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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 19:35

Confederações receberão R$ 117 mi das loterias em 2015

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Atltismo, judô, esportes aquáticos, vela e vôlei receberão o maior percentual da verba das loterias (Foto: Montagem/COB)

Atltismo, judô, esportes aquáticos, vela e vôlei receberão o maior percentual da verba das loterias (Foto: Montagem/COB)

Nesta segunda-feira, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) divulgou a lista da divisão dos recursos das verbas da Lei Agnelo/Piva para as confederações esportivas brasileiras, que vem sendo uma das principais fontes de recursos das entidades dos esportes olímpicos. E para a nova temporada, o bolo teve um aumento de 17%, com projeção de R$ 117,7 milhões que devem ser repassados às entidades. Desde 2002 em vigor, A Lei Agnelo/Piva destina 2% do prêmio pago aos apostadores de todas as loterias federais do país ao COB (85%) e ao Comitê Paralímpico Brasileiro (15%).

Segundo informou o COB, foram levados em consideração todos os recursos que constam no planejamento das modalidades – como patrocínios, convênios com o Ministério do Esporte, Plano Brasil Medalhas e projetos através da Lei de Incentivo ao Esporte, entre outros – na hora de definir os valores, que partem de um mínimo anual de R$ 1,9 milhão a um teto de R$ 3,9 milhões repassados a cinco Confederações: Atletismo, Desportos Aquáticos, Judô, Vela e Vôlei. Para 2015 o COB espera arrecar um total de R$ 202,3 milhões.

Dos recursos recebidos, a entidade é obrigada por lei a investir 10% no esporte escolar (R$ 20,23 milhões estimados para 2015) e 5% no esporte universitário (R$ 10,12 milhões em 2015). Dos cerca de R$ 172 milhões restantes, R$ 82,386 milhões serão aplicados diretamente nos programas das 29 Confederações Brasileiras Olímpicas, exceto o futebol. Os R$ 35,3 milhões restantes serão aplicados em  “projetos alinhados ao planejamento estratégico de preparação para os Jogos Olímpicos Rio 2016”, segundo informou o comunicado do COB.

Vale lembrar que a temporada de 2015 será de fundamental importância na preparação para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, além de ser o ano da disputa dos Jogos Pan-Americanos de Toronto.

Confira como ficou a divisão dos recursos da Lei Agnelo/Piva para as confederações esportivas em 2015:

Confederação de Verão

Atletismo – R$ 3.900.000,00

Badminton – R$ 2.016.000,00

Basquetebol – R$ 3.700.000,00

Boxe – R$ 3.248.000,00

Canoagem – R$ 3.248.000,00

Ciclismo – R$ 3.248.000,00

Desportos Aquáticos – R$ 3.900.000,00

Esgrima – R$ 1.904.000,00

Ginástica – R$ 3.750.000,00

Golfe – R$ 1.904.000,00

Handebol – R$ 3.750.000,00

Hipismo – R$ 3.750.000,00

Hóquei sobre a Grama – R$ 1.904.000,00

Judô – R$ 3.900.000,00

Levantamento de Peso – R$ 1.904.000,00

Lutas Associadas – R$ 2.240.000,00

Pentatlo Moderno – R$ 2.128.000,00

Remo – R$ 2.800.000,00

Rúgbi – R$ 1.904.000,00

Taekwondo – R$ 1.904.000,00

Tênis – R$ 2.800.000,00

Tênis de Mesa – R$ 3.248.000,00

Tiro com Arco – R$ 1.904.000,00

Tiro Esportivo – R$ 2.912.000,00

Triatlo – R$ 3.136.000,00

Vela – R$ 3.900.000,00

Voleibol – R$ 3.900.000,00

Confederação de Inverno

Desportos na Neve – R$ 1.792.000,00

Desportos no Gelo – R$ 1.792.000,00

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quinta-feira, 16 de outubro de 2014 Histórias do esporte, Imprensa, Pan-Americano, Seleção brasileira | 22:21

“Você não quer assumir a Confederação, não?”

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Gustavo casado é campeão mundial de patinação, mas não tem nem Bolsa Atleta para competir no exterior

Gustavo Casado é campeão mundial de patinação, mas tem que pagar do bolso para poder competir

Vez ou outra amigos jornalistas que lecionam em faculdades de jornalismo me convidam para dar uma palestra, seja sobre a profissão, seja para falar de uma cobertura de um mega-evento. Vou a todas que posso com enorme prazer, pois adoro a oportunidade de compartilhar com a moçada mais nova a experiência de tantos anos de estrada. E sempre que o tema permite, eu comento com a plateia que uma das coisas mais gratificantes de se fazer como jornalista esportivo são aquelas matérias com o chamado “mundo alternativo” do esporte, atletas ou modalidades nanicas, que passam longe do glamour de títulos e medalhas. É uma aula ao vivo de reportagem, vale por um curso inteiro de jornalismo.

Mesmo para alguém da velha guarda (os detratores irão dizer da velhíssima guarda), sempre há o que aprender. Esse foi o sentimento que eu tive ao escrever as reportagens publicadas nesta quinta-feira no iG Esporte, retratando as dificuldades que os chamados “primos pobres” do esporte do Brasil enfrentam em sua preparação para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, que serão realizados em julho do ano que vem.

Em uma série de três matérias (a principal está aqui, onde você poderá acessar as demais), é possível perceber quão dura é a vida de modalidades como boliche, beisebol, squash, esqui aquático, caratê e patinação artística, que por não integrarem o programa olímpico, não recebem verbas da Lei Agnelo/Piva, que destina 2% das verbas das loterias federais ao esporte nacional. Sem dinheiro, sobram problemas, sofrem com ausência de patrocinadores e nem apoio do COB (Comitê Olímpico do Brasil) eles têm. Apenas no ano que vem, na reta final para o Pan, poderão ter alguma ajuda, dependendo dos valores disponíveis.

É claro que não há santo nesta história. A maioria absoluta destas confederações sofre não apenas por causa da falta de grana, mas pela própria incompetência administrativa e ausência de novas pessoas que possam dar um novo rumo a estas modalidades. Casos de atletas que, em plena época de Bolsa-Atleta e Bolsa-Pódio – só para citar dois programas de ajuda patrocinados pelo Ministério do Esporte atualmente em vigor-, ainda precisam enfiar a mão no próprio bolso para poder representar o Brasil em competições internacionais, são rotineiros.

Mas voltando ao início deste texto, eu dizia o quanto reportagens como essa são educativas, mesmo para alguém com 30 anos de profissão, e deliciosamente engraçadas também. No universo dos “primos pobres”, falar com o presidente de uma confederação ou com algum atleta é infinitamente mais simples, sem a necessidade de assessores, pedidos formais de entrevista, aquele blábláblá de sempre. O papo flui com naturalidade e muita sinceridade, às vezes até demais. E  no meio daquela entrevista, pode sempre surgir uma situação inesperada.

Foi o que aconteceu quando conversava por telefone com Jorge Otsuka, presidente da CBBS (Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol) desde sua fundação, em 1990. Já havia entrevistado Otsuka em outras ocasiões ao longo destes anos, mas há muito que não conversava com ele. Aí, para quebrar o gelo, logo no começo da entrevista, mostrei meu espanto por ele ainda continuar no cargo. Até que veio a resposta que quase acabou com a entrevista, por causa de um acesso de risos.

“Sim, eu ainda estou por aqui. Ainda. Você não quer assumir a confederação, não?”

Após me recuperar do susto pela resposta do dirigente, eu agradeci e recusei educadamente a nada tentadora oferta.

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quinta-feira, 11 de setembro de 2014 Isso é Brasil, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:45

Esporte brasileiro tem semana de feitos inéditos

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Não me recordo qual foi a última vez em que o esporte olímpico brasileiro viveu dias de conquistas inéditas tão relevantes como as dos últimos cinco dias. Do domingo (dia 7/9) até esta quinta-feira (11/9), três modalidades atingiram feitos até então inimagináveis em sua biografia olímpica.

A brasileira Aline Ferreira (de vermelho) encara a americana Adeline Gray na decisão da medalha de ouro do Mundial

A brasileira Aline Ferreira (de vermelho) encara a americana Adeline Gray na decisão da medalha de ouro do Campeonato Mundial de luta olímpica

O mais recente deles aconteceu justamente nesta quinta-feira, com a medalha de prata obtida pela lutadora Aline Ferreira, na categoria 75 kg, no Campeonato Mundial de luta olímpica, modalidade luta livre, que está sendo disputado em Taskkent, no Uzbequistão. Na decisão, Aline (que foi prata no Pan-Americano de Guadalajara 2011) acabou sendo derrotada pela americana Adeline Gray, por 2 a 1.

Sinceramente, o resultado na decisão é o menos importante. Em um esporte sem qualquer tradição no Brasil, Aline conseguiu simplesmente a primeira medalha para o País em Mundiais na luta olímpica, um resultado extraordinário, especialmente levando-ser em conta que a CBLA (Confederação Brasileira de Lutas Associadas) recebeu um dos menores repasses de recursos da lei Agnelo-Piva (R$ 2 milhões) em 2014.

Algo semelhante à conquista no domingo de Marcus Vinicius D”Almeida, na final da Copa do Mundo de tiro com arco, em Paris (FRA), ao levar a medalha de prata com apenas 16 anos, tornando-se o mais jovem arqueiro do mundo a alcançar este feito. Da mesma forma que Aline Ferreira, jamais um brasileiro havia obtido um resultado semelhante.

Mesmo sem medalha, também merece ser ressaltado o desempenho de Rodrigo Bastos na final da fossa olímpica do Mundial de tiro esportivo, que está sendo disputado em Granada (ESP). O quinto lugar também representou o melhor resultado de um atleta brasileiro nos Mundiais da modalidade.

O que vem na sequência destes resultados é um alento para o esporte brasileiro em sua preparação aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, daqui a dois anos. Com uma meta ousada de terminar entre os dez primeiros no quadro geral de medalhas, e impulsionadas por investimentos inéditos de verbas do Ministério do Esporte, estas modalidades menos badaladas começam a experimentar uma rotina de vitórias.

Ainda não é possível cravar que a diversificação de bons resultados em modalidades olímpicas irá representar um resultado positivo no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos. Mas é inegável que trará efeitos no DNA esportivo do Brasil num futuro próximo.

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quinta-feira, 14 de agosto de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano | 16:27

Hóquei feminino do Brasil vira o primeiro mico para 2016

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Atualizado

A batalha para transformar os Jogos Olímpicos de 2016 em uma forma de aumentar a cultura esportiva do Brasil sofreu um duro golpe com a praticamente certa ausência da seleção feminina de hóquei sobre grama das Olimpíadas do Rio de Janeiro, daqui a dois anos. Só um milagre, ou um ótimo acordo político, fará com que a fraquíssima equipe brasileira possa participar da competição.

Jogadoras da seleção brasileira feminina de hóquei não deverão disputar as Olimpíadas de 2016

Jogadoras da seleção brasileira feminina de hóquei não deverão disputar as Olimpíadas de 2016

Esporte sem qualquer tradição no país, o hóquei sobre grama passou a contar com a atenção do COB (Comitê Olímpico do Brasil) e do Ministério do Esporte na ocasião da disputa dos Jogos Pan-Americanos de 2007. Como sede, o Brasil tinha direito de colocar equipes em todas as modalidades e foram montadas seleções masculina e feminina, que colecionaram vexames no Rio de Janeiro: os homens perderam todos os jogos e terminaram o torneio com 57 gols sofridos e apenas um a favor, enquanto as mulheres sofreram 53 gols e não marcaram nenhum.

Após o Rio de Janeiro ganhar o direito de receber as Olimpíadas de 2016, foi feito um planejamento para dar ao hóquei brasileiro condições mínimas de participar do evento sem causar tanta vergonha. Um acordo foi costurado entre COB e FIH (Federação Internacional de Hóquei) em 2011, para ajudar a inserir o país no cenário mundial da modalidade. A intenção era ajudar a CBHG (Confederação Brasileira de Hóquei sobre Grama) a fazer algo quase impossível: criar equipes minimamente competitivas da modalidade para as Olimpíadas.

O tempo foi suficiente para mostrar que era um objetivo inatingível.

Mesmo com apoio financeiro da Lei Agnelo/Piva, que destinou à modalidade R$ 1,7 milhão, além de convênios com o Ministério do Esporte, o hóquei não decolou. Se a seleção masculina ainda conseguiu mostrar uma evolução mínima – disputou, apenas como treinamento, o Pré-Olímpico de 2012 e com sorte tentará ratificar a vaga no Pan-Americano de Toronto, no ano que vem -, a equipe feminina acumulou um vexame atrás do outro.

Além de não se classificar para o Pan 2015, pois perdeu o título dos Jogos Sul-Americanos de Santiago, neste ano, a equipe não conseguirá ficar entre os 40 primeiros colocados do ranking mundial ao final desta temporada (exigência da FIH para assegurar a vaga olímpica como país sede), por não ter condições financeiras de disputar a Liga Mundial, onde poderia pontuar para o ranking.

Apenas uma vez, nos Jogos de 2004, em Atenas, que o anfitrião não conseguiu se classificar para um evento de esportes coletivos. Na ocasião, a Grécia também não atendia aos requisitos da FIH e precisou apelar ao CAS (Corte Arbitral do Esporte) para disputar o Pré-Olímpico masculino, quando foi eliminado.

A menos que a FIH rasgue o seu próprio regulamento, o hóquei  feminino do Brasil não disputará as Olimpíadas do Rio, em 2016. Um belo mico, convenhamos.

Atualizado

Procurado pelo blog, o Ministério do Esporte se posicionou sobre o caso, através de sua assessoria de imprensa. Segue a resposta:

Desde 2011, todos os projetos apresentados ao Ministério visando a garantir a preparação das equipes olímpicas conseguiram receber recursos. A própria CBHG recebeu cerca de R$ 1,4 milhão em 2011 para diversas ações, incluindo preparação das seleções. Na recente chamada pública para novos projetos, aberta no final de 2013 pelo Ministério, a entidade teve um projeto selecionado, que deverá se transformar em convênio até o final deste ano. O montante, de até R$ 4,9 milhões, se destinará à preparação das equipes principais.

Além disso, desde 2007 a modalidade conta com o centro de treinamento construído pelo governo federal no Complexo Esportivo de Deodoro, no Rio, por ocasião dos Jogos Pan-americanos de 2007. Ali também estão os CTs do pentatlo moderno e do tiro esportivo. Essas duas modalidades vêm conseguindo evolução significativa nos últimos anos, não apenas pela infraestrutura mas também por conta dos outros apoios que recebem. As mesmas condições sempre estiveram disponíveis ao hóquei sobre grama.

Outro apoio do governo federal à modalidade é a Bolsa Atleta. Em 2014, são 123 bolsistas, totalizando investimento de R$ 1,5 milhão ao ano.

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sexta-feira, 4 de abril de 2014 Ídolos, Isso é Brasil, Paraolimpíadas, Política esportiva | 18:10

Petrobras assume projeto olímpico que era tocado por Paula

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De forma surpreendente, até pelo sucesso que a iniciativa vinha proporcionando, a Petrobras tomou para si a gestão de seu projeto olímpico, lançado em 2011 e que vinha sendo administrado pelo Instituto Passe de Mágica, comandado pelo ex-armadora da seleção feminina de basquete Paula Gonçalves.

Everton Lopes foi campeão mundial de boxe em 2011

O brasileiro Everton Lopes conquistou um inédito título mundial de boxe em 2011, quando o Projeto Petrobras era administrado pelo Instituto Passe de Mágica

A surpresa pela decisão da estatal se dá pelo fato de que desde o seu lançamento, quando mostrou-se uma alternativa interessante para o esporte olímpico brasileiro, com sua proposta de apoio a cinco modalidades como poucos recursos financeiros (esgrima, taekwondo, levantamento de peso, boxe e remo) até os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Seria uma forma de não depender exclusivamente dos critérios às vezes discutíveis do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) para a distribuição das verbas da Lei Agnelo/Piva.

A decisão surpreende porque os resultados apareceram, mesmo em somente três anos de implantação. Seja pelos títulos mundiais de Everton Lopes, no boxe, ou de Fabiana Beltrame, no remo, seja pelos ótimos resultados de Fernando Reis no Mundial de levantamento de peso no ano passado. Ou seja, não se pode acusar o instituto comandado por Magic Paula de incompetência.

O problema é que a própria Paula não quer se manifestar sobre o assunto. Por email, ela me confirmou que a gestão do projeto será tocada agora pela Petrobras, restando a seu instituto apenas prestar “uma assessoria técnica.”

Já a estatal, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que “a companhia passou a patrocinar diretamente as Confederações, tendo em vista o objetivo principal do Programa Petrobras Esporte e Cidadania, que é oferecer aos atletas as melhores condições de treinamento para a melhoria do desempenho técnico, conforme a melhor utilização possível dos recursos disponíveis”. Ainda de acordo com a Petrobras, “não houve qualquer problema contratual ou de relacionamento com o Instituto Passe de Mágica, que continua dando assessoria técnica-desportiva no que diz respeito às cinco modalidades que fazem parte do programa.”

>>> RELEMBRE: Crise põe em risco projeto olímpico da Petrobras

A assessoria da estatal lembrou, por fim, que os valores repassados às cinco modalidades em 2014 são os seguintes: boxe = R$ 3,42 milhões; esgrima = R$ 2,41 milhões; levantamento de peso = R$ 1,78 milhão; remo = R$ 2,10 milhões; e taekwondo = R$ 2,69 milhões.

Independentemente da competência que a Petrobras – que cá entre nós, está às voltas com problemas bem mais complicados atualmente – terá para tocar seu projeto olímpico, acho que o esporte brasileiro, mais uma vez, sairá perdendo com essa decisão.

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segunda-feira, 31 de março de 2014 Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Jogos de Inverno | 18:48

Lucidez dos atletas brasileiros no caso Laís Souza

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Laís Souza, ao lado dos médicos e fisioterapeutas, no hospítal da Universidade de Miami

Laís e os médicos e fisioterapeutas, na Universidade de Miami, onde faz seu tratamento

Mesmo com um certo atraso, ainda vale registrar por aqui a exemplar e madura posição demonstrada por alguns dos integrantes da comissão de atletas do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), que procurados pelo iG Esporte na semana passada, opinaram a respeito da lamentável situação da ex-ginasta e esquiadora Laís Souza, que sofreu grave acidente em sua preparação para as Olimpíadas de inverno de Sochi e que não consegue movimentar os membros superiores e inferiores.  Na prática, a comissão, cujo mandato dura quatro anos, representa o principal canal de comunicação entre os atletas e os dirigentes que comandam o esporte do Brasil.

No último dia 16, o COB anunciou o lançamento de uma campanha de arrecadação de fundos, para ajudar a atleta a reorganizar sua vida assim que deixar o hospital de Miami (EUA), onde faz seu tratamento. Na prática, o que foi lançado não passou de uma vaquinha virtual, muito pouco, em minha opinião, para uma entidade que arrecada tanto em verbas públicas, via lei Agnelo/Piva.

Em linhas gerais, chamou-me a atenção, ao menos entre os integrantes que aceitaram se posicionar sobre o caso, a opinião unânime de que já passou da hora de se discutir a real condição do atleta olímpico brasileiro. Em relação ao caso de Laís Souza, por exemplo, todos defendem que se estude uma forma de exigir seguros de vida que cubram morte e invalidez permanente, não apenas no período em que eles estejam defendendo o Brasil em competições internacionais.

O que me deixou surpreso positivamente foi a forma com que alguns destes integrantes se manifestaram. Por ser uma comissão formada pelo COB, seria até natural que alguns preferissem o silêncio ou mesmo posições neutras diante de um tema tão polêmico. Não foi, contudo, a posição tanto do presidente Emanuel Rego, do vôlei de praia, quanto da ex-cestinha Hortência, da seleção feminina de basquete, vic-presidente do órgão, ou de ídolos como o ginasta Arthur Zanetti ou o velejador Robert Sheidt.

Opiniões lúcidas, ponderadas, mas firmes. Como por exemplo, a demonstrada por Hortência, dizendo que já psssou da hora dos atletas olímpicos brigarem para que sua atividade seja reconhecida como uma profissão, assim com já ocorre com os jogadores de futebol. Ou então da ex-jogadora de vôlei Ana Moser, presidente da ONG “Atletas pelo Brasil”, ao dizer, sem meias palvras, que “o atleta é um ser solitário e o sistema só se preocupa em usá-lo, sem dar qualquer tipo de suporte”.

Para ver com mais detalhes o que os atletas brasileiros pensam a respeito do caso Laís Souza e da própria condição do esporte olímpico brasileiro, basta clicar aqui, aqui e aqui.

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segunda-feira, 17 de março de 2014 Ídolos, Isso é Brasil, Jogos de Inverno, Olimpíadas, Política esportiva, Seleção brasileira | 21:56

Laís Souza merecia mais do que uma ‘vaquinha virtual’

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Laís Souza se preparava para competir pelo Brasil quando sofreu o acidente

Laís Souza se preparava para competir pelo Brasil quando sofreu o acidente antes dos Jogos de Sochi

Neste último domingo, tão logo foi exibida no programa Esporte Espetacular, da TV Globo, uma reportagem sobre o lançamento de uma campanha de arrecadação de recursos pela internet para a atleta Laís Souza – que se recupera de grave acidente de esqui enquanto se preparava para os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi – enviei um email para a assessoria de imprensa do COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Afinal, segundo a reportagem, a entidade era a responsável pela criação da campanha.

À tarde, a assessoria do COB respondeu todas as perguntas, com bastante agilidade, diga-se de passagem. Mas como eu ainda tinha algumas dúvidas, fiz novos questionamentos nesta segunda-feira, que foram devidamente esclarecidos.

Tudo bem que no início da noite de hoje, a entidade soltou uma nota oficial contendo exatamente todos os pontos que eu havia levantado, mas isso é outra história…

Para conhecer o conteúdo completo da nota oficial do COB, clique aqui.

Em relação a todo este caso, que tem como pano de fundo a dramática batalha de uma jovem atleta de 25 anos para voltar a recuperar os movimentos das pernas e braços, creio que algumas considerações merecem ser feitas.

Louve-se que o COB esteja pagando todas as despesas do tratamento de Laís Souza no Jackson Memorial Hospital, em Miami, embora, segundo a entidade, não fosse sua obrigação, pois a então esquiadora ainda não fazia parte de uma delegação olímpica brasileira de fato; compreende-se a intenção do COB em arrecadar fundos para ajudar Laís a se autofinanciar em um futuro próximo, para que possa estudar e trabalhar; por fim, nada mais natural a preocupação da entidade em adquirir equipamentos que a atleta precisará para sua nova rotina, como cadeira de rodas especial, equipamento para comunicação sem digitação e adaptação de sua residência.

O problema é que pega mal, muito mal, uma entidade com os recursos que possuí o COB apelar para uma campanha de arrecadação pela internet para cobrir todas estas despesas. Muito mal mesmo. Ainda mais em um período de escândalos no esporte olímpico brasileiro.

Não levanto aqui a bandeira do assistencialismo populista. Mas é que não dá para aceitar que com os recursos que estão à disposição atualmente, especialmente oriundos da Lei Agnelo/Piva, o COB não consiga destinar uma parte para custear não apenas o caro tratamento, mas esta importante fase de adaptação que Laís terá pela frente nos próximos anos. E que mais breve que do que possamos imaginar, ela esteja de volta à rotina, independentemente de sua condição física.

O fato é que Laís Souza merecia dos dirigentes brasileiros muito mais de uma ‘vaquinha virtual’.

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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014 Ídolos, Isso é Brasil | 18:32

O drama de Maurren e a “vida real” do esporte brasileiro

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Maurren Maggi está buscando uma forma de arrecadar fundos para continuar treinando

Maurren está buscando uma forma de arrecadar fundos para continuar treinando

Ignore o fato de que o efeito inexorável do tempo é cruel. Deixe de lado que, aos 37 anos, ela já vive o ocaso de sua carreira esportiva. Mas não dá para conceber que a saltadora Maurren Maggi, que  foi a primeira mulher brasileira do atletismo a conquistar uma medalha de ouro (em Pequim 2008, no salto em distância), precise apelar para uma “vaquinha virtual” para conseguir se manter na ativa.

Nesta sexta-feira, todos os portais de internet noticiaram com destaque a campanha iniciada pela atleta, através do sistema de “crowdfunding”, para arrecadar R$ 100.000,00 nos próximos cem dias. Para isso, basta o torcedor ou empresário entrar no site da campanha e escolher a quantia com a qual deseja participar. Até às 18h desta sexta-feira (28/2), Maurren já havia arrecadado R$ 6.182,00.

Maurren alega que está sem patrocínio desde 2013 e que precisa deste valor para financiar toda sua fase de treinamentos nesta temporada, pois os valores que recebe da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e de um patrocinador não conseguem bancar estas despesas. A atleta diz que ainda sonha com a chance de representar o Brasil nas Olimpíadas do Rio, em 2016.

Esse triste caso de Maurren Maggi represente o “Brasil real” do esporte brasileiro, bem distante daqueles dos planos Bolsa Pódio, Lei Agnelo/Piva e todos os outros programas de ajuda oficial aos atletas de ponta, que se preparam para os Jogos Olímpicos. E estamos falando de alguém que tem no currículo uma medalha de ouro olímpica, além de três ouros em Jogos Pan-Americanos. Mas vem se tornando comum outros casos de “vaquinhas ” pela internet para apoio a atletas do Brasil.

No ano passado, o iG Esporte contou a história de Élora Pattaro, que chegou a disputar as Olimpíadas de Atenas 2004 e foi apontada como uma das promessas da esgrima do Brasil, criando um programa de “crowdfunding” para pagar um estágio de treinos na Europa. Mas existem outras ações semelhantes, como a do movimento “Apoie um Atleta“, para auxiliar atletas a se classificarem aos Jogos de 2016, e o “SalveSport“, para financiar atletas e projetos esportivos, como o da professora Katia Rúbio, que está produzindo o “Memórias Olímpicas por atletas Olímpicos Brasileiros”, traçando o perfil de TODOS os brasileiros que disputaram os Jogos Olímpicos.

A vida no “Brasil real” do esporte é muito mais difícil do que querem nos fazer engolir.

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:19

Crise põe em risco projeto olímpico da Petrobras

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A remadora brasileira Fabiana Beltrame comemora no pódio, ao lado da filha, a medalha de ouro no Mundial de 2011, na Eslovênia

A remadora Fabiana Beltrame comemora, ao lado da filha, a medalha de ouro no Mundial de 2011, na Eslovênia

Quem acompanha este blog com alguma atenção certamente já leu posts com referência ao Projeto Petrobras de apoio ao esporte olímpico brasileiro, lançado em 2011. A ideia era fantástica: até 2016, data das Olimpíadas do Rio de Janeiro, a empresa de capital misto iria investir R$ 256 milhões em cinco modalidades pouco desenvolvidas no universo esportivo do Brasil: boxe, esgrima, levantamento de peso, remo e taekwondo. O objetivo final seria o de colocar o maior número de atletas em condições de brigar por medalhas nos próximos Jogos Olímpicos.

E logo no primeiro ano, dois excelentes resultados: as medalhas de ouro conquistadas por Fabiana Beltrame, no Mundial de remo, e a de Everton Lopes, no Mundial de boxe. Duas conquistas inéditas para o esporte olímpico brasileiro, que só reforçavam que o caminho do projeto estava certo. Ainda por cima, quem quem estava por trás na coordenação era Maria Paula Gonçalves, a Magic Paula, uma das maiores jogadoras da história do basquete brasileiro e mundial.

No comando do Instituto Passe de Mágica, ela se encarregava da distribuição direta dos recursos para os atletas destas cinco modalidades, seja para competições ou períodos de treinamento, sem que o dinheiro tivesse que passar pelos dirigentes. Um verdadeiro sentimento de independência financeira, pois a maioria absoluta das confederações dependia quase que exclusivamente na época de recursos oriundos da Lei Agnelo/Piva, com dinheiro das loterias, que é distribuída pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

Mas eis que esse projeto, que representava uma ajuda importantíssima e estes primos pobres do esporte brasileiro, está ameaçado de ver seu investimento diminuir drasticamente. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira destacou que a Petrobras estuda diminuir a verba do projeto para 2014 de forma drástica. Inclusive tanto Paula quanto as cinco confederações envolvidas já teriam sido informadas. Na delegação brasileira que competiu nas Olimpíadas de Londres 2012, 21 atletas eram contemplados com verbas do programa.

>>> Relembre: Ouro inédito no boxe mostra que há vida além do COB

Procurada pelo blog, a Petrobras, em nota, negou que haverá corte no patrocínio às cinco modalidades em relação aos valores pagos neste ano, que chegam a um total de R$ 8,2 milhões. Ainda segundo a gerência de comunicação da empresa, o planejamento técnico das confederações para 2014 foi recebido pela companhia e pelo Instituto Passe de Mágica no último dia 29 de novembro. “Somente após esta etapa serão definidos os valores dos patrocínios, que podem, inclusive, ser maiores que os valores contratados em 2013”, concluí a nota.

O que a nota não explica é como que o mesmo investimento deste ano (R$ 8,2 milhões) , previsto para 2014, não pode ser considerado menor do que tudo o que foi investido nos três primeiros anos, cerca de R$ 40 milhões. E mais: ainda segundo a Folha, a própria Paula deu um número diferente da Petrobras contratado em 2013, que seria de R$ 15 milhões. E uma rápida passagem pelo noticiário econômico já mostra que a situação da Petrobras está longe de ser a mais confortável, com redução de 15% do lucro em comparação com 2012 e queda nas ações após o reajuste no preço dos combustíveis.

Pelo visto, os primos pobres do esporte olímpico brasileiro voltarão aos temos de menos fartura, justamente na fase decisiva da preparação para os Jogos Olímpicos de 2016.

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terça-feira, 22 de outubro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 14:14

Pressão do Ministério do Esporte sobre a Confederação de Ginástica já começou

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Seleção brasileira de ginástica artística fechou contrato de patrocício com a Adidas

Seleção brasileira de ginástica artística fechou contrato de patrocício com a Adidas

Conforme antecipado pelo blog na última sexta-feira, o recado enviado pelo Ministério do Esporte à CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), cobrando uma melhor gestão da entidade para a modalidade, já se tornou uma pressão declarada. O secretário de Alto Rendimento no ministério, Ricardo Leyser, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo nesta terça-feira, disse que espera até o início de 2014 para ver mudanças radicais na administração da CBG.  Do contrário, mudará a forma de repasse das verbas do governo.

Se confirmado, será um golpe duríssimo na entidade que comanda a ginástica artística brasileira, que assim como todas as demais, recebem valores altíssimos em verbas públicas, seja pela Lei Agnelo/Piva (com as cerbas das loterias), seja pelos convênios assinados com o Ministério do Esporte. Só das loterias, a CBG deverá receber R$ 3,3 milhões em 2013. Uma das formas que o governo pode fazer para passar os recursos aos atletas seria via COB (Comitê Olímpico Brasileiro) ou por patrocínio direto.

A entidade, hoje com sede em Aracaju e comandada por Maria Luciene Resende , não pode reclamar de falta de recursos. Conta com patrocínio de R$ 8 milhões da CAixa Econômica Federal e fechou recentemente um contrato de fornecimento de material esportivo com a Adidas. Em compensação, não vem investindo corretamente na renovação – a ponto de ter tido apenas duas atletas femininas classificadas para o último Mundial da Antuérpia, uma delas a veterana Daniele Hypólito – e enfrentado vexames em campeonatos na base. Como no último Brasileiro júnior, onde não havia médico de plantão para atender um atleta que sofreu uma fratura.

Na linguaguem do futebol, a CBG está pendurada com dois cartões amarelos.

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