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Posts com a Tag Memória esportiva

terça-feira, 25 de novembro de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 17:56

Professora da USP ajuda a difundir os valores olímpicos

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A professora Katia Rubio ao lado das integrantes do projeto de handebol no Centro Olímpico de SP, após uma das palestras

A professora Katia Rubio (à esquerda), ao lado das integrantes do projeto de handebol no Centro Olímpico de SP, após uma de suas palestras

Uma das funções (ao menos na teoria) dos Jogos Olímpicos sendo realizados no Brasil seria o de ajudar a expandir os horizontes das pessoas a respeito das modalidades e valores que compõe o rico e emocionante universo das Olimpíadas. Pena que isso ficou apenas na teoria. Há menos de dois anos para a abertura dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016, quase nada foi pensado como forma de usar o mega-evento para levar ao público brasileiro um pouco mais do que previsão de medalhas ou resultados dos atletas de alto rendimento nos eventos pré-olímpicos.

Nem irei falar no trabalho com a base esportiva do Brasil, pois aí a conversa vai ficar mais longa ainda e o cenário desolador.

Enfim, se os responsáveis pelos Jogos de 2016 não se prepararam (ou não se preocuparam) em criar formas de difundir os valores olímpicos, há quem esteja fazendo isso individualmente. Desde o final de outubro, Katia Rubio, professora da USP (Universidade de São Paulo) de psicologia e educação física, tem ministrado uma série de palestras sobre o tema “Esporte, Educação e Valores Olímpicos” para professores, coordenadores, alunos e atletas da Rede Municipal de Ensino de São Paulo e de quem vivencia o meio esportivo e educativo.

Estas palestras são uma contrapartida da professora pelos recursos obtidos com a lei Rouanet que irão ajudar a bancar o lançamento da Enciclopédia Olímpica Brasileira, que faz parte do projeto de pesquisa “Memórias Olímpicas por Atletas Olímpicos Brasileiros”, que é desenvolvido por Katia há 15 anos e que tem como objetivo recuperar a memória dos 1.800 atletas olímpicos que representaram o Brasil em Jogos Olímpicos da Era Moderna.

Nos últimos 10 anos, Katia publicou e organizou 18 livros na área de Psicologia do Esporte e Estudos Olímpicos e em junho de 2010 foi agraciada com a Medalha do Mérito Desportivo do então presidente Luis Inácio Lula da Silva.

>>> Veja também: Exemplo de legado esportivo com o esporte paraolímpico

A palestra tem como finalidade ampliar os temas relacionados com a educação olímpica dentro da cultura e da história do esporte brasileiro e tentar estimular o hábito de leitura e também ampliar a possibilidade dessa atividade na interpretação e análise de textos proporcionado pelo conteúdo das apresentações.

Nesta quinta-feira (27), Katia Rubio fará mais uma de suas palestras, no Auditório DRE (Delegacia Regional de Ensino) Capela – Rua Adib Chammas, nº 105, na Capela do Socorro, zona Sul de São Paulo. Ótimo programa para quem quer aprender um pouco mais sobre os valores olímpicos.

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terça-feira, 14 de maio de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 23:23

Um projeto para salvar a memória olímpica do Brasil

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Katia Rubio iniciou seu projeto de resgate da história do esporte olímpico brasileiro há 13 anos

Para tentar acabar com a (má) fama de que não se preserva a memória no Brasil, em qualquer setor de atividade, a psicóloga esportiva Katia Rubio, professora associada da EEFE-USP (Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo) resolveu botar a mão na massa. E nos últimos 13 anos, vem resgatando a história do olimpismo brasileiro. Só que agora ela precisa de ajuda.

O projeto “Memórias Olímpicas por atletas Olímpicos Brasileiros” tem como objetivo traçar o perfil dos 1.872 atletas olímpicos do Brasil que disputaram as Olimpíadas de verão, desde 1920, em Antuérpia (Bélgica). Só que ela está precisando de ajuda para concluir este belo projeto.

Desde esta segunda-feira (13/5), ela iniciou uma campanha de “crowdfundig” no site Salve Sport, em busca dos recursos que faltam para completar o trabalho, que culminará com a publicação da Enciclopédia Olímpica Brasileira. São 39 dias restantes para a campanha, que tem como objetivo arrecadar R$ 120 mil, no mínimo.

E você, quer ajudar a preservar a memória olímpica do Brasil? Veja o que diz a professora Katia Rubio.

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013 Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 20:45

Ary Ventura Vidal…

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Ary Vidal, que morreu nesta segunda-feira, já vinha sofrendo com problemas de saúde há algum tempo

Ainda estava tentando assimilar o soco no estômago deste domingo, após a tragédia de Santa Maria que causou a morte de mais de 230 jovens, quando abro a internet e me deparo com a notícia da morte de Ary Vidal, um dos maiores treinadores que o basquete brasileiro já conheceu. Ele estava com 77 anos e já vinha doente há algum tempo, tendo sofrido um AVC  anos atrás e mais recentemente um infarto e insuficiência renal. Ele será sepultado nesta terça-feira, no Rio de Janeiro.

Seria até redundante tentar explicar em algumas linhas deste post a importância de Ary Vidal para o basquete brasileiro. Com uma precoce carreira de treinador, iniciada em 1959, comandou as principais equipes do país, sempre introduzindo nelas um traço que o perseguiu ao longo da carreira: o gosto pelo jogo ofensivo, intenso.

Característica essa que foi marcante na maior conquista de sua carreira e uma das principais do próprio basquete masculino nacional, com a medalha de ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987. Na ocasião, a seleção brasileira causou a primeira e única derrota de uma equipe dos EUA (que só tinha um tal de David Robinson no elenco) em seu próprio território, vencendo a final por 120 a 115. E o grande segredo desta vitória o próprio Ary se orgulhava em contar: estimular os chutes da linha de três pontos de Oscar e Marcel, os especialistas neste fundamento.

“Quando a Fiba introduziu a linha de três pontos, eu virei para o Oscar e o Marcel e disse que se conseguíssemos saber tirar proveito disso, teríamos uma arma imbatível. E estava certo”, disse Ary certa vez, em uma das várias oportunidades em que tive a honra de entrevistá-lo.

Críticos diziam que Ary Vidal era apenas um “bom motivador” de elencos repletos de craques e medalhões. Ouvi isso de alguns dirigentes. Pura inveja, na minha opinião. Ou como justificar que um mero “motivador” exiba um aproveitamento de mais de 74% de vitórias no comando da seleção (92 vitórias e 29 derrotas)? E como explicar aos invejosos o feito histórico de Ary Vidal, ao transformar um time sem estrelas, como o Corinthians de Santa Cruz do Sul (RS), em campeão brasileiro, na temporada de 1994?

E vale lembrar que com Ary Vidal, o Brasil subiu ao pódio pela última vez na história dos Mundiais de basquete, em 1978, nas Filipinas. E antes do argentino Rubén Magnano dirigir o Brasil em Londres 2012, foi Vidal quem estava à frente da seleção masculina em sua última participação em Olimpíadas, em Atlanta 1996, ao classificar a equipe durante o Pré-Olímpico de Neuquén (Arg), em 95.

Aliás, é deste torneio que guardo uma das lembranças mais marcantes de Ary Vidal, um homem que era extremamente inteligente, bom de papo, adorava falar com os jornalistas e, talvez por conta de tudo isso, bastante vaidoso. O Brasil fazia uma campanha irregular e chegou à última rodada da segunda fase ameaçado de eliminação. Para isso, bastava o Uruguai bater Cuba, na preliminar de Brasil x Porto Rico.

A turma de jornalistas brasileiros estava posicionada para acompanhar a partida, meio ressabiada, já prevendo o pior. Eis que vimos Ary na tribuna de imprensa, sentado ao nosso lado. Ele disse que não conseguiria esperar o resultado no hotel e decidiu chegar antes da delegação. Ainda assim, esbanjava confiança:  “Cuba vai vencer”, disse, mostrando um otimismo até um pouco excessivo, pela situação dramática do time. Mas ele não perdeu a pose, muito pelo contrário.

Só sei que durante o jogo, ele fumou pelo menos uns cinco cigarros, um atrás do outro, sem dizer uma palavra. No final, o inacreditável: Cuba, que até então era o saco de pancadas, venceu os uruguaios por 20 pontos de diferença, assegurando a passagem do Brasil para as semifinais. Aí, Ary Vidal se virou para o grupo de jornalistas, e todo pimpão, nos desafiou: “Eu não disse que Cuba iria ganhar?”, dando uma piscada marota.

Sim, Ary Ventura Vidal vai fazer muita falta…

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011 Almanaque, Imprensa, Mundiais | 18:38

Vem aí o Museu do Handebol

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O jornalista Philippe Pailhories é o idealizador do Museu do Handebol, que deve ser inaugurado em 2015

Boa notícia para aqueles que apreciam e tentam preservar a memória do esporte. O handebol deverá ganhar até 2015 um local para resgatar e conservar relíquias e registros da modalidade. O Museu do Handebol será construído na cidade de Colombes, localizada nos arredores de Paris (França). O local irá funcionar dentro de um ginásio, que terá a capacidade para oito mil pessoas e que também receberá a nova sede da FFHB (Federação Francesa de Handebol).

A iniciativa do projeto foi do jornalista francês Philippe Pailhories, que trabalha no jornal esportivo “L’Equipe”  e que está em São Paulo para cobrir o Mundial feminino de handebol. Segundo ele, a ideia do museu surgiu em 2008, mas as obras só começaram há três meses. Mesmo assim, já conta com um acervo considerável: 300 camisas de clubes e seleções, 500 bandeiras, 700 pins, 100 cachecóis com símbolos de times de todos os continentes, além de duas mil fotos, pôesteres e flâmulas.

O Brasil também já deu sua contribuição ao futuro Museu do Handebol. A goleira Darly e o armador Bruno Souza, que já defenderam a seleção brasileira e que atuaram na França entre 2007 e 2010, doaram as camisas de seus respectivos clubes. Mas Pailhories voltará para casa com novas peças para o museu, pois já recebeu os uniformes da Metodista/São Bernardo e do Pinheiros, que decidiram a última Liga Nacional masculina.

Veja também: Contusão de craque ameaça o handebol brasileiro no Pan

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