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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015 Listas, Mundiais, Pan-Americano, Pré-Olímpico | 12:00

O calendário 2015 do esporte olímpico

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Toronto 2015

A chegada de 2015 promete ser um prato cheio aos amantes dos esportes olímpicos. Afinal, este será o último ano antes da maior festa poliesportiva mundial, as Olimpíadas do Rio 2016. E o grande aquecimento, ao menos para o torcedor brasileiro, será em julho, com a realização dos Jogos Pan-Americanos em Toronto (Canadá), competição onde tradicionalmente o Brasil faz a festa em relação a conquista de medalhas.

Mas será um ano também de importantes campeonatos mundiais, como o de esportes aquáticos, em Kazan (Rússia) e de atletismo, em Pequim (China), onde boa parte da equipe olímpica brasileira nestas duas modalidades poderá ser definida. Ainda teremos mundiais de judô (Cazaquistão), ginástica artística (Escócia) e handebol (Dinamarca). Para completar, também será uma temporada na qual estão previstos vários eventos-testes para os Jogos do Rio.

Ou seja, tem atração para todos os gostos.

E o blogueiro aproveita também para desejar um Feliz 2015 aos leitores!

JANEIRO

10 e 11 – Circuito Masculino de rúgbi seven – Mar del Plata (ARG)
15/1 a 1º/2 – Campeonato Mundial masculino de handebol – Doha (QAT)
17 a 18 – Circuito Masculino de rúgbi seven – Viña del mar (CHI)
19/1 a 1º/2 – Aberto da Austrália de tênis
30/1 a 1º/2 – Grand Prix de luta olímpica – Paris (FRA)

FEVEREIRO

7 e 8 – Circuito Mundial feminino de rúgbi seven – São Paulo (BRA)
16 a 22 – Rio Open de tênis – Rio de Janeiro (BRA)
18 a 22 – Campeonato Mundial de ciclismo de pista – Saint-Quentin-en-Yvelines (FRA)
20 a 22 – Grand Prix de judô – Dusseldorf (ALE)
28/2 a 10/3 – Copa do Mundo de tiro esportivo (tiro ao prato) – Acapulco (MEX)

MARÇO

6 a 8 – Copa Davis de tênis – 1ª rodada
7 e 8 – Aberto Pan-Americano de judô – Santiago (CHI)
14 a 15 – Circuito Mundial de rúgbi seven – EUA
14 e 15 – Aberto Pan-Americano de judô – Montevidéu (URU)
19 a 29 – Copa do Mundo de tiro esportivo (tiro ao prato) – Al Ain (EAU)
21 e 22 – Aberto Pan-Americano de judô – Buenos Aires (ARG)
25 a 27 – Copa do Mundo de ginástica artística (1ª etapa) – Doha (QAT)
27 a 29 – Grand Prix de judô – Samsun (TUR)

ABRIL

3 a 5 – Copa do Mundo de ginástica artística (2ª etapa) – Ljubljana (ESL)
6 a 11 – Troféu Maria Lenk de natação – Rio de Janeiro (BRA)
8 a 16 – Copa do Mundo de tiro esportivo (carabina e pistola) – Changhow (KOR)
15 a 19 – Copa do Mundo de hipismo saltos (final) – Las Vegas (EUA)
18 e 19 – Circuito Mundial de rúgbi seven – Canadá
24 a 26 – Campeonato Pan-Americano de luta olímpica – Santiago (CHI)
24 a 26 – Campeonato Pan-Americano de judô – Edmonton (CAN)
24/4 a 4/5 – Copa do Mundo de tiro esportivo (tiro ao prato) – Lanarca (CHP)
26/4 a 3/5 – Campeonato Mundial de tênis de mesa – Suzhou (CHN)

MAIO

1º a 3 – Grand Prix de judô – Zagreb (CRO)
2 e 3 – Campeonato Mundial de revezamentos de atletismo – Nassau (BAH)
7 a 9 – Copa do Mundo de ginástica artística (4ª etapa) – Varna (BUL)
8 a 10 – Grand Slam de judô – Baku (AZE)
9 a 31 – Giro D’Italia de ciclismo estrada – vários locais
11 a 19 – Copa do Mundo de tiro esportivo (carabina e pistola) – Fort Benning (EUA)
16/5 A 19/7 – Liga Mundial masculina de vôlei – vários locais
21 a 24 – Copa do Mundo de ginástica artística (5ª etapa) – Anadia (POR)
24/5 a 7/6 – Torneio de tênis de Roland Garros – Paris (FRA)
26 a 31 – Grand Slam de vôlei de praia – Moscou (RUS)
26/5 a 2/6 – Copa do Mundo de tiro esportivo (carabina e pistola) – Munique (ALE)
31/5 a 8/6 – Campeonato Pan-Americano feminino de handebol – Cuba

JUNHO

5 a 7 – Campeonato Sul-Americano de atletismo – Assunção (PAR)
6/6 a 5/7 – Copa do Mundo de futebol feminino – Canadá
6 a 16/6 – Copa do Mundo de tiro esportivo (carabina, pistola e tiro ao prato) – Gabala (AZE)
12 a 14 – Grand Prix de judô – Miami (EUA)
16 a 21 – Grand Slam de vôlei de praia – São Petersburgo (RUS)
26/6 a 26/7 – Grand Prix feminino de vôlei – vários locais
26/6 a 5/7 – Campeonato Mundial de vôlei de praia – Holanda
28/6 a 6/7 – Campeonato Mundial de pentatlo moderno – Berlim (ALE)
29/6 a 5/7 – Torneio de tênis de Wimbledon – Londres (ING)
29/6 a 5/7 – Campeonato Mundial de vela (Nacra 17) – Aarhus (DIN)
29/6 a 8/7 – Campeonato Mundial de vela (Laser e Laser Radial) – Kingston (JAM)

JULHO

Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de vôlei – Rio de Janeiro
7 a 26 – Jogos Pan-Americanos (cerimônia de abertura será dia 10) – Toronto (CAN)
4 a 26 – Tour de France de ciclismo estrada – França
13 a 19 – Campeonato Mundial de esgrima – Kazan (RUS)
16 a 23 – Campeonato Mundial de taekwondo – Chelyabinsk (RUS)
17 a 19 – Copa Davis de tênis – Quartas de final
17 a 19 – Grand Slam de judô – Tyumen (RUS)
21 a 26 – Grand Slam de vôlei de praia – Yokohama (JAP)
21 a 25 – Campeonato Mundial de ciclismo BMX – Heusden-Zolder (BEL)
24/7 a 9/8 – Mundial de esportes aquáticos (natação, nado sincronizado, saltos ornamentais, polo aquático e maratona) – Kazan (RUS)
26/7 a 2/8 – Campeonato Mundial de tiro com arco – Copenhague (DIN)

AGOSTO

Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de vôlei de praia – Rio de Janeiro (BRA)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de triatlo – Rio de Janeiro (BRA – Forte de Copacabana)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de remo – Rio de Janeiro (BRA – Lagoa Rodrigo de Freitas)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de ciclismo estrada – Rio de Janeiro (BRA – Parque do Flamengo)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de maratona aquática – Rio de Janeiro (BRA – Forte de Copacabana)
1 e 2 – Aberto Pan-Americano de judô – Miami (EUA)
2 e 3 – Aquece Rio 2016 de hipismo CCE – Rio de Janeiro (BRA – Deodoro)
8 a 16 – Pré-Olímpico feminino de basquete – Edmonton (CAN)
9 – GP do Brasil de atletismo – Belém (BRA)
10 a 16 – Campeonato Mundial de badminton – Jacarta (IDN)
12 a 22 – Aquece Rio 2016 de vela – Rio de Janeiro (BRA – Marina da Glória)
14 a 16 – Evento-teste Rio 2016 de hipismo saltos – Rio de Janeiro (BRA)
17 a 22 – Troféu José Finkel de natação – São Paulo (BRA)
18 a 23 – Grand Slam de vôlei de praia – Long Beach (EUA)
19 a 23 – Campeonato Mundial de canoagem velocidade – Milão (ITA)
22/8 a 6/9 – Copa do Mundo feminina de vôlei – Japão
22/8 a 4/9 – Pré-Olímpico masculino de basquete – Monterrey (MEX)
22/8 a 13/9 – Vuelta a España – ciclismo estrada – Espanha
22 a 30 – Campeonato Mundial de atletismo – Pequim (CHN)
25 a 30 – Grand Slam de vôlei de praia – Polônia
25 a 30 – Tour do Rio de ciclismo estrada – Rio de Janeiro
25 a 30 – Campeonato Mundial de judô – Astana (CAZ)
31/8 a 6/9 – Campeonato Mundial de ciclismo mountain bike – Andorra (ESP)

SETEMBRO

Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de canoagem velocidade – Rio de Janeiro (BRA – Lagoa Rodrigo de Freitas)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de tiro com arco – Rio de Janeiro (BRA – Sambódromo)
7 a 13 – Campeonato Mundial de ginástica rítmica – Stuttgart (ALE)
7 a 13 – Campeonato Mundial de luta olímpica – Las Vegas (EUA)
8 a 23 – Copa do Mundo masculina de vôlei – Japão
9 a 18 – Campeonato Mundial de tiro esportivo (tiro ao prato) – Lonato (ITA)
16 a 20 – Campeonato Mundial de canoagem slalom – Eton Dorney (ING)
17 a 20 – Copa do Mundo de ginástica artística (6ª etapa) – Osijek (CRO)
18 a 20 – Copa Davis de tênis – Semifinais
19 a 27 – Campeonato Mundial de ciclismo estrada – Richmond (EUA)

OUTUBRO

Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de ciclismo BMX – Rio de Janeiro (BRA – Deodoro)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de ciclismo mountain bike – Rio de Janeiro (BRA – Deodoro)
1º a 4 – Finais do Circuito Mundial de vôlei de praia – EUA
5 a 13 – Campeonato Mundial masculino de boxe – Doha (QAT)
17 e 18 – Grand Slam de judô – Paris (FRA)
17 a 24 – Campeonato Mundial de vela (RS:X) – Al Musay (OMN)
24/10 a 1º/11 – Campeonato Mundial de ginástica artística – Glasgow (ESC)
31/10 e 1º/11 – Grand Prix de judô – Abu Dhabi (EAU)

NOVEMBRO

Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de tênis de mesa – Rio de Janeiro (BRA – Riocentro)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de polo aquático – Rio de Janeiro (BRA – Julio de Lamare)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de hoquei na grama – Rio de Janeiro (BRA – Deodoro)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de badminton – Rio de Janeiro (BRA – Riocentro)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de canoagem slalom – Rio de Janeiro (BRA – Deodoro)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de golfe – Rio de Janeiro (BRA – Campo Olímpico de Golfe)
15 a 22 – Finais da ATP de tênis – Londres (ING)
17 a 22 – Campeonato Mundial de vela (49er) – Buenos Aires (ARG)
20 a 30 – Campeonato Mundial de vela (Finn) – Wellington (NZL)
25 a 28 – Campeonato Mundial de ginástica trampolim – Odense (DIN)
26 a 29 – Grand Prix de judô – Jeju (KOR)
27 a 29 – Copa Davis de tênis (final)
28 e 29 – Circuito Mundial masculino de rúgbi seven – Dubai (EAU)

DEZEMBRO

Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de boxe – Rio de Janeiro (BRA – Riocentro)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de tênis – Rio de Janeiro (BRA – Centro Olímpico de Tênis)
4 a 6 – Grand Slam de judô – Tóquio (JAP)
5 e 6 – Circuito Mundial feminino de rúgbi seven – Dubai (EAU)
5 a 20 – Campeonato Mundial feminino de handebol – Dinamarca
3 a 7 – Campeonato Mundial de natação em piscina curta – Doha (CAT)

Fontes consultadas: jornais “Folha de S. Paulo” e “O Globo” e sites de federações esportivas internacionais

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014 Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 17:08

Com ausências importantes, começa votação para o Atleta da Torcida do prêmio do COB

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Montagem com todos os candidatos ao prêmio Atleta da Torcida, do Prêmio Brasil Olímpico

Montagem com todos os candidatos ao prêmio Atleta da Torcida, do Prêmio Brasil Olímpico

Desde o último domingo (16) já é possível votar para a escolha do Atleta da Torcida, nova categoria do Prêmio Brasil Olímpico, que escolhe os melhores nomes do esporte brasileiro no ano. O público terá 12 opções (individual ou duplas) para eleger o seu preferido, via internet (http://www.cob.org.br/pbo), que receberá também um prêmio de R$ 30 mil. A escolha será anunciada durante a cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico, marcada para o dia 16 de dezembro, no Theatro Municipal, no Rio de Janeiro.

Para votar, a pessoa deverá usar o Twitter ou Facebook, usando hashtags que devem conter #EuVotoPBO e o nome do atleta. Os indicados são os seguintes: Cesar Cielo (natação), Diego Hypolito (ginástica artística), Isaquias Queiroz (canoagem velocidade), Marcus Vinícius D’Almeida (tiro com arco), Matheus Santana (natação), Tiago Splitter (basquete), Aline Ferreira (luta), Flavia Saraiva (ginástica artística), Larissa e Talita (vôlei de praia), Martine Grael e Kahena Kunze (vela), Mayra Aguiar (judô) e Sheila Castro (vôlei).

Segundo o COB (Comitê Olímpico do Brasil), foram selecionados “atletas ou duplas que marcaram o esporte brasileiro em 2014, seja por sua performance, exemplo de superação, conquista inédita ou por suas atitudes e condutas”, de acordo com comunicado da entidade.

VEJA TAMBÉM

>>> COB usará internet para eleger o Atleta da Torcida e dará prêmio de R$ 30 mil

Pessoalmente, dois nomes importantes faltaram nesta lista do COB. O primeiro,  o da nadadora Ana Marcela Cunha, da maratona aquática. Além de ter sido tricampeã da Copa do Mundo, ela subiu ao pódio em todas as etapas da competição, um feito inédito. Outro nome que facilmente poderia fazer parte da lista é o da saltadora Fabiana Murer, que neste ano assegurou o título da Liga de Diamente, o mais badalado circuito de provas da Iaaf (Federação das Associações Internacionais de Atletismo), no salto com vara.

De qualquer forma, apesar do esquecimento imperdoável, as duas ainda podem ser eleitas como a melhor atleta de 2014, na votação que será feita por um júri composto por jornalistas, dirigentes, ex-atletas e personalidades do esporte. Também será eleito o melhor atleta masculino de 2014 e ambos receberão ainda um prêmio de R$ 30 mil.

As hashtags dos concorrentes ao prêmio “Atleta da Torcida” são as seguintes:

Cesar Cielo #EuVotoPBOCesar
Diego Hypólito #EuVotoPBODiego
Isaquias Queiroz #EuVotoPBOIsaquias
Marcus Vinicius D’Almeida #EuVotoPBOMarcusVinicius
Matheus Santana #EuVotoPBOMatheus
Tiago Splitter #EuVotoPBOTiago
Aline Silva #EuVotoPBOAline
Flávia Saraiva #EuVotoPBOFlavia
Larissa e Talita #EuVotoPBOLarissaTalita
Martine Grael e Kahena Kunze #EuVotoPBOMartineKahena
Mayra Aguiar #EuVotoPBOMayra
Sheilla Castro #EuVotoPBOSheilla

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domingo, 10 de agosto de 2014 Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:41

Final de semana traz saldo positivo para quatro modalidades

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Isaquias Queiroz exibe a medalha de ouro após conquistar o bicampeonato mundial de canoagem velocidade, na prova C1 500 m, em Moscou

Isaquias Queiroz exibe a medalha após faturar o bi mundial de canoagem velocidade, na C1 500 m

Pelo menos quatro modalidades olímpicas terminaram o domingo com o saldo mais do que positivo, já de olho na preparação para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, daqui a dois anos, Vela, canoagem velocidade, maratona aquática e vôlei feminino obtiveram grandes resultados em suas respectivas competições neste fim de semana. Vamos ao balanço:

Vela

Só o fato de ter ocorrido sem maiores sobressaltos o evento-teste na Baia de Guanabara nesta semana já seria um feito a ser comemorado. Mas a vitória da dupla Martine Grael e Kahena Kunze, na classe 49er FX, confirmou a boa fase das brasileiras, que são líderes do ranking mundial da Isaf (Federação Internacional de Vela) e  já despontam como sérias candidatas a brigar por medalha em 2016. Os favoritos Robert Scheidt e Jorge Zarif, que ficaram em quatro lugar respectivamente nas classes Laser e Finn, deixam a competição com sentimento de decepção, especialmente para Zarif, que viu a medalha escapar por conta de uma quebra no leme.

Maratona aquática

Ao vencer em Lac Megantic (Canadá) mais uma etapa da Copa do Mundo de maratona aquática, a brasileira Ana Marcela Cunha assegurou matematicamente o título da competição em 2014. Foi sua terceira vitória no circuito e precisa apenas largar na próxima etapa, na China, para referendar a conquista. Para completar, ela ainda viu seu companheiro de seleção brasileira, Allan do Carmo, também vencer a prova masculina e ficar próximo do título.

Canoagem

As imagens do sábado, com o baiano Isaquias Queiroz dentro da água, a apenas dez metros antes de cruzar a linha de chegada e ganhar o título mundial da prova de C1 1.000 m de canoagem velocidade, em Moscou, vão ficar para a história. Um erro inexplicável do canoísta brasileiro, que acabou desclassificado. Só que 24 horas depois ele conseguiu mostrar uma força psicológica fora do comum e venceu neste domingo a final da C1 500 m. Foi o bicampeonato mundial do baiano nesta prova, que não é olímpica, mas Isaquias mostrou que com um pouco mais de trabalho mental para encarar os momentos de pressão, poderá ser uma bela surpresa em 2016. Ele ainda terminou a competição com uma outra medalha, o bronze na C2 200 m (outra prova não olímpica), ao lado de Erlon de Souza.

Vôlei

Não que chegue a ser uma grande surpresa a boa performance da seleção brasileira feminina de vôlei, atual bicampeã olímpica, mas é digno de registro a campanha que a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães vem cumprindo na edição deste ano do Grand Prix. Após duas semanas de disputa, as brasileiras seguem invictas na competição, feito que pôde ser acompanhado de perto pelo torcedor de São Paulo neste final de semana, com as vitórias sobre Rússia, Coreia do Sul e EUA no Ginásio do Ibirapuera.

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segunda-feira, 4 de agosto de 2014 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 20:10

Rio 2016 divulga calendário de eventos-testes

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Foto-montagem que exibe as imagens das modalidades que terão eventos-testes antes das Olimpíadas do Rio

Montagem com imagens das modalidades que terão eventos-testes para as Olimpíadas do Rio 2016

Na semana que marca os dois anos para a abertura dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016, o comitê organizador anunciou nesta segunda-feira o primeiro calendário completo dos eventos-testes das Olimpíadas. O primeiro deles, inclusive, já está em disputa, que é a Regata Internacional de vela, que ocorre na poluída Baia da Guanabara e se encerrará no próximo sábado.

Sob o nome “Aquece Rio”, os eventos que serão realizados em maior número a partir do ano que vem tem como objetivo testar a funcionalidade das arenas que receberão os eventos e também a operação dos Jogos, tanto Olímpicos como Paraolímpicos. Ao todo, os eventos-testes deverão trazer ao Rio de Janeiro nos próximos dois anos um total de 8.400 atletas.

>>> VEJA TAMBÉM: As primeiras impressões dos estrangeiros sobre as águas da Baia da Guanabara

Pelo calendário divulgado nesta segunda – e que poderá ser atualizado -, o próximo evento programado será uma maratona, em julho de 2015. No mês de agosto do ano que vem, sete outras modalidades receberão novas competições, onde a ideia será testar inclusive algumas das instalações que já estarão prontas (caso não ocorram atrasos, sempre é bom lembrar), como remo, ciclismo estrada, marcha atlética, maratona aquática, vela e golfe. A lista completa pode ser acessada neste link.

O calendário do Rio 2016 incluirá 33 eventos para esportes olímpicos, seis exclusivamente para esportes paraolímpicos e outros seis contendo tanto competições olímpicas quanto Paraolímpicas, totalizando 45 eventos-testes. “A definição do calendário é um passo importante, pois estes eventos nos permitirão testar todos os aspectos das competições e garantir que na hora dos Jogos tudo esteja perfeito para que os atletas possam obter seus melhores desempenhos”, disse o diretor de esportes do Rio 2016, Agberto Guimarães.

Nesta terça-feira, faltarão exatos dois anos para a abertura dos Jogos Olímpicos de 2016. A abertura dos Jogos Paraolímpicos está marcada para o dia 7 de setembro de 2016.

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sexta-feira, 30 de maio de 2014 Olimpíadas | 09:32

Corrida para a Rio 2016 começa nesta sexta-feira

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Atualizado

Esta sexta-feira, 30 de maio, será um dia importante no calendário esportivo para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Na prática, a partir deste dia está aberta a corrida oficial na classificação de diversas modalidades para as próximas Olimpíadas. Os critérios de qualificação olímpica foram definidos na última Assembleia do COI (Comitê Olímpico Internacional), realizada em Sochi, durantes os Jogos de Inverno, em fevereiro deste ano.

Na prática, cinco modalidades esportivas (atletismo, ginástica artística, ginástica rítmica, trampolim acrobático e futebol) ainda não divulgaram seus critérios de classificação, mas as demais já sabem quantas vagas estão em disputa e até quando os atletas terão tempo para garanti-las. Nesta sexta, por exemplo, começará a contar o período válido do ranking mundial do judô, que classificará 386 atletas para os Jogos Olímpicos.

Veja abaixo a tabela com as modalidades que já definiram seus critérios de classificação olímpica e o número de vagas em disputa:

Modalidade              Período de classificação               Total de vagas

Badminton                   4/5/2015 a 1/5/2016                       172 (86 masc. e 86 fem)
Basquete                      14/09/2014 a 11/7/2016               24 seleções (12 masc. e 12 fem)
Boxe                             03/2015 a 06/2016                             286 (250 masc. e 36 fem)
Canoagem slalom              07/2015 a 10/7/2016                       82 (61 masc. e 21 fem)
Canoagem velocidade      19/8/2015 a 10/7/2016             248 (158 masc., 88 fem e 2 a definir)
Ciclismo BMX                    31/5/2014 a 31/5/2016             48 (32 masc. e 16 fem)
Ciclismo estrada             2015 a 15/6/2016                            211 (144 masc. e 67 fem)
Ciclismo MTB                 05/2014 a 25/05/2016                  80 (50 masc. e 30 fem)
Ciclismo pista                 15/7/2014 a 28/2/2016                 189 (99 masc e 90 fem)
Esgrima            3/4/2015 a 24/4/2016        212 (102 masc. e 102 fem + 8 vagas Brasil a definir)
Golfe                              14/7/2014 a 11/7/2016                   120 (60 masc. e 60 fem)
Handebol                       7/12/2014 a 10/4/2016                    24 seleções (12 masc. e 12 fem)
Hipismo adestramento        24/8/2014 a 20/6/2016               60 (masc. e fem)
Hipismo CCE                        27/8/2014 a 20/6/2016               65 (masc. e fem)
Hipismo saltos               31/8/2014 a 20/6/2016                     75 (masc. e fem)
Hóquei sobre grama       18/9/2014 a 12/2015                  24 seleções (12 masc. e 12 fem,)
Judô                                30/5/2014 a 29/5/2016                    386 (221 masc + 145 fem + 20 a definir)
Levantamento de peso    4/9/2014 a 19/6/2016            260 (156 masc e 104 fem)
Luta Olímpica               7/9/2015 a 8/5/2016               344 (228 masc, 108 fem + 8 a definir)
Maratona aquática        24/7/2015 a 05/2016             50 (25 masc. e 25 fem)
Nado sincronizado        2015 a 04/2016                          104 (fem)
Natação                        1º/3/2015 a 31/5/2016               900 (máximo de 26 masc. e 26 fem por país)
Pentatlo moderno            12/6/2015 a 1º/6/2016            72 (36 masc. e 36 fem)
Polo Aquático               06/2015 a 04/2016                       20 seleções (12 masc e 8 fem)
Remo                               30/8/2015 a 25/5/2016                     550 (331 masc. e 219 fem)
Rúgbi                         1º/10/2014 a 31/12/2015                  24 seleções (12 masc. e 12 fem)
Saltos ornamentais     24/7/2015 a 15/6/2016              136 (68 masc. e 68 fem)
Taekwondo                 2015 a 04/2016                                  128 (64 masc e 64 fem)
Tênis                           até 6/6/2016                                           172 (86 masc. e 86 fem)
Tênis de mesa               1º/7/2015 a 24/4/2016              172 (86 masc. e 86 fem)
Tiro com arco                 26/7/2015 a 11/7/2016           128 (64 masc. e 64 fem)
Tiro esportivo               1º/8/2014 a 31/3/2016            390 (219 masc, 147 fem + 24 a definir)
Triatlo                           05/2015 a 05/2016                       110 (55 masc. e 55 fem)
Vela                              1º/8/2014 a 1º/6/2016                380 (217 masc. e 163 fem)
Vôlei                           21/8/2015 a 06/2016                       24 seleções (12 masc. e 12 fem)
Vôlei de praia          1º/7/2014 a 17/7/2016             96 duplas (48 masc. e 48 fem)

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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014 Histórias do esporte, Ídolos, Isso é Brasil, Listas, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:03

Uma breve reflexão sobre números e medalhas

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Seleção feminina de handebol comemora a conquista do inédito título mundial na Sérvia

Seleção feminina de handebol comemora o inédito título mundial na Sérvia

Neste primeiro post de 2014, creio ser ainda ser necessário comentar sobre um fato que acabou passando batido por aqui no final do ano recém-encerrado: a campanha dos esportes olímpicos do Brasil em 2013, que cravaram o melhor desempenho do país no primeiro ano pós-olímpico desde 2000. Graças aos diversos mundiais que estiveram em disputa na última temporada, o Brasil conseguiu um total de 27 medalhas em modalidades presentes no programa olímpico, feito nunca antes alcançado. Antes disso, a melhor marca havia sido alcançada em 2005, um ano após as Olimpíadas de Atenas 2004, com 11 medalhas.

Destas 27 medalhas, oito delas foram de ouro, a última delas conquistada de forma brilhante pela seleção feminina de handebol, campeã mundial diante da Sérvia, em dezembro. Os demais ouros de 2013 vieram com César Cielo (natação – 50 m livre); Arthur Zanetti (ginástica artística – argolas); Rafaela Silva (judô – 57 kg); Jorge Zarif (vela – classe Finn); Robert Scheidt (vela – classe Laser); Poliana Okimoto (maratonas aquáticas – 10 km); e vôlei feminino (Grand Prix).

Diante do ótimo resultado, tanto o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) quanto o Ministério do Esporte – um dos principais financiadores do esporte olímpico nacional, através do Bolsa Atleta e Bolsa Pódio, entre outros convênios – trataram de enaltecer o feito, lembrando em comunicados à imprensa que o Brasil terminou 2013 no oitavo lugar em um hipotético quadro de medalhas envolvendo as competições olímpicas no ano passado. Coincidentemente, o resultado está dentro da meta estabelecida, tanto pelo COB como pelo Ministério, para as Olimpíadas de 2016, no Rio, quando se espera que o país termine os Jogos entre os dez primeiros.

>>> Leia ainda: O dia em que o handebol deixou de ser ‘pé de página’ no Brasil

Mas por uma questão de padronização, esse 8º lugar deveria ser tratado como um 10º lugar. Antes da minha justificativa, uma rápida historinha olímpica…

A extinta União Soviética fez sua estreia em Olimpíadas nos Jogos de Helsinque, em 1952. Em plena Guerra Fria com os Estados Unidos, os soviéticos queriam aproveitar sua primeira participação olímpica para também fazer propaganda do regime comunista. E em sua Vila Olímpica particular (a delegação não quis se misturar com os demais atletas) os dirigentes da URSS instalaram na entrada um quadro onde computava as medalhas que eram conquistadas por seus atletas, em comparação às dos americanos. Era o primeiro quadro de medalhas da história das Olimpíadas. A partir de então, a imprensa passou a publicar listas com o total de medalhas conquistadas a cada edição dos Jogos. Mas essa é uma classificação extra-oficial.

Se você procurar no site do COI (Comitê Olímpico Internacional), não irá encontrar qualquer quadro de medalhas, pois a entidade considera apenas os campeões olímpicos de cada prova. Não sou hipocritamente purista como os nobres membros do COI e considero natural que a imprensa crie uma forma de classificar os ganhadores de medalhas nos Jogos Olímpicos. Porém, é bom deixar claro que oficialmente essa classificação não existe.

>>> Veja também: Mundial de Barcelona coinsagra Cielo, Thiago e Poliana, mas também merece uma reflexão

Os quadros de medalha olímpicos têm em geral sua classificação feita pelo tipo de medalha conquistada: primeiro, ouro, depois a prata, em seguida o bronze e por fim o total de medalhas. Mas é claro que os critérios mudam de acordo com o gosto do freguês. Assim ocorreu com vários veículos de comunicação dos EUA, que começaram a fazer a classificação de seus quadros pelo total de medalhas de Pequim 2008, justamente quando os ouros chineses deixaram as conquistas americanas para trás. No final, a China teve 51 ouros (100 no total) e os EUA faturaram 36 ouros (e 110 no total).

Volto a reforçar: para o COI, essa classificação não tem a menor importância!

No quadro de medalhas olímpicas de 2013 do COB, o critério usado é pelo total de medalhas obtidas. Assim, Japão (dez ouros), Coréia do Sul e Hungria (nove ouros cada um) aparecem atrás do Brasil, que levando em conta a classificação habitualmente adotada pela mídia, ficaria atrás destes três países, mas ainda assim estaria à frente da Austrália ( sete ouros no ano passado), que no quadro original ficou à frente do Brasil.

>>> E mais: O esporte do Brasil merece um campeão como Arthur Zanetti?

Como diz o título do post, o objetivo foi fazer com que uma pequena reflexão seja feita diante dos excelentes resultados obtidos pelos atletas brasileiros no ano que passou. Estamos no caminho certo, mas muito longe ainda de poder apontar o país como uma “potência olímpica”, como alguns mais fanáticos podem pensar.

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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 14:03

As redes sociais invadiram o esporte. Para o bem e para o mal

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Poliana Okimoto e Jorge Zarif exibem os prêmios de melhores do ano

Poliana Okimoto e Jorge Zarif exibem os prêmios de melhores do ano

Em 2000, na pré-história da internet, a Fifa realizou uma eleição em seu site para incentivar a participação dos internautas em seu site, perguntando qual havia sido o maior jogador do século 20. Eis que a entidade acabou sendo pega de surpresa com o resultado da enquete, que apontou o argentino Diego Maradona – notório desafeto dos dirigentes da Fifa – como o eleito, e não Pelé, que era quem os cartolas queriam eleger. Para não jogar a credibilidade de seu site na lata do lixo, usaram uma esperta solução: Maradona ficou com o título de jogador escolhido pela internet, enquanto Pelé foi eleito após a votação de um juri especializado.

Puxo esse caso da memória para comentar o resultado da eleição do Prêmio Brasil Olímpico, que escolhe os melhores atletas do esporte do país, e cuja festa foi realizada nesta terça-feira, em São Paulo. Embora normalmente seja uma premiação sem surpresas, o evento de ontem causou um certo alvoroço ao ver o jovem velejador Jorge Zarif, que foi campeão mundial da classe Finn este ano, desbancar os favoritíssimos Cesar Cielo (natação) e Arthur Zanetti (ginástica artística), igualmente campeões do mundo em 2013. O que me deixou mais estarrecido, porém, foi a declaração de Zarif admitindo ter feito um pesado lobby entre colegas de faculdade, familiares, amigos e seguidores em suas redes sociais, para que votassem nele.

Nada contra quem faça campanha em causa própria. Se Zanetti ou Cielo não se preocuparam com isso, Zarif não tem nada a ver com isso. E  que fique claro, não há neste texto qualquer crítica ou tentativa de desmerecer o brilhante feito do velejador, o primeiro brasileiro campeão mundial da Finn desde 1972. Mas não consigo engolir uma eleição que não aponte Cielo ou Zanetti como melhor atleta olímpico do Brasil em 2013. Por isso, é de se questionar a validade do uso do voto pela internet para se apontar o melhor atleta do Brasil, como foi o caso.

Lembro também outra polêmica participação do “amigo internauta” neste mesmo Brasil Olímpico, quando a judoca Sarah Menezes – que havia sido bicampeã mundial junior na época – foi eleita a melhor atleta do ano, desbancando Poliana Okimoto (com justiça eleita campeã de 2013) e Natalia Falavigna, do taekwondo. Na época, o governo do Piauí fez um pesado lobby atrás de votos para Sarah, que levou o prêmio na ocasião. Mas será que merecia na época?

Não dá para ignorar a importância das redes sociais no esporte mundial, em particular no esporte olímpico. Hoje, o COI tem um canal dedicado exclusivamente às redes sociais, um aplicativo chamado “Olympic Athletes Hub”, onde o fã pode acompanhar simplesmente tudo sobre seu ídolo.É bacana, vale a pena conferir.

Usada com sabedoria, as redes sociais podem ajudar muito na divulgação dos esportes olímpicos. O contrário, contudom pode ter um efeito nocivo.

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 14:10

Mundial de Barcelona consagra Cielo, Thiago e Poliana, mas também merece uma reflexão

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Com um pequeno atraso – em razão de problemas técnicos enfrentados nos blogs do iG Esporte neste final de semana – , é necessário que se faça uma breve análise a respeito da belíssima participação do Brasil no Mundial de esportes aquáticos, encerrado neste domingo em Barcelona. Se por um lado foi uma campanha para se tirar o chapéu, embalada pelos ouros de Cesar Cielo nos 50 m livre e borboleta e o de Poliana Okimoto na maratona aquática, por outro é preciso que se faça uma ponderação equilibrada e sem arroubos patrióticos sobre os resultados alcançados.

Cielo comemora a medalha de ouro nos 50 m livre, garantindo o tricampeonato mundial

Primeiro, os pontos positivos que se podem extrair de Barcelona 2013. O Mundial espanhol serviu para consagrar a figura de Cesar Cielo como o maior nadador brasileiro de todos os tempos. Dificilmente haverá um outro velocista como ele nos próximos 20 anos, imagino. Sua superação ao se tornar o primeiro tricampeão mundial da história nos 50 m livre e bi mundial nos 50 m borboleta, depois da frustração com o bronze nas Olimpíadas de Londres, é coisa de outro mundo.  Sem esquecer que precisou também encarar cirurgia nos dois joelhos e uma mudança radical em sua preparação, abandonando o projeto P.R.O. 16 e voltando a treinar nos EUA com um técnico desconhecido, Scott Goodrich, seu ex-companheiro de treinos em Auburn.

O feito de Poliana Okimoto também foi notável. Depois do drama que viveu em Londres, quando passou mal em plena disputa da prova dos 10 km da maratona aquática, ela superou os seus fantasmas e deu a volta por cima ao conquistar o ouro em Barcelona de forma emocionante. Assim como foram as medalhas de bronze de Thiago Pereira, nos 200 e 400 m medley (prova que por sinal ele disse que não nadaria). Até Londres 2012, Thiago tinha que conviver com o estigma de só brilhar em Jogos Pan-Americanos (que lhe rendeu o incômodo apelido de “Mr. Pan, por sinal). Após a prata olímpica e as duas medalhas no Mundial, o nadador de Volta Redonda zerou esta fase de piadinhas maldosas em sua carreira.

Em termos de resultados, a participação brasileira em Barcelona foi exemplar. Até este Mundial, o país havia faturado 12 medalhas desde a primeira edição, em 1973. Só neste ano, foram dez, incluindo nesta conta a maratona aquática, a grata surpresa desta campanha. Houve também uma evolução em relação ao Mundial anterior, realizado em Xangai, na China: desta vez, o Brasil conseguiu marcar presença em 12 finais, o dobro de provas de 2011 (6).

>>> Leia também: Cesar Cielo e a arte de se reinventar

É neste ponto que uma ponderação precisa ser feita. A boa campanha da natação do Brasil nesta primeira grande competição do próximo ciclo olímpico mostrou que se houve evolução em comparação com o Mundial anterior, é preciso lembrar que no Mundial de 2009, em Roma, os brasileiros chegaram a 18 finais. Além disso, ganhou menos ouros do que na China: em 2011, foram quatro medalhas douradas, com duas de Cielo nas mesmas provas, Ana Marcela Cunha ganhando os 25 km da maratona aquática e Felipe França ganhando os 50 m peito.

>>> Veja ainda: Confira as medalhas do Brasil nos Mundiais de esportes aquáticos

Outro ponto preocupante é a falta de renovação. Mais uma vez, os bons resultados vieram com nomes já consagrados e conhecidos, dos quais já se esperava um bom resultado. A nova geração ainda ficou devendo, o que não deixa de ser preocupante tendo como objetivo as Olimpíadas de 2016, daqui a exatos três anos.

Da mesma forma, é necessário ligar o sinal amarelo quando se analisa as demais modalidades que disputaram o Mundial (polo aquático, saltos ornamentais e nado sincronizado), todas com resultados pífios ou pouco representativos. Para estes, o relógio começa a correr rápido demais em direção às Olimpíadas do Rio de Janeiro, sem perspectivas de grandes resultados.

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Almanaque, Ídolos, Listas, Seleção brasileira | 12:18

As medalhas do Brasil nos mundiais de esportes aquáticos

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Thiago Pereira comemora a conquista da medalha de bronze nos 400 m medley no Mundial de Barcelona

Atualizado em 5/8/2013

Confira abaixo quem, quando e onde conquistou medalhas para o Brasil em Mundiais de esportes aquáticos (até 5/8/2013). No total, o Brasil acumula 22 medalhas ao longo da história

MEDALHA DE OURO

Ricardo Prado – natação/400m medley – Guayaquil (Equador)/1982
Cesar Cielo – natação/50m livre – Roma (Itália)/2009
Cesar Cielo – natação/100m livre – Roma (Itália)/2009
Ana Marcela Cunha – maratona aquática/25km – Xangai (China)/2011
Cesar Cielo – natação/50m borboleta – Xangai (China)/2011
Felipe França – natação/50m peito – Xangai (China)/2011
Cesar Cielo – natação/50m livre – Xangai (China)/2011
Poliana Okimoto – maratona aquática/10km – Barcelona (Espanha)/2013
Cesar Cielo – natação/50m borboleta – Barcelona (Espanha)/2013
Cesar Cielo – natação/50m livre – Barcelona (Espanha)/2013

MEDALHA DE PRATA

Felipe França – natação/50m peito – Roma (Itália)/2009
Poliana Okimoto – maratona aquática/5 km – Barcelona (Espanha)/2013
Ana Marcela Cunha – maratona aquática/10km – Barcelona (Espanha)/2013

MEDALHA DE BRONZE

Rômulo Arantes Jr – natação/100m costas – Berlim (Alemanha)/1978
Gustavo Borges – natação/100m livre – Roma (Itália)/1994
Fernando Scherer, André Teixeira, Teófilo Ferreira e Gustavo Borges – natação/revezamento 4x100m livre – Roma (Itália)/1994
Poliana Okimoto – maratona aquática/5km – Roma (Itália)/2009
Ana Marcela Cunha – maratona aquática/5km – Barcelona (Espanha)/2013
Poliana Okimoto, Allan do Carmo e Samuel de Bona – maratona aquática/prova por equipe  – Barcelona (Espanha)/2013
Felipe Lima – natação/100m peito – Barcelona (Espanha)/2013
Thiago Pereira -natação/200m medley – Barcelona (Espanha)/2013
Thiago Pereira – natação/400m medley – Barcelona (Espanha)/2013

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terça-feira, 23 de julho de 2013 Ídolos, Mundiais, Seleção brasileira | 14:08

Um ouro para lavar a alma de Poliana

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Poliana Okimoto festeja sua vitória na proava de 10 km da maratona aquática do Mundial de Barcelona

Simplesmente histórico o resultado alcançado pela natação feminina do Brasil nesta terça-feira, com as medalhas obtidas por Poliana Okimoto (ouro) e Ana Marcela Cunha (prata) na prova de 10 km da maratona aquática no Mundial de esportes aquáticos de Barcelona. Nunca as mulheres brasileiras conseguiram ocupar os dois principais lugares no pódio de uma competição internacional de grande porte. E numa prova que faz parte do programa olímpico, é bom lembrar. Sem contar que as duas já tinham obtido prata e bronze, respectivamente, na prova de 5 km, no sábado. Um feito notável que estamos testemunhando em águas espanholas, portanto.

Mas quero fazer uma referência especial ao título de Poliana Okimoto. Acredito que ninguém mais na delegação do Brasil que está em Barcelona mereça tanto essa medalha do que ela. O drama passado por Poliana em Londres, durante as Olimpíadas de 2012, foi assustador. O relato que ela fez ao programa “Histórias do Esporte”, da ESPN Brasil, no ano passado, foi assustador, relatando que praticamente desmaiou em plena raia do Hyde Park, quando decidiu abandonar a prova, chegou a ter hipotermia, além de ter ocorrido uma demora no atendimento dos paramédicos londrinos.

LEIA MAIS SOBRE O MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS

>>> O Mundial de esportes aquáticos em números
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>>> Conheça as medalhas do Mundial de Barcelona

Por tudo isso, perfeitamente normal a crise de choro de Poliana Okimoto ao falar com os jornalistas após a chegada, quando desabafou e lembrou que muitos quiseram “aposentá-la” após os Jogos Olímpicos.  “Esse ouro nos 10 quilômetros é um recomeço”, disse Poliana. Na verdade, esta medalha de ouro lavou sua alma.

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