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Posts com a Tag Ministério do Esporte

sábado, 11 de fevereiro de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:36

Potência olímpica precisa de mecenas?

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Daniel Paiola ganhou bronze no Pan 2011 e ainda briga para ir às Olimpíadas

Por mais que números e resultados recentes apontem um evidente crescimento, o esporte olímpico brasileiro ainda vive momentos do mais puro (e nem sempre saudoso) amadorismo. Este é o sentimento que fica após ler a ótima reportagem publicada na edição deste sábado da “Folha de S. Paulo”, de autoria de Marcel Merguizo, que conta sobre o misterioso mecenas que pagou do próprio bolso dívidas contraídas pela CBBd (Confederação Brasileira de Badminton).

Veja também: E o Brasil, acredite, já é considerado uma “potência esportiva”

Graças a este “empréstimo”,  foram quitadas dívidas da entidade com a BWF (Federação Mundial de Badminton) e desta maneira atletas brasileiros estão autorizados a disputar competições internacionais. Entre os ameaçados de não competir por causa do calote da CBBd, atualmente sob intervenção por graves problemas administrativos, estava Daniel Paiola, medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara 2011 e que tem maiores chances de conseguir uma vaga para as Olimpíadas de Londres 2012.

É vergonhoso que situações como essa ainda ocorram nesta agora abonado esporte brasileiro, que recebe gordas verbas de leis de incentivo federais e que pode arrecadar  também através de projetos de renúncias fiscais. A situação é tão bizarra que as entidades não podem usar as verbas da Lei Agnelo/Piva para quitar multas. Enquanto isso, passam por vexames como o de depender da ajuda de endinheirados amantes do esporte para poder mandar seus atletas ao exterior.

Antes dos pachecos baterem no peito para encherem a bola do Brasil, sil sil olímpico, é melhor arrumarmos direito a nossa casa.  Com a palavra, COB, Ministério do Esporte e afins.

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domingo, 5 de fevereiro de 2012 Almanaque, Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas | 17:01

Não é difícil fazer massificação esportiva. Difícil é encontrar quem faça isso

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Nélson Prudêncio em clínica neste sábado: iniciativa deveria ser frequente no Brasil

Sábado abafado, sol a pino, resolvi pegar a molecada e sair pra passear. Sabe como é, último final de semana de férias, o ano promete ser puxado, com as Olimpíadas de Londres 2012 cada vez mais próximas…Destino foi o Sesc Pompéia, aqui na Zona Oeste de São Paulo.

Eis que chegamos ao segundo andar do complexo esportivo e topamos com uma cena no mínimo diferente ao que se vê com frequência nas praças esportivas deste país: para uma plateia de pouco mais de uma dezenas de pessoas, a maior parte delas crianças, falava o ex-atleta olímpico Nélson Prudêncio, duas vezes medalhista olímpico no salto triplo – prata na Cidade do México 1968, e bronze em Munique 1972. Prudêncio também foi, durante alguns minutos, recordista mundial da prova, durante o duelo que travou nas Olimpíadas de 68 com o soviético Viktor Saneyev, que no final terminou com a medalha de ouro.

Veja também: A inoportuna virada de mesa da CBV no vôlei de praia

Prudêncio, que hoje é doutor em atletismo e leciona na Universidade Federal de São Carlos, foi convidado para dar uma clínica de atletismo, como parte do programa de verão criado nas várias unidades do Sesc, espalhadas pelo estado de São Paulo.

A maioria das pessoas que estava na quadra do segundo andar do Sesc Pompéia não fazia ideia que estava diante de uma lenda do esporte brasileiro, que passava às crianças, com simplicidade e muita paciência, um pouco de seu conhecimento. Nada voltado a descobrir talentos, longe disso. Apenas a oportunidade de dar a quem nunca viu uma modalidade esportiva diferente a chance de conhecê-la. E quem sabe, a partir daí, descobrindo um novo talento.

E refletindo sobre esta cena, enquanto acompanhava minha filha participar da clínica de Prudêncio, lamentava que iniciativas como essa são exceção neste Brasil que dirigentes do COB e políticos do Ministério do Esporte insistem em chamar de futura potência olímpica. Com a quantidade de dinheiro público investido atualmente, é inconcebível que clínicas como estas promovidas pelo Sesc não se repitam semanalmente, e em todo o país.

Não posso acreditar que seja impossível fazer um trabalho de massificação esportiva DE FATO e não da boca pra fora, com eventos esporádicos aqui e ali, dificilmente atingindo os pontos mais distantes (e que não dão retorno de mídia) deste país.

Com a quantidade de grandes atletas que o Brasil já produziu, clínicas de massificação esportiva como essa poderiam ocorrer frequentemente. O que existe por aí em projetos de inclusão esportiva nem dá pra levar em conta, diante dos patéticos resultados alcançados.

Enquanto não houver esporte de inclusão, na base, o Brasil jamais poderá ser considerado uma potência esportiva.

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domingo, 24 de abril de 2011 Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:45

Ministério do Esporte ajuda a encher os cofres do vôlei

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O presidente da CBV, Ary Graça, e o ministro Orlando Silva

Pouco antes da final da Superliga masculina, neste domingo, o ministro do Esporte, Orlando Silva, deu entrevista coletiva no ginásio do Mineirinho anunciando a liberação de R$ 9,2 milhões para a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). O objetivo deste convênio, segundo o ministro, seria ajudar na preparação das seleções brasileiras masculina e feminina para as Olimpíadas de Londres, no ano que vem, e para os Jogos de 2016, que serão realizados no Rio.

Agora, só uma perguntinha: por que liberar tal verba (bastante razoável, para os pobres padrões do esporte brasileiro) para uma modalidade que tem um dos melhores patrocínios estatais – estima-se que o Banco do Brasil pague anualmente mais de R$ 25 milhões – e que recebe a maior parcela da Lei Agnelo/Piva, que destina 2% das verbas das loterias aos esportes olímpicos do país (no caso, R$ 3 milhões serão destinados ao vôlei em 2011)?

Estranho que o ministro, integrante de um partido de origens comunistas (PC do B), não se preocupe em repartir melhor a riqueza aos mais necessitados e, ao invés disso, acabe ajudando a quem já tem bastante. Duvida? No último balanço divulgado pela CBV, referente ao exercício de 2010, só de patrocínios  a entidade arrecadou R$ 44,9 milhões. Será que o ministro sabia disso?

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