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terça-feira, 6 de janeiro de 2015 Pan-Americano, Seleção brasileira | 16:43

Brasil brigará para ser top 3 em Toronto, diz dirigente do COB

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Marcus Vinicius Freire diz que o Pan-Americano de Toronto terá a maior delegação brasileira em uma competição no exterior

Marcus Vinicius Freire diz que o Pan-Americano de Toronto terá a maior delegação brasileira em uma competição no exterior

Última competição poliesportiva de relevância até os Jogos Olímpicos do Rio 2016, o Pan-Americano de Toronto 2015, a partir de 10 de julho (algumas partidas do torneio de polo aquático começarão já a partir do dia 7) terá tratamento especial por parte do COB (Comitê Olímpico do Brasil). Além de ser considerada fundamental na preparação olímpica dos atletas brasileiros, o evento receberá tratamento “VIP” por parte da entidade, que além de levar sua maior delegação da história, viajará com pretensões nada modestas: a meta é terminar a chamada “Olimpíada das Américas” no top 3 do quadro de medalhas.

De acordo com Marcus Vinicius Freire, diretor-executivo do COB, em entrevista ao blog no final do último mês de dezembro, será a maior missão esportiva brasileira fora do país e também a mais complicada. “Além disso, o nível técnico promete ser mais elevado do que foi no Pan de 2011, em Guadalajara”, disse Freire.

Confira abaixo os principais pontos da entrevista:

Espírito Olímpico: Como o COB está traçando o planejamento da participação nos Jogos Pan-Americanos de Toronto?

Marcus Vinicius Freire: Esta será a maior missão de uma delegação esportiva fora do Brasil, até mesmo na quantidade de pessoas envolvidas. Incluindo os chamados oficiais [técnicos, auxiliares, preparadores físicos, médicos, fisioterapeutas etc], deveremos levar para o Canadá cerca de 540 pessoas. Em termos de logística também será um Pan especial, pois além de termos à disposição quase um prédio todo dentro da Universidade de York, em Toronto, teremos atletas espalhados em cinco sub-vilas pan-americanas na região da grande Toronto. O planejamento tem sido bastante complexo.

EO: Em termos esportivos, o que o COB espera da participação brasileira neste Pan? Deverá enviar sua força máxima, até por conta da preparação para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro?

MVF: Sobre o nível da equipe que estará presente, cada confederação é que irá traçar seu próprio planejamento. Alguns, por questão de calendário, não devem ir com força máxima, como será o caso do vôlei masculino, cujo calendário da Liga Mundial irá se sobrepor ao do Pan, e nos esportes aquáticos polo aquático e saltos ornamentais também deverão ter problema em enviar sua equipe principal, por causa do Mundial de Kazan (RUS). De qualquer forma, a nossa meta é terminar o Pan no top 3 do quadro de medalhas, brigando com o Canadá pela segunda colocação.

EO: E você acha que esta é uma meta possível de ser alcançada?

MVF: Acredito que sim, especialmente por conta de nossos últimos resultados. Mas não será uma tarefa simples ficar com esta segunda colocação, pois o Canadá vem crescendo bastante nos últimos anos, fazendo um ótimo trabalho em várias modalidades, parecido com o que estamos fazendo aqui no Brasil. E como Cuba vem caindo de rendimento nos últimos anos, muito por conta da falta de investimento, acho bem possível alcançar a meta de terminar o Pan entre os três primeiros.

EO: Na prática, o Pan de Toronto será importante para quais modalidades?

MVF: Para alguns esportes, será a competição ideal para testar a preparação da equipe de olho no Rio 2016. O hóquei na grama masculino, por exemplo, terá sua última chance de se classificar para as Olimpíadas. Para isso, precisa terminar entre os seis primeiros em Toronto. O tênis de mesa também deve levar sua força máxima para Pan, e há esportes que valem vaga olímpica, como é o caso do pentatlo moderno, canoagem e hipismo.

EO: Você citou anteriormente a dificuldade na logística da preparação da campanha brasileira. Cite um exemplo desta dificuldade…

MVF: O caso do hipismo é um deles. Teremos problemas graves para o transporte dos cavalos, pois quase todos eles ficam na Europa e precisaremos ainda encontrar uma melhor maneira de transportá-los. Sem falar na própria estrutura montada por Toronto, que terá além da Vila pan-americana principal, outras cinco sub-vilas, para o remo/canoagem velocidade, tiro/hipismo, ciclismo mountain bike, canoagem slalom e futebol. A logística será bem complicada.

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014 Olimpíadas, Pan-Americano | 22:54

Pan de Toronto é última chance para hóquei masculino do Brasil ir ao Rio 2016

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Seleção masculina do Brasil enfrenta o Peru pelos Jogos Sul-Americanos (Foto; Washington Alves/COB)

Seleção brasileira enfrenta o Peru pelos Jogos Sul-Americanos (Foto: Washington Alves/COB)

Pelo menos para uma modalidade o Pan-Americano de Toronto, que ocorrerá em julho do ano que vem, terá uma importância fundamental. O hóquei sobre grama do Brasil irá encarar a chamada “Olimpíada das Américas” como a chance derradeira de se classificar para os Jogos do Rio 2016. Ao contrário de outras modalidades, no hóquei sobre grama os brasileiros não terão vaga assegurada, justamente pelo nível técnico da seleção, muito longe das grandes forças mundiais.

Segundo o diretor-executivo do COB (Comitê Olímpico do Brasil), Marcus Vinicius Freire, a seleção masculina de hóquei precisará ficar entre os seis primeiros do Pan de Toronto para que a IHF (Federação Internacional de Hóquei) confirme o convite para os brasileiros disputarem as Olimpíadas. Em 34º lugar no ranking mundial, o Brasil precisa estar entre os 40 melhores do planeta para que a IHF ratifique o convite, posição que deverá ser alcançada se terminar o Pan-Americano entre os seis primeiros colocados.

>>> VEJA TAMBÉM: Hóquei feminino do Brasil vira o primeiro mico para 2016

Se a seleção masculina ainda tem um fio de esperança de participar das Olimpíadas em seu próprio país, o feminino já entregou os pontos. Desde agosto, o Ministério do Esporte  não conta mais com a presença do time feminino, que jamais conseguiu montar uma equipe minimamente competitiva e não estará presente em 2016, a menos que ocorra uma virada de mesa inédita na IHF.

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014 Ídolos, Seleção brasileira | 13:43

Lais Souza será homenageada no Prêmio Brasil Olímpico

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Laís Souza tem contado com apóio permanente de sua família no processo de recuperação do acidente que a deixou tetraplégica

Lais Souza receberá uma homenagem especial no Prêmio Brasil Olímpico

A ex-ginasta e esquiadora Lais Souza, que ficou tetraplégica após sofrer um acidente de esqui no final de janeiro, às vésperas de disputar as Olimpíadas de inverno de Sochi, será homenageada durante a entrega do Prêmio Brasil Olímpico, que ocorrerá no próximo dia 16, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo diretor superintendente do COB (Comitê Olímpico do Brasil), Marcus Vinícius Freire, em entrevista ao blog.

Será a primeira vez que Laís virá ao Brasil desde o grave acidente ocorrido em um treino, no dia 27 de janeiro, nos EUA, quando aguardava a confirmação de sua classificação para a prova do ski aerials em Sochi. No acidente, Lais lesionou a coluna e perdeu os movimentos do ombro para baixo. Desde então, segue tetraplégica.

Além de ser homenageada no Brasil Olímpico, Lais deverá participar de uma palestra na Universidade Estácio de Sá, no Rio,  e revalidar seu visto de permanência em Miami, onde vem morando desde que ocorreu o acidente e vem passando por um complexo tratamento com células-tronco. Ela passará as festas de final de ano no Brasil e retornará aos EUA assim que o visto for revalidado.

>>> Veja também: Uma grande vitória de Lais Souza

Em novembro, Lais Souza conseguiu uma vitória pessoal com a aprovação do projeto de lei, de autoria da deputada federal Mara Gabrili, que prevê o pagamento de pensão vitalícia no teto da Previdência Social (hoje em R$ 4.390,24). O valor proposto para a pensão segue a mesma regra aplicada ao benefício pago aos atletas que foram tricampeões mundiais de futebol, nas Copas de 1958, 1962 e 1970.

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quinta-feira, 13 de março de 2014 Imprensa, Isso é Brasil, Listas, Olimpíadas, Política esportiva | 14:45

Relembre outros vexames do Brasil a caminho do Rio 2016

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Os pagamentos de comissões a empresas ligadas a diretores da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), por intermediar contratos de patrocínio do Banco do Brasil, revelados em ótima série de reportagens do jornalista Lúcio de Castro, da ESPN Brasil, abalou não só o vôlei como o próprio universo olímpico brasileiro. O superintendente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Marcus Vinícius Freire, disse à Folha de S. Paulo temer que o escândalo abale o desempenho da modalidade na preparação para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira, o próprio presidente do COB, Carlos Nuzman, deu entrevista na qual declarou estar “preocupado com a situação da CBV“.

Mas para quem tem boa memória – e se há uma qualidade que modestamente reconheço ter é justamente essa – a bomba que caiu no colo do vôlei é só mais um dos vários vexames protagonizados por organizadores, políticos e cartolas de confederações, entre outros, na preparação do Brasil para a primeira edição dos Jogos Olímpicos na América do Sul. Relembre abaixo outros dez casos emblemáticos:

1) Roubo de dados secretos de Londres 2012 por integrantes do Rio 2016

Sebastian Coe discursa em seminário no Rio e minimiza caso de espionagem

Sebastian Coe discursa em seminário no Rio e minimiza caso de espionagem

Em setembro de 2012, um mês depois do encerramento das Olimpíadas de Londres, dirigentes britânicos divulgaram que integrantes do comitê do Rio 2016, que trabalhavam em conjunto para conhecer o funcionamento da organização dos Jogos, fizeram sem autorização cópias de documentos secretos. O fato culminou com a demissão de dez funcionários do órgão brasileiro.  Em novembro, durante um seminário no Rio, o ex-presidente do comitê de Londres, Sebastian Coe, mininizou o ocorrido. “Não demos muita importância ao tema

2) Descredenciamento do Ladetec

O Brasil tinha um único laboratório credenciado pela Wada (Agência Mundial Antidoping), o Ladetec, no Rio de Janeiro. Só que desde agosto do ano passado não tem mais. Por causa de inúmeros erros em procedimentos e resultados controversos, a Wada retirou as credenciais do Ladetec. Foi uma esculhambação sem proporções para o país, que criou até uma agência própria para ampliar o combate ao doping no país. A Wada diz esperar recredenciar o Ladetec novamente até o segundo semestre de 2015.

3) Demolição do Célio de Barros e do Júlio Delamare

O que restou do Célio de Barros, antes de ser poupado da destuição total pelo governador Sergio Cabral

O que restou do Célio de Barros, antes de ser poupado da destruição total

Um dos maiores crimes cometidos ao esporte olímpico brasileiro foi protagonizado pela prefeitura e governo do estado do Rio de Janeiro, quando por conta do acordo com o consórcio que administra o estádio do Maracanã, decidiu-se pela demolição do Estádio Célio de Barros (atletismo) e do Parque Aquático Júlio Delamare. Além de receberem competições nacionais, os dois equipamentos também atendiam à população da cidade e poderiam perfeitamente ser utilizados nas Olimpíadas de 2016, até para treinamento das equipes. E foi por enorme pressão popular, com direito a uma carta do campeão olímpico Joaquim Cruz, tanto o governador Sérgio Cabral quanto o prefeito Eduardo Paes recuaram e decidiram não derrubar definitivamente os dois estádios. O problema é que o Célio de Barros encontra-se sem condições de uso e não se sabe quando isso irá ocorrer.

4)  Atraso para a licitação do Complexo de Deodoro

Um dos pontos mais complicados na organização dos Jogos de 2016 tem sido o Complexo de Deodoro, que receberá uma quantidade considerável de modalidades olímpicas (esgrima, pentatlo moderno, hipismo, ciclismo BMX, ciclismo mountain bike, tiro esportivo e canoagem slalom). Eis que até agora não foi feita a licitação para as obras do local, o que motivou um relatório preocupante do TCU (Tribunal de Contas da União) e a expectativa é que as obras comecem obrigatoriamente este ano. O próprio Eduardo Paes admite que o complexo será entregue apenas em 2016.

5) As “broncas” do COI e os relatórios sigilosos

Outro mico que os organizadores de 2016 tiveram que enfrentar foi o vazamento de um relatório sigiloso feito pelo COI, após uma reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, mostrando que a entidade estava extremamente preocupada em razão de atrasos nas obras das arenas, problemas na infraestrutura de transporte da cidade, déficit no número de quartos de hotel, falta de recursos de patrocinadores, entre vários pontos abordados. Ao iG, o COI não desmentiu a existência do documento, mas negou que houvesse alguma preocupação exagerada com os Jogos. Mas o novo presidente da entidade, Thomas Bach, já declarou: “O Rio de Janeiro não term mais tempo a perder”

6) Demora para o início de construção de diversas arenas

Além do já citado problema em Deodoro, também preocupa a situação das obras em estádios no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, como a arena de handebol, que deverá ficar pronta apenas no segundo semestre de 2015, o novo centro aquático, que ainda não foi licitado e precisa estar pronto até o primeiro trimestre de 2016, e o novo velódromo, cujas obras começaram apenas neste ano.

7) Irregularidades em obras apontadas pelo TCU

Projeto final do Ladetec, laboratório que fará os exames antidoping nas Olimpíadas 2016

Projeto do Ladetec, laboratório que fará o antidoping nas Olimpíadas 2016

Em julho de 2013, o TCU publicou dois comunicados expressando extrema preocupação com a organização das Olimpíadas do Rio. Primeiro, detectando irregularidades irregularidades no orçamento e contrato das obras na reforma do Ladetec, que fará os exames antidoping durante os Jogos. A análise do TCU mostrou “quantitativos subestimados na planilha orçamentária em comparação com o projeto executivo, além de execução da obra em dois turnos ao invés de três, como previsto em contrato”. A outra reclamação era referente aos atrasos em Deodoro (mais uma vez!)

8) O velódromo de R$ 14 milhões que foi demolido

Um dos maiores exemplos de falta de planejamento e desorganização (para ficar apenas nisso) foi o caso do velódromo de R$ 14 milhões construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007.  Erguido com madeira siberiana, tratada na Holanda, o equipamento teve sua “morte” decretada por diversos motivos, entre eles capacidade de público abaixo da exigida, quantidade inferior de boxes e vestiários e, o mais grave de tudo, inclinação inadequada da pista. Especialistas em arenas esportivas, porém, declaram em várias reportagens que seria possível adequar o velódromo às exigências. O novo tem orçamento previsto de R$ 118,8 milhões.

9) O campeão olímpico que não tinha condição decente para treinar

Único brasileiro campeão olímpico e mundial de ginástica artística, Arthur Zanetti fez parte de sua preparação para as duas competições em um ginásio indecente, para dizer o mínimo. Depois de falar até em deixar a seleção brasileira e se naturalizar por outro país, caso as condições de preparação não melhorassem, Zanetti foi recebido no Ministério do Esporte e teve a promessa de que a situação iria melhorar, inclusive a respeito da falta de estrutura na CBG (Confederação Brasileira de Ginástica)

10) A falta de solução para a Baia da Guanabara e Lagoa Rodrigo de Freitas

Peixes mortos atrapalharam seletiva de remo na Lagoa Rodrigo de Freitas

Peixes mortos atrapalharam seletiva de remo na Lagoa Rodrigo de Freitas

O campeão olímpico de vela  Torben Grael já cansou de declarar sobre sua preocupação com a situação da Baia da Guanabara, que será palco das provas da modalidade em 2016. Para Gral, o risco de um vexame é enorme. Recentemente, em uma etapa do Campeonato Brasileiro, a filha dele, Martine Grael, encontrou uma televisão boiando na água. Já na Lagoa Rodrigo de Freitas, futura sede das competições de remo, não é muito diferente. Em março de 2013, durante uma seletiva da seleção brasileira, milhares de peixes mortos ficaram próximos à área de competição, causando problemas para os competidores, entre eles a remadora Fabiana Beltrame, campeã mundial de 2011.

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 10:45

Sonho do COB em ver Brasil como potência olímpica nos Jogos de 2016 ainda é utopia

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Ana Luiza Ferrão ficou em último na pistola 25 m em Londres. Será que a situação mudará em apenas quatro anos?

Eis que ao começar o dia e navegar pelos diversos portais de internet do Brasil, vejo que um dos assuntos mais comentados em relação aos Jogos Olímpicos de Londres 2012 tem a ver com um entrevero entre os jornalistas Galvão Bueno e Renato Maurício Prado, durante o programa “Conexão Sportv”, na última quarta-feira. Bem, respeitando todas as convicções editoriais de todos estes veículos, sinceramente acho que isso não passa de bobagem. Muito mais importante é analisar as palavras do superintendente do COB, Marcus Vinícius Freire, um dos entrevistados do programa.

O dirigente do COB disse durante o programa que vê o Brasil figurando no top 10 do quadro de medalhas dos Jogos do Rio, em 2016, com algo em torno de 30 medalhas. A aposta da entidade será obter estas medalhas em pelo menos nove modalidades:  vôlei, futebol, basquete, atletismo, judô, natação, vela, hipismo e o taekwondo. Além disso, ele aponta ser necessário fazer um trabalho intenso em outras modalidades que não tem tradição de medalha.

Na teoria, tudo muito bonito. A prática, contudo, mostra uma realidade completamente diferente.

Em primeiro lugar, o que vem sendo demonstrado aqui em Londres mostra que ainda há muito trabalho a ser feito. Mesmo em modalidades consideradas nobres aos olhos do COB, o Brasil tem patinado feio nesta primeira semana dos Jogos, vide os resultados do judô, que largou com duas medalhas e depois colecionou decepções (não estou computando Mayra Aguiar nesta lista). Resultados das seleções femininas de vôlei e basquete, além da natação, têm sido decepcionantes também, com as exceções de praxe (Cesar Cielo e Thiago Pereira).

Outro ponto que o dirigente do COB deveria ter ressaltado em sua entrevista: não se faz uma potência olímpica em quatro anos. Não existe uma política de massificação esportiva, mesmo com tanto dinheiro investido da Lei Agnelo Piva nos últimos ciclos olímpicos. Muito dinheiro mesmo.

O trabalho para 2016 tinha que ser iniciado, no mínimo, em Pequim 2008. Só assim não passaremos vexame em provas como tiro com  arco, tiro esportivo, ciclismo, sem falar em modalidades que nem conseguiram vaga para Londres, como ginástica rítimica e badminton, por exemplo.

Discurso sempre é bonito. Mas é preciso que esteja de acordo com a realidade, para que não se torne apenas um amontoado de palavras vazias.

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sexta-feira, 30 de março de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 20:12

Valores investidos no ciclo olímpico não justificam previsão do COB para Londres

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O superintendente do COB, Marcus Vinícius Freire, diz que o Brasil deve repetir em Londres 2012, em termos de resultados, o que fez em Pequim 2008

Um ciclo olímpico corresponde a um período de quatro anos, que começa no ano subsequente a uma edição dos Jogos e termina na edição seguinte do evento. Você, caro(a) internauta, sabe quanto foi investido, apenas com as verbas provenientes da Lei Agnelo/Piva, que destina 2% do que é arrecadado nas loterias brasileiras, nas confederações esportivas olímpicas do Brasil? A bagatela de R$ 207,4 milhões.

Só que para o COB (Comitê Olímpico Brasileiro), a previsão de resultados da delegação brasileira nas Olimpíadas de Londres 2012 deverá ser igual ao de Pequim 2008, ou seja 15 medalhas.

Além de mim, mais alguém aí acha que há algo errado neste discurso conservador?

Nesta semana, o COB reuniu a imprensa para detalhar os planos de ação da entidade para Londres. Perguntados a respeito de expectativa de resultados nos Jogos, que começarão no dia 27 de julho, tanto o presidente da entidade, Carlos Arthur Nuzman, quanto o superintendente executivo, Marcus Vinícius Freire, foram categóricos: a meta em terras britânicas será repetir o que foi feito quatro anos atrás, em Pequim 2008. Os dois dirigentes não especificaram qual a cor destas medalhas. Vale lembrar que na China foram conquistadas três de ouro.

A justificativa para esta previsão conservadora é que o olhar do COB, em busca de resultados mais importantes e que demonstrem a possível alteração de status olímpico brasileiro, está voltado quatro anos à frente, ou seja, nos Jogos do Rio 2016. Segundo Freire, o problema é que “faltou tempo” para que o foco fosse centralizado neste ciclo  olímpico, lembrando de dois grandes eventos, o Pan 2007, no Rio, e a campanha para ganhar a sede dos Jogos de 2016, finalizada em outubro de 2009.

O dirigente do COB tem alguma razão, mas até a página 3, como dizem por aí.

Em primeiro lugar, não me parece correto colocar nesta conta a organização do Pan 2007 (com todos os problemas, atrasos, orçamentos estourados e não aprovados pelo TCU etc), especialmente por se tratar de um ciclo olímpico anterior, que pertencia aos Jogos de Pequim.

E por mais que o foco principal da entidade estivesse voltado para a dura missão de conquistar a sede das Olimpíadas de 2016, fico pensando como não foi possível destinar dentro do COB parte desta energia para criar um mecanismo de cobrança de resultados das confederações, e não meramente ficar no papel de distribuidor de verbas públicas.

Mais de R$ 200 milhões de reais (no mínimo) investidos em um ciclo olímpico é algo que ninguém poderia jamais imaginar ocorrendo no Brasil. Mas tanto dinheiro também necessita ser justificado. E pelo que o COB já adiantou, evolução de resultados só poderá ser cobrada daqui a quatro anos, quando a entidade espera ver o Brasil entre os dez primeiros no quadro de medalhas.

Desculpem, mas com todo este dinheiro público investido, esta cobrança tem que começar agora mesmo.

Confira abaixo qual foi o investimento, ano a ano, neste ciclo olímpico, das verbas da lei Agnelo/Piva:

2012 – R$ 60,9 milhões (+ R$ 15,3 milhões Fundo Olímpico)/ Total arrecadação da loterias prevista: R$ 145 milhões
2011 – R$ 68,8 milhões (+ R$ 14 milhões Fundo Olímpico)/ Total arrecadação prevista das loterias: R$ 130 milhões
2010 – R$ 45,7 milhões (+ R$ 15 milhões Fundo Olímpico)/ Total arrecadação das loterias: R$ 142,7 milhões
2009 – R$ 32,07 milhões (+ R$ 18,7 milhões Fundo Olímpico)/Total arrecadação das loterias: R$ 113,4 milhões

Obs 1: O total arrecadado da Lei Piva de 2011 ainda depende de confirmação, após publicação do balanço do COB; o de 2012 é uma previsão

Obs 2: O Fundo Olímpico é formado a partir de uma parcela dos recursos que o COB recebe da Lei Agnelo/Piva e é destinado a atender projetos especiais apresentados por todas as confederações, cujos valores não couberem no orçamento anual aprovado pelo COB para cada Confederação, ou no orçamento disponível de outras fontes de recursos da Confederação.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 11:32

Cartola do tênis de mesa pode ser a solução para Nuzman

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Alaor de Azevedo discursa antes de um campeonato colegial, em São Bernardo do Campo

Ainda repercute bastante a notícia de que Carlos Arthur Nuzman deverá deixar a presidência do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), publicada no blog do jornalista Juca Kfouri. O COI (Comitê Olímpico Internacional), de acordo com o blog de Kfouri, não aceita que Nuzman acumule tanto a presidência do COB como a do Co-Rio, o comitê organizador das Olimpíadas do Rio 2016, e estaria pressionando o dirigente brasileiro a optar por um dos cargos.

Mas o próprio Nuzman já articula uma forma de tentar abafar o movimento de oposição dentro do COB, onde algumas confederações já manifestaram (de forma tímida, é verdade) descontentamento com a atual gestão da entidade. Se a saída de Nuzman for confirmada, o dirigente já sabe como tentar impedir o crescimento do movimento dos descontentes: colocar um deles na futura chapa para as eleições de outubro. E o nome seria de Alaor de Azevedo, presidente da CBTM (Confederação Brasileira de Tênis de Mesa), que já fez críticas públicas à forma com que o dinheiro da lei das loterias é distribuído pelo COB.

Veja também: E se acabar a luz na cerimônia de abertura?

“As Confederações hesitam, mesmo aquelas que estão descontentes com o Nuzman. Mas Nuzman também não quer correr riscos. Então a possibilidade de entregar a vice-presidência ao Alaor, que tem feito críticas públicas ao Nuzman”, afirma o advogado Alberto Murray Neto, ex-membro da Assembleia Geral do COB, neto do ex-presidente do COB Sylvio de Magalhães Padilha e que se tornou um crítico permanente à atual gestão de Carlos Nuzman. Murray fez uma bela análise da situação atual da entidade em seu blog.

O candidato de Nuzman para o caso de sucessão compulsória seria Ary Graça, presidente da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), mas como ele concorre à presidência da FIVB (Federação Internacional de Vôlei), pode não aceitar a indicação. E Murray entende que Nuzman não terá alternativa que não seja deixar um dos dois cargos que ocupa atualmente. “A possibilidade é real. Há tempos eu também tenho a informação de que o COI o pressionava para optar entre o COB e o Co-Rio. Não é comum e nem recomendável o acumulo dos cargos. Para Nuzman permanecer em ambos os cargos, teria que peitar o COI. E acho que ele não fará isso”.

Por isso, argumenta Murray, a indicação de Alaor de Azevedo pode servir como uma espécie de “tábua de salvação” e não deixar crescer o movimento oposicionista. Até porque Nuzman está impedido pelo próprio estatuto do COB de colocar o seu candidato preferido, Marcus Vinícius Freire, que não é membro da Assembleia Geral (condição obrigatória para ser presidente), mas funcionário remunerado (ele é o superintendente executivo de esportes da entidade).

Leia também: Ouro inédito no boxe mostra que há vida além do COB

“A chapa com o Alaor neutralizaria completamente a oposição. Se vingar a chapa Ary e Alaor, isso significa que será porque o estatuto não mudou (senão o candidato seria o Marcus Vinicius). E se o estatuto não mudar, somente pode ser candidato a presidente e vice quem estiver em um poderes do COB por pelo menos cinco anos. Então os candidatos ficam restritos a um grupo muito pequeno”, analisa Murray.

E se Ary Graça não quiser concorrer ao cargo? “Aí será um grande problema para o Nuzman. Acho que o Roberto Gesta de Melo [presidente da Confederação Brasileira de Atletismo] seria uma opção para o Nuzman, mas ele não é bem aceito dentro do COB. Aí o Alaor tentaria sair como presidente. Outro que tem pretensões no COB, modestas é verdade, é o Coaracy Nunes [presidente da Confederação de Desportos Aquáticos]”, disse Murray.

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011 Imprensa, Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:05

Jornal americano prevê recorde de ouros do Brasil em 2012

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Everton Lopes foi apontado pelo "USA Today" para ganhar uma medalha de ouro em 2012

O pessoal do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) deve ter comemorado bastante a última projeção que o site do jornal americano “USA Today” fez em relação ao quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem. Nesta mais recente classificação – a lista costuma ser atualizada a cada dois meses, mais ou menos -, os jornalistas do “USA Today” fizeram uma análise bastante favorável ao Brasil, prevendo que a delegação terminará os Jogos de 2012 com oito medalhas de ouro, o que representaria um recorde na participação brasileira olímpica.

O COB, que não costuma fazer projeções de medalhas em Olimpíadas ou mesmo Pan-Americanos, já chegou a declarar, na palavra de seu superintendente Marcus Vinícius Freire, que espera algo em torno de 15 medalhas na campanha de Londres 2012. Mas nesta previsão do ‘USA Today”, o Brasil terminaria os Jogos com 18 medalhas. Além das oito de ouro já citadas, seriam mais quatro de prata e seis de bronze.

Entre os prováveis ganhadores do ouro para o Brasil, indicados pelo jornal americano, estão algumas “barbadas”, como o nadador Cesar Cielo, nos 50 m livre; a dupla Juliana e Larissa, no vôlei de praia; a dupla Robert Scheidt/Bruno Prada, na vela (classe Star);  as duas seleções de vôlei (masculina e feminina); a seleção masculina de futebol; e por fim, no atletismo, Fabiana Murer (salto com vara). A novidade foi a inclusão do boxeador Everton Lopes, que recentemente foi campeão mundial dos meio médio ligeiros.

As demais medalhas brasileiras na lista do “USA Today” seriam as seguintes, de acordo com a última projeção:

Prata: Alison/Emanuel (vôlei de praia); Arthur  Zanetti (ginástica artística/argolas); Sarah Menezes e Leandro Guilheiro (judô)

Bronze: Esquiva Florentino Falcão (boxe); Jade Barbosa (ginástica artística/salto); Rafaela Silva, Leandro Cunha e Mayra Aguiar (judô); e Cesar Cielo (natação/100 m livre)

Ah, detalhe importante: as grandes estrelas individuais do Pan de Guadalajara passarão em branco nas Olimpíadas de Londres, segundo o “USA Today”: Diego Hypólito (4º lugar no solo) e Thiago Pereira (5º lugar nos 400 m medley).

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domingo, 30 de outubro de 2011 Isso é Brasil, Pan-Americano, Seleção brasileira | 22:12

Análise do COB sobre o Pan 2011 traz uma meia-verdade

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Marcus Vinícius Freire, superintendente do COB, na coletiva de balanço do Pan 2011

Contra números não há argumentos, dizem por aí. E o que ficará registrado nos livros das estatísticas dos Jogos Pan-Americanos é que o  Brasil realizou em Guadalajara sua melhor campanha, sem levar em conta a competição realizada no Rio de Janeiro, em 2007, quando o fato de ser a sede do evento traz inúmeras vantagens (logísticas, torcida e até arbitragem) ao anfitrião.  As 48 medalhas de ouro (e 141 no total) deixaram o Brasil na terceira colocação no quadro final de medalhas, atrás somente de EUA e Cuba, assegurando aos brasileiros a condição de terceira força esportiva nas Américas. Ao menos em Pan-Americanos.

Até aí, tudo bem. O problema começa quando os dirigentes do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) pegam estes mesmos números e começam a fazer interpretações, digamos, mais generosas do que deveriam fazer. Foi o que fez o superintendente executivo de esportes da entidade, Marcus Vinícius Freire, neste domingo, na tradicional coletiva que o COB realiza sempre após Olimpíadas e Pans, para fazer um balanço da participação brasileira.

E quando comemorava o fato do Brasil ter feito seu melhor Pan-Americano fora de casa, disparou a seguinte frase, apontando para um gráfico preparado especialmente para a coletiva. “Tivemos o melhor resultado em Jogos Pan-Americanos fora de casa e consolidamos nosso patamar de Top 3 nas Américas, o que está completamente dentro da expectativa. Cuba está em uma tendência de queda”, afirmou Freire.

Trata-se de uma meia-verdade, no meu ponto de vista. A apresentação do COB também colocava o Canadá numa curva descendente em termos de conquista de medalhas, comparando Santo Domingo 2003, Rio 2007 e Guadalajara 2011. Mas não foi  dito por nenhum dirigente do COB que Cuba admitiu publicamente que enviaria menos atletas a Guadalajara, seja por questões econômicas, seja para realizar uma melhor preparação visando as Olimpíadas de Londres, no ano que vem. Da mesma forma, o Canadá também não apresentou-se com sua força máxima em várias modalidades.

Deve-se exaltar sim a boa participação do Brasil, como a realizada em Guadalajara, mas sem se deixar  enganar por resultados superdimensionados que um Pan-Americano pode trazer.

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