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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 14:03

As redes sociais invadiram o esporte. Para o bem e para o mal

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Poliana Okimoto e Jorge Zarif exibem os prêmios de melhores do ano

Poliana Okimoto e Jorge Zarif exibem os prêmios de melhores do ano

Em 2000, na pré-história da internet, a Fifa realizou uma eleição em seu site para incentivar a participação dos internautas em seu site, perguntando qual havia sido o maior jogador do século 20. Eis que a entidade acabou sendo pega de surpresa com o resultado da enquete, que apontou o argentino Diego Maradona – notório desafeto dos dirigentes da Fifa – como o eleito, e não Pelé, que era quem os cartolas queriam eleger. Para não jogar a credibilidade de seu site na lata do lixo, usaram uma esperta solução: Maradona ficou com o título de jogador escolhido pela internet, enquanto Pelé foi eleito após a votação de um juri especializado.

Puxo esse caso da memória para comentar o resultado da eleição do Prêmio Brasil Olímpico, que escolhe os melhores atletas do esporte do país, e cuja festa foi realizada nesta terça-feira, em São Paulo. Embora normalmente seja uma premiação sem surpresas, o evento de ontem causou um certo alvoroço ao ver o jovem velejador Jorge Zarif, que foi campeão mundial da classe Finn este ano, desbancar os favoritíssimos Cesar Cielo (natação) e Arthur Zanetti (ginástica artística), igualmente campeões do mundo em 2013. O que me deixou mais estarrecido, porém, foi a declaração de Zarif admitindo ter feito um pesado lobby entre colegas de faculdade, familiares, amigos e seguidores em suas redes sociais, para que votassem nele.

Nada contra quem faça campanha em causa própria. Se Zanetti ou Cielo não se preocuparam com isso, Zarif não tem nada a ver com isso. E  que fique claro, não há neste texto qualquer crítica ou tentativa de desmerecer o brilhante feito do velejador, o primeiro brasileiro campeão mundial da Finn desde 1972. Mas não consigo engolir uma eleição que não aponte Cielo ou Zanetti como melhor atleta olímpico do Brasil em 2013. Por isso, é de se questionar a validade do uso do voto pela internet para se apontar o melhor atleta do Brasil, como foi o caso.

Lembro também outra polêmica participação do “amigo internauta” neste mesmo Brasil Olímpico, quando a judoca Sarah Menezes – que havia sido bicampeã mundial junior na época – foi eleita a melhor atleta do ano, desbancando Poliana Okimoto (com justiça eleita campeã de 2013) e Natalia Falavigna, do taekwondo. Na época, o governo do Piauí fez um pesado lobby atrás de votos para Sarah, que levou o prêmio na ocasião. Mas será que merecia na época?

Não dá para ignorar a importância das redes sociais no esporte mundial, em particular no esporte olímpico. Hoje, o COI tem um canal dedicado exclusivamente às redes sociais, um aplicativo chamado “Olympic Athletes Hub”, onde o fã pode acompanhar simplesmente tudo sobre seu ídolo.É bacana, vale a pena conferir.

Usada com sabedoria, as redes sociais podem ajudar muito na divulgação dos esportes olímpicos. O contrário, contudom pode ter um efeito nocivo.

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terça-feira, 11 de setembro de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:29

Prêmio de Morten Soubak é um pouco do Brasil também

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Morten Soubak foi escolhido pelo segundo melhor técnico do handebol feminino do mundo

Não se pode levar muito a sério enquetes na internet. A princípio, elas servem apenas para dar uma amostragem do que pensa, num determinado momento, o internauta que frequenta determinado site. O maior exemplo foi quando, em 2000, a Fifa quis saber quem foi o melhor jogador do século e a galera escolheu Maradona, antigo desafeto da entidade. Como a Fifa queria premiar Pelé de qualquer maneira, o jeito foi dar ao craque argentino o prêmio de melhor jogador do século escolhido “pela internet”, enquanto o Rei do Futebol acabou sendo o escolhido pelo “colégio eleitoral” da casa…

Mas ressalvas à parte, foi muito importante a escolha do dinamarquês Morten Soubak como o segundo melhor técnico de handebol feminino do mundo, de acordo com pesquisa realizada pelo site da IHF (Federação Internacional de Handebol). E o motivo para se festejar o resultado é simples: a escolha de Soubak como um dos melhores técnicos do mundo reflete o excelente momento pela qual passa o handebol feminino do Brasil, que é dirigido pelo dinamarquês desde 2009.

Pois foi com o trabalho competente e sem estrelismo de Soubak que o Brasil, um país sem tradição alguma na modalidade, conquistou em menos de um ano os melhores resultados de sua história, que foram o quinto lugar no Mundial de 2011, realizado em São Paulo, e o sexto lugar nos Jogos Olímpicos de Londres, quando cumpriu uma campanha brilhante, parando apenas nas quartas de final, sendo eliminado pela Noruega, que foi a campeã olímpica.

O prêmio de Morten Soubak também é do handebol feminino brasileiro.

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