tour de France de ciclismo estrada – França
13 a 19 – Campeonato Mundial de esgrima – Kazan (RUS)
16 a 23 – Campeonato Mundial de taekwondo – Chelyabinsk (RUS)
17 a 19 – Copa Davis de tênis – Quartas de final
17 a 19 – Grand Slam de judô – Tyumen (RUS)
21 a 26 – Grand Slam de vôlei de praia – Yokohama (JAP)
21 a 25 – Campeonato Mundial de ciclismo BMX – Heusden-Zolder (BEL)
24/7 a 9/8 – Mundial de esportes aquáticos (natação, nado sincronizado, saltos ornamentais, polo aquático e maratona) – Kazan (RUS)
26/7 a 2/8 – Campeonato Mundial de tiro com arco – Copenhague (DIN)

AGOSTO

Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de vôlei de praia – Rio de Janeiro (BRA)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de triatlo – Rio de Janeiro (BRA – Forte de Copacabana)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de remo – Rio de Janeiro (BRA – Lagoa Rodrigo de Freitas)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de ciclismo estrada – Rio de Janeiro (BRA – Parque do Flamengo)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de maratona aquática – Rio de Janeiro (BRA – Forte de Copacabana)
1 e 2 – Aberto Pan-Americano de judô – Miami (EUA)
2 e 3 – Aquece Rio 2016 de hipismo CCE – Rio de Janeiro (BRA – Deodoro)
8 a 16 – Pré-Olímpico feminino de basquete – Edmonton (CAN)
9 – GP do Brasil de atletismo – Belém (BRA)
10 a 16 – Campeonato Mundial de badminton – Jacarta (IDN)
12 a 22 – Aquece Rio 2016 de vela – Rio de Janeiro (BRA – Marina da Glória)
14 a 16 – Evento-teste Rio 2016 de hipismo saltos – Rio de Janeiro (BRA)
17 a 22 – Troféu José Finkel de natação – São Paulo (BRA)
18 a 23 – Grand Slam de vôlei de praia – Long Beach (EUA)
19 a 23 – Campeonato Mundial de canoagem velocidade – Milão (ITA)
22/8 a 6/9 – Copa do Mundo feminina de vôlei – Japão
22/8 a 4/9 – Pré-Olímpico masculino de basquete – Monterrey (MEX)
22/8 a 13/9 – Vuelta a España – ciclismo estrada – Espanha
22 a 30 – Campeonato Mundial de atletismo – Pequim (CHN)
25 a 30 – Grand Slam de vôlei de praia – Polônia
25 a 30 – Tour do Rio de ciclismo estrada – Rio de Janeiro
25 a 30 – Campeonato Mundial de judô – Astana (CAZ)
31/8 a 6/9 – Campeonato Mundial de ciclismo mountain bike – Andorra (ESP)

SETEMBRO

Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de canoagem velocidade – Rio de Janeiro (BRA – Lagoa Rodrigo de Freitas)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de tiro com arco – Rio de Janeiro (BRA – Sambódromo)
7 a 13 – Campeonato Mundial de ginástica rítmica – Stuttgart (ALE)
7 a 13 – Campeonato Mundial de luta olímpica – Las Vegas (EUA)
8 a 23 – Copa do Mundo masculina de vôlei – Japão
9 a 18 – Campeonato Mundial de tiro esportivo (tiro ao prato) – Lonato (ITA)
16 a 20 – Campeonato Mundial de canoagem slalom – Eton Dorney (ING)
17 a 20 – Copa do Mundo de ginástica artística (6ª etapa) – Osijek (CRO)
18 a 20 – Copa Davis de tênis – Semifinais
19 a 27 – Campeonato Mundial de ciclismo estrada – Richmond (EUA)

OUTUBRO

Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de ciclismo BMX – Rio de Janeiro (BRA – Deodoro)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de ciclismo mountain bike – Rio de Janeiro (BRA – Deodoro)
1º a 4 – Finais do Circuito Mundial de vôlei de praia – EUA
5 a 13 – Campeonato Mundial masculino de boxe – Doha (QAT)
17 e 18 – Grand Slam de judô – Paris (FRA)
17 a 24 – Campeonato Mundial de vela (RS:X) – Al Musay (OMN)
24/10 a 1º/11 – Campeonato Mundial de ginástica artística – Glasgow (ESC)
31/10 e 1º/11 – Grand Prix de judô – Abu Dhabi (EAU)

NOVEMBRO

Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de tênis de mesa – Rio de Janeiro (BRA – Riocentro)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de polo aquático – Rio de Janeiro (BRA – Julio de Lamare)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de hoquei na grama – Rio de Janeiro (BRA – Deodoro)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de badminton – Rio de Janeiro (BRA – Riocentro)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de canoagem slalom – Rio de Janeiro (BRA – Deodoro)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de golfe – Rio de Janeiro (BRA – Campo Olímpico de Golfe)
15 a 22 – Finais da ATP de tênis – Londres (ING)
17 a 22 – Campeonato Mundial de vela (49er) – Buenos Aires (ARG)
20 a 30 – Campeonato Mundial de vela (Finn) – Wellington (NZL)
25 a 28 – Campeonato Mundial de ginástica trampolim – Odense (DIN)
26 a 29 – Grand Prix de judô – Jeju (KOR)
27 a 29 – Copa Davis de tênis (final)
28 e 29 – Circuito Mundial masculino de rúgbi seven – Dubai (EAU)

DEZEMBRO

Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de boxe – Rio de Janeiro (BRA – Riocentro)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de tênis – Rio de Janeiro (BRA – Centro Olímpico de Tênis)
4 a 6 – Grand Slam de judô – Tóquio (JAP)
5 e 6 – Circuito Mundial feminino de rúgbi seven – Dubai (EAU)
5 a 20 – Campeonato Mundial feminino de handebol – Dinamarca
3 a 7 – Campeonato Mundial de natação em piscina curta – Doha (CAT)

Fontes consultadas: jornais “Folha de S. Paulo” e “O Globo” e sites de federações esportivas internacionais

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014 Mundiais, Seleção brasileira | 19:54

De olho no Mundial, atletismo do Brasil larga bem em 2014

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Carlos Chinin quebrou o recorde brasileiro e igualou a marca sul-americana no heptatlo indoor

Carlos Chinin quebrou o recorde brasileiro e igualou a marca sul-americana no heptatlo indoor

Principal competição da modalidade neste primeiro semestre, o Mundial indoor (pista coberta) de atletismo, que será realizado na cidade de Sopot (Polônia), de 7 a 9 de março, vem servindo como principal motivação para alguns atletas brasileiros conquistarem importantes resultados neste início de temporada 2014.

Ainda sem vaga assegurada no Mundial, Carlos Chinin bateu o recorde brasileiro e igualou o sul-americano no heptatlo – os homens que participam das provam combinadas disputam essa disciplina, enquanto as mulheres participam do pentatlo – durante o Meeting de Tallin, na Estônia. Chinin  alcançou a marca de 5.951 pontos após dois dias de disputa. As provas do heptatlo indoor são 60 m, 1.000 m, 60 m com barreiras, salto com vara, arremesso de peso, salto em altura e salto em distância. O resultado na Estônia serviu para colocar o brasileiro no sexto lugar do ranking da Iaaf (Associação das Federações Internacionais de Atletismo).

Em 2013, Chinin foi um dos poucos a se destacar na fraca campanha brasileira no Mundial de Moscou, ao terminar em sexto lugar no decatlo, quando alcançou a marca de 8.388 pontos, cinco abaixo de seu recorde sul-americano.

O outro ótimo resultado deste final de semana ocorreu no salto com vara, quando o jovem Thiago Braz, de apenas 20 anos, bateu o recorde sul-americano indoor nesta prova, ao marcar 5,72 m no Meeting de Malmöe, na Suécia. Ele superou por um centímetro o recorde anterior, do também brasileiro Augusto Dutra.

Se Chinin ainda busca classificação para a Polônia, Thiago Braz já aproveita as provas do circuito indoor como preparação. Ele é um dos nove atletas brasileiros já com índice assegurado para o Mundial. Além dele, também estão classificados Anderson Henriques (400 m), Augusto Dutra (salto com vara) e Mauro Vinícius da Silva, o Duda (salto em distância), no masculino; Ana Cláudia Lemos (60 m), Franciela Krasucki (60 m), Fabiana Murer (salto com vara), Keila Costa (salto triplo) e Geisa Arcanjo (arremesso de peso).

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terça-feira, 12 de novembro de 2013 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 15:06

‘Regras de Putin’ criam paranoia pré-olímpica para Sochi 2014

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Em Nova York, manifestantes realizaram protesto contra Putin, durante evento que marcava os 100 dias para Sochi 2014

Em Nova York, manifestantes protestaram contra Putin em evento que marcava os 100 dias para Sochi 2014

Ainda faltam 115 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, mas existe uma clara paranoia a respeito do que esperar na cidade russa a partir de 7 de março do ano que vem. Não em relação às competições propriamente ditas, mas ao clima de liberdade individual que atletas, torcedores e jornalistas terão (ou não) por lá. Muito por causa da forma exageradamente firme com a qual Vladimir Putin comanda o país.

Em seu quarto mandato como presidente russo, Putin está muito longe do que podemos considerar como uma pessoa com ideais democráticos. Para início de conversa, foi chefe dos órgãos de espionagem soviético (KGB) e russo (FSB).Além disso, defende uma rígida postura contra os rebeldes da Chechênia, que pede sua independência da Rússia, além de tentar resgatar um sentimento de nacionalismo que era muito comum durante a extinta União Soviética.

Mas o que isso tem a ver com as Olimpíadas de Inverno de 2014? Tudo, oras.

Para começo de conversa, existe na Rússia uma lei “anti-gay”. Ela foi aprovada em junho último, por unanimidade no parlamento russo, e em resumo permite ao governo multar e prender pessoas acusadas de espalhar propaganda de manifestações sexuais não tradicionais entre menores, além de banir no país eventos a respeito da causa gay pelos próximos 100 anos.

Pois o parlamento russo decidiu manter a lei em vigor mesmo durante a disputa dos Jogos de Sochi, sob alegação de que seria impossível suspendê-la durante a realização das Olimpíadas. A decisão foi anunciada às vésperas do Mundial de Atletismo em Moscou e obviamente causou polêmica.

Primeiro, foi o beijo protagonizado por duas atletas russas comemorando a medalha de ouro no revezamento 4 x 400 m, que causou extremo embaraço, a ponto das duas terem que se explicar e dizerem que não são gays.

Depois, para colocar lenha na fogueira, ninguém mesmo do que a supercampeã do salto com vara Elena Isinbayeva, que não fez a menor cerimônia em disfarçar o apoio à lei de Putin. “Se permitirmos promover e fazer essas coisas [apoio ao movimento gay] nas nossas ruas, ficaremos com medo de nosso próprio país”, disse a musa. Um dia depois, ela deu entrevista dizendo que se atrapalhou com o inglês e que não era contra os gays.

Depois de dizer que não iria tolerar protestos contra a lei anti-gay durante os Jogos de Sochi, Putin resolveu dar um passo atrás. Em um encontro com o novo presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomar Bach, no final de outubro, o presidente russo prometeu que todas as pessoas serão bem-vindas a Sochi, independentemente da orientação sexual.

Mas o último capítulo da paranoia contra a liberdade individual durante os Jogos de Sochi ocorreu nesta segunda-feira. Um suposto relatório assinado pelo chefe da agência estatal de comunicação russa “R-Sport” dizia que tanto jornalistas quanto atletas seriam proibidos de usar redes sociais (Twitter, Facebook, Instagram etc) durante a realização dos Jogos. O texto do suposto relatório dizia inclusive que a proibição incluiria o uso de tablets e smatphones.

Na verdade, tudo não passou de um alarme falso. A própria agência divulgou uma nota nesta terá-feira desmentindo a informação e lembrando que o próprio COI estimula o uso das redes sociais, tanto entre atletas (leia mais aqui) como entre os jornalistas.

Ou seja, se já está assim agora, pode ter certeza que estará bem pior em março de 2014.

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terça-feira, 29 de outubro de 2013 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 08:46

E a corda arrebentou no lado mais fraco…

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O momento do erro na passagem do bastão entre Vanda Gomes (à frente) e Franciela Krasucki, em Moscou

O momento do erro na passagem do bastão entre Vanda Gomes (à frente) e Franciela Krasucki, em Moscou

No final, o culpado foi o mordomo…a breve analogia aos antigos filmes de mistério acaba caindo perfeitamente para ilustrar o final da crise que se instalou no atletismo brasileiro, desde que a equipe feminina do revezamento 4 x 100 m rasos falhou na final do Mundial de Moscou, no último mês de agosto, após o erro na passagem de bastão de Franciela Krasucki e Vanda Gomes.

O quarteto brasileiro vinha fazendo uma prova excelente e provavelmente ganharia uma medalha, a única do país na competição. Mas o erro aconteceu, o bastão caiu e o Brasil foi desclassificado. Logo após a prova, Vanda aproveitou o microfone do canal Sportv, que transmitiu o Mundial, para detonar a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), criticando a preparação da equipe e até mesmo as condições de hospedagem e alimentação, deixando as demais companheiras atônitas com o tom das críticas. Na chegada ao Brasil, diminuiu sensivelmente o tom do discurso. A CBAt não engoliu a retratação e levou o caso ao seu STJD. Resultado: a atleta será julgada, em data ainda a ser definida, e provavelmente pegará um gancho pesado.

O pior golpe, porém, foi sacramentado ontem, segunda-feira (28). No anúncio dos 19 atletas contemplados pelo Bolsa Pódio, programa do Ministério do Esporte que auxilia na preparação dos atletas para as Olimpíadas do Rio 2016, as integrantes do revezamento 4 x 100 m estavam lá: Ana Cláudia Lemos, Evelyn dos Santos, Franciela e Rosângela Santos. Só não estava o nome de Vanda Gomes. Vale ressaltar que os nomes dos atletas contemplados pelo programa são indicados pela confederação – no caso, a CBAt.

>>> Leia mais: Atleta que criticou Confederação de atletismo fica fora do Bolsa Pódio

Se a atleta merece ou não ser suspensa ou memso advertida por suas declarações, é uma outra discussão. Creio que o assunto merece até uma outra reflexão e passa pela questão do preparo psicológico no esporte de alto rendimento, que já foi abordado aqui no blog. Em relação a exclusão de Vanda Gomes no programa Bolsa Pódio, creio que a análise é outra.

A CBAt argumentou que para justificar a inclusão das atletas do revezamento no programa do Ministério do Esporte, usou como base o resultado da semifinal – quando Rosângela correu no lugar de Vanda e o time brasileiro bateu inclusive o recorde sul-americano. Porém, existem outros critérios: os finalistas em Mundiais seriam contemplados ou então os classificados entre os 20 primeiros do ranking mundial de determinada prova. Na lista anunciada nesta segunda, existem atletas que se enquadram em todos os casos.

>>>Relembre: As lições que o Mundial de Moscou deixa ao atletismo do Brasil

E se o revezamento feminino do Brasil ocupa hoje o quarto lugar no ranking mundial, Vanda Gomes teve sua parcela de contribuição. Isso não dá para negar.

O que fica claro, independentemente do resultado do julgamento da atleta, é que ela não deve mais ser convocada pela atual comissão técnica.  Não há mais clima para isso. O que não foi discutido ainda, ao menos de forma pública, é a pífia participação do Brasil no Mundial de Moscou. Isso também não pode ser deixado de lado.

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terça-feira, 20 de agosto de 2013 Com a palavra, Histórias do esporte, Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 23:54

O arrependimento de Vanda e a fragilidade do atleta brasileiro

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“O que eu quis dizer quando falei comer mal e dormir mal é que quando você sai do conforto da sua casa, você está comendo mal e dormindo mal. Não me lembro de ter dito que a CBAt não nos deu comida ou pouso”

Vanda amenizou o tom das críticas no Brasil

A frase da velocista Vanda Gomes, menos de 48 horas depois de soltar o verbo, ao tentar justificar a eliminação da equipe brasileira na final do revezamento 4 x 100 feminino, durante o Mundial de atletismo de Moscou, não deve surpreender ninguém. Depois de acusar com todas as letras, aos microfones do canal Sportv, que a preparação foi deficitária, que as atletas tiveram problemas com alimentação, hospedagem etc, Vanda decidiu recuar.

Na verdade, naquele momento ela nada mais estava do que tentando encontrar uma explicação para aquela cena inacreditável: a queda do bastão na última passagem, em uma prova que tinha tudo para terminar com as brasileiras no pódio na Rússia.

Não é de hoje que atletas brasileiros acabam falando mais do que devem e depois, diante da pressão externa, acabam voltando atrás. O atletismo é mestre em ter situações como essa. Lembro-me bem de Joaquim Cruz, ao dar uma entrevista na qual deixava claro que suspeitava da condição da americana Florence Griffth-Joyner, já falecida, nas Olimpíadas de Seul 1988. Cruz acreditava que as incríveis marcas dela nos 100 e 200 m eram frutos de doping. A repercussão de suas palavras – o brasileiro foi campeão olímpico nos 800m em Los Angeles 1984 e prata na Coreia do Sul na mesma prova – foi tamanha que Cruz precisou se retratar, dizendo que fora mal interpretado.

Veja também: As lições do Mundial de Moscou ao atletismo do Brasil

É natural que Vanda Gomes esteja frustrada, irritada e até envergonhada com  o erro que pode ter custado uma medalha para o Brasil. Mas não se pode cravar que o erro foi apenas dela. Era uma prova em equipe, afinal. E nem ninguém pode eximir a comissão técnica da  CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) de algum tipo de culpa também.

E mais: O fiasco brasileiro no Mundial de atletismo e a miopia dos críticos

Acho que todos têm sua parcela de responsabilidade neste caso e na  fraca participação brasileira em Moscou, de modo geral. E a maior prova do equívoco da atleta foi que o discurso das outras integrantes da equipe não seguiu na mesma linha. Para piorar, a CBAt pretende puni-la de forma severa pelas declarações.

O que fica evidente é que falta preparo psicológico a muitos atletas em competições de alto nível. Mais do que simples “frescura”, um trabalho sério de psicologia esportiva mostra-se cada vez mais necessário, para qualquer equipe. No caso do esporte brasileiro, carente em tentas coisas, isso pode fazer a diferença entre um bastão no chão e uma medlaha no peito.

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domingo, 18 de agosto de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 16:04

As lições que o Mundial de Moscou deixa ao atletismo do Brasil

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Vanda Gomes se desespera ao deixar cair o bastão passado por Franciela Krasucki

A foto que abre este post ilustra, de forma lamentável, a participação brasileira no 14º Campeonato Mundial de atletismo, encerrado neste domingo em Moscou. O erro patético na última passagem do bastão do revezamento 4 x 100 m feminino, que custou uma quase certa medalha (a única) ao Brasil neste Mundial, foi apenas a cereja no bolo. Há muito mais o que se lamentar no saldo final destes últimos dez dias na Rússia.

Em primeiro lugar, ninguém pode alegar surpresa com o fraco desempenho dos atletas brasileiros. Muito menos os dirigentes da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). No final de julho, a entidade reuniu os jornalistas em sua sede em São Paulo, para uma entrevista coletiva, e foi bem sincera ao falar sobre os objetivos neste Mundial: alcançar o maior número de finais possíveis.

Pois bem, o Brasil chegou a seis finais em Moscou: salto com vara masculino (Augusto Dutra, em 11º); salto com vara feminino (Fabiana Murer, em 5º); 400m masculino (Anderson Henriques, em 8º); salto em distância masculino (Mauro Vinícius da Silva, em 5º); revezamento 4 x 400m masculino (7º lugar); e revezamento 4 x 100m feminino (não terminou a prova). Decatlo e maratona masculina, que não têm finais, não chegaram ao pódio mas tiveram bons resultados individuais.

A questão é que nem mesmo o objetivo inicial a CBAt alcançou. Isso porque a campanha em Moscou, em termos de presença em finais, foi ABSOLUTAMENTE IDÊNTICA a dos dois Mundiais anteriores, em Daegu/2011 e Berlim/2009, quando os brasileiros também alcançaram seis finais. Pior é saber que na Coreia do Sul, há dois anos, o Brasil ainda conseguiu um ouro (com Fabiana Murer). Muito pior ainda é que em 2007, no Mundial de Osaka, o Brasil marcou presença em sete finais e ainda voltou com uma medalha de prata – Jadel Gregório, no salto triplo.

A verdade, nua e crua, é uma só: o atletismo brasileiro “involuiu”.

Não tenho a menor dúvida que boa parte desta decadência precisa ser creditada aos quase 30 anos em que Roberto Gesta de Melo esteve à frente da CBAt. Alguns mais apressados poderão sair em defesa do cartola e dizer que medalhas foram conquistadas neste período, inclusive uma de ouro nas Olimpíadas de Pequim 2008, com Maurren Maggi no salto em distância. Óbvio, se você fica tanto tempo no cargo, aumenta as suas chances de conseguir resultados.

Nunca o atletismo teve tanto dinheiro como agora. Somados patrocínio da Caixa Econômica Federal, Lei Agnelo/Piva e outras fontes de renda, são quase R$ 31 milhões/ano. É muito dinheiro, convenhamos. Não se pode falar em falta de recursos. Prefiro falar em recursos mal aplicados, extremamente mal aplicados.

O atletismo do Brasil, por incrível que pareça, consegue grandes resultados nas categorias de base, inclusive títulos mundiais. Mas na hora de colocar estes novos talentos para competir na categoria adulta, os resultados simplesmente desaparecem. Estamos vivendo hoje de uma geração envelhecida, que está chegando ao final da carreira, com outra que não consegue mostrar seu potencial na hora da verdade, seja por falta de suporte psicológico ou limitação técnica mesmo.

Por fim, há que se cobrar também de quem comanda. A comissão técnica do Brasil tem muito que explicar ao final deste Mundial. O país já vinha de uma participação anêmica nas Olimpíadas de Londres 2012, quando passou sem medalhas pela primeira vez em 20 anos, e repete a dose exatamente um ano depois.

E como a última impressão é a que fica, é necessário que alguém dê uma boa justificativa para a escalação do time na final do revezamento, quando não correu Rosângela Santos, mais entrosada, e em seu lugar apareceu Vanda Gomes, justamente a que derrubou o bastão na passagem final.

O novo presidente da CBAt, José Antonio Fernandes, que assumiu este ano, terá muito trabalho para colocar o atletismo nos trilhos. E é bom avisar: para 2016, nas Olimpíadas do Rio, a realidade não será muito diferente dessa aí que vimos em Moscou.

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sexta-feira, 16 de agosto de 2013 Com a palavra, Ídolos, Mundiais, Musas, Olimpíadas | 12:22

Isinbayeva perdeu uma grande chance de ficar calada

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Elena Isinbayeva se emociona ao receber sua medalha de ouro. Depois, declarações polêmicas

Muita atenção para as duas frases que serão destacadas abaixo:

“Se permitirmos promover e fazer esas coisas [apoio ao movimento gay] nas nossas ruas, ficaremos com medo de nosso próprio país. Nós nos consideramos pessoas normais, homens com mulheres e mulheres com homens”

“Quero deixar claro que respeito o ponto de vista de meus companheiros atletas e quero ressaltar de maneira contundente que sou contra a qualquer discriminação contra os gays por causa de sua sexualidade”

A russa Elena Ysinbayeva pertence a uma classe especial de atletas, aqueles que estão fora do padrão normal, são gênios em suas especialidades. A conquista da medalha de ouro (a terceira) no Mundial de Moscou na última terça-feira é uma prova disso. Ainda por cima, trata-se da única mulher a ter saltado acima dos cinco metros no salto com vara. Não duvido que após a pausa para ter um filho ela possa voltar à velha forma e conquistar o ouro nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

Mas Isinbayeva também mostra uma faceta muito comum aos atletas, independentemente do seu país de origem: uma posição extremamente conservadora diante de determinadas situações e uma absurda falta de habilidade com as palavras. As duas declarações, dadas em um intervalo de apenas 24 horas, demonstram isso. E  nem mesmo a desculpa esfarrapada da falta de habilidade com o inglês dá para levar a sério.

Por mais que se fale na questão da soberania de um país, Isinbayeva defende abertamente uma lei retrógrada e discriminatória como a que foi aprovada pelo governo da Rússia. Uma lei que se levada ao pé da letra, pode levar até mesmo à prisão de atletas estrangeiros que irão competir nas Olimpíadas de inverno de 2014, na cidade russa de Sochi. E por se tratar de um ícone do esporte mundial, o mínimo que poderia se esperar dela neste caso seria o bom senso.

Nessa, Isinbayeva demonstrou ter a mesma agilidade de um elefante numa loja de cristais.

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:48

O fiasco brasileiro no Mundial de atletismo e a miopia dos críticos

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Fabiana Murer falha em mais uma das tentativas no Mundial de Moscou

Um grande amigo meu, o jornalista Rodrigo Borges, companheiro de outras redações e atualmente no site da “ESPN” e um dos editores do ótimo “Esporte Fino” – listado entre os favoritos deste blog do lado direito da página – tem uma expressão que eu considero definitiva para analisar o comportamento de uma parcela razoável do torcedor que acompanha esportes por aqui: “Brasileiro não gosta de esporte, brasileiro gosta de quem vence”, diz o sábio Rodrigo, do alto de sua habitual ranhetice.

Concordo 100% com ele e vou mais além, desenvolvendo a tese no que diz respeito a esportes olímpicos: brasileiro acompanha as modalidades poliesportivas com a mentalidade de um torcedor de futebol. A maioria absoluta mal entende as regras de determinados esportes, coisa que fica evidente em grandes eventos, como Olimpíadas, Pan-Americanos e mundiais.

Nesta última terça-feira, Fabiana Murer, uma das principais esperanças de medalha do Brasil no Mundial de atletismo de Moscou, falhou em sua tentativa de manter o título no salto com vara. Até começou bem sua participação na final, passando sem problemas nos dois primeiros saltos, mas não conseguiu aproveitar as três chances em 4m75, comentou alguns erros na técnica do salto (admitidos por ela mesma) e acabou eliminada, terminando em quinto lugar.

Decepção? De certo modo sim, tendo como base o fato de que defendia seu título e que tinha como melhor resultado 4m85, o mesmo salto que lhe deu o ouro em Daegu, dois anos atrás. Mas vamos combinar que ela foi superada por atletas que hoje estão num patamar acima dela, como a americana Jennifer Suhr, a cubana Yarisley Silva e, principalmente, a russa Yelena Isinbayeva, a rainha do salto com vara e que voltou à velha forma justamente diante de sua torcida.

Mas o que deveria ser encarado como um resultado normal diante das limitações da brasileira – é provável que seu auge tenha sido a temporada de 2011 – serviu como combustível para que nas redes sociais as velhas piadinhas e comentários debochados voltassem à tona. Como se a conta pela vexatória eliminação nas Olimpíadas de Londres 2012 ainda não tivesse sido paga.

>>> Veja também: Fabiana Murer e a intolerância dos pachecos

O problema é que o brasileiro, em sua grande maioria, observa o esporte olímpico sob a ótica do futebol, ignorando que não é possível fazer analogias ludopédicas em provas de atletismo, natação ou handebol, por exemplo.

A miopia é tanta que não percebem que Fabiana Murer vinha de um ano complicado. Além de ter se contundido no início da temporada indoor (pista coberta), ela não voltou bem e esteve instável em diversas competições importantes. Sua melhor marca em 2013 foi 4m73, no Troféu Brasil, em São Paulo – menos, portanto, da altura necessária para que ela tivesse prosseguido na prova nesta terça-feira, no lindo Estádio Luzhniki.

Essa miopia dos corneteiros, citada acima, os impede de perceber que o problema é muito maior. O atletismo brasileiro passa por uma crise sem precedentes, a despeito de ter mais de R$ 30 milhões anuais entre patrocínio e verbas das loterias. É muito dinheiro. A nova administração, a cargo de José Antonio Fernandes, que assumiu este ano após quase três décadas do “reinado” de Roberto Gesta de Melo, avisou que tinha pouca expectativa neste Mundial de Moscou. O plano era o de “chegar ao maior número de finais possíveis”, o que é lamentável. E para 2016, o cenário não será muito diferente. Enquanto isso, jogam-se todas as fichas e esperanças em um punhado de atletas,  que diante de tanta pressão e expectativa, muitas vezes acabam sucumbindo.

>>> E ainda: Após fiasco em Londres, Brasil traça meta modesta para Mundial de Moscou

Ainda faltam quatro dias para o encerramento do Mundial. Espero queimar a língua, mas dificilmente o Brasil sairá de Moscou com medalhas. Só que a conta não pode ser colocada apenas nas costas de atletas. Quem comandou e quem comanda a CBAt, quem dirige o esporte brasileiro (COB) e  quem mandou transformar o Célio de Barros em estacionamento, todos esses têm sua parcela de culpa também.

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domingo, 11 de agosto de 2013 Ídolos, Mundiais, Seleção brasileira | 21:26

A radiografia da vitória de Usain Bolt nos 100 metros

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Imagem do "Photo Finish" da final dos 100 m rasos do Mundial de Moscou

O “Photo Finish”, para quem não sabe, é um registro de imagem usada em algumas modalidades, como atletismo e natação, por exemplo, que mostra o momento exato da chegada de uma determinada prova. A imagem acima mostra o exato momento no qual o jamaicano Usain Bolt cruzou a linha de chegada nos 100 m rasos, na pista do Estádio Luzhniki, pelo Mundial de atletismo de Moscou. Foi o segundo título mundial de Bolt nesta prova.

Uma vitória cheia de nuances especiais. Primeiro, porque a final foi realizada debaixo de um toró, o que é não é uma cena comum. Depois, Bolt estava um pouco mais contido do que o normal antes da prova começar – talvez efeito das lembranças de dois anos atrás, em Daegu, quando queimou justamente a largada e foi eliminado. O fato é que mesmo o americano Justin Gatlin tendo feito a corrida de sua vida, Bolt é do outro mundo. Só isso explica a incrível arrancada na metade final da prova, quando seus rivais já estavam praticamente desacelerando.

E ainda tem pela frente os 200 m e o revezamento 4 x 100 m. Promessas de novos shows?

Ufa, Fabiana!

E o segundo dia do Mundial de Moscou trouxe duas boas notícias para o atletismo brasileiro. A primeira, o incrível sexto lugar de Carlos Chinin no decatlo, modalidade na qual o Brasil não tem a menor tradição, sendo que ele chegou à última prova (1.500 m) com chances reais de medalha.

A segunda boa notícia foi a classificação de Fabiana Murer para a final do salto com vara. mas peraí, classificação pra final é boa notícia pra quem é a atual campeã do mundo? No caso de Fabiana, é sim. Quem pôde acompanhar a qualificatória deste domingo testemunhou o drama que foi para ela carimbar a passagem à final. Errou os dois primeiros saltos e, pressionada ao extremo, conseguiu a vaga no salto derradeiro, com 4m55. Para quem ainda dormia com o fiasco das Olimpíadas de Londres debaixo do travesseiro, foi um grande negócio.

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