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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 12:19

Sete pontos que devem preocupar o COI em nova visita de avaliação ao Rio 2016

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Visão das obras do Centro Nacional de Tênis, localizado no Parque Olímpico da Barra, na última quinta (19/2)

Visão das obras do Centro Nacional de Tênis, no Parque Olímpico da Barra, na última quinta (19/2)

Desde abril do ano passado, quando alarmado pelos inúmeros atrasos, críticas de federações internacionais  e indefinições nos três níveis de governo para acertar a matriz de responsabilidade, o COI (Comitê Olímpico Internacional) resolveu agir para evitar um fiasco na organização dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, é inegável o avanço no ritmo das obras. A pouco menos de um ano e meio para a abertura das Olimpíadas, já é possível perceber que as instalações vão rapidamente tomando forma a cada dia que passa. O clima olímpico se aproxima a cada dia.

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>>> Relembre como foi a última visita de avaliação do COI para o Rio 2016

Mas em sua próxima visita de avaliação, a partir de segunda-feira (23), a comissão do COI irá se deparar com ao menos sete pontos preocupantes. Alguns destes problemas não devem interferir diretamente na realização dos Jogos, o que não invalida a preocupação com o legado que ficará para a população do Rio de Janeiro, bem como os recursos mal aplicados em soluções paliativas para sérios problemas.

1 – Ameaça de não cumprir a despoluição da Baia de Guanabara

No dossiê de candidatura apresentado na eleição de 2009, o Rio de Janeiro se comprometia com a ousada meta de coleta e tratamento de esgoto de 80% das águas da Baia de Guanabara, onde será realizada a competição de vela. Hoje, sabe-se que esse número é utópico. No final de janeiro, o secretário de Ambiente do  Estado do Rio, André Corrêa, disse que essa meta não será atingida. Ele chegou a ser desmentido pelo comitê Rio 2016, mas um relatório da UFRJ aponta que a meta de 80% de esgoto tratado só será atingida em 2026, isso se for mantido o ritmo atual. Nem é preciso dizer que a Baia de Guanabara segue sendo alvo constante de críticas de velejadores estrangeiros e também brasileiros. Em entrevista à BBC, Torben Grael, bicampeão olímpico e treinador-chefe da seleção brasileira, disse que o lixo poderá determinar o pódio na vela em 2016.

2 – Atraso nas obras do metrô

Apontado pela própria comissão do COI como um dos projetos com cronograma mais apertado, a construção da linha de metrô ligando Ipanema à Barra da Tijuca, onde está localizado o Parque Olímpico e a Vila Olímpica, deverá ficar pronta apenas em maio de 2016 e não mais no final de 2015, segundo publicou o UOL. O governador Luiz Fernando Pezão admitiu que a folga que existia no calendário foi para o espaço diante das várias interrupções na obra. Um novo atraso pode comprometer o prazo de entrega.

3 – Estádio de remo terá evento-teste em obras

Programado para ocorrer entre os dias 6 e 9 de agosto deste ano, o evento-teste de remo irá acontecer em meio a obras no estádio da Lagoa Rodrigo de Freitas. Durante a competição, ainda estarão ocorrendo intervenções na torre de chegada do estádio e garagem dos barcos, além de outras reformas.

4 – Obra olímpica que resultará em derrubada de árvores em área tombada

Nas reformas da Marina da Glória, ponto de apoio para as embarcações nas competições de vela em 2016, precisarão ser derrubadas 298 árvores no Parque do Flamengo, para modernização do local. O problema é que a área é tombada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e a intervenção vem despertando a ira de grupos de ambientalistas, que já realizaram protestos e pretendem entrar na Justiça para embargar a obra. O corte das árvores foi autorizado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente do Rio.

5 – Atraso nas obras do velódromo

No final do ano passado, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, admitiu sua preocupação com o ritmo das obras para a construção do novo velódromo, segundo ele atrasado em três semanas. O próprio Paes, contudo, disse que “três semanas de atraso não são nada demais. Não é atraso algum, numa obra deste tamanho”, afirmou. A previsão de conclusão desta obra é para o quarto trimestre deste ano.

6 – Reformas do Julio Delamare e Maracanãzinho nem começaram

Sedes das competições de polo aquático e vôlei em 2016, respectivamente, o Parque Aquático Julio Delamare e o ginásio do Maracanãzinho precisam passar de obras de readequação para os Jogos Olímpicos. Porém, a Maracanã S/A, concessionária que administra o Complexo Esportivo do Maracanã, ainda não deu início às obras, que deveriam ter começado no ano passado.

7 – Troca no comando da APO

O único “problema” que não diz respeito a obras que a comissão do COI irá se debruçar em sua nova visita ao Rio de Janeiro é político. Responsável pelo comando da APO (Autoridade Pública Olímpica) desde outubro de 2013, o general Fernando Azevedo e Silva teve papel fundamental no momento de maior crise na organização dos Jogos, especialmente para costurar os acertos necessários entre os três poderes envolvidos no evento (Federal, Estadual e Municipal), além da publicação da Matriz de Responsabilidade. No começo do ano, ele pediu demissão e deverá ser substituído pelo deputado estadual Edinho Silva (PT-SP), que foi o tesoureiro da campanha da presidente Dilma Rousseff. Como os integrantes do COI irão encarar uma importante troca na cadeia de comando da organização praticamente às vésperas dos Jogos, é um mistério.

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terça-feira, 6 de agosto de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 13:58

Três anos para o Rio 2016. Temos motivos para festejar?

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Integrantes do Comitê Rio 2016 comemoram a data de três anos para o início dos Jogos

Nesta última segunda-feira, passou meio despercebida uma efeméride importante:  atingiu-se a marca de exatos três anos para o início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que terá sua abertura oficial ocorrendo em 5 de agosto de 2016. No dia 22 do mesmo mês, haverá a abertura dos Jogos Paraolímpicos. Ou seja, o relógio anda correndo rápido demais para os organizadores. Só que uma sensação incômoda de que muita coisa ainda está para ser feita é permanente. Será que temos momentos para festejar?

>>> Veja também: TCU aponta irregularidades em obras para os Jogos de 2016

Se duvida disso, acompanhe:

1) Como festejar os três anos para 2016 se simplesmente o orçamento final do evento ainda não foi anunciado pelo comitê Rio 2016? Inicialmente, previa-se um custo de R$ 7 bilhões, mas essa conta é da época do dossiê de candidatura. O que devemos esperar até o final deste ano?

2) Como festejar se  o TCU (Tribunal de Contas da União) aponta indícios de sobrepreço (no popular, superfaturamento) nas planilhas orçamentárias da reforma do Ladetec, o laboratório que será responsável por todos os exames antidoping dos Jogos de 2016?

3) Como festejar se o mesmo TCU divulgou relatório demonstrando extrema preocupação com os atrasos “injustificáveis”, nas palavras do órgão fiscalizador, do início das obras do Complexo de Deodoro e que nem foram licitadas ainda? Lá serão realizadas competições de tiro, canoagem, hóquei sobre grama, ciclismo e pentatlo moderno. Os atrasos, segundo o TCU, podem afetar até mesmo a realização de eventos-testes para 2016.

4) Como encontrar motivos para fazer festa se o Ginásio do Maracanãzinho está ameaçado de não receber os jogos de vôlei, por conta da suspensão da demolição do estádio de atletismo Célio de Barros e do Parque Aquático Júlio Delamare, segundo revelou o jornal Lance! nesta terça-feira? A suspensão, extremamente positiva para o esporte brasileiro, irá atrapalhar exigências do COI (Comitê Olímpico Internacional), que pede a instalação de quadras de aquecimento ao lado ginásio.

E para que ninguém pense que se tratam apenas de críticas vazias. O ex-nadador russo Alexander Popov, membro do COI, disse em Barcelona, durante a disputa do último Mundial de esportes aquáticos, em entrevista ao Lance!, que o sinal vermelho está ligado para o Rio. “A principal preocupação é sobre quando as pessoas começarão a fazer alguma coisa”.

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 16:43

Mais uma trapalhada no caminho do Rio 2016

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Vista do Maracanãzinho, durante a final da Superliga feminina de vôlei. Reformas previstas deixarão ginásio incapacitado para receber as partidas de vôlei durante as Olimpíadas de 2016

Quando menos se espera, eis que aparece mais uma bela dor de cabeça aos envolvidos na organização das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. E por uma triste coincidência, esta também envolve a polêmica reforma no complexo esportivo do Maracanã, que implicará na demolição de dois equipamentos tradicionais na história do esporte brasileiro, o Estádio Célio de Barros e o Parque Aquático Júlio Delamare. Agora, se não ocorrer nenhuma alteração no edital de concessão do governo do Rio, o Ginásio do Maracanãzinho não atenderá às exigências de capacidade do COI (Comitê Olímpico Internacional) para os Jogos.

A notícia divulgada pelo jornal “O Globo” esta semana pegou inclusive os integrantes do Rio 2016 de surpresa. Isso porque segundo o estudo de viabilização feito pela empresa IMX, o ginásio (que passou por profundas reformas para receber o Pan-Americano de 2007) teria sua capacidade reduzida dos atuais 11.424 lugares para 9.914, transformando o Maracanãzinho em forma de arena e com acessos retráteis.

O único “probleminha” nesta brincadeira é que o COI exige uma capacidade mínima de 12 mil lugares para o ginásio que receber as partidas de vôlei nas próximas Olimpíadas. Obviamente ninguém se preocupou em ler o caderno de encargos dos Jogos antes de soltar o edital.

Imediatamente, o comitê organizador entrou em contato com o governo carioca e estão tentando fazer os ajustes que permitam atender tanto às exigências olímpicas quanto aos interesses da futura empresa que irá controlar o complexo do Maracanã pelos próximos 35 anos.

Na mesma semana em que decretou a morte do Célio de Barros e do Júlio Delamare, estão querendo inviabilizar o histórico Maracanãzinho para as Olimpíadas de 2016. E se bobearem, é isso mesmo que irá acontecer.

Triste semana para o esporte olímpico brasileiro.

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terça-feira, 23 de outubro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas | 23:07

Está para acontecer mais um duro golpe no esporte do Brasil

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Prefeito Eduardo Paes imita gesto de Usain Bolt, em visita do astro jamaicano ao Rio

O prefeito Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, recentemente reeleito para mais um mandato, que adora sair bem nas fotografias (vide o vasto e sempre presente material que sua atenta assessoria envia às redações), bem que poderia deixar o marketing um pouco de lado e tentar evitar um verdadeiro assassinato à história do esporte olímpico brasileiro: a demolição do conjunto esportivo localizado ao lado do Estádio do Maracanã, formado pelo Parque Aquático Júlio Delamare e o Estádio de atletismo Célio de Barros.

Por causa das reformas exigidas pela Fifa no Maracanã, visando a Copa do Mundo de 2014 (e que consumirão quase R$ 1 bilhão), tanto o conjunto aquático quanto o estádio de atletismo precisarão ser demolidos, para que a empresa que vencer o edital de concessão possa criar  uma estrutura mais rentável, com a instalação de lojas, restaurantes temáticos etc.

A velha desculpa, já usada no “estupro” ao Autódromo de Jacarepaguá na época do Pan 2007, é que as duas instalações passarão a funcionar em outro bairro do Rio de Janeiro.

Desculpem a expressão popular, mas isso é pura cascata!

Assim como o novo terreno do autódromo, que seria na região de Deodoro, jamais saiu do papel, podem ter certeza que atletas e nadadores que utilizam a estrutura do complexo poliesportivo do Maracanã, inaugurado na década de 70, ficarão na mão. A CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) já emitiu uma nota oficial protestando contra a decisão e exigindo a construção de um novo local primeiro.

O histórico Ginásio do Maracanãzinho só sobreviveu porque foi modernizado para o Pan 2007 e já está programado para receber os jogos de vôlei nos Jogos de 2016. Do contrário…

Por isso, caro prefeito Eduardo Paes, antes de ficar posando para fotos engraçadinhas ao lado de estrelas do esporte como Usain Bolt, seria bom ouvir as comunidades do atletismo e da natação. Como pelo jeito a demolição do Célio de Barros e do Júlio Delamare é inevitável, firme um compromisso público, registrado em cartório, que serão realmente construídos um novo estádio de atletismo e um de natação. Que tudo isso não vire conversa de político.

Que tal, senhor prefeito? Topa o desafio?

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