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segunda-feira, 17 de novembro de 2014 Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 17:08

Com ausências importantes, começa votação para o Atleta da Torcida do prêmio do COB

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Montagem com todos os candidatos ao prêmio Atleta da Torcida, do Prêmio Brasil Olímpico

Montagem com todos os candidatos ao prêmio Atleta da Torcida, do Prêmio Brasil Olímpico

Desde o último domingo (16) já é possível votar para a escolha do Atleta da Torcida, nova categoria do Prêmio Brasil Olímpico, que escolhe os melhores nomes do esporte brasileiro no ano. O público terá 12 opções (individual ou duplas) para eleger o seu preferido, via internet (http://www.cob.org.br/pbo), que receberá também um prêmio de R$ 30 mil. A escolha será anunciada durante a cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico, marcada para o dia 16 de dezembro, no Theatro Municipal, no Rio de Janeiro.

Para votar, a pessoa deverá usar o Twitter ou Facebook, usando hashtags que devem conter #EuVotoPBO e o nome do atleta. Os indicados são os seguintes: Cesar Cielo (natação), Diego Hypolito (ginástica artística), Isaquias Queiroz (canoagem velocidade), Marcus Vinícius D’Almeida (tiro com arco), Matheus Santana (natação), Tiago Splitter (basquete), Aline Ferreira (luta), Flavia Saraiva (ginástica artística), Larissa e Talita (vôlei de praia), Martine Grael e Kahena Kunze (vela), Mayra Aguiar (judô) e Sheila Castro (vôlei).

Segundo o COB (Comitê Olímpico do Brasil), foram selecionados “atletas ou duplas que marcaram o esporte brasileiro em 2014, seja por sua performance, exemplo de superação, conquista inédita ou por suas atitudes e condutas”, de acordo com comunicado da entidade.

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Pessoalmente, dois nomes importantes faltaram nesta lista do COB. O primeiro,  o da nadadora Ana Marcela Cunha, da maratona aquática. Além de ter sido tricampeã da Copa do Mundo, ela subiu ao pódio em todas as etapas da competição, um feito inédito. Outro nome que facilmente poderia fazer parte da lista é o da saltadora Fabiana Murer, que neste ano assegurou o título da Liga de Diamente, o mais badalado circuito de provas da Iaaf (Federação das Associações Internacionais de Atletismo), no salto com vara.

De qualquer forma, apesar do esquecimento imperdoável, as duas ainda podem ser eleitas como a melhor atleta de 2014, na votação que será feita por um júri composto por jornalistas, dirigentes, ex-atletas e personalidades do esporte. Também será eleito o melhor atleta masculino de 2014 e ambos receberão ainda um prêmio de R$ 30 mil.

As hashtags dos concorrentes ao prêmio “Atleta da Torcida” são as seguintes:

Cesar Cielo #EuVotoPBOCesar
Diego Hypólito #EuVotoPBODiego
Isaquias Queiroz #EuVotoPBOIsaquias
Marcus Vinicius D’Almeida #EuVotoPBOMarcusVinicius
Matheus Santana #EuVotoPBOMatheus
Tiago Splitter #EuVotoPBOTiago
Aline Silva #EuVotoPBOAline
Flávia Saraiva #EuVotoPBOFlavia
Larissa e Talita #EuVotoPBOLarissaTalita
Martine Grael e Kahena Kunze #EuVotoPBOMartineKahena
Mayra Aguiar #EuVotoPBOMayra
Sheilla Castro #EuVotoPBOSheilla

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quinta-feira, 11 de setembro de 2014 Isso é Brasil, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:45

Esporte brasileiro tem semana de feitos inéditos

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Não me recordo qual foi a última vez em que o esporte olímpico brasileiro viveu dias de conquistas inéditas tão relevantes como as dos últimos cinco dias. Do domingo (dia 7/9) até esta quinta-feira (11/9), três modalidades atingiram feitos até então inimagináveis em sua biografia olímpica.

A brasileira Aline Ferreira (de vermelho) encara a americana Adeline Gray na decisão da medalha de ouro do Mundial

A brasileira Aline Ferreira (de vermelho) encara a americana Adeline Gray na decisão da medalha de ouro do Campeonato Mundial de luta olímpica

O mais recente deles aconteceu justamente nesta quinta-feira, com a medalha de prata obtida pela lutadora Aline Ferreira, na categoria 75 kg, no Campeonato Mundial de luta olímpica, modalidade luta livre, que está sendo disputado em Taskkent, no Uzbequistão. Na decisão, Aline (que foi prata no Pan-Americano de Guadalajara 2011) acabou sendo derrotada pela americana Adeline Gray, por 2 a 1.

Sinceramente, o resultado na decisão é o menos importante. Em um esporte sem qualquer tradição no Brasil, Aline conseguiu simplesmente a primeira medalha para o País em Mundiais na luta olímpica, um resultado extraordinário, especialmente levando-ser em conta que a CBLA (Confederação Brasileira de Lutas Associadas) recebeu um dos menores repasses de recursos da lei Agnelo-Piva (R$ 2 milhões) em 2014.

Algo semelhante à conquista no domingo de Marcus Vinicius D”Almeida, na final da Copa do Mundo de tiro com arco, em Paris (FRA), ao levar a medalha de prata com apenas 16 anos, tornando-se o mais jovem arqueiro do mundo a alcançar este feito. Da mesma forma que Aline Ferreira, jamais um brasileiro havia obtido um resultado semelhante.

Mesmo sem medalha, também merece ser ressaltado o desempenho de Rodrigo Bastos na final da fossa olímpica do Mundial de tiro esportivo, que está sendo disputado em Granada (ESP). O quinto lugar também representou o melhor resultado de um atleta brasileiro nos Mundiais da modalidade.

O que vem na sequência destes resultados é um alento para o esporte brasileiro em sua preparação aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, daqui a dois anos. Com uma meta ousada de terminar entre os dez primeiros no quadro geral de medalhas, e impulsionadas por investimentos inéditos de verbas do Ministério do Esporte, estas modalidades menos badaladas começam a experimentar uma rotina de vitórias.

Ainda não é possível cravar que a diversificação de bons resultados em modalidades olímpicas irá representar um resultado positivo no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos. Mas é inegável que trará efeitos no DNA esportivo do Brasil num futuro próximo.

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domingo, 7 de setembro de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 16:40

Um tiro certeiro na monocultura esportiva

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O maior legado (diria até obrigação) da conquista do direito de organizar os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro é tentar por um fim na monocultura esportiva Brasil. Mas infelizmente não será em sete anos que isso se resolverá, não importa que queiram nos empurrar goela abaixo que somos ou estamos no caminho de nos tornar uma potência esportiva. Isso é trabalho para as próximas décadas, onde os resultados obtidos pelas equipes brasileiras nas próximas Olimpíadas poderão sim ter grande influência em uma mudança de postura – mas acima de tudo, é um trabalho de formiguinha, de longo prazo.

Com apenas 16 anos, Marcus Vinícius D'Almeida faturou de forma inédita a medalha de prata da  Copa do Mundo de tiro com arco

Com apenas 16 anos, Marcus Vinícius D’Almeida faturou de forma inédita a medalha de prata da Copa do Mundo de tiro com arco neste domingo

Enquanto isso, por culpa de décadas de atraso na implantação de uma política esportiva (que só nos últimos anos, na esteira da vitória na eleição do COI de 2009, vem mudando de forma gradativa), por ignorância de grande parte do público e por completo desinteresse dos principais veículos de mídia do país, o esporte do Brasil resume-se, em 90% dos casos, ao futebol. Vez ou outra fala-se do vitorioso voleibol de seleções, exaltam-se conquistas de ídolos consagrados como Cesar Cielo ou Guga, ou comemoram-se conquistas isoladas, como o emocionante título mundial feminino de handebol em 2013. Mas a verdade é que o Brasil só vira “olímpico” de fato a cada quatro anos.

Infelizmente essa é a dura realidade, doa a quem doer. Porém, isso está mudando aos poucos.

Uma pequena prova disso ocorreu na manhã deste domingo, 7 de setembro. Uma modalidade nanica no Brasil, praticamente ignorada pelo grande público, o tiro com arco viveu algumas horas de protagonismo, aos menos na timeline esportiva das redes sociais, graças a um garoto de 16 anos, nascido no Rio de Janeiro e que nem terminou ainda o ensino médio. De forma inédita, Marcus Vinícius D’Almeida chegou à final da Copa do Mundo de tiro com arco, em Lausanne (SUI), perdendo a medalha de ouro apenas no chamado “shoot-off” (flecha desempate), após a igualdade em cinco sets com o americano Brady Ellison. medalha de prata por equipes nos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

O pódio em Lausanne, com Marcus Vinícius, o americano Ellison e o holandês Van der Ven, que levou o bronze

O pódio da final da Copa do Mundo em Lausanne, com Marcus Vinícius, o americano Ellison e o holandês Van der Ven, que levou o bronze

O feito de Marcus Vinícius é espetacular, primeiro pela pouca idade (16 anos) e também pelo fato de ter chegado à final da Copa do Mundo como o mais novo arqueiro da história a atingir este feito e na condição de nono colocado no ranking mundial da Fita (Federação Internacional de Tiro com Arco). O leitor do iG Esporte pôde conhecer um pouco mais de história do jovem prodígio brasileiro no mês de agosto, pouco antes de iniciar sua participação nas Olimpíadas da Juventude, em Nanquim (CHN), onde também terminou com a medalha de prata.

Não irei cravar aqui que Marcus Vinícius D’Almeida será medalha em 2016. Jornalista não é vidente. Fica claro, porém, que o garoto é um atleta a ser colocado no radar para ser acompanhado detalhadamente nos próximos anos. Assim como outros grandes talentos de modalidades ignoradas pelo público e mídia, como é o caso de Isaquias Queiroz, bicampeão mundial da canoagem velocidade C1 500m (modalidade não olímpica).

Se por causa de atletas como eles o Brasil parar um pouco de viver essa irritante monocultura esportiva, esse será o grande legado que os Jogos Olímpicos de 2016 deixarão para este país.

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