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Posts com a Tag Londres 2012

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013 Olimpíadas | 17:28

Decisão para manter a luta nas Olimpíadas será apenas política, avisa presidente da Confederação Brasileira de lutas

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Imagem que ilustra página no Facebook, criado pelo comitê americano de lutas, em defesa da permanência da modalidade no programa dos Jogos Olímpicos

Ainda se refazendo do baque com a decisão anunciada pelo comitê executivo do COI (Comitê Olímpico Internacional) nesta terça-feira, recomendando a exclusão das lutas do programa olímpico a partir dos Jogos de 2020, Pedro Gama Filho, presidente da CBLA (Confederação Brasileira de Lutas Associadas) já começa a se articular para ajudar a FILA (Federação Internacional de Lutas Associadas) a tentar convencer os membros do COI, na assembleia geral marcada para setembro, em Buenos Aires.

“Espero que tenhamos chance de reverter essa decisão em setembro, mas até lá teremos muito trabalho pela frente”, disse o dirigente, que entende que a decisão será exclusivamente política e não técnica, em entrevista ao blog. Confira abaixo:

Como vocês ficaram sabendo da decisão do COI? Desconfiavam que algo pudesse ocorrer na reunião desta terça-feira?

Pedro Gama Filho: Fiquei sabendo logo pela manhã, pela internet. Depois, recebemos os comunicados da FILA e do COI. Na véspera, fiquei sabendo que haveria essa votação, mas achava que as outras modalidades que seriam analisadas teriam mais chance de serem retiradas do programa olímpico do que uma modalidade fundadora, como é a luta olímpica.

Qual teria sido a motivação para esta recomendação?

Analisando friamente, creio que a razão seja política. Vejo a luta olímpica como um esporte democrático e universal, com audiência e tradição praticamente em todo mundo. Vi o sucesso do wrestling em Londres refletido em estádio lotado e público participativo. Acho que o grande erro da FILA foi acreditar que isto jamais aconteceria, enquanto outras modalidades que se sentiam ameaçadas certamente estavam trabalhando. No final de janeiro, o presidente da FILA, Raph Martinetti, esteve no Rio para inaugurar o CT da internacional na cidade, o primeiro das Américas, e sequer comentou sobre esta possibilidade. Ironia ou não, ele me falou para guardar a data de 12 de fevereiro, pois seria a provável data da entrada das três categorias femininas que faltavam no programa olímpico. Coube ao destino nos pregar esta peça, com uma decisão ao meu ver completamente equivocada do COI, apagando a sua própria história. Espero que tenhamos chances de reverter esta decisão em setembro, mas até lá, temos muito trabalho pela frente.

Houve algum problema com a luta olímpica nos Jogos de Londres, que pudesse motivar essa decisão?

Fora o mal relacionamento entre a Confederação da Grã-Bretanha com a FILA, tudo correu às mil maravilhas. Casa cheia, grande espetáculo nos tapetes, transmissões para o mundo todo, inclusive para o Brasil. Não vi nada em Londres que pudesse justificar essa retirada do programa.

Quais são os critérios usados para se excluir um esporte do programa olímpico?

Apesar da falta de clareza na nota emitida pelo COI, falaram em relatórios referentes a audiência (em Londres) ratings do broadcasting (dos Jogos de Londres) controle de doping, e universalidade da modalidade. Na minha opinião, o wrestling se saiu muito bem em todos os quesitos, e não acredito que nenhum destes tenha sido determinante para a decisão do COI. De qualquer forma, você medir uma modalidade pela audiência é bastante subjetivo, pois a popularidade na Grã-Bretanha é uma, a popularidade em Tóquio, para citar o exemplo de uma das possíveis futuras sedes para 2020, ou mesmo em Istambul, cidades (países) que tem o wrestling enraizado em suas culturas, seriam dados completamente distintos.

O taekwondo, que também é um esporte de luta, fez parte da análise do comitê executivo do COI, mas foi poupado. Qual o motivo do taekwondo ter sido mantido e as lutas não?

Acredito que tenha sido o trabalho político da Federação Internacional de Taekwondo. Como disse anteriormente, senti os dirigentes da FILA extremamente confiantes, no sentido de que o esporte sequer estivesse ameaçado de sair do programa, e isto realmente pode ter pesado.

Vocês imaginam que será possível reverter esse quadro até a assembleia geral do COI, em setembro? Atitudes como a criação de uma página no Facebook, tentando sensibilizar o COI, podem ter resultado, ou será uma decisão política?

Acho que temos que trabalhar com as ferramentas que temos em mãos. Redes sociais são mecanismos importantes para informar e conscientizar a opinião pública, e se a voz do povo é a voz de Deus, temos que gritar aos quatro cantos do mundo o grande erro que o COI está cometendo, apagando a sua própria história. Imagino o que o Barão de Coubertin acharia disso tudo, certamente estaria muito infeliz! A decisão será política sim, temos que procurar os membros executivos do COI com mensagens positivas, mostrando que o wrestling e Jogos Olímpicos são uma coisa só, e um não existe sem o outro, com sucesso. O trabalho deve ocorrer em todas as frentes visando reverter esta infeliz decisão.

Em caso negativo, qual será o futuro das lutas como modalidade esportiva? É possível que os atletas passem a migrar para outros esportes, como o MMA, por exemplo?

A luta faz parte da história da humanidade, foi o primeiro esporte praticado e passado de geração em geração. Não creio que a modalidade irá acabar por causa de uma decisão infeliz de um grupo. Eles podem enfraquecer a modalidade, que certamente terá no profissionalismo do MMA uma forma de sobreviver, mas o wrestling é maior do que qualquer decisão política, é um esporte universal, que une os povos, e está enraizado nas culturas pelo mundo todo. Se o pior acontecer, o que eu espero que não se concretize, o wrestling achará uma forma de sobreviver. Estamos falando dos homens e mulheres, mais preparados do mundo, certamente eles não irão sucumbir a uma derrota. cair e levantar faz parte do nosso jogo. Seguiremos lutando!

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013 Olimpíadas | 11:57

COI rasga sua própria história ao excluir a luta dos Jogos

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A brasileira Joice Silva participou dos Jogos de Londres 2012, como única representante na luta olímpica

Só pode ser pegadinha de carnaval, não há outra explicação….

A terça-feira que abre o último dia da comemoração carnavalesca começou com uma notícia bombástica para o esporte olímpico: em reunião realizada em Lausane pelo comitê executivo do COI (Comitê Olímpico Internacional), foi recomendado que a luta (cujas modalidades são livre e greco-romana) deixe de fazer parte do programa olímpico a partir dos Jogos Olímpicos de 2020, cuja sede será escolhida em setembro.

Assim, a luta tentará uma vaga ao lado de outras sete modalidades: beisebol/softbol, caratê, squash, escalada esportiva (!), esporte sobre patins, wakeboard e wushu (!!!). A decisão sobre o 26º esporte do programa olímpico sairá desta mesma assembleia geral do COI, que está marcada para Buenos Aires (Arg).

Em poucas palavras, os cartolas do COI estão querendo rasgar sua própria história ao sugerir a exclusão da luta olímpica!

A luta faz parte do programa olímpico desde a primeira edição dos Jogos, em Atenas 1896. Ficou fora somente nos Jogos de Paris 1900, que contou com uma aberração como o cabo de guerra entre as modalidades do evento. É, portanto, uma das bases do esporte olímpico moderno e também dos Jogos da Grécia Antiga, é bom lembrar.

Claro que a exclusão não é definitiva, e muita coisa pode acontecer até a realização da assembleia geral de setembro. Mas a palavra do comitê executivo tem muita força entre os membros do COI. Esportivamente falando, não há nada que justifique essa recomendação. Só mesmo a política explica tamanho absurdo.

Agora, só uma perguntinha: se for para excluir uma modalidade, por que não o badminton, que viu o escândalo da armação de resultados nos Jogos de Londres 2012, culminando com a expulsão de vários atletas?

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013 Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 20:45

Ary Ventura Vidal…

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Ary Vidal, que morreu nesta segunda-feira, já vinha sofrendo com problemas de saúde há algum tempo

Ainda estava tentando assimilar o soco no estômago deste domingo, após a tragédia de Santa Maria que causou a morte de mais de 230 jovens, quando abro a internet e me deparo com a notícia da morte de Ary Vidal, um dos maiores treinadores que o basquete brasileiro já conheceu. Ele estava com 77 anos e já vinha doente há algum tempo, tendo sofrido um AVC  anos atrás e mais recentemente um infarto e insuficiência renal. Ele será sepultado nesta terça-feira, no Rio de Janeiro.

Seria até redundante tentar explicar em algumas linhas deste post a importância de Ary Vidal para o basquete brasileiro. Com uma precoce carreira de treinador, iniciada em 1959, comandou as principais equipes do país, sempre introduzindo nelas um traço que o perseguiu ao longo da carreira: o gosto pelo jogo ofensivo, intenso.

Característica essa que foi marcante na maior conquista de sua carreira e uma das principais do próprio basquete masculino nacional, com a medalha de ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987. Na ocasião, a seleção brasileira causou a primeira e única derrota de uma equipe dos EUA (que só tinha um tal de David Robinson no elenco) em seu próprio território, vencendo a final por 120 a 115. E o grande segredo desta vitória o próprio Ary se orgulhava em contar: estimular os chutes da linha de três pontos de Oscar e Marcel, os especialistas neste fundamento.

“Quando a Fiba introduziu a linha de três pontos, eu virei para o Oscar e o Marcel e disse que se conseguíssemos saber tirar proveito disso, teríamos uma arma imbatível. E estava certo”, disse Ary certa vez, em uma das várias oportunidades em que tive a honra de entrevistá-lo.

Críticos diziam que Ary Vidal era apenas um “bom motivador” de elencos repletos de craques e medalhões. Ouvi isso de alguns dirigentes. Pura inveja, na minha opinião. Ou como justificar que um mero “motivador” exiba um aproveitamento de mais de 74% de vitórias no comando da seleção (92 vitórias e 29 derrotas)? E como explicar aos invejosos o feito histórico de Ary Vidal, ao transformar um time sem estrelas, como o Corinthians de Santa Cruz do Sul (RS), em campeão brasileiro, na temporada de 1994?

E vale lembrar que com Ary Vidal, o Brasil subiu ao pódio pela última vez na história dos Mundiais de basquete, em 1978, nas Filipinas. E antes do argentino Rubén Magnano dirigir o Brasil em Londres 2012, foi Vidal quem estava à frente da seleção masculina em sua última participação em Olimpíadas, em Atlanta 1996, ao classificar a equipe durante o Pré-Olímpico de Neuquén (Arg), em 95.

Aliás, é deste torneio que guardo uma das lembranças mais marcantes de Ary Vidal, um homem que era extremamente inteligente, bom de papo, adorava falar com os jornalistas e, talvez por conta de tudo isso, bastante vaidoso. O Brasil fazia uma campanha irregular e chegou à última rodada da segunda fase ameaçado de eliminação. Para isso, bastava o Uruguai bater Cuba, na preliminar de Brasil x Porto Rico.

A turma de jornalistas brasileiros estava posicionada para acompanhar a partida, meio ressabiada, já prevendo o pior. Eis que vimos Ary na tribuna de imprensa, sentado ao nosso lado. Ele disse que não conseguiria esperar o resultado no hotel e decidiu chegar antes da delegação. Ainda assim, esbanjava confiança:  “Cuba vai vencer”, disse, mostrando um otimismo até um pouco excessivo, pela situação dramática do time. Mas ele não perdeu a pose, muito pelo contrário.

Só sei que durante o jogo, ele fumou pelo menos uns cinco cigarros, um atrás do outro, sem dizer uma palavra. No final, o inacreditável: Cuba, que até então era o saco de pancadas, venceu os uruguaios por 20 pontos de diferença, assegurando a passagem do Brasil para as semifinais. Aí, Ary Vidal se virou para o grupo de jornalistas, e todo pimpão, nos desafiou: “Eu não disse que Cuba iria ganhar?”, dando uma piscada marota.

Sim, Ary Ventura Vidal vai fazer muita falta…

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terça-feira, 8 de janeiro de 2013 Ídolos, Isso é Brasil | 14:07

O premiado começo de ano do esporte olímpico do Brasil

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A ponteira Alexandra Nascimento sobe para fazer mais um gol nos Jogos de Londres

Atualizado

O começo de 2013 não poderia ser melhor para o esporte olímpico do Brasil. Nem bem a segunda semana do ano terminou e pintaram duas notícias dando conta de premiações (ou futuras premiações). A primeira foi a eleição da ponteira Alexandra Nascimento como melhor jogadora do mundo no handebol, após pesquisa feita pela IHF (Federação Internacional de Handebol). Destaque na bela campanha do Brasil nas Olimpíadas de Londres (quando o time ficou em sexto lugar), Alexandra recebeu 28% dos votos dos internautas.

O prêmio tem ainda mais relevância por dois aspectos: primeiro, a falta de tradição do Brasil na modalidade. Depois, pelo fato de ela ter ficado à frente de jogadoras mais consagradas (inclusive das campeãs olímpicas norueguesas) e tendo sido escolhida por um público que realmente acompanha a modalidade. Claro que o fato de atuar no Hypo, da Áustria, uma das melhores equipes do mundo, também aumentou a visibilidade da brasileira. Uma escolha mais do que merecida.

Outra bela notícia veio no basquete, com as indicações do ex-cestinha Oscar Schmidt e do técnico Togo Renan Soares, o Kanela, para tentar um lugar no Naismith Memorial Basketball, em Springfield (EUA). Este é o Hall da Fama mais badalado da modalidade, onde estão imortalizadas estrelas como Michael Jordan, Magic Johnson e Kareen-Abdul Jabar. Entre os brasileiros, Hortência Marcari e Ubiratan Maciel já foram admitidos.

A chegada de Oscar é até tardia, embora o Naismith tenha algumas regras para receber as indicações, entre elas a de estar pelo menos cinco anos aposentado das quadras. Mas já passou do tempo para Oscar integrar a lista dos grandes do basquete mundial. Sem dúvida que sua atuação assombrosa na final do Pan-Americano de Indianápolis 1987, quando ele destruiu a seleção dos EUA na final, ajudará em sua eleição.

A presença de Kanela também é mais do que merecida. Os mais novos talvez não saibam, mas ele foi o grande responsável em montar a chamada “geração de ouro” do basquete brasileiro, que foi bicampeã mundial (1959/63) e duas vezes medalhista olímpica (bronze em Roma 1960 e Tóquio 1964).

Atualização: no começo da tarde desta terça-feira, a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) enviou email confirmando que o nome do ex-ala Amaury Pasos também integra a lista de indicados ao Naismith Memorial Basketball, que por engano referiu-se ao bicampeão mundial erroneamente como Thiago Pasos. Ao lado de Wlamir Marques, Amaury era um dos principais nomes da seleção comandada por Kanela na década de 60.

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012 Isso é Brasil, Paraolimpíadas, Seleção brasileira | 20:22

Escolha o melhor atleta paraolímpico brasileiro de 2012

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Grande nome individual nas Paraolimpíadas de Londres 2012, o nadador Daniel Dias é favorito ao prêmio de melhor atleta do Brasil em 2012

A exemplo do que o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) está fazendo, com a disputa do Prêmio Brasil Olímpico, o CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro) também vai escolher os melhores atletas de 2012. A entrega da segunda edição do Prêmio Paraolímpicos será realizada no próximo dia 19, em cerimônia que acontecerá na Marina da Glória.

Na ocasião, serão homenageados os 22 atletas que tiveram o maior destaque individual, além de serem revelados os nomes dos Melhores do Ano (masculino e feminino), escolhidos pelo voto popular.  A eleição está ocorrendo no site do CPB.

No feminino, concorrem Lúcia Teixeira (Judô), Shirlene Coelho (Atletismo) e Terezinha Guilhermina (Atletismo). No masculino, a disputa está entre Alan Fonteles (Atletismo), Daniel Dias (Natação) e Dirceu Pinto (Bocha). A votação ficará aberta no site e redes sociais do CPB (Twitter, Facebook e YouTube) até a meia-noite do dia 18.

Vale lembrar que até 2010, o prêmio dos melhores do ano no esporte paraolímpico era realizado junto com a cerimônia de premiação do COB. Com o aumento no número de categorias, a entrega passou a ser feita pelo CPB.

Vota lá então, pô!

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012 Isso é Brasil, Política esportiva | 18:50

Confederação de ginástica faz eleições. Ao menos aqui a oposição pode concorrer…

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Luciene Resende concorre à reeleição na CBG e terá oposição, por incrível que pareça

Neste sábado, a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) irá realizar as eleições para escolher seu novo presidente, para o ciclo 2013/16. No pleito, que acontecerá nas dependências do Hotel Mercure Aracaju Del Mar, em Aracaju (SE), estarão concorrendo a atual presidente da entidade, Maria Lucilene Resende, pela situação, e Marco Antônio Martins, pela oposição. Poderão votar todas as federações estaduais que tenham ao menos dois anos de filiação, que tenham sido representadas em pelo menos um evento oficial da CBG e que não estejam inadimplentes para com a entidade.

Sem entrar no mérito sobre qual chapa é favorita – sempre lembrando que foi justamente na gestão de Lucilene que a ginástica artística conquistou sua primeira medalha de ouro na história, com Arthur Zanetti, nas argolas, em Londres 2012 -, apenas o fato de termos uma disputa eleitoral já merece ser saudado com bastante veemência. Democracia não é uma palavra muito presente nos dicionários das confederações olímpicas brasileiras.

O exemplo mais recente ocorreu nos esportes aquáticos. Depois de uma dinastia de Coaracy Nunes que dura quase 25 anos, a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) viu crescer um movimento de pessoas descontentes, formado por nadadores, ex-nadadores e pessoas ligadas ao esporte, que criaram o “Muda CBDA”. A inicitiva, encabeçada por Julian Romero, irmão do nadador olímpico Rogério Romero, acabou sendo frustrada, pois a CBDA exigiu que para ser registrada, a chapa precisaria do apoio de ao menos cinco federações estaduais. Além disso, colocou como prazo final uma data que caiu em pleno feriado no Rio de Janeiro.

Pior mesmo só o exemplo da entidade máxima do esporte brasileiro. Em outubro, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) realizou uma eleição que na prática foi uma verdadeira aclamação para o sexto mandato consecutivo de Carlos Arthur Nuzman. Isso porque o colégio eleitoral é formado justamente pelos presidentes de confederações, que por falta de coragem ou competência, não se preocupam em dar uma oportunidade para uma nova mentalidade, ou que pelo menos ocorra uma discussão real sobre os problemas que afetam o esporte do Brasil.

E não me consta que, diante dos resultados obtidos em Londres 2012, estejamos fazendo a lição de casa corretamente.

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 19:43

Um pesadelo que custa R$ 5,4 milhões

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Fernanda vibra após marcar um de seus cinco gols diante da Croácia, no Mundial de 2011. Hoje, a CBHb sofre para quitar as dívidas referentes à organização do torneio

Chega a ser irônico que justamente no ano que em o handebol alcançou sua maior visibilidade, após a excepcional campanha nas Olimpíadas de Londres 2012, com o sexto lugar obtido pela seleção feminina, a modalidade esteja passando pelo sufoco de ver ameaçada sua participação em competições internacionais, por causa de uma dívida de 2,37 milhões de francos suíços, cerca de R$ 5,4 milhões. Tudo por causa de um empréstimo que a CBHb (Confederação Brasileira de Handebol) fez com a IHF (Federação Internacional de Handebol) para organizar o Campeonato Mundial feminino, há exatamente um ano, em São Paulo.

Conversei há pouco com Manoel Luiz Oliveira, presidente da CBHb. A íntegra do papo você pode conferir aqui. Ele esbanja otimismo e diz que o Brasil irá quitar a dívida, acabando assim com a ameça de ser excluído, por exemplo, do Mundial masculino, que será realizado em janeiro, na Espanha.

O dirigente resolveu falar por conta de diversas notícias que começaram a respingar em redes sociais nesta segunda-feira, originadas em sites especializados, dando conta que o Brasil seria substituído pelo Uruguai, justamente pelo não pagamento da dívida. Oliveira contesta, assegura que prorrogou o prazo até 15 de dezembro e que tudo não passa da boa e velha fofoca. A fonte seriam jornalistas argentinos, incitados pela federação local, que segundo Oliveira infla uma rivalidade exagerada com o Brasil.

O fato é que o Brasil deu um passo maior do que as próprias pernas para organizar o Mundial. É a mesma coisa que você, leitor(a), decidir comprar um carro importado quando o orçamento cabe, no máximo, um bom popular 1.0 made in Brazil. Claro que os efeitos de trazer um Mundial para o país – além da boa campanha, com aquele histórico quinto lugar – são inquestionáveis.

O pesadelo para conseguir quitar a dívida, contudo, vem tirando o sono de Oliveira. Mas ele não se arrepende em ter feito o torneio. “Do contrário, como iriam conhecer todo o potencial desta seleção feminina? Hoje, o Brasil é um dos países mais bem conceituados na IHF”, diz o dirigente.

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quarta-feira, 21 de novembro de 2012 Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:09

Escolha o melhor atleta do Brasil

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Os candidatos ao Prêmio Brasil Olímpico 2012 foram anunciados nesta quarta-feira

Já são conhecidos os candidatos ao prêmio de Melhor Atleta de 2012, categoria masculina e feminina, do Prêmio Brasil Olímpico, organizado pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Nesta quarta-feira, a entidade anunciou os três atletas na categoria masculina e os três na feminina que estarão na disputa, escolhidos pelo público através da internet a partir desta quinta-feira, no site do próprio COB (www.cob.org.br). A festa de premiação está marcada para o dia 18 de dezembro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Na verdade, não houve surpresa nas indicações, tendo sido escolhidos os destaques individuais do Brasil nos Jogos de Londres 2012. Entre as mulheres, estão concorrendo a judoca Sarah Menezes, medalha de ouro no judô; Sheilla Castro, integrante da seleção brasileira feminina de vôlei que faturou o bicampeonato olímpico; e Yane Marques, a melhor  surpresa em Londres, com medalha de bronze no pentatlo moderno.

Na categoria masculina, os escolhidos para concorrer ao prêmio são Arthur Zanetti, ouro na prova das argolas na ginástica artística masculina; Thiago Pereira, prata nos 200 m medley da natação em Londres; e Esquiva Falcão, também prata no boxe masculino olímpico.

Segundo o COB, a escolha dos três indicados ao prêmio em cada categoria foi feita por um juri composto por jornalistas, dirigentes, ex-atletas e personalidades do esporte. Estes votos terão 50% de peso na eleição final, após serem computados os votos na internet. Em 2011, os escolhidos foram Cesar Cielo (natação) e Fabiana Murer (atletismo).

O blogueiro não fica em cima do muro e declara que seus votos foram para Arthur Zanetti e Sarah Menezes.

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012 Isso é Brasil, Política esportiva | 23:30

Eis que surge uma oposição na natação brasileira

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O logotipo do movimento "Muda CBDA"

Demorou, mas finalmente alguém criou coragem em tentar dar novos ares à natação do Brasil, após 24 anos de comando de Coaracy Nunes. Criado por Julian Aoki Romero, ex-nadador e irmão mais novo do atleta olímpico Rogério Romero, o movimento Muda CBDA surge com o objetivo de criar uma chapa de oposição na próxima eleição da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), que a princípio está marcada para março de 2013. Mas que ninguém se espante se Coaracy, com medo que o movimento oposicionista fique mais forte, resolva antecipar o pleito.

“Os atletas das 5 modalidades aquáticas estão reféns de uma gestão que se preocupa em atender muitos interesses privados, internos ou próximos da Confederação, além de gastar muito dinheiro – em sua grande maioria proveniente de leis de incentivo – sem dar qualquer satisfação àqueles que tornaram a CBDA naquilo que é hoje: uma instituição que lucra – e muito – na base dos pouquíssimos talentosos atletas que surgem anualmente e espontaneamente dentro de clubes, academias, escolas de natação, sustentados pelo apoio interminável de seus pais e de uma motivação incrível para superar as dificuldades de infra-estrutura diárias com que convivem”, disse Julian Romero, em carta publicada no blog de Alberto Murray.

O movimento “Muda CBDA” já conta com uma página no Facebook, bem como outra no Twitter. Um site está sendo construído, ainda sem data para ir ao ar.

Pelos resultados decepcionantes da natação brasileira nas Olimpíadas de Londres, não será surpresa se realmente surgir um nome com força o bastante para destronar Coaracy Nunes da presidência da CBDA.

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012 Imprensa, Olimpíadas | 11:50

Farra espanhola destruiu apartamentos na Vila de Londres 2012

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Quarto da Vila Olímpica de Londres. Jogadores da Espanha destruíram um deles

O fato ocorreu há dois meses, mas só veio a público agora. Reportagem do jornal espanhol “El Pais” informou que jogadores da seleção espanhola masculina de basquete destruíram seus apartamentos na Vila Olímpica em Londres 2012, logo após ficarem com a medalha de prata, com a derrota para os EUA, por 107 a 100, no dia 12 de agosto.

Normalmente a Vila Olímpica é palco de muitas festas e baladas em todas as Olimpíadas. A goleira da seleção dos EUA de futebol, Hope Solo, confessou que houve uma festa de arromba após a conquista do ouro nos Jogos de Pequim. O supercampeão Usain Bolt postou no Twitter fotos dele acompanhado de lindas atletas loiras da Noruega, depois de sua vitória nos 100 m. E com os espanhóis da seleção de basquete, não foi diferente.

Segundo o “El País”, o estrago nos apartamentos da equipe de basquete foi descoberta pelo jornal inglês “The Guardian”, que obteve a revelação com um funcionário da empresa que cuida da venda dos imóveis da Vila Olímpica, que irá se transformar em um condomínio residencial. O chefe de missão espanhola pagou pelos prejuízos no momento em que tratava dos procedimentos de saída da delegação espanhola.

Segundo os ingleses, este foi o único incidente deste tipo ocorrido nas instalações do Parque Olímpico. Não se sabe quais atletas estiveram envolvidos nos atos de vandalismo, mas todos foram repreendidos pelo “excesso de alegria” nas comemorações após a participação olímpica da seleção masculina de basquete.

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