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domingo, 18 de março de 2012 Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Pré-Olímpico | 14:21

O feito de Pistorius e a história que se repete em Londres

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O húngaro Karoly Takacs, duas vezes campeão olímpico, mesmo tendo uma mão amputada

Ainda na sequência do notável feito obtido neste sábado pelo sul-africano Oscar Pistorius – que obteve índice nos 400 m para disputar as Olimpíadas de Londres 2012 – vale destacar uma incrível coincidência que só o esporte é capaz de nos proporcionar.

Pistorius, que foi o primeiro atleta biamputado a disputar o Campeonato Mundial de Atletismo, em Daegu (Coreia do Sul), no ano passado, ainda depende de uma confirmação da federação sul-africana de atletismo para ter sua participação confirmada em Londres. Mesmo sendo um feito impressionante caso sua participação seja confirmada, Oscar Pistorius não será o primeiro atleta com deficiência física a disputar uma edição de Jogos Olímpicos.

Coincidentemente, a mesma Londres assistiu, na edição das Olimpíadas de 1948, um atleta hoje chamado de paralímpico disputar os Jogos. O húngaro Karoly Takacs, primeiro bicampeão olímpico na modalidade tiro rápido 25 metros, perdeu a mão direita, que foi decepada após a explosão de uma granada, durante a 2ª Guerra Mundial, quando integrava o exército húngaro.

Takacs, que era sargento, fez parte da equipe de seu país que foi campeã mundial em 1938. Pouco tempo depois, ocorreu o acidente. Imaginava-se que ele abandonaria o esporte, mas aconteceu justamente o contrário. Dedicou-se a aprender a atirar com a mão direita e o fez tão bem que, dez anos depois, integrou a equipe húngara de tiro em Londres. E saiu de lá com uma medalha de ouro. Feito repetido nos Jogos de Helsinque, em 1952.

O sargento húngaro que só tinha uma mão ainda disputou os Jogos de Melbourne, em 1956, mas saiu de lá sem medalhas. Isso não importa. O fato é que tanto Pistorius e suas pernas de fibra de carbono, quanto Takacs que ganhou dois ouros com apenas uma mão, merecem entrar na história dos heróis olímpicos.

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quinta-feira, 10 de março de 2011 Olimpíadas | 10:12

Tem basquete na Grã-Bretanha, Arnaldo?

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A falta de tradição no basquete pode tirar a equipe da Grã-Bretanha dos Jogos

Bom, não me consta que o ex-árbitro de futebol Arnaldo César Coelho – lembrado no título deste post graças às inúmeras referências a ele feitas pelo personagem @oclebermachado no Twitter – seja um fã de basquete.  Na verdade, pelo que eu sei, o Arnaldo gosta mesmo é de vôlei de praia. Lembro dele assistindo pela TV e torcendo pra valer pelas duplas brasileiras durante os Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, na sala de imprensa montada pelo patrocinador da seleção brasileira de futebol, em um hotel de luxo de Miami.

Mas depois de seis linhas de puras divagações, você deve estar se perguntando onde é que o basquete e a Grã-Bretanha entram em tudo isso.  É fácil explicar:  o país que organiza uma competição poliesportiva – Olimpíadas ou Jogos Pan-Americanos – tem vaga assegurada em todas as modalidades, individuais e coletivas. E se há uma coisa que a Grã-Bretanha não tem tradição alguma é no basquete. Pois neste domingo, o comitê central da Fiba (Federação Internacional de Basquete) decidirá, durante o congresso da entidade, em Lyon, se os britânicos terão ou não direito à vaga automática nos Jogos de Londres, em 2012.

Oficialmente, os dirigentes da Fiba fazem declarações politicamente corretas, elogiando o esforço dos britânicos – vale lembrar que Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales competem de forma unificada nos Jogos Olímpicos – e sua evolução no basquete europeu. Mas não seria uma surpresa se os cartolas decidirem que a Grã-Bretanha ainda não fez o suficiente no basquete mundial para garantir a vaga por antecipação, obrigando-a a disputar o qualificatório europeu.

O grande problema desta decisão “técnica” é que em quadra os britânicos teriam chances remotas de garantir classificação para as Olimpíadas organizadas por eles mesmos. E assim cria-se um impasse bem difícil de resolver. Já pensou não contar com o time da casa em uma competição badalada como o basquete?

Péssimo retrospecto

Enquanto os  dirigentes da Fiba vivem um belo dilema, que será solucionado em poucos dias, vale relembrar a única vez em que a Grã-Bretanha participou com sua equipe de basquete de uma edição de Jogos Olímpicos. Foi em 1948, quando a competição também teve Londres como sede. Não havia ainda o torneio feminino no programa olímpico e desta forma o vexame ficou restrito somente ao time masculino. Ao todo, os britânicos disputaram oito partidas, com o “incrível” retrospecto de uma vitória e sete derrotas, terminando a competição em 20º lugar.

O único triunfo ocorreu no “clássico” contra a Irlanda, derrotada no torneio consolação por 46 a 21.  Como curiosidade, vale lembrar ainda que o Brasil enfrentou a Grã-Bretanha na primeira fase e atropelou os donos da casa: 76 a 11.

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