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sábado, 29 de novembro de 2014 Ídolos, Pan-Americano, Seleção brasileira | 14:28

Lesão ameaça tirar estrela do handebol do Pan de Toronto

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Duda Amorim chora de dor após sofrer a lesão no joelho esquerdo (Foto: reprodução TV)

Duda Amorim chora de dor após sofrer a lesão no joelho esquerdo (Foto: reprodução TV)

Um escorregão aparentemente bobo pode custar à seleção brasileira feminina de handebol a ausência de uma de suas principais jogadoras nos próximos Jogos Pan-Americano de Toronto, em julho do ano que vem. A armadora Duda Amorim sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo, após sofrer uma queda após marcar um gol para o Brasil na vitória sobre a Tunísia por 35 a 23, pelo Torneio Internacional da Espanha, nesta sexta-feira. Ao arremessar para fazer o gol, Duda perdeu o equilíbrio e torceu o joelho.

Após uma ressonância magnética, realizada em Málaga, onde o torneio está sendo realizado, ficou constatada a lesão no ligamento cruzado anterior e precisará passar por uma cirurgia. O tempo estimado de recuperação é de seis meses, de acordo com a médica da seleção, Pauline Buckley Bittencourt Silva.

Com este prazo de recuperação, é muito difícil que Duda Amorim consiga entrar em forma a tempo para disputar o Pan-Americano de Toronto, de 10 a 26 de julho do ano que vem. O Brasil estará brigando pelo pentacampeonato da competição, repetindo os feitos de Winnipeg 1999, Santo Domingo 2003, Rio de Janeiro 2007 e Guadalajara 2011. E ficar sem uma jogadora do nível da armadora é um desfalque considerável, especialmente no ataque.

VEJA MAIS SOBRE O HANDEBOL BRASILEIRO NO ESPÍRITO OLÍMPICO:

>>> O dia em que o handebol deixou de ser “pé de página” no Brasil
>>> Após a festa, o handebol precisa olhar para o futuro
>>> Técnicos gringos são uma benção ao esporte do Brasil

Aos 28 anos e com 1m86 de altura, Duda Amorim vem sendo uma das principais artilheiras da seleção comandada pelo dinamarquês Morten Soubak, tendo marcado 103 gols nas duas últimas Olimpíadas (Pequim 2008 e Londres 20212) e nos Mundiais de 2011 (Brasil) e 2013 (Sérvia), quando a seleção conquistou uma inédita medalha de ouro.

Que ela tenha uma recuperação e consiga estar inteira para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

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sexta-feira, 28 de novembro de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:52

Técnicos gringos são uma benção ao esporte do Brasil

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O técnico dinamarquês Morten Soubak está bem preocupado com o futuro do handebol brasileiro

O dinamarquês Morten Soubak foi premiado pelo trabalho que levou o Brasil ao título mundial feminino no handebol

Antes de mais nada e para evitar as pedradas desnecessárias do “amigo internauta”, quero esclarecer que este post não é uma crítica ao trabalho dos bravos treinadores dos esportes olímpicos do Brasil. Só eles sabem a dificuldade que foi trabalhar nestes anos todos sem investimento – que começaram a aumentar de fato no esporte de alto rendimento desde 2010, um ano depois do Brasil ganhar a sede das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Isto posto, é necessário que se reconheça uma verdade absoluta: as principais modalidades esportivas só cresceram, evoluíram e venceram nos últimos anos, em boa parte por causa da presença dos treinadores estrangeiros por aqui.

Os exemplos são inúmeros. Atualmente, mais de 40 trabalham por aqui. Há modalidades que precisaram da presença de um profissional estrangeiro para realmente darem um salto de qualidade. Outras aproveitaram a experiência de quem veio de fora para aprimorar os bons trabalhos que já estavam sendo feitos por aqui. E claro que existem os casos em que nem com os gringos a modalidade conseguiu sair do limbo, mas isso foi exceção.

Ou alguém já se esqueceu da importância do argentino Rubén Magnano ao fazer o basquete brasileiro recuperar a auto-estima, voltar às Olimpíadas e cumprir uma brilhante campanha nos Jogos de Londres 2012 e na Copa do Mundo da Espanha, neste ano?

Jesús Morlán teve papel fundamental na evolução de Isaquias Queiroz na canoagem de velocidade

O espanhol Jesús Morlán teve papel fundamental na evolução de Isaquias Queiroz na canoagem de velocidade

A escolha do espanhol Jesús Morlán, da seleção brasileira de canoagem velocidade, e do dinamarquês Morten Soubak, respectivamente como os melhores treinadores nas categorias modalidade individual e coletiva, foi mais do que justa. A de Soubak veio até com atraso, mas essa por conta do calendário. A escolha dos vencedores do Brasil Olímpico de 2013 já estava definida antes da final do Mundial da Sérvia, quando de forma inédita e emocionante, a seleção brasileira feminina faturou o título.

>>> Veja também: Com ausências importantes, começa a votação para o Atleta da Torcida do prêmio do COB

A escolha de Morlán foi igualmente justa, afinal ele chegou há menos de dois anos e já contribuiu para a clara evolução da modalidade, especialmente de Isaquias Queiroz, bicampeão mundial na categoria C1 500 m (não olímpica).

Sem menosprezar os competentes treinadores brasileiros, é preciso tirar o chapéu para os gringos, que estão ajudando a colocar o esporte brasileiro em um outro patamar.

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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 20:23

Após a festa, o handebol precisa olhar para o futuro

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O técnico dinamarquês Morten Soubak está bem preocupado com o futuro do handebol brasileiro

O dinamarquês Morten Soubak (esq.) está bem preocupado com o futuro do handebol brasileiro

Passada a emoção da conquista histórica e a primeira leva de homenagens (mais do que merecidas, diga-se de passagem), é necessário que o handebol brasileiro tenha a tranquilidade necessária para avaliar o resultado efetivo da conquista do título mundial feminino neste domingo, na Sérvia. E nada melhor do que iniciar essa reflexão tomando como base uma declaração do competente e consciente dinamarquês Morten Soubak, treinador da equipe brasileira, publicada pelo portal AHE! nesta segunda-feira.

“Do jeito que está, não vai mudar nada. Estamos totalmente dependentes das meninas que estão na Europa. Não é por causa do que é feito no Brasil que estamos aqui. Nem um pouco. Se o Brasil daqui a três anos produzir cinco, oito jogadoras, beleza. Mas eu quero ver o Brasil produzir um time inteiro que vá para a seleção adulta”

Fala com muita propriedade o dinamarquês, que dirige a seleção feminina desde 2009, mas que chegou para trabalhar no Brasil em 2001. Ou seja, com 12 anos “de casa”, ele sabe muito bem como a banda toca por aqui. Se hoje exaltamos (com justiça) os feitos das heroínas do handebol, é bom não esquecer que boa parte deles devem-se ao importante intercâmbio que quase a totalidade das jogadoras (13 das 16 convocadas) adquiriram atuando na Europa. A própria presença de Soubak é fruto deste intercâmbio vitorioso.

Por aqui, os jogos das ligas nacionais (masculina e feminina) são vistos por uma minoria (familiares e amigos), com pouquíssima exposição nos canais de esporte e nos jornais e sites esportivos. Será que isso vai mudar com este título mundial?

A outra parte da declaração de Soubak também merece ser analisada com cuidado. A média de idade da seleção campeã mundial não é elevada demais, 26,3 anos. Mas as principais jogadoras da seleção estão longe de serem consideradas novatas: a capitã Fabiana, a Dara, tem 32 anos; Alexandra, a melhor do mundo em 2012, também tem 32; Dani Piedade está com 34 anos; a goleira Mayssa Pessoa está com 29; Deonise completou 30 anos. A melhor do Mundial, a armadora Duda Amorim, tem 27, mesma idade da central Mayara.

Ou seja, se não fizer um trabalho urgente de renovação, essa geração vitoriosa que emocionou o Brasil no último domingo certamente viverá seu canto do cisne nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Que as pessoas que comandam o handebol brasileiro estejam cientes de que a hora de olhar para o futuro da modalidade, é agora.

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 23:09

Com novo status, handebol feminino estreia no Mundial com chance real de medalha

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Morten Soubak orienta as jogadoras da seleção durante o treino. Ele acha possível ganhar uma medalha na Sérvia

Morten Soubak orienta as jogadoras da seleção durante treino. Ele acha possível ganhar uma medalha na Sérvia

Esqueça as épocas de vacas magras, de mero figurante em competições internacionais. Neste sábado, o handebol feminino do Brasil inicia sua participação no 21º Campeonato Mundial feminino, que foi aberto nesta sexta-feira na Sérvia (vitória da equipe da casa sobre o Japão por 28 a 26) com chances bastante reais de conseguir uma inédita medalha. A partida de estreia será contra a Argélia, válida pelo Grupo B, a partir das 15h (horário de Brasília), na cidade de Nis, com transmissão do canal Esporte Interativo.

Não se trata de uma previsão excessivamente otimista. A seleção feminina de handebol vem sendo a mais grata surpresa entre os esportes olímpicos coletivos do Brasil, com uma evolução inegável. O primeiro sinal veio na belíssima participação no Mundial de 2011, realizado em São Paulo, quando a equipe ficou em quinto lugar.

 >>> Relembre: O premiado começo de ano do esporte olímpico do Brasil

Depois, para provar que não havia sido obra do acaso, a seleção terminou em sexto lugar os Jogos Olímpicos de Londres 2012, fazendo uma campanha excepcional, com a equipe sendo eliminada apenas pela Noruega, que viria a ficar com a medalha de ouro. No começo desta ano, ainda teve eleito a pontaAlexandra Nascimento escolhida como a melhor jogadora do mundo pela própria IHF (Federação Internacional de Handebol).

Desta vez, as brasileiras não escondem a ambição de chegar ainda mais longe. Em entrevista ao blog, o técnico dinamarquês Morten Soubak falou da expectativa em relação à participação brasileira e avisa: o Brasil chega para levar uma medalha.

É possível repetir o desempenho no Mundial de 2011, quando o Brasil ficou em 5º lugar, ou diante do que a equipe mostrou em Londres, já se pode pensar em uma colocação melhor? 

Morten Soubak – Sempre pensamos em uma colocação melhor. Temos feito um bom trabalho e conquistado bions resultados. Estamos evoluindo bastante e nossa meta é ganhar uma medalha. Sabemos da qualidade das outras equipes, mas acreditamos que é possível ganharmos uma medalha.

O desempenho nos Jogos Olímpicos já trouxe algum reflexo em termos de maior respeito dos adversários pela equipe do Brasil?
Sim, hoje somos uma equipe conhecida e até apontada como uma das favoritas. Os adversários já estudam mais o nosso jogo e isso nos obriga a ter ainda mais cuidado. É muito gratificante.

O fato de ter sido eleita a melhor do mundo torna a Alexandra sua principal jogadora nesta equipe?
Não considero assim. Somos um grupo muito unido e todas tem um papel muito importante para a equipe.

Faça uma breve análise dos adversários do Brasil na primeira fase e, em sua opinião, quem é o favorito para ficar com o título?

Não sabemos muito sobre a Argélia, mas por ser a nossa estreia temos quer estar muito atentos. O primeiro adversário sempre somos nós mesmos. Japão e China têm um estilo diferente de jogo, são sempre muito velozes. A Sérvia tem a vanatagem de jogar em casa e também é uma equipe muito forte. A Dinamarca tem grande tradição no handebol e chega com jogadoras jovens que estão se saindo muito bem na seleção, então sabemos que será uma primeira fase bem difícil, mas estamos preparados.

Jogadoras que não foram chamadas para este Mundial, como a goleira Chana, poderão voltar a ter chance com você em novas convocações?
Acredito que sim. Hoje, temos muitas jogadoras brasileiras de qualidade, mas infelizmente é preciso fechar um grupo de apenas 16. Ela é uma excelente goleira, assim como outras brasileiras que atuam no país e na Europa. Todas têm chance de fazer parte da equipe.

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terça-feira, 11 de setembro de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:29

Prêmio de Morten Soubak é um pouco do Brasil também

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Morten Soubak foi escolhido pelo segundo melhor técnico do handebol feminino do mundo

Não se pode levar muito a sério enquetes na internet. A princípio, elas servem apenas para dar uma amostragem do que pensa, num determinado momento, o internauta que frequenta determinado site. O maior exemplo foi quando, em 2000, a Fifa quis saber quem foi o melhor jogador do século e a galera escolheu Maradona, antigo desafeto da entidade. Como a Fifa queria premiar Pelé de qualquer maneira, o jeito foi dar ao craque argentino o prêmio de melhor jogador do século escolhido “pela internet”, enquanto o Rei do Futebol acabou sendo o escolhido pelo “colégio eleitoral” da casa…

Mas ressalvas à parte, foi muito importante a escolha do dinamarquês Morten Soubak como o segundo melhor técnico de handebol feminino do mundo, de acordo com pesquisa realizada pelo site da IHF (Federação Internacional de Handebol). E o motivo para se festejar o resultado é simples: a escolha de Soubak como um dos melhores técnicos do mundo reflete o excelente momento pela qual passa o handebol feminino do Brasil, que é dirigido pelo dinamarquês desde 2009.

Pois foi com o trabalho competente e sem estrelismo de Soubak que o Brasil, um país sem tradição alguma na modalidade, conquistou em menos de um ano os melhores resultados de sua história, que foram o quinto lugar no Mundial de 2011, realizado em São Paulo, e o sexto lugar nos Jogos Olímpicos de Londres, quando cumpriu uma campanha brilhante, parando apenas nas quartas de final, sendo eliminado pela Noruega, que foi a campeã olímpica.

O prêmio de Morten Soubak também é do handebol feminino brasileiro.

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011 Mundiais, Seleção brasileira | 21:34

Dia de fazer história no Mundial feminino de handebol

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A goleira brasileira Chana foi o grande destaque na vitória sobre a França

Tudo bem, o torneio começou meio às escondidas, com fraca divulgação e sendo transmitido somente por um canal, o Esporte Interativo. Para piorar, trata-se de uma modalidade quase desconhecida do grande público, embora bastante praticada nas escolas (ao menos, é o que dizem por aí).  Sem falar que já estamos em dezembro, Natal já está chegando…

Enfim, o Mundial feminino de handebol, que está sendo disputado em São Paulo desde a última sexta-feira, tinha tudo para ser praticamente ignorado, exceto pelos amantes da modalidade. Mas esta terça-feira pode ter sido importante para a própria história do handebol no Brasil.

Com uma virada impressionante, após perder por 17 a 10 no primeiro tempo, a seleção brasileira conseguiu uma vitória histórica sobre a França, por 26 a 22. A mesma França que foi campeã mundial em 2003, na Croácia, e que é a atual vice do mundo. Todos apontavam as francesas como candidatas naturais a ficar com a primeira colocação no Grupo C, que está sendo realizado no Ginásio do Ibirapuera, e o próprio técnico do Brasil, o dinamarquês Morten Soubak, aposta na França como uma das favoritas para ficar com o título.

Mas a forma pela qual o Brasil superou as francesas, na base da superação, de virada e com uma atuação soberba da veterana goleira Chana, pode servir para “puxar” a torcida, que ainda comparece de forma tímida ao Ibirapuera. Nesta terça, somente 3.500 pessoas viram um resultado que pode fazer com que as brasileiras terminem em primeiro lugar em seu grupo.

Não ficarei surpreso se este número aumentar consideravelmente nas próximas rodadas, especialmente se a seleção brasileira estiver brigando por medalhas neste Mundial, algo que nem o mais pacheco fã de handebol poderia imaginar antes do torneio começar.

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