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Posts com a Tag Moscou 1980

sexta-feira, 22 de março de 2013 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Vídeos | 15:55

Antes de Bolt, havia Pietro Mennea…

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Pietro Mennea se prepara para a largada nas eliminatórias dos 200 m em Seul 1988, ano de sua despedida

Para quem acha que competições de velocidade em atletismo só combinam com atletas negros dos Estados Unidos e da Jamaica, atenção: houve uma época em que ninguém foi mais rápido nos 200 metros do que o italiano Pietro Mennea, dono do recorde mundial durante 17 anos, e que morreu nesta última quinta-feira, aos 61 anos, de causas não reveladas.

Mennea foi uma verdadeira lenda para o atletismo mundial. Primeiro, por se tratar de um italiano, país que não tem tradição nas provas rápidas de pista. Além disso, o recorde cravado na Cidade do México, em 1º de setembro de 1979, 19s72, demorou quase duas décadas para ser superado. O feito coube a outro extraordinário atleta, Michael Johnson, em 1996, às vésperas das Olimpíadas de Atlanta (quando, por sinal, quebraria o recorde novamente).

Outro ponto que comprova a importância de Pietro Mennea na história dos 200 m é que seu antigo recorde permanece entre as dez melhores marcas nesta prova em todos os tempos, quase 34 anos depois.

Nos Jogos de Moscou 1980, Pietro Mennea alcançou seu maior feito na carreira, ao ganhar a medalha de ouro nos 200 m, em uma chegada emocionante, superando o britânico Allan Wells nos metros finais. Mennea ainda conquistou outras duas medalhas de bronze olímpicas, no revezamento 4 x 400 m (em 80) e nos 200 m (em Munique 1972). Disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos, tendo participando ainda de Montreal 1976, Los Angeles 1984 e despedindo-se em Seul 1988, aos 36 anos.

Após a aposentadoria, tornou-se político ligado aos partidos de centro-esquerda e professor universitário de direito. Sua morte comoveu a Itália, tanto que no amistoso entre Brasil e a seleção italiana, na última quinta-feira, foi prestado um minuto de silencio em sua homenagem.

Ao falar de Pietro Mennea, imediatamente me lembro do ótimo filme “Homens Brancos Não Sabem Enterrar” (1992), do cineasta americano Spike Lee, que contava a história de dois jogadores de basquete de rua (Woody Harrelson e Wesley Snipes) e brincava com a ideia de que somente os negros conseguiriam fazer aquelas incríveis enterradas durante o jogo. Pois bem, se visse o filme, Mennea poderia perfeitamente bater no peito e dizer: “Homens brancos também sabem correr”.

Reveja a incrível vitória de Pietro Mennea na final olímpica dos 200 metros em Moscou 80:

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terça-feira, 12 de junho de 2012 Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Vídeos | 07:45

O gigante cubano que esnobou US$ 1 milhão

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O jovem Teófilo Stevenson, aos 14 anos, quando começou sua carreira no boxe

O destino gosta de aprontar algumas travessuras. A última destas pegadinhas fora de hora veio no final da noite desta segunda-feira, com a notícia da morte do ex-boxeador cubano Teófilo Stevenson, que não resistiu a um infarto fulminante, aos 60 anos, em Havana.

Não há exagero algum quando dizem que Teófilo Stevenson foi o maior lutador amador de todos os tempos. Até porque ele era muito grande mesmo: 1,90 m e 95 kg, que assustavam qualquer adversário. Lembro-me que ter ficado impressionado ao ler sobre os feitos deste cubano fantástico nas páginas da revista “Placar”, em textos saborosos escritos por José Maria de Aquino e Michel Laurence, relatando as conquistas de Stevenson nos Jogos Olímpicos de Munique 1972, Montreal 1976 e Moscou 1980.

Foram três Olimpíadas e três medalhas de ouro nos pesos pesados. No total, ele precisou de 13 lutas e 13 vitórias quatro por nocaute) para escrever seu nome na história dos Jogos. E não foram poucos os que queriam ver um duelo que tinha tudo para ser a verdadeira luta do século: o combate entre o americano Muhammad Ali e o comunista Teófilo Stevenson.

Só que nem mesmo uma bolsa de US$ 1 milhão de dólares seduziu o gigante cubano, que não deu bola para a oferta milionária para enfrentar Ali. A “luta do século” jamais aconteceu e Stevenson preferiu continuar como herói em sua pequena ilha, tornando-se uma lenda do esporte olímpico cubano e mundial.

Abaixo, veja a luta que deu a Teófilo Stevenson sua terceira medalha de ouro, quando venceu o soviético Pyotr Zayev, por pontos:

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sexta-feira, 4 de maio de 2012 Olimpíadas, Vídeos | 22:54

Provocação desnecessária

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Cemitério nas Ilhas Falklands/Malvinas em 1982, após a guerra entre Inglaterra e Argentina

A lição já foi ensinada em1980 e 1984: não se deve misturar política com esporte.  O resultado foi aquele que todos que conhecem um pouco da história olímpica sabem. Primeiro, o boicote dos americanos e países aliados às Olimpíadas de Moscou, com o devido troco dado pelos russos e países do bloco socialista quatro anos depois, em Los Angeles.

Mas parece que em pleno ano de 2012, às vésperas das Olimpíadas de Londres, alguns não entenderam os efeitos nocivos que ocorrem ao tentar colocar discussões políticas no caminho do esporte. É o caso do governo da Argentina, que pôs no ar uma propaganda onde um jogador argentino de hóquei sobre grama, no melhor estilo “Rocky, o Lutador”, faz sua preparação para os Jogos Olímpicos de Londres nas Ilhas Falklands – ou Ilhas Malvinas, como os argentinos as chamam.

O ponto alto da sutil “provocação” argentina – lembrando que o arquipélago foi palco de uma sangrenta e estúpida guerra ocorrida há 30 anos entre Argentina e Inglaterra – estava na seguinte frase: “Para competir em solo inglês, treinamos em solo argentino”.

Não entrarei no mérito de quem são os verdadeiros donos deste arquipélago perdido no sul do Atlântico, embora tenha certeza absoluta da imbecilidade que foi aquela guerra. Porém, uma coisa eu tenho certeza: foi uma provocação para lá de desnecessária. O ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha já chiou.

Confira o vídeo que vem causando tanta polêmica entre argentinos e ingleses:

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 Almanaque, Listas, Olimpíadas, Seleção brasileira | 09:15

Todos os brasileiros da ginástica artística nas Olimpíadas

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Meninas da seleção de ginástica artística choram após conseguirem a vaga olímpica

A seleção brasileira feminina de ginástica artística, que nesta quarta-feira assegurou sua classificação para as Olimpíadas de Londres 2012, aumentou para 32 o número de atletas brasileiros que já disputaram os Jogos Olímpicos na modalidade. Uma história que começou em 1980, nas Olimpíadas de Moscou, quando Cláudia de Paula Magalhães Costa e João Luiz Ribeiro foram os primeiros ginastas brasileiros presentes aos Jogos.

Confira abaixo a lista completa:

Moscou 1980

Ginástica artística feminino
Cláudia de Paula Magalhães Costa

Ginástica artística masculina
João Luiz Ribeiro

Los Angeles 1984

Ginástica artística feminina
Tatiana Figueiredo

Ginástica artística masculina
Gérson Gnoatto

Seul 1988

Ginástica artística feminina
Luísa Parente Ribeiro

Ginástica artística masculina
Guilherme Saggese Pinto

Barcelona 1992

Ginástica artística feminina
Luisa Parente Ribeiro

Ginástica artística masculina
Marco Antônio Monteiro

Sydney 2000

Ginástica artística feminina
Camila Comin
Daniele Matias Hypólito

Atenas 2004

Ginástica artística masculina
Mosiah Rodrigues

Ginástica artística feminina
Ana Paula Rodrigues
Camila Comin
Caroline Molinari
Daiane dos Santos
Daniele Hypólito
Laís Souza

Pequim 2008

Ginástica artística masculina
Diego Hypólito

Ginástica artística feminina
Ana Cláudia Trindade
Daiane dos Santos
Daniele Hypólito
Ethiene Franco
Jade Barbosa
Laís Souza

Londres 2012

Ginástica artística masculina
Diego Hypólito
Arthur Zanetti
1 atleta (a definir)

Ginástica artística femina
6 atletas (a definir)

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011 Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 22:30

Handebol brasileiro fez uma campanha brilhante no Mundial. Isso precisa ser valorizado

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A brasileira Fernanda vibra após marcar um de seus cinco gols diante da Croácia

Na última quarta-feira, logo depois da sofrida eliminação do Brasil para a Espanha no Mundial feminino de handebol, acompanhei pelo Twitter várias manifestações a respeito do resultado, que tirava a seleção brasileira da briga por medalhas. E algumas delas (de gente que eu respeito demais) variavam entre a chacota com o nome da goleira e críticas à forma como veio a eliminação, levando um gol a 15s do fim e com uma jogadora a menos.

Sinceramente, e sem nenhuma dose de pachequice (todos que me conhecem, sabem como eu abomino os tolos pachecos), são opiniões equivocadas.

É necessário que seja feita uma análise bem distinta entre o que estas meninas do Brasil fizeram até agora no Mundial de handebol com aquele manjado discurso-padrão de atletas brasileiros que fracassam em torneios de ponta.

Não estamos aqui falando de uma modalidade que conta com milhões de estatais patrocinando as respectivas confederações. Trata-se de um esporte que ainda luta para criar raízes mais profundas no universo esportivo brasileiro e deixar de ser uma modalidade para poucos. O que não deixa de ser irônico, pois é o handebol o esporte mais praticado nas escolas do Brasil.

Nesta sexta-feira, ao derrotarem a Croácia por 32 a 31 e se classificarem para decidir o quinto lugar com a Rússia no próximo domingo, as meninas do Brasil fizeram mais do que recuperar o moral depois de uma derrota sofrida. Garantiram antecipadamente o melhor resultado na história da modalidade, superando o sétimo lugar do Mundial de 2005.

Ah, e só mais uma coisinha: o tão badalado e vitorioso vôlei não passava de um simples coadjuvante no final dos anos 70. Em 1980, ficou em quinto lugar nas Olimpíadas de Moscou; em, 1982, vice-campeão mundial; em 1984, garantiu a primeira medalha olímpica, a de prata, em Los Angeles 1984. Com paciência, organização e talento, os resultados apareceram. Quem pode garantir que o mesmo não ocorrerá com o handebol feminino?

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quinta-feira, 16 de junho de 2011 Almanaque, Imprensa, Olimpíadas | 23:17

Olimpíadas e política, uma mistura que não dá certo

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O primeiro grande boicote da história das Olimpíadas ocorreu nos Jogos de Moscou, em 1980

Um belo mico diplomático ameaça a tranquilidade dos organizadores dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Eis o diagnóstico da informação publicada nesta quarta-feira pelo jornal inglês “The Times”, após revelar que o filho do ditador líbio Muammar Kadafi, que preside o comitê olímpico de seu país, receberá centenas de ingressos para acompanhar as Olimpíadas do ano que vem. O problema é que a Líbia está sofrendo sanções da ONU (Organização das Nações Unidas) e o próprio Kadafi está proibido de sair de seu país, devido a uma ordem de prisão internacional. Uma bela confusão, em resumo.

Pelo regulamento do COI (Comitê Olímpico Internacional), os organizadores dos Jogos de Londres são obrigados a dar ingressos a um país que faz parte da entidade, mas se pudesse não dar…Na verdade, a política nunca combina com o esporte, eis uma verdade incontestável. Quando o assunto são as Olimpíadas, isso adquire uma repercussão ainda maior. Abaixo, alguns exemplos de quando assuntos políticos interferiram na história dos Jogos:

Berlim-1936: Na Alemanha nazista de Hitler, o primeiro grande exemplo de mico político. Os alemães já davam sinais do que fariam ao mundo alguns anos depois e usaram os Jogos para fazer apologia da doutrina da superioridade da raça ariana. Hitler e sua turma só não contavam que um negro americano chamado Jesse Owens acabasse com seus planos, conquistando quatro medalhas de ouro nas barbas do ditador nazista.

Cidade do México-1968: Os EUA sofriam com as críticas da opinião pública de seu país por conta da participação na Guerra do Vietnã. Além disso, o movimento negro lutava duramente contra a discriminação nos EUA, o que só piorou com o assassinato do líder Martin Luther King, meses antes dos Jogos mexicanos. Eis que no pódio dos 200m rasos, os velocistas americanos Tommie Smith e John Carlos realizaram a saudação do movimento Black Power no pódio. Após a premiação, foram mandados de volta para casa.

Montreal-1976: Por causa de divergências políticas, sempre houve uma ou outra desistência de países participando das Olimpíadas. A União Soviética, por exemplo, só foi participar pela primeira vez nos Jogos de 1952, em Helsinque. Mas a primeira vez em que a política fez um estrago nos Jogos Olímpicos foi nos Jogos de Montreal, no Canadá. Por causa de uma excursão de um time neozelandês à África do Sul, que vivias o regime do apartheid, o Congo pediu ao COI que excluísse a Nova Zelândia dos Jogos. Como o pedido não foi atendido, no dia da cerimônia de abertura 16 nações africanas, além de Guiana e Iraque se retiraram da competição.

Moscou-1980: Foi nas Olimpíadas organizadas pela então União Soviética, em 1980, que houve a maior derrota do esporte para a política . Liderados pelos EUA, um grupo de 69 países decidiu boicotar as Olimpíadas de Moscou, em represália à invasão soviética ao Afeganistão.

Los Angeles-1984: O troco veio quatro anos depois, quando a União Soviética comandou um boicote de 14 países do bloco socialista e mais Irã e Líbia aos Jogos organizados pelos EUA. Novamente o esporte perdeu para a política.

Seul-1988: Por estar tecnicamente em guerra com a Coreia do Sul (o tratado de paz nunca foi assinado),  a Coreia do Norte não compareceu às Olimpíadas de Seul. Ao lado dela, também aderiram ao mini-boicote Cuba (uma ausência importante), Etiópia e Nicarágua (que não fez lá muita falta).

Veja também:

Que moleza para o COI, hein?

O adeus de um herói da era pré-Phelps

Sorteio decidirá o destino de ingressos para Londres-12

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terça-feira, 12 de abril de 2011 Olimpíadas | 12:45

Pista do Estádio Olímpico de Londres vai sobreviver

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Para o bem do atletismo, a pista do Estádio Olímpico não será demolida

Beirava o absurdo que justamente nas Olimpíadas cujo presidente do Comitê Organizador (Sebastian Coe) é uma das lendas do atletismo, saber que a pista do Estádio Olímpico de Londres seria demolida, antes da arena ser entregue ao West Ham, da Premier League, após os Jogos. Mas esta ameaça surreal não existe mais. O conselho da Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo) anunciou nesta última segunda-feira, em Daegu, na Coreia do Sul, anunciou que a pista será mantida após os Jogos Olímpicos de 2012.

O Comitê Organizador divulgou que o West Ham se comprometeu a manter a pista e que isso será considerado um importante legado dos Jogos de Londres-12. E fica evidente que acabou prevalecendo a influência de Sebastian Coe na decisão. Para quem não sabe, Coe, que também é vice-presidente da Iaaf, conquistiu duas medalhas de ouro nos 1.500m (Moscou-80 e Los Angeles-84) e duas de prata nos 800m (Moscou-80 e Los Angeles-84).

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terça-feira, 22 de março de 2011 Almanaque, Ídolos, Olimpíadas, Vídeos | 17:22

O adeus de um herói da era pré-Phelps

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Nikolai Andrianov ainda é um dos maiores ganhadores de medalhas em Olimpíadas

Os torcedores mais novos que idolatram, com toda justiça, o nadador americano Michael Phelps, que faturou impressionantes oito medalhas de ouro nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, talvez desconheçam que o feito do americano teve uma importância ainda maior, simplesmente por ele ter superado a marca de um grande ídolo olímpico: Nikolai Andrianov, ginasta da antiga União Soviética, que entre os Jogos de Munique-72 e Moscou-80 ganhou nada menos do que sete ouros e 15 medalhas olímpicas no total, tornando-se, até Phelps surgir, o maior atleta masculino ganhador de medalhas na história olímpica. Pois este verdadeiro herói da uma era romântica do esporte morreu nesta segunda-feira, aos 58 anos, de uma doença degenerativa (o iG Esporte contou tudo aqui).

Para se ter uma ideia da importância do feito de Andrianov, ele ainda é o terceiro maior vencedor da história das Olimpíadas, atrás de Phelps e da ex-soviética Larisa Latynina, recordista geral com 18 medalhas conquistadas. O auge de Andrianov ocorreu nos Jogos de Montreal, em 1976, quando levou quatro de ouro, duas de prata e uma de bronze. A importância de Andrianov para a ginástica é tanta que ele dá nome a um dos critérios de avaliação nas provas por equipe na ginástica artística.

Melhor do que falar, contudo, é ver Nikolai Andrianov  em ação. Vale a pena, inclusive pela narração em russo…

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