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Posts com a Tag Muhammad Ali

domingo, 26 de outubro de 2014 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Vídeos | 17:00

A medalha de ouro de uma máquina de triturar adversários

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George Foreman comemora a conquista da medalha de ouro nos pesos pesados nos Jogos do México, em 1968

George Foreman comemora a conquista da medalha de ouro nos pesos pesados nos Jogos do México, em 1968

O boxe olímpico sempre foi uma espécie de rito de passagem dos lutadores antes de tentar a sorte como profissional. Funciona assim até hoje, como ocorreu com os brasileiros irmãos Falcão, Esquiva e Yamaguchi, medalhistas nas Olimpíadas de Londres 2012. E já tinha sido assim com Muhammad Ali (então Cassius Clay), Joe Frazier, Sugar Ray Leonard, Oscar De La Hoya, Lennox Lewis e tantos outros.

E foi assim também com George Foreman. Para os mais novos, trata-se daquele senhor bonachão que tem seu nome e fotos estampados em um grill elétrico para fazer sanduíches e carnes mais saudáveis e com pouca gordura (?!?!). Ele é muito mais do que uma marca de eletrodoméstico. George Foreman foi um dos maiores pesos pesados da história do boxe, protagonizou aquela que muitos especialistas definem como a maior luta de todos os tempos, o duelo pelo título mundial no Zaire com Muhammad Ali, que impôs a ele sua primeira derrota como profissional com um nocaute inacreditável, no oitavo assalto, há quase 40 anos. Depois de anos longe dos ringues, quando virou pastor protestante, retomou a carreira, nocauteou o brasileiro Adilson Maguila Rodrigues de forma impiedosa e tornou-se novamente campeão mundial por duas entidades irrelevantes. Nada que diminuísse a importância de Foreman para a história do boxe.

Mas o assunto aqui é esporte olímpico, certo? Pois se você não sabe, Foreman também tem uma brilhante participação no boxe das Olimpíadas. Ele disputou os Jogos da Cidade do México, em 1968, na categoria peso pesado. Tinha apenas 19 anos e pouquíssima (porém vitoriosa) experiência como boxeador: disputou e venceu o campeonato da AAU (Associação Atlética Universitária), que serviu como seletiva para a equipe americana.

>>> Leia também: Relembre como o gênio Muhhamad Ali ganhou o ouro olímpico

No México, Foreman atropelou seus adversários. Com exceção da primeira luta, diante do polonês Lucjan Trela, vencida por pontos, Foreman triturou todos os demais rivais, com um nocaute, sobre o italiano Giorgio Bambini, na semifinal, e duas interrompidas pelo árbitro: contra o romeno Ion Alexe, nas quartas de final, no terceiro assalto; e na grande final, sobre o soviético Jonas Cepulis, que foi poupado pelo juiz no segundo assalto, após ser extremamente castigado pelo americano. Isso ocorreu em 26 de outubro de 1968, há exatos 46 anos.

>>> Veja ainda: A incrível campanha de Sugar Ray Leonard em Montreal 1976

O detalhe mais inusitado foi que, na hora de comemorar a vitória, Foreman sacou do calção uma pequena bandeira americana e ficou agitando-a pelos quatro cantos do ringue. Ironicamente, isso ocorreu dias depois do protesto feito por dois atletas negros dos EUA, Tommie Smith e John Carlos, que no pódio da prova dos 200 m rasos do atletismo, repetiram o gesto do grupo “Panteras Negras”, em apoio à luta pelos direitos dos negros americanos.

Abaixo, um vídeo (com a data errada) da final dos pesos pesados, mostra um pouco do talento e força de George Foreman no boxe olímpico.

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segunda-feira, 14 de outubro de 2013 Imagens Olímpicas, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:49

Boxe amador de volta às origens

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Preste bem atenção na seguinte sequência de fotos colocadas abaixo:

Muhhammad Ali, então chamado de Cassius Clay, golpeia o soviético Gennadiy Shatov , na final dos meio pesados das Olimpíadas de Roma

O americano Muhhammad Ali, então chamado de Cassius Clay, golpeia o soviético Gennadiy Shatov , na final dos meio pesados das Olimpíadas de Roma

Esquiva Falcão (vermelho) golpeia o japonês Ryota Murata, na decisão da medalha de bronze dos médios, nas Olimpíadas de Londres 2012

Esquiva Falcão (vermelho) golpeia o japonês Ryota Murata, na decisão da medalha de ouro dos médios, nas Olimpíadas de Londres 2012

O venezuelano Eduard Salas (vermelho) golpeia Ricardo Blandon, da Nicarágua, no Mundial de Almaty, no Cazaquistão

O venezuelano Eduard Salas (vermelho) acerta Ricardo Blandon, da Nicarágua, na primeira rodada do Mundial de boxe amador de Almaty, no Cazaquistão

As fotos acima representam o passado e o futuro do boxe olímpico, que viu começar nesta segunda-feira em Almaty, no Cazaquistão, a disputa do Campeonato Mundial masculino. E iniciou com uma verdadeira viagem ao pasaado. Esta será a primeira competição na qual estarão valendo as novas regras na modalidade, sendo a mais importante delas o fim do uso do capacete de proteção aos pugilistas. A mesma regra estará em vigor na disputa das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Vista como uma tentativa da Aiba (Associação Internacional de Boxe Amador) em tentar aproximar a modalidade das disputas entre profissionais – e para quem perde constantemente seus talentos, que deixam o amadorismo em busca do sonho de ganhar bolsas milionárias – a ausência do protetor de cabeça já causou polêmica antes mesmo da abertura do Mundial.

Veja também: Sem Yamaguchi, seleção irá desfalcada ao Mundial de boxe

Se a entidade sonha em tentar tornar os combates mais parecidos do que no profissionalismo (inclusive a contagem de pontos, de 0 a 10, será idêntica), há quem veja um aumento desnecessário no risco aos pugilistas. O COI já manifestou esta preocupação, de forma discreta, e terá um representante acompanhando a competição  no Cazaquistão.

Mas é bom sempre lembrar do passado e ver que não é exatamente algo inédito no boxe olímpico o não uso do capacete protetor. A primeira foto do post mostra um então jovem americano chamado Cassius Clay ganhando sua medalha de ouro nos Jogos de Roma 1960 sem o uso do tal capacete. O equipamento passou a ser obrigatório apenas nos anos 80.

Leia ainda: Relembre como o gênio Muhhamad Ali ganhou o ouro olímpico

Ah, só para não deixar passar batido: no primeiro dia de disputa do Mundial, o Brasil ganhou e perdeu. Na categoria 52 kg, Julião Neto foi eliminado pelo alemão Hamza Touba, enquanto que na categoria 91 kg Juan Nogueira  derrotou o estoniano  Ainar Karlson.

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terça-feira, 12 de junho de 2012 Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Vídeos | 07:45

O gigante cubano que esnobou US$ 1 milhão

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O jovem Teófilo Stevenson, aos 14 anos, quando começou sua carreira no boxe

O destino gosta de aprontar algumas travessuras. A última destas pegadinhas fora de hora veio no final da noite desta segunda-feira, com a notícia da morte do ex-boxeador cubano Teófilo Stevenson, que não resistiu a um infarto fulminante, aos 60 anos, em Havana.

Não há exagero algum quando dizem que Teófilo Stevenson foi o maior lutador amador de todos os tempos. Até porque ele era muito grande mesmo: 1,90 m e 95 kg, que assustavam qualquer adversário. Lembro-me que ter ficado impressionado ao ler sobre os feitos deste cubano fantástico nas páginas da revista “Placar”, em textos saborosos escritos por José Maria de Aquino e Michel Laurence, relatando as conquistas de Stevenson nos Jogos Olímpicos de Munique 1972, Montreal 1976 e Moscou 1980.

Foram três Olimpíadas e três medalhas de ouro nos pesos pesados. No total, ele precisou de 13 lutas e 13 vitórias quatro por nocaute) para escrever seu nome na história dos Jogos. E não foram poucos os que queriam ver um duelo que tinha tudo para ser a verdadeira luta do século: o combate entre o americano Muhammad Ali e o comunista Teófilo Stevenson.

Só que nem mesmo uma bolsa de US$ 1 milhão de dólares seduziu o gigante cubano, que não deu bola para a oferta milionária para enfrentar Ali. A “luta do século” jamais aconteceu e Stevenson preferiu continuar como herói em sua pequena ilha, tornando-se uma lenda do esporte olímpico cubano e mundial.

Abaixo, veja a luta que deu a Teófilo Stevenson sua terceira medalha de ouro, quando venceu o soviético Pyotr Zayev, por pontos:

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Vídeos | 10:37

Relembre como o gênio Muhammad Ali ganhou o ouro olímpico

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Muhammad Ali, então chamado Cassius Clay, no ponto mais alto do pódio em Roma 1960

Maior nome do boxe em todos os tempos, Muhammad Ali, que completa 70 anos nesta terça-feira e cuja brilhante carreira foi relembrada no iG Esporte – onde você pode conferir as grandes frases ditas por Ali, momentos marcantes de sua carreira e imagens de suas principais lutas – também teve seu nome marcado na história dos Jogos Olímpicos.

Para início de conversa, Ali sagrou-se campeão olímpico dos Jogos de Roma 1960 ainda com seu nome de batismo, Cassius Marcellus Clay Jr (ele só adotaria o nome de Muhammad Ali após se converter ao islamismo, em 1964). A outra curiosidade é que Ali não foi campeão atuando como peso pesado, onde imortalizou seu nome na história do boxe. Ele lutou em Roma na categoria meio pesado (com limite de peso até 81 kg).

A campanha olímpica de Ali foi absoluta e sem contestação. Disputou quatro lutas, vencendo três delas por decisão unânime dos jurados e em uma delas obrigou o árbitro a interromper o combate, tamanho o castigo que o jovem americano, então com 18 anos, impunha a seu adversário.

Eis a campanha de Cassius Clay/Muhammad Ali nos Jogos de Roma 1960, na categoria meio pesado:

Primeira rodada

Classificado automaticamente

Segunda rodada

Cassius Clay (EUA) venceu Yvon Becot (BEL) por decisão do árbitro no 2º assalto

Quartas de final

Cassius Clay (EUA) venceu Gennadiy Shatkov (URSS), 5:0

Semifinal

Cassius Clay (EUA) venceu Anthony Madigan (AUS), 5:0

Final

Cassius Clay (EUA) venceu Zbigniew Pietrzykowski (POL), 5:0

Confira as imagens da luta final em que Cassius Clay garantiu sua medalha de ouro em 1960:

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