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terça-feira, 12 de maio de 2015 Histórias do esporte, Ídolos, Isso é Brasil, Vídeos | 13:38

Salvem o GP Brasil de atletismo

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O Estádio Mangueirão, em Belém, não receberá a edição 2015 do Grande Prêmio Brasil de atletismo

O Estádio Mangueirão, em Belém, não receberá a edição 2015 do Grande Prêmio Brasil de atletismo

Os mais novos podem não saber, mas há quase 30 anos o Brasil entrou na rota dos eventos internacionais de atletismo. Foi em 1985, tendo como grande estrela o então campeão olímpico dos 800 m rasos Joaquim Cruz que realizou-se a na pista do Conjunto Constâncio Vaz Guimarães, no Ibirapuera, a primeira edição do Grande Prêmio Brasil de atletismo. Ao longo destes anos, o nome mudou de acordo com os patrocinadores, mas não foram poucos os astros da modalidade que desfilaram por aqui.

Sintam só o nível: além de grandes atletas brasileiros como Cruz, Zequinha Barbosa e Robson Caetano, os torcedores puderam apreciar de perto feras como Carl Lewis, Michael Johnson, Serguei Bubka, Said Aouita, Steve Ovett, Evelyn Ashford, Merlene Ottey, Calvin Smith, Dennis Mitchell e até Ben Johnson. Todos campeões olímpicos, muitos recordistas mundiais. Algo que hoje em dia é inimaginável pensar em se repetir, tal valor dos cachês de estrelas como Usain Bolt e Elena Isinbayeva.

Depois do Ibirapuera, o Grande Prêmio Brasil mudou de casa, foi disputado em algumas edições no Rio de Janeiro e por fim instalou-se em Belém desde 2002, no Estádio Mangueirão, sempre com arquibancadas lotadas. Houve um intervalo entre 2010 e 2012, quando retornou para o Rio, desta vez na pista do Engenhão.

Pois esta história de quase 30 anos corre sério risco de acabar…

Nesta segunda-feira, a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) soltou um comunicado confirmando que a SEEL (Secretaria de Esportes e Lazer) do Pará enviou carta à entidade, abrindo mão de organizar a edição 2015 do evento, por falta de verba. A competição está prevista para acontecer no próximo dia 21 de junho e para não perder a data e amargar um vexame justamente na data comemorativa de 30 anos, o presidente da CBAt, José Antonio Fernandes, o Toninho, corre atrás de algum patrocinador para bancar a competição. Entre passagens, hospedagem, premiação e outros custos de organização, o GP Brasil não sai por menos de R$ 2 milhões, verba que a Confederação não tem disponível.

Para quem gosta de atletismo, seria lamentável se um evento tão tradicional e que integra o circuito da Iaaf Challenge, o segundo em importância no mundo, atrás apenas da Liga de Diamante, fosse cancelado e, pior, tirasse o Brasil da rota do atletismo mundial, a pouco mais de um ano da realização dos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Mate um pouco a saudade dos bons tempos do GP Brasil de atletismo nos vídeos abaixo, com as históricas transmissões da TV Bandeirantes e o seu “Show do Esporte”, narração de Jota Júnior e comentários de Álvaro José:

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sexta-feira, 2 de maio de 2014 Olimpíadas | 16:56

Programa obrigatório para quem gosta de atletismo em SP

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O panamenho Irwing Saladino é a maior atração do Grande Prêmio São Paulo de atletismo

O panamenho Irwing Saladino é a maior atração do Grande Prêmio São Paulo de atletismo

Se você não tiver programa definido para a manhã do próximo domingo, estiver em São Paulo e for fã de atletismo, já tem o que fazer. A pista do Estádio Ícaro de Castro Mello, no Ibirapuera, receberá a partir das 8h30, a edição do Grande Prêmio Caixa São Paulo de atletismo, um dos dois eventos internacionais da modalidade previstos para ocorrer no Brasil neste mês (o outro é o GP Caixa Sesi, que acontecerá em Uberlândia no dia 7, quarta).

Serão 20 provas, 11 masculinas e nove femininas, que contará com a presença de 141 atletas (80 homens e 61 mulheres), representando 17 países das Américas do Sul, Central, Europa e África. A entrada ao público é gratuita e o acesso pode ser feito por dois locais: Rua Marechal Estênio Albuquerque Lima, 82, ou pela Rua Abílio Soares, 1215.

É claro que para os saudosistas, o nível do torneio não se compara ao que ocorreu em São Paulo nos anos 80 e início dos 90, quando o GP paulistano chegou a fazer parte do calendário principal de provas da Iaaf (Associação das Federações Internacionais de Atletismo, na sigla em inglês). Foi um período áureo, com gordos cachês que atraíram algumas das maiores estrelas do esporte, como Carl Lewis, Serguei Bubka, Steve Ovett, Michael Johnson e até mesmo Ben Johnson, aquele mesmo do doping nas Olimpíadas de Seul, em 1988.

Ainda assim, será uma ótima oportunidade para ver como estão alguns dos atletas que poderão brilhar no Rio de Janeiro em 2016, na disputa dos Jogos Olímpicos. Individualmente, o nome mais forte que estará competindo no Ibirapuera é o do panamenho Irwing Saladino, campeão olímpico do salto em distância nas Olimpíadas de Pequim 2008, e que busca retomar a velha forma, após fracassar em Londres 2012 e de nem ter disputado o Mundial de Moscou, no ano passado. Ele ocupa atualmente o quinto lugar no ranking mundial da prova (8m16 foi sua melhor marca neste ano).

Entre os brasileiros, chama a atenção a participação de Aldemir Gomes, sétimo melhor tempo do ano até agora nos 200 m, com  20s32; Hugo de Sousa, oitavo mais rápido de 2014 nos 400 m (45s09); Thiago Braz, no salto com vara, que foi quarto colocado no Mundial indoor de Sopot (Polônia); no feminino, Franciela Krasucki, nos 200 m, e Keila Costa, no salto em distância.

Confira abaixo a programação completa do Grande Prêmio São Paulo de atletismo

8h30  – CERIMÔNIA DE ABERTURA
8h45 –  Salto com Vara Masculino (mas)
9h –  400m c/barreiras (fem)
9h03 –  Salto em Distância (mas)
9h10 – Lançamento do Disco (mas)
9h15 – 400 m c/barreiras (mas)
9h18h – Arremesso do Peso (fem)
9h25 – Salto em Altura (mas)
9h30 – 3.000 m (fem)
9h45 – 3.000 m (mas)
10h –  400 m (mas)
10h15 – 400 m (fem)
10h30 – 800 m (fem)
10h35 – Lançamento do Disco (fem)
10h40 – Arremesso do Peso (mas)
10h42 – Salto em Distância (fem)
10h45 – 800 m (mas)
11h –  200 m (fem)
11h15 – 200 m (mas)
11h30 – 100 m c/barreiras (fem)
11h45 – 110m c/barreiras (mas)

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sexta-feira, 22 de março de 2013 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Vídeos | 15:55

Antes de Bolt, havia Pietro Mennea…

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Pietro Mennea se prepara para a largada nas eliminatórias dos 200 m em Seul 1988, ano de sua despedida

Para quem acha que competições de velocidade em atletismo só combinam com atletas negros dos Estados Unidos e da Jamaica, atenção: houve uma época em que ninguém foi mais rápido nos 200 metros do que o italiano Pietro Mennea, dono do recorde mundial durante 17 anos, e que morreu nesta última quinta-feira, aos 61 anos, de causas não reveladas.

Mennea foi uma verdadeira lenda para o atletismo mundial. Primeiro, por se tratar de um italiano, país que não tem tradição nas provas rápidas de pista. Além disso, o recorde cravado na Cidade do México, em 1º de setembro de 1979, 19s72, demorou quase duas décadas para ser superado. O feito coube a outro extraordinário atleta, Michael Johnson, em 1996, às vésperas das Olimpíadas de Atlanta (quando, por sinal, quebraria o recorde novamente).

Outro ponto que comprova a importância de Pietro Mennea na história dos 200 m é que seu antigo recorde permanece entre as dez melhores marcas nesta prova em todos os tempos, quase 34 anos depois.

Nos Jogos de Moscou 1980, Pietro Mennea alcançou seu maior feito na carreira, ao ganhar a medalha de ouro nos 200 m, em uma chegada emocionante, superando o britânico Allan Wells nos metros finais. Mennea ainda conquistou outras duas medalhas de bronze olímpicas, no revezamento 4 x 400 m (em 80) e nos 200 m (em Munique 1972). Disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos, tendo participando ainda de Montreal 1976, Los Angeles 1984 e despedindo-se em Seul 1988, aos 36 anos.

Após a aposentadoria, tornou-se político ligado aos partidos de centro-esquerda e professor universitário de direito. Sua morte comoveu a Itália, tanto que no amistoso entre Brasil e a seleção italiana, na última quinta-feira, foi prestado um minuto de silencio em sua homenagem.

Ao falar de Pietro Mennea, imediatamente me lembro do ótimo filme “Homens Brancos Não Sabem Enterrar” (1992), do cineasta americano Spike Lee, que contava a história de dois jogadores de basquete de rua (Woody Harrelson e Wesley Snipes) e brincava com a ideia de que somente os negros conseguiriam fazer aquelas incríveis enterradas durante o jogo. Pois bem, se visse o filme, Mennea poderia perfeitamente bater no peito e dizer: “Homens brancos também sabem correr”.

Reveja a incrível vitória de Pietro Mennea na final olímpica dos 200 metros em Moscou 80:

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sexta-feira, 20 de julho de 2012 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Vídeos | 09:08

E faltam apenas sete dias para a festa começar

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Bem, caso você não tenha percebido, nesta sexta-feira faltarão apenas sete dias para a abertura da 30ª edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna. A festa do evento poliesportivo mais importante do planeta começará em Londres daqui a exatamente uma semana.  E para entrar no clima olímpico, que tal curtir este vídeo especial produzido pelo COI (Comitê Olímpico Internacional)?

Em 3min20s, alguns dos personagens e cenas mais marcantes da história dos Jogos – inclusive os de Inverno – são exibidos, como a vitória do etíope Abebe Bikila ganhando a maratona dos Jogos de Roma 1960; o americano Mark Spitz ganhando uma de suas sete medalhas de ouro em Munique 1972; Carl Lewis brilhando nos 100 m e no salto em distância em Los Angeles 1984 e Atlanta 1996; por sinal, nos Jogos de Atlanta que também consagraram o americano Michael Johnson nos 200 e 400 m; e como não poderia faltar, a performance inesquecível da romena Nádia Comaneci nas barras assimétricas, em Montreal 1976.

Bem, melhor do que ficar falando, é melhor curtir as imagens e esperar que estes sete dias passem bem rápido…

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