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quinta-feira, 30 de abril de 2015 Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:45

Tem campeão olímpico competindo em SP neste feriadão

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Campeão olímpico em Londres nas argolas, Arthur Zanetti será a principal atração na etapa de São Paulo da Copa do Mundo

Campeão olímpico em Londres nas argolas, Arthur Zanetti será a principal atração na etapa de São Paulo da Copa do Mundo

Não sei se o amigo (ou amiga) que me acompanha neste espaço já está sabendo, mas para quem não for viajar e resolver ficar em São Paulo neste feriado prolongado, há um belo programa para quem curte esportes olímpicos. A partir desta sexta-feira, começa a etapa de São Paulo da Copa do Mundo de ginástica artística. Atletas de 14 países estarão competindo de sexta-feira a domingo no Ginásio do Ibirapuera, reunindo 43 atletas no masculino e 27 no feminino.

Só uma competição deste porte, que volta à cidade depois de oito anos, já seria motivo suficiente para tirar o torcedor que gosta de ginástica artística de casa e prestigiar alguns dos principais ginastas do mundo. Mas para mim, a principal razão é poder ver em ação nada menos do que um campeão olímpico do Brasil. Arthur Zanetti, ouro nas argolas nos Jogos de Londres 2012, é o principal nome da equipe brasileira, que ainda conta com Diego Hypólito entre seus  integrantes mais experientes. Zanetti participará das qualificatórias nesta sexta-feira à tarde e certamente estará na final no domingo pela manhã. Melhor forma de entrar no clima olímpico para o Rio 2016, impossível.

Confira abaixo a programação e o preço dos ingressos que ainda estão à venda.

Programação
Obs: GAM – ginástica artística masculina; GAF – ginástica artística feminina

Sexta-feira (1º)

8h às 8h50: aquecimento GAM (salto, paralelas e barra fixa) e GAF (trave e solo)
9h às 12h30: qualificatórias GAM (salto, paralelas e barra fixa) e GAF (trave e solo)
14h às 14h50: aquecimento GAM (solo, cavalo com alças e argolas) e GAF (salto e barras assimétricas)
15h às 18h30: qualificatórias GAM (solo, cavalo com alças e argolas) e GAF (salto e barras assimétricas)

Sábado (2)

9h às 12h: treino livre GAM e GAF
13h às 13h55: aquecimento GAM (salto, paralelas e barra fixa) e GAF (salto e barras assimétricas)
14h às 14h30: final GAM (salto)
14h35 às 15h05: final GAF (salto)
15h05 às 15h15: premiação
15h20 às 15h50: final GAM (paralelas)
15h55 às 16h25: final GAF (barras assimétricas)
16h30 às 17h: final GAM (barra fixa)
17h05 às 17h20: premiação

Domingo (3)

9h10 às 10h: aquecimento GAM (solo, cavalo com alças e argolas) e GAF (trave e solo)
10h10 às 10h40: final GAM (solo)
10h40 às 10h50: premiação
10h50 às 11h20: final GAM (argolas)
11h20 às 11h25: premiação
11h30 às 12h: final GAF (solo)
12h às 12h05: premiação
12h10 às 12h40: final GAM (cavalo com alças)
12h45 às 12h50: premiação
12h55 às 13h25: final GAF (trave)
13h25 às 13h30: premiação

Ingressos à venda no site da Live Pass (www.livepass.com.br)

Valores

1º de maio (sexta-feira)
Premium: R$ 100,00 / R$ 50,00 (meia-entrada)
Gold: R$ 40,00 / R$ 20,00 (meia-entrada)
Cadeiras superiores: R$ 20,00 / R$ 10,00 (meia-entrada)

2 e 3 de maio (sábado e domingo) – valores diários
Premium: R$ 200,00 / R$ 100,00 (meia-entrada)
Gold: R$ 80,00 / R$ 40,00 (meia-entrada)
Cadeiras superiores: R$ 40,00 / R$ 20,00 (meia-entrada)

Serviço
Copa do Mundo de Ginástica Artística Masculina e Feminina
Datas: 1º, 2 e 3 de maio
Local: Ginásio do Ibirapuera, na Rua Manoel da Nóbrega, 1361, Ibirapuera, em São Paulo (SP)

 

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domingo, 19 de abril de 2015 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 12:52

Um adeus sem pompas para Maurren Maggi

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Maurren anunciou seu adeus do atletismo, mas tem índice para brigar pelo tetra no Pan de Toronto

Maurren anunciou seu adeus do atletismo, mas tem índice para brigar pelo tetra no Pan de Toronto

A notícia veio assim, de repente, no meio da transmissão da TV Globo do evento “Mano a Mano”, que contou com a presença do superstro Usain Bolt: o narrador Alex Escobar chamou a saltadora Maurreen Maggi, campeã olímpica em Pequim 2008, para fazer um comentário específico a respeito de atletas com mais de 30 anos e deu a deixa. Foi então que Maurren disse com todas as letras que “esse é o último ano da minha carreira (…), Esse ano é o último meu, e ano que vem é só a Rede Globo, e a gente trabalha com qualidade, um time campeão com a gente”.

Para quem não sabe, Maurren é uma das integrantes da badalada equipe de comentaristas que a emissora montou para a cobertura dos Jogos do Rio 2016, que conta com nomes como Guga (tênis), Giba (vôlei), Daiane dos Santos (ginástica artística), Gustavo Borges (natação), entre outros.

Nada contra a opção de um atleta decidir quando é a hora de abandonar a carreira. Isso é algo de cunho pessoal, cada um sabe o momento certo de parar. O que fica de questionamento é sobre a forma abrupta e porque não dizer um tanto inesperada que o fato ocorreu.

Na prática, o atletismo já vinha ensaiando o adeus a Maurren Maggi desde o final das Olimpíadas de Londres 2012, quando não conseguiu passar pelas eliminatórias do salto em distância, prova na qual ela tornou-se a primeira mulher campeã olímpica do Brasil no atletismo. De lá para cá, passou por problemas físicos, encarou dificuldades de patrocínio e até mesmo encarou uma vaquinha virtual para custear seus treinamentos. Tudo por conta do sonho de fazer uma despedida em alto estilo, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

+ Relembre: O drama de Maurren e a “vida real” do esporte brasileiro

Em todas as suas entrevistas nos últimos tempos, Maurren sempre repetia que desejava fazer sua retirada do esporte diante da torcida. Começou a temporada 2015 e ela obteve o índice para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, ao saltar 6m51 em uma competição na cidade de Campinas. Ainda tentava alcançar a marca para o Mundial de Pequim, que será realizado no mesmo Ninho do Pássaro, de tão doces lembranças para ela.

Só que talvez o bom senso tenha falado mais alto e a própria Maurren viu que o sonho para fazer seu adeus diante da torcida brasileira estava longe demais. E a confirmação veio no meio de uma transmissão de TV, quase como um pronunciamento um tanto perdido, no meio do belo evento feito neste domingo, no Jockey Club Brasileiro, no Rio, e cuja estrela maior obviamente era Bolt.

O certo seria que ela fosse levada para o meio da pista, e de microfone em punho, diante do público, anunciasse sua decisão, para receber os merecidos aplausos que uma campeã olímpica merece. A forma como o anúncio ocorreu, sem pompas, foi frustante.

Maurren Maggi poderá marcar sua despedida com um tetracampeonato pan-americano em Toronto, coincidentemente no mesmo país que viu seu primeiro ouro no salto em distância na competição, em Winnipeg 1999. Depois, venceu no Rio 2007 e em Guadalajara 2011. Só não brigará pelo penta por conta do caso de doping às vésperas de Santo Domingo 2003, que a deixou dois anos fora das competições. Uma carreira brilhante, coroada pelo ouro olímpico em Pequim 2008 e que merece muitas homenagens.

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 23:08

Segurança no Rio 2016 será feita por agentes públicos

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Policiais do Bope fazem simulação de procedimento de segurança em uma das estações do BRT Transcarioca

Policiais do Bope fazem simulação de procedimento de segurança em uma das estações do BRT Transcarioca, como preparativo para as Olimpíadas de 2016 (Foto: AP)

No início de mais uma visita de inspeção do COI ao Rio de Janeiro, para acompanhar os preparativos dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, os organizadores apresentaram nesta segunda-feira, como proposta para o plano de segurança do evento, a utilização de agentes públicos nas arenas esportivas, ao invés de agentes privados, como foi feito na última Copa do Mundo. A sugestão também tem como objetivo evitar contratempos como o que ocorreu às vésperas da abertura das Olimpíadas de Londres, em 2012, quando a empresa de segurança contratada teve problemas financeiros e não pôde realizar o serviço. Com isso, militares foram chamados de última hora para cuidar da segurança patrimonial dos Jogos.

“Podem ser tanto militares da ativa como aposentados… ou fazer um pagamento extra por horas extras de trabalho para reforçar a segurança. Não obrigatoriamente precisa estar fardado ou armado. No Pan  do Rio 2007, usamos a Força Nacional com uniforme dos Jogos”, afirmou Ricardo Leyser, secretário executivo do Ministério do Esporte, à agência Reuters.

A sugestão apresentada ao COI nesta segunda-feira tem primeiro um objetivo de evitar gastos extras, pois estariam sendo utilizadas forças regulares que já estão no orçamento das três esferas de governo (Federal. Estadual e Municipal) envolvidas na organização. Além disso, esta equipe teria uma qualificação a dos agentes privados, os chamados “stewards”, que trabalharam nos 12 estádios da Copa 2014.

A segurança patrimonial dos Jogos Olímpicos inclui a proteção do interior de arenas e dos esportistas, além da vistoria de torcedores com raio X e detector de metal na entrada das arenas. Originalmente, essa segurança seria realizada por uma empresa privada contratada, enquanto as forças públicas ficariam responsáveis pela proteção da cidade.

Na entrevista coletiva marcada para esta quarta-feira (25), a comissão de avaliação do COI deverá se manifestar a respeito da proposta apresentada pelo governo e pelos organizadores do Rio 2016.

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domingo, 7 de dezembro de 2014 Imprensa, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 15:12

Conforme-se: você irá dormir muito pouco no Rio 2016

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O vôlei de praia nos Jogos de Londres também teve partidas disputadas tarde da noite

O vôlei de praia nos Jogos de Londres também teve partidas disputadas tarde da noite

A confirmação por parte do COI (Comitê Olímpico Internacional), na última sexta-feira, de que o vôlei de praia será o mais novo esporte com horários esdrúxulos no programa de provas dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, só confirma uma tendência:  as próximas Olimpíadas serão apropriadas para os notívagos. Prepare-se para ter poucas horas de sono daqui a dois anos.

O comitê executivo do COI anunciou durante a reunião preliminar para a abertura da 127ª Assembleia Geral, em Monaco, que algumas partidas do torneio olímpico de vôlei de praia começarão após a meia-noite, horário do Rio de Janeiro. A natação já havia sido a primeira modalidade a confirmar que seu programa de provas teria um horário diferenciado, com as finais começando a partir das 22h (na prática, não terminando antes da 0h). O atletismo também terá finais realizadas em horários pouco usuais, com pelo menos 13 eventos definindo seus campeões no período da manhã, algo que não ocorria desde as Olimpíadas de 1988, em Seul.

Tudo isso tem apenas um motivo: interesse da televisão. A rede americana NBC, que pagou milhões de dólares pelos direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos ao COI, bateu o pé e fez valer o seu direito de escolher que as modalidades esportivas que tenham mais audiência nos EUA sejam transmitidas no horário nobre. E neste caso, manda quem paga a conta. Azar dos atletas e dos torcedores, que terão que invadir a madrugada para acompanhar as competições.

VEJA TAMBÉM:

>>> Atletismo irá acordar cedo nos Jogos do Rio
>>> Natação no ritmo de ‘sessão coruja”para a Rio 2016

Como bem disse o porta-voz do COI, Mark Adams, não será a primeira vez que as Olimpíadas terá finais no final da noite. “O calendário tem que funcionar em todo o mundo, para dar melhor visibilidade aos Jogos”, disse Adams, lembrando que o planejamento final de competições ainda precisa ser aprovado oficialmente pelo COI, mas foi aceito nesta configuração.

Mas nem todo mundo parece estar feliz com essa decisão do Comitê Olímpico em atender aos interesses da TV americana. John Coates, vice-presidente do comitê olímpico australiano e vice-presidente do próprio COI, chegou a classificar em novembro como “demanda irracional” colocar os atletas para nadarem no final da noite.

Por questão de justiça, é bom dizer que nas Olimpíadas de Londres 2012 o vôlei de praia também terminava bem tarde. Só que no caso do Rio 2016, há um “pequeno” agravante. Como a programação reservará para começar à meia-noite as partidas mais importantes do dia, estas invariavelmente envolverão atletas dos EUA e do Brasil, as principais forças da modalidade. E restará ao torcedor, ao final de um jornada que certamente não acabará antes da 1h da madrugada do dia seguinte, contar com a eficiência do sistema de transporte público.

Em Londres, tudo funcionou perfeitamente. E no Rio, como será?

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sábado, 29 de novembro de 2014 Ídolos, Pan-Americano, Seleção brasileira | 14:28

Lesão ameaça tirar estrela do handebol do Pan de Toronto

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Duda Amorim chora de dor após sofrer a lesão no joelho esquerdo (Foto: reprodução TV)

Duda Amorim chora de dor após sofrer a lesão no joelho esquerdo (Foto: reprodução TV)

Um escorregão aparentemente bobo pode custar à seleção brasileira feminina de handebol a ausência de uma de suas principais jogadoras nos próximos Jogos Pan-Americano de Toronto, em julho do ano que vem. A armadora Duda Amorim sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo, após sofrer uma queda após marcar um gol para o Brasil na vitória sobre a Tunísia por 35 a 23, pelo Torneio Internacional da Espanha, nesta sexta-feira. Ao arremessar para fazer o gol, Duda perdeu o equilíbrio e torceu o joelho.

Após uma ressonância magnética, realizada em Málaga, onde o torneio está sendo realizado, ficou constatada a lesão no ligamento cruzado anterior e precisará passar por uma cirurgia. O tempo estimado de recuperação é de seis meses, de acordo com a médica da seleção, Pauline Buckley Bittencourt Silva.

Com este prazo de recuperação, é muito difícil que Duda Amorim consiga entrar em forma a tempo para disputar o Pan-Americano de Toronto, de 10 a 26 de julho do ano que vem. O Brasil estará brigando pelo pentacampeonato da competição, repetindo os feitos de Winnipeg 1999, Santo Domingo 2003, Rio de Janeiro 2007 e Guadalajara 2011. E ficar sem uma jogadora do nível da armadora é um desfalque considerável, especialmente no ataque.

VEJA MAIS SOBRE O HANDEBOL BRASILEIRO NO ESPÍRITO OLÍMPICO:

>>> O dia em que o handebol deixou de ser “pé de página” no Brasil
>>> Após a festa, o handebol precisa olhar para o futuro
>>> Técnicos gringos são uma benção ao esporte do Brasil

Aos 28 anos e com 1m86 de altura, Duda Amorim vem sendo uma das principais artilheiras da seleção comandada pelo dinamarquês Morten Soubak, tendo marcado 103 gols nas duas últimas Olimpíadas (Pequim 2008 e Londres 20212) e nos Mundiais de 2011 (Brasil) e 2013 (Sérvia), quando a seleção conquistou uma inédita medalha de ouro.

Que ela tenha uma recuperação e consiga estar inteira para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

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domingo, 16 de novembro de 2014 Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 18:29

Com a volta de Adriana Araújo, Brasil estreia no Mundial de boxe nesta segunda

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Delegação do Brasil que disputará o Mundial feminino de boxe, a partir desta segunda, em Jeju

Delegação do Brasil que disputará o Mundial feminino de boxe, a partir desta segunda, em Jeju

Depois de passar praticamente um ano afastada da seleção brasileira por questões disciplinares, a boxeadora Adriana Araújo será o principal nome da equipe feminina de boxe amador, que nesta segunda-feira inicia sua participação no Campeonato Mundial da modalidade, na cidade de Jeju, na Coreia do Sul.  Ao todo, o Brasil levou para a Ásia uma equipe com lutadoras em sete categorias diferentes, sendo que destas somente três são olímpicas – 51 kg, 60 kg (na qual compete Adriana) e 57 kg.

Adriana Araújo precisou contar com a intervenção do Ministério do Esporte para poder selar um acordo de paz  e voltar à integrar a seleção olímpica, depois de entrar em guerra com o presidente da CBBBoxe, Mauro José da Silva. Os dois brigaram logo após a participação de Adriana nas Olimpíadas de Londres 2012, quando ela levou a medalha de bronze. E não foi uma briguinha qualquer. “Essa medalha é para calar a boca dele. Ele tentou me tirar da seleção, disse que eu não me classificaria e que não tinha condições de estar aqui. Mas vim e conquistei a medalha de bronze. Ele precisa aprender a valorizar os atletas do Brasil”, disse a boxeadora, logo após ganhar sua medalha em Londres.

Veja também

>>> O final feliz de Adriana Araújo e a arte de engolir sapos
>>> Boxe feminino brasileiro vive clima de guerra

Como Adriana Araújo é considerada a melhor boxeadora feminina do Brasil, o Ministério do Esporte foi pragmático em tentar um acerto entre ela e Mauro José da Silva, que justificou o corte da atleta pela indisciplina e descaso com a preparação física. Em abril do ano passado, ele disse que a lutadora se apresentou 14 kg acima do peso e que não queria treinar com as demais integrantes da seleção, em São Paulo. E como o Brasil tem a ousada meta de ficar entre os dez primeiros do quadro de medalhas nos Jogos do Rio 2016, o Ministério do Esporte apertou a pressão para que Adriana e CBBoxe chegassem a um acordo.

A estreia de Adriana Araújo no Mundial da Coreia será apenas na terça-feira, diante de Ndiang Christelle, dos Camarões, pela categoria 60 kg. Mas a participação brasileira na competição começará na madrugada desta segunda-feira, quando Clélia Costa (51kg, categoria olímpica) vai enfrentar a francesa Sarah Ourahmoune;  Taynna Cardoso (57kg) vai lutar contra Nina Meinke, da Alemanha; e Jessica Carlini (69kg), que terá pela frente a canadense Myriam da Silva.

Na tera-feira, além e Adriana Araújo, o Brasil terá em ação Grazieli de Jesus (48kg) diante da indiana Sarjubaia Shamjetsaban; Flávia Figueiredo (75kg, também categoria olímpica) enfrentando a marroquina Khadija Mardi; e por fim, Andreia Bandeira (81kg) pegará Xiaoli Yang, da China.

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014 Imagens Olímpicas, Olimpíadas | 10:24

Você conhece a história das mascotes das Olimpíadas?

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Até o final de novembro deverá ser anunciado qual será a mascote dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, que sempre é uma das grandes atrações de cada edição olímpica e objeto de desejo de colecionadores. Mas enquanto ela não é divulgada pelo comitê organizador, que tal conhecer um pouco mais da história das mascotes das Olimpíadas?

1) El Tigre Rojo de Chichen-Itza – Cidade do México 1968

El Tigre Rojo de Chichen-Itza, mascote extra-oficial dos Jogos de 1968, na Cidade do México

El Tigre Rojo de Chichen-Itza, mascote extra-oficial dos Jogos de 1968, na Cidade do México

A primeiro mascote conhecida da história das Olimpíadas na verdade não é reconhecida de forma oficial. Ela era baseada em um trono da pirâmide ´El Castillo´, em Chichen-Itza, feito no formato de um jaguar vermelho

2) Waldi, o cachorro dachshund – Munique 1972

Waldi, o cachorro dachshund dos Jogos de Munique

Waldi, o cachorro dachshund dos Jogos de Munique

De forma oficial, a primeira vez que uma mascote foi usada nas Olimpíadas de verão aconteceu nos Jogos de Munique. O mascote, criado pelo designer gráfico alemão Otl Aicher, mostra um cão dachshund, raça popular na região.

3) Amik, o castor – Montreal 1976

Amik, o castor de Montreal 1976

Amik, o castor de Montreal 1976

Nos Jogos de Montreal, foi escolhida como mascote o castor, um dos símbolos nacionais do Canadá.

4) Misha, o urso – Moscou 1980

O ursinho Misha, dos Jogos de Moscou, a mais carismática mascote olímpica

O urso Misha, dos Jogos de Moscou, a mais carismática mascote olímpica

Talvez a mais popular mascote da história das Olimpíadas. Nos Jogos que ficaram marcados pelo boicote dos Estados Unidos e seus aliados, a União Soviética caprichou e o simpático ursinho ficou marcado na memória de todos, especialmente por causa da cerimônia de encerramento, quando um boneco gigante subiu aos céus dando adeus ao público no Estádio Olímpico de Moscou.

5) Sam, a águia – Los Angeles 1984

Sam, a águia, foi a mascote dos Jogos de 84, em Los Angeles

Sam, a águia, foi a mascote dos Jogos de 84, em Los Angeles

Animal-símbolo dos Estados Unidos, a águia Sam foi desenhada por Robert Moore, que trabalhava para os estúdios Disney. Pena que os Jogos de Los Angeles também sofreram com o boicote, desta vez liderado pela União Soviética.

6) Hodori, o tigre – Seul 1988

Hodori, o tigre, foi a mascote de Seul 1988

Hodori, o tigre, foi a mascote de Seul 1988

Nos Jogos de Seul, existiam duas mascotes, Hodori e Hosuni, mas o tigre Hodori se tornou muito mais popular, talvez pelo fato de aparecer em diversas lendas coreanas

7) Cobi, o cachorro sheepdog estilizado – Barcelona 1992

O cão estilizado Cobi e seu criador, o cartunista Javier Mariscal

O cão estilizado Cobi, dos Jogos de Barcelona 1992 e seu criador, o cartunista Javier Mariscal

O cão pastor estilizado não empolgou muito em Barcelona 1992, ao contrário dos Jogos, que foram sensacionais.

8) Izzy, a figura abstrata – Atlanta 1996

O esquisito Izzy, mascote de Atlanta 1996

O esquisito Izzy, mascote de Atlanta 1996

A pior mascote desde que elas começaram a aparecer em Jogos Olímpicos. Uma figura abstrata, que ninguém conseguia explicar o que representava de fato. Tudo a ver com a própria edição das Olimpíadas de Atlanta, sem carisma e com inúmeros problemas de organização.

9) Ollie, Syd e Millie, a kookaburra, o ornitorrinco e a equidna – Sydney 2000

As mascotes Ollie, Syd e Millie, de Sydney 2000

As mascotes Ollie, Syd e Millie, de Sydney 2000

Os três mascotes criados por Matthew Hatton representavam animais típicos da Austrália: Olly, uma ave kookaburra; Syd, um ornitorrinco; e Millie, a equidna, uma espécie de tamanduá espinhoso.

10) Athena e Phevos, bonecos antigos – Atenas 2004

Athena e Phevos, as mascotes de Atenas 2004

Athena e Phevos, as mascotes de Atenas 2004

As duas mascotes foram feitas por Spyros Gogos e representavam bonecos que imitam crianças. As mascotes tiveram o design baseado em um antigo boneco grego de terracota.

11) Fuwa, peixe, panda gigante, Chama Olímpica, chiru e andorinha – Pequim 2008

"Fuwa", as cinco mascotes dos Jogos de Pequim 2008

“Fuwa”, as cinco mascotes dos Jogos de Pequim 2008

Chamados respectivamente de Beibei, Jingjing, Huanhuan, Yingying e Nini, as mascotes vieram da frase chinesa que signifca “Pequim te dá boas-vindas”.

12) Wenlock e Mandeville, gotas de aço com câmera para os olhos – Londres 2012

Wenlock e Mandeville, as estranhas mascotes de Londres 2012

Wenlock e Mandeville, as estranhas mascotes de Londres 2012

As duas mascotes dos Jogos de Londres 2012 (Wenlock era a mascote das Olimpíadas, enquanto Mandeville representava as Paraolimpíadas) eram gotas de aço com câmeras no lugar dos olhos. Eles representavam o começo da Revolução Industrial, ocorrida no Reino Unido. Mas olhando a foto, é meio difícil de enxergar tudo isso.

 

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quarta-feira, 5 de novembro de 2014 Olimpíadas, Seleção brasileira | 16:20

“Quando a vontade bateu, eu fui voltando”, diz Joanna Maranhão sobre sua volta

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Joanna Maranhão se prepara para competir em uma das provas nos JUBs

Joanna Maranhão se prepara para competir em uma das provas nos JUBs

Depois de anunciar, até de certa forma surpreendente, sua aposentadoria da natação, eis que Joanna Maranhão está de volta. No último final de semana, ela participou com sucesso da 62ª edição dos JUBs, os Jogos Universitários Brasileiros, onde faturou quatro medalhas de ouro individuais – nos 200 e 400 m medley, 100 m borboleta e 200 m costa – representando a UNISSAU, de Pernambuco. Levou ainda três pratas em revezamentos. A boa performance nos JUBs, realizado em Aracaju, serviu para comprovar um sentimento que Joanna já vinha alimentando nos últimos meses: o retorno às piscinas.

Veja ainda: Natação em ritmo de “sessão coruja” para a Rio 2016

“No período em que fiquei afastada, eu olhava as competições e não sentia nenhuma vontade de estar lá. Mas quando a vontade bateu, eu fui voltando a treinar e a coisa aconteceu”, disse Joanna Maranhão, em entrevista ao blog, justificando o que a fez abandonar a ideia de ser apenas uma ex-atleta. E ela não esconde que seu principal objetivo é voltar à seleção brasileira e conseguir índice para as Olimpíadas do Rio 2016. Se tiver sucesso, será sua quarta participação olímpica seguida, repetindo o que já fez em Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012.

Relembre: O desabafo de Joanna Maranhão é um exemplo para o Brasil

Confira abaixo os principais trechos da entrevista de Joanna Maranhão ao Espírito Olímpico

O que te levou a retomar a carreira na natação, menos de um ano depois de anunciar a aposentadoria?

Joanna Maranhão: Não existe um motivo em si, foram uma série de fatores mas o fator financeiro foi o mais forte. Ter percebido que minha família estava estável em relação a dívida me deixou mais tranquila [Nota do blog: em sua preparação para as Olimpíadas de Londres, Joanna estava sem patrocinador e bancou com ajuda de sua família os gastos com equipe de apoio e treinamentos no exterior]. Estava muito difícil nadar com a obrigação de dar resultado pra colocar dinheiro em casa.

Seu objetivo é buscar uma vaga na equipe brasileira que disputará as Olimpíadas do Rio. Acha que conseguirá atingir os índices necessários a tempo?

Eu tenho certeza que atingirei meus objetivos sejam eles de grande ou pequena escala, estou em excelente forma física, em paz comigo e com a experiência e a maturidade a meu favor. O tempo não é problema e os resultados do Jubs demonstraram isso. Já na primeira competição fiz os melhores tempos da América do Sul nas minhas provas de 200 e 400 m medley, está tudo dentro do programado.

Quais deverão ser suas maiores dificuldades para voltar à seleção?

As dificuldades são minha motivação, preciso delas pra tentar me superar, espero que sejam contínuas e desafiadoras. O retorno a seleção será um acontecimento natural, resultado de minha dedicação.

Em quais provas você pretende competir nesta sua nova fase da carreira?

A princípio as mesmas de sempre, as duas de medley, os 200 borboleta, e se der vontade de competir outras, competirei. Gosto da idéia de ter um leque grande de provas pra trabalhar.

Você conversou com alguém da CBDA sobre seu retorno e a respeito dos planos de tentar uma vaga no Rio 2016?

Não, nem quando me afastei e nem agora.

Caso consiga o índice, já planejou como pretende fazer sua preparação para os Jogos Olímpicos?

Está tudo na minha cabeça, onde irei e com quem irei treinar, o que preciso fazer, onde preciso melhorar, tudo anotado e colocado em uma planilha, serei mais objetiva dessa vez.

Qual a sua expectativa em relação à organização e realização das Olimpíadas do Rio? Está otimista quanto ao sucesso ou teme pelo atraso nas obras?

Estou bastante por fora na verdade, não sei direito o que está acontecendo. O tempo em que fiquei afastada estava cuidando da minha monografia na faculdade, do estágio, de ajudar o pessoal da minha equipe [Nikita Natação], então não sei como está. E não é minha função fiscalizar, eles [organizadores] têm a função de deixar tudo pronto e é o que eu espero que aconteça.

O que achou do posicionamento de colegas seus atletas, que se manifestaram de forma contundente após a reeleição da presidente Dilma Rousseff?

Democracia é isso. Não estamos vivendo numa ditadura como alguns estão dispostos a divulgar. Precisamos de uma reforma política e educacional pra que as pessoas se posicionem de forma embasada e não com notícias falsas. Ser politicamente ativo não é vomitar ódio nas redes sociais porque sua vontade não foi a da maioria, é respeitar, fiscalizar e principalmente olhar pra si antes de apontar o dedo. Eu sou a favor da reforma social que vem acontecendo no país ainda que esses programas de assistência não me beneficiem, eu sei que beneficiam uma classe que foi esquecida por muitos anos em prol da economia do bolso dos mais abastados. E pra ser sincera eu sou fã de mulheres que mudam seu ambiente e lutam por aquilo que acreditam, ou seja, admiro muito a história de vida da presidente, ela me representa.

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sábado, 25 de outubro de 2014 Imprensa, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 15:41

Especialista italiano prevê Brasil fora do top 10 na Rio 2016

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logo2016

Atualizado
São apenas projeções estatísticas e ainda faltam pouco menos de dois anos para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, vale ressaltar. Mas foi divulgado neste sábado uma projeção de resultados para as próximas Olimpíadas e o Brasil não aparece no top 10 do quadro de medalhas, meta traçada tanto pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil) quanto pelo Ministério do Esporte para o desempenho da equipe brasileira nas próximas Olimpíadas. Segundo reportagem publicada pelo site Inside the Games, especializado no movimento olímpico, o país anfitrião deverá encerrar sua participação na 17ª colocação, com cinco medalhas de ouro, de um total de 23.

A mesma projeção tinha sido publicada um dia antes em outro site especializado em assuntos olímpicos, o Around the Rings. O estudo utiliza como critério a classificação final pelo número de medalhas de ouro, enquanto COB e Ministério levam em consideração o número total de medalhas conquistadas. Nesta classificação, o Brasil atingiria a meta, terminando em 10º lugar.

Só a título de informação, para o COI (Comitê Olímpico Internacional) não existe um quadro oficial de medalhas em Olimpíadas, cuja contabilidade foi criada como mais uma das armas de propaganda da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética, a partir do momento em que as duas nações passaram a se enfrentar, nos Jogos de 1952, em Helsinque. Desde então, a mídia também vem contabilizando a classificação por medalhas ao longo da história dos Jogos, sendo que o critério de classificação (por ouro ou pelo total) varia de acordo com o interesse de que quem a está divulgando.

A projeção publicada neste sábado foi feita pelo italiano Luciano Barra, ex-diretor esportivo do comitê olímpico italiano e que foi o diretor-executivo do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de inverno de Turim 2006. Nos últimos anos, Barra tem acertado suas previsões, baseadas nos desempenhos dos atletas e equipes em Campeonatos Mundiais durante o ciclo olímpico. Foi o que ocorreu nas Olimpíadas de Pequim 2008, quando projetou que a Grã-Bretanha terminaria com um total de 48 medalhas (foram 47 no final dos Jogos) e que os EUA teria o maior número de medalhas no total. Em compensação, ele errou em relação sobre quem teria mais medalhas de ouro em 2008 e 2012, trocando as posições finais dos americanos e da China – Barra apostava que EUA teria o maior número de ouros em 2008 e os chineses fariam o mesmo em 2012.

>>> Veja ainda: Uma breve reflexão sobre números e medalhas

O atual estudo do italiano contempla a análise de 155 eventos mundiais realizados este ano e 121 no ano passado. Não estão incluídos neste estudo o futebol feminino, os cinco eventos de tênis (esporte que não tem um campeonato mundial) e as duas novas modalidades integrantes do programa esportivo para 2016, o golfe e o rúgbi sevens, que não tiveram mundiais realizados em 2013 e 2014.

Em relação ao resultado previsto para o Brasil, vale recordar que os feitos esportivos de 2013 dariam ao país, de acordo com levantamento feito pelo COB, 27 medalhas em modalidades presentes no programa olímpico, que deixariam o país em oitavo lugar em uma hipotética Olimpíada. Foi o melhor desempenho brasileiro em um primeiro ano de ciclo olímpico. Este ano, com o fiasco da seleção de futebol na Copa do Mundo, o fraco desempenho no Mundial de vela e a apagada participação no Mundial de judô contribuíram para a colocação obtida no estudo do ex-dirigente olímpico italiano.

Pela atual projeção de Barra, os Estados Unidos terminarão os Jogos de 2016 como o líder do quadro de medalhas, com 88 no total, sendo 35 de ouro, Seria um resultado bem abaixo do que ocorreu em 2012, quando os americanos tiveram um total de 104 medalhas. De acordo com o italiano, este será o top 10 para as Olimpíadas da Rio 2016, pelo número de ouros:

1) EUA  – 35
2) China  – 32
3) Rússia – 28
4) França – 19
5) Alemanha – 18
6) Grã-Bretanha – 12
7) Austrália – 9
8) Japão – 9 (desempate pelo número de medalhas de prata)
9) Coreia do Sul  – 9 (desempate pelo número de medalhas de prata)
10) Nova Zelândia – 8

Agora, a classificação do italiano, usando o critério do total de medalhas:

1) EUA – 88
2) Rússia – 88 (desempate pelo número de medalhas de ouro)
3) China – 80
4) Alemanha – 52
5) França – 46
6) Grã-Bretanha – 37
7) Austrália – 36
8) Japão – 33
9) Holanda – 23
10) Brasil – 23 (desempate pelo número de medalhas de ouro)

Na minha opinião, isso tudo é uma grande bobagem. O que vale é o resultado em quadra, na pista, na piscina, no tatame. Uma posição no quadro de medalhas não representa a realidade olímpica de um país, embora seja um bom indicativo. Da mesma maneira, não será em quatro anos que o Brasil irá se transformar em uma potência olímpica, mesmo que termine entre os dez melhores na classificação final de medalhas de 2016.

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quarta-feira, 22 de outubro de 2014 Olimpíadas | 18:50

Uma pátria para chamar de minha

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Nos Jogos do Rio 2016, a judoca do Kosovo Majlinda Kelmendi poderá finalmente comemorar suas vitórias representando seu próprio país

Nos Jogos do Rio 2016, a judoca do Kosovo Majlinda Kelmendi poderá finalmente comemorar suas vitórias representando seu próprio país

Demorou, mas o COI (Comitê Olímpico Internacional) anunciou nesta quarta-feira, em decisão provisória que ainda deverá ser referendada na próxima Assembleia Geral da entidade, que reconhecerá a existência oficial do comitê olímpico de Kosovo. Na prática, isso significa que a nação e seus atletas poderão participar de qualquer evento organizado pelo COI, sejam Olimpíadas de verão, inverno e Jogos Olímpicos da Juventude, a partir de agora. Portanto, veremos a bandeira de Kosovo içada na praça das  nações da Vila Olímpica dois Jogos do Rio 2016, daqui a menos de dois anos.

O nome mais representativo do esporte de Kosovo é de uma estrela do judô internacional, Majlinda Kelmendi, bicampeã mundial na categoria até 52 kg e que inclusive participou das Olimpíadas de Londres 2012, quando competiu sob a bandeira da Albânia, sua outra nacionalidade.

O comitê olímpico do Kosovo existe desde 1992 e é reconhecido por 30 federações esportivas internacionais, 13 das quais em modalidades olímpicas. Em seis destas modalidades (tênis de mesa, tiro com arco, judô, vela, levantamento de peso e pentatlo moderno), o Kosovo tem integrantes nas respectivas federações internacionais. As outras sete modalidades olímpicas que reconhecem Kosovo como nação independente são luta olímpica, boxe, curling, taekwondo, ginástica (artística, rítmica e de trampolim), esqui e handebol.

O Kosovo fazia parte do território da Sérvia mas obteve sua independência em 2008, sendo reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) e por 108 dos 193 países da entidade.

A Assembleia Geral que confirmará de vez a entrada de Kosovo na chamada “família olímpica” ocorrerá em dezembro, em Monaco. Apesar da demora no reconhecimento esportivo, foi bem o COI nessa decisão.

 

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