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Posts com a Tag Mar del Plata 1995

terça-feira, 12 de março de 2013 Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 17:41

Um herói cinquentão que orgulha o Brasil

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Getty Images

Joaquim Cruz comemora a conquista do ouro dos 800m nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984

Quando este blog nasceu, há pouco mais de dois anos (mais precisamente dois anos e 11 dias), a foto que ilustrava o post era justamente a do cidadão que nesta terça-feira completa 50 anos. Graças à uma oportuna lembrança do companheiro Luís Araújo, aqui do iG Esporte, a efeméride não passou em branco, registrando desta forma o aniversário de Joaquim Cruz, o único brasileiro campeão olímpico no atletismo em uma prova de pista.

Joaquim Cruz assombrou o mundo ao derrotar os favoritos britânicos Sebastian Coe e Steve Ovett e faturar o ouro em Los Angeles 1984. Só isso já seria o bastante para que ele fosse reverenciado em todas as praças esportivas deste país pela eternidade. Um garoto pobre, nascido em Taguatinga, cidade sem tradição alguma em atletismo, derrubando dois monstros sagrados das provas de meio fundo. Mas eis que Cruz foi para Seul 1988 e se não fosse um erro estratégico seu e de seu compatriota Zequinha Barbosa, acabou perdendo o ouro para o queniano Paul Ereng. Ainda assim, ganhou uma medalha de prata.

Duas medalhas olímpicas. Ainda assim, Joaquim Cruz nunca recebeu a devida consideração aqui no Brasil, em minha opinião. Pelo contrário, foi taxado maldosamente de “bichado” por algumas pessoas. Na verdade, ele sofreu com diversas contusões no calcanhar de aquiles e também por alergias, que o tiraram de ação em inúmeras provas. Não fosse isso, talvez Cruz tivesse um currículo ainda mais brilhante.

Na dúvida, basta consultar a lista das melhores marcas de todos os tempos nos 800 m no site da Iaaf (Federação das Associações Internacionais de Atletismo) e verá o nome de Joaquim Cruz com o 13º melhor tempo da história, 1min41s77, obtido no meeting de Colônia, em 1984, quando ficou a míseros quatro centésimos do então recorde mundial de Sebastian Coe.

Entrevistei Joaquim Cruz algumas vezes ao longo de minha carreira. Sempre rendeu ótimos papos. Embora meio arredio, nunca se furtou em dar sua opinião sobre as precárias condições do atletismo brasileiro ou mesmo sobre temas mais delicados. Em Seul, por exemplo, ele deixou claro que estranhava a performance assombrosa de Florence Griffth-Joyner, que naquelas Olimpíadas ganhou o ouro nos 100 e 200 m e ainda bateu o recorde mundial nas duas provas. Nas entrelinhas, Cruz achava que Florence obteve seus feitos graças ao doping. Pressionado pela repercussão de sua entrevista, acabou recuando. Apenas dez anos depois, em 98, a velocista americana morreu de ataque cardíaco, com somente 39 anos, sob circunstâncias nunca esclarecidas. Apenas coincidência ou o brasileiro sabia do que falava?

Pude ainda acompanhar o último grande feito de Joaquim Cruz nas pistas. Sem expectativa, ele chegou para disputar os Jogos Pan-Americanos de Mar del Plata, em 1995. Como de costume, estava retornando após uma temporada em que ficou boa parte afastado cuidando de suas lesões. Inscrito para a prova dos 1.500 m, Cruz largou bem, mas não conseguiu se distanciar dos adversários. Apenas nos últimos 200 m que ele conseguiu dar uma arrancada decisiva, conquistando a medalha de ouro com direito a recorde pan-americano e emocionando a todos que estavam no estádio.

Com toda esta história, Joaquim Cruz deveria ser figura obrigatória em qualquer projeto que envolvesse a organização das Olimpíadas do Rio, em 2016, ou mesmo na preparação das seleções brasileiras de atletismo. Por incrível que pareça, isso nunca aconteceu. Hoje, Joaquim Cruz trabalha na formação de novos atletas do atletismo para o comitê olímpico americano. Sorte deles, azar o nosso.

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terça-feira, 20 de setembro de 2011 Olimpíadas, Pan-Americano | 20:08

Coisas surreais que só acontecem no Pan-Americano

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Vázquez Raña, presidente da Odepa, fez um acordo com a Fiba e haverá basquete no Pan 2011

Tudo bem que o Pan-Americano é uma competição bacana, democrática, abre espaço para que atletas das Américas disputem um evento poliesportivo de proporções razoáveis – lembrando que vários deles jamais chegarão a participar das Olimpíadas -, enfim, tudo isso já estamos cansados de saber. O que não se pode esconder é o espírito varzeano que muitas vezes impera na chamada “Olimpíada das Américas”.

Como por exemplo no caso do basquete, que por muito pouco não foi excluído do Pan-Americano de Guadalajara, faltando apenas 24 dias para o evento começar! Tudo por causa de uma briga interna entre o comitê olímpico mexicano e a Ademeba (Associação Desportiva Mexicana de Basquete), entidade que de fato organiza a modalidade no país. Só que enquanto a Fiba Américas (entidade que representa a Federação Internacional de Basquete) reconhece a legitimidade da Ademeba, a Odepa (Organização Desportiva Pan-Americana) simplesmente a ignora.

O resultado desta confusão: a Odepa ameaçava excluir a Ademeba do Pan, situação que a Fiba Américas não aceitava. E devolvia a ameaça, sinalizando que não organizaria o basquete do Pan 2011. Um vexame só.

Eis que nesta terça, a Fiba divulga nota, toda feliz, anunciando um acordo entre ela e a Odepa. Uma reunião entre Mário Vázquez Raña, eterno presidente da Odepa, e o secretário geral da Fiba Américas, Alberto Garcia, sacramentou o acordo.

O pior nisso tudo é que não seria a primeira vez que o basquete passaria por um vexame na história do Pan. Em 1995, nos Jogos de Mar del Plata, o torneio feminino foi cancelado dois dias antes da cerimônia de abertura. O motivo é que somente cinco equipes se inscreveram para a competição.

Por causa deste mico monstro, a seleção feminina de Hortência, Paula e Janeth não pôde defender o título conquistado quatro anos antes, em Havana-91.

Mais surreal, impossível!

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domingo, 31 de julho de 2011 Olimpíadas, Pan-Americano | 22:04

Tiro esportivo define equipe para Guadalajara

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Karla De Bona e Janice Teixeira irão ao Pan de Guadalajara

Este final de semana marcou a definição de parte da equipe brasileira de tiro esportivo que competirá nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, a partir de 14 de outubro. Os atletas do tiro ao prato foram conhecidos após disputa de seletiva realizada no Clube Americanense de Tiro.

Na fossa double olímpica, Filipe Fuzaro – que tem presença assegurada nas Olimpíadas de Londres, no ano que vem – e Luiz Fernando Garça garantiram a vaga. Filipe terminou a seletiva em primeiro lugar, com 882 pratos, seguido por Luiz Fernando, com 863.

Na fossa olímpica masculina, a disputa foi bem acirrada, somente definida na série final. Rodrigo Bastos, que foi medalha de prata, no Pan de Mar Del Plata, em 1995, ficou com a primeira vaga, com 735 pratos. A segunda foi para Roberto Shmitts, com 732.

A fossa olímpica feminina terá como representantes Janice Teixeira e Karla De Bona. O skeet masculino contará com as participações de José Pedro Costa e Wilson Zocolotte.

Veja também:

>>Pista do Ibirapuera reestreia com recorde e índice

>>Brasil define equipe de lutas para o Pan

>>Brasileiro supera o terceiro do mundo e vai ao Pan

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domingo, 3 de julho de 2011 Almanaque, Pan-Americano | 10:05

Os cartazes do Pan (12)

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12º Jogos Pan-Americanos – Mar del Plata (ARG)

Período de disputa: 11 a 26/3/1995
Países participantes: 42
Modalidades esportivas disputadas: 34
Total de atletas: 5.144

Quadro final de medalhas (quatro primeiros colocados e mais o Brasil):


Veja tembém:

>>Os cartazes do Pan (7)

>>Os cartazes do Pan (8)

>>Os cartazes do Pan (9)

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segunda-feira, 30 de maio de 2011 Pan-Americano, Seleção brasileira | 23:38

Karatê feminino brilha em teste para o Pan

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Lucélia Ribeiro garantiu o ouro na categoria até 60kg

É bom não mexer com estas moças karatecas do Brasil! Digo isso como base no resultado do Campeonato Pan-Americano de karatê, realizado em Guadalajara e encerrado no último domingo. Evento-teste para os Jogos de outubro, o torneio teve a Venezuela como campeã geral, com 11 medalhas, enquanto o Brasil terminou em segundo, com sete. O detalhe é que deste total, nada menos do que cinco foram obtidas pelas garotas brasileiras.

O karatê brasileiro tem boa tradição em Jogos Pan-Americanos. Desde que começou a enviar equipes para o Pan, em Mar del Plata-95, o Brasil já conquistou 26 medalhas, cinco delas de ouro. E destas, três vieram dos golpes de Lucélia Ribeiro, na categoria até 60kg. Em Guadalajara, no mês de outubro, ela brigará pelo tetracampeonato das Américas. No Pan da modalidade, Lucélia não deixou por menos: ouro de novo.

Confira abaixo os demais medalhistas do Brasil no Pan-Americano de karatê:

Valéria Kumizaki – ouro (até 55kg)
Equipe feminina kumite – ouro
Beatriz Janini – bronze (até 61kg)
Jeanis Colzani – bronze (até 68kg)
Douglas Brose – ouro (até 60kg)
Wellington Barbosa – bronze (mais de 84kg)

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