Publicidade

Posts com a Tag José Roberto Guimarães

domingo, 10 de agosto de 2014 Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:41

Final de semana traz saldo positivo para quatro modalidades

Compartilhe: Twitter
Isaquias Queiroz exibe a medalha de ouro após conquistar o bicampeonato mundial de canoagem velocidade, na prova C1 500 m, em Moscou

Isaquias Queiroz exibe a medalha após faturar o bi mundial de canoagem velocidade, na C1 500 m

Pelo menos quatro modalidades olímpicas terminaram o domingo com o saldo mais do que positivo, já de olho na preparação para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, daqui a dois anos, Vela, canoagem velocidade, maratona aquática e vôlei feminino obtiveram grandes resultados em suas respectivas competições neste fim de semana. Vamos ao balanço:

Vela

Só o fato de ter ocorrido sem maiores sobressaltos o evento-teste na Baia de Guanabara nesta semana já seria um feito a ser comemorado. Mas a vitória da dupla Martine Grael e Kahena Kunze, na classe 49er FX, confirmou a boa fase das brasileiras, que são líderes do ranking mundial da Isaf (Federação Internacional de Vela) e  já despontam como sérias candidatas a brigar por medalha em 2016. Os favoritos Robert Scheidt e Jorge Zarif, que ficaram em quatro lugar respectivamente nas classes Laser e Finn, deixam a competição com sentimento de decepção, especialmente para Zarif, que viu a medalha escapar por conta de uma quebra no leme.

Maratona aquática

Ao vencer em Lac Megantic (Canadá) mais uma etapa da Copa do Mundo de maratona aquática, a brasileira Ana Marcela Cunha assegurou matematicamente o título da competição em 2014. Foi sua terceira vitória no circuito e precisa apenas largar na próxima etapa, na China, para referendar a conquista. Para completar, ela ainda viu seu companheiro de seleção brasileira, Allan do Carmo, também vencer a prova masculina e ficar próximo do título.

Canoagem

As imagens do sábado, com o baiano Isaquias Queiroz dentro da água, a apenas dez metros antes de cruzar a linha de chegada e ganhar o título mundial da prova de C1 1.000 m de canoagem velocidade, em Moscou, vão ficar para a história. Um erro inexplicável do canoísta brasileiro, que acabou desclassificado. Só que 24 horas depois ele conseguiu mostrar uma força psicológica fora do comum e venceu neste domingo a final da C1 500 m. Foi o bicampeonato mundial do baiano nesta prova, que não é olímpica, mas Isaquias mostrou que com um pouco mais de trabalho mental para encarar os momentos de pressão, poderá ser uma bela surpresa em 2016. Ele ainda terminou a competição com uma outra medalha, o bronze na C2 200 m (outra prova não olímpica), ao lado de Erlon de Souza.

Vôlei

Não que chegue a ser uma grande surpresa a boa performance da seleção brasileira feminina de vôlei, atual bicampeã olímpica, mas é digno de registro a campanha que a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães vem cumprindo na edição deste ano do Grand Prix. Após duas semanas de disputa, as brasileiras seguem invictas na competição, feito que pôde ser acompanhado de perto pelo torcedor de São Paulo neste final de semana, com as vitórias sobre Rússia, Coreia do Sul e EUA no Ginásio do Ibirapuera.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 25 de maio de 2013 Histórias do esporte, Ídolos, Seleção brasileira | 09:10

Quando éramos reis

Compartilhe: Twitter

Wlamir Marques, capitão da seleção brasileira masculina, recebe de Antonio Reis Carneiro, presidente da Fiba, o troféu do bicampeonato mundial de basquete, em 1963

Pego emprestado o título do excepcional documentário ganhador do Oscar de 1997, sobre a inesquecível disputa do título dos pesos pesados entre Muhammad Ali e George Foreman para reverenciar heróis de um outro esporte. Uma modalidade que andou meio maltratada por aqui, mas que começa a dar sinais de recuperação.

Os mais novos podem não acreditar, mas houve um tempo em que o basquete masculino do Brasil esteve entre os melhores do mundo e no coração do torcedor brasileiro, só perdia para o futebol em termos de popularidade. Os que atualmente vibram e aplaudem os feitos excepcionais das equipes masculina e feminina de vôlei comandadas por Bernardinho e José Roberto Guimarães não têm ideia da força que já teve a seleção brasileira de basquete.

Justamente neste sábado, completam-se 50 anos de uma conquista inesquecível. Foi num 25 de maio de 1963 que a equipe comandada pelo técnico Togo Renan Soares, o Kanela, tendo em quadra verdadeiros gênios como Wlamir Marques, Amaury Pasos, Rosa Branca, entre outros, derrotou os EUA no Ginásio do Maracanãzinho e faturou o bicampeonato mundial. Para lembrar esta data histórica, o iG conversou com alguns dos remanescentes desta seleção e preparou um infográfico com detalhes da campanha no Mundial.

O Brasil vivia em 1963 o auge de uma “geração de ouro”, que começou a colecionar conquistas em 1959, com o título do primeiro Mundial, no Chile. Outros feitos brilhantes viriam, como as duas medalhas de bronze olímpicas, em Roma 1960 e Tóquio 1964, além do terceiro lugar no Mundial de 1967, no Uruguai, e o vice-campeonato mundial de 1970, na extinta Iugoslávia.

Se levarmos em conta que houve ainda um vice-campeonato mundial em 1954, no Rio de Janeiro, chega-se a uma marca assombrosa: o Brasil esteve entre os quatro primeiros do ranking mundial do basquete masculino durante nada menos do que 16 anos. São quase duas décadas brigando de igual para igual com EUA, União Soviética e Iugoslávia, as maiores forças da modalidade. Definitivamente, isso não é para qualquer um.

Toda homenagem ainda será pouca para estes grandes heróis do esporte nacional. O legado desta brilhante equipe ficou apenas na memória de quem pôde vê-la em ação. Dentro de quadra, nunca mais o Brasil contou com uma geração tão talentosa. Nem mesmo a seleção de Oscar, Marcel e Cia, que apesar de talentosa, teve como ponto alto o ouro no Pan de Indianápolis, em 1987, e só.

Por isso, se você gosta de basquete, hoje é dia de reverenciar Amauy Pasos, Wlamir Marques, Ubiratan Maciel (morto em 2002), Mosquito, Paulista, Rosa Branca (morto em 2008), Jathyr, Menon, Sucar, Victor, Blatskauskas (morto em 1964) e Fritz, todos comandados por Kanela (morto em 1984). O basquete brasileiro deve muito a todos eles.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 25 de março de 2013 Imprensa, Olimpíadas | 08:00

O legado de Nicolau Radamés Creti ao jornalismo poliesportivo

Compartilhe: Twitter

Capa do livro "Vitória", que conta a história do primeiro ouro olímpico do vôlei brasileiro

É difícil demais falar algo sobre alguém tão querido e que partiu cedo demais. A tela do computador vira um branco total. Por isso, não é fácil escrever sobre a morte de Nicolau Radamés Creti, um dos melhores amigos que fiz no jornalismo, desde que entramos juntos na Faculdade Cásper Líbero, há exatos 30 anos.

A dor pela partida precoce de um grande companheiro, ocorrida no último sábado (23/3), após uma dura batalha contra um câncer, dificulta ainda mais essa tarefa. Outros colegas fizeram com mais talento e competência tocantes relatos a respeito da convivência e de suas recordações com o Nicolau, como o Luís Augusto Simon, o Menon, em seu blog no UOL, o Daniel Bortoletto, em sua coluna no Diário Lance!, ou o Diário de S. Paulo, jornal onde ele trabalhou por 19 anos.

Se falar da perda pessoal é quase impossível para mim, é mais fácil tentar analisar o que o adeus do Nicolau deixará para o jornalismo poliesportivo do Brasil. Nicolau Radamés foi uma dos maiores repórteres esportivos que conheci. Tornou-se uma referência na cobertura dos esportes poliesportivos (termo moderno para o que a gente costumava chamar antigamente nas redações de “esporte amador”, ou seja, tudo o que não era futebol), mais especificamente no vôlei, no qual foi setorista por anos.

E é justamente nesse ponto que o Nicolau fez a diferença, algo que não vejo com muita frequência nas redações atuais. Em um tempo onde não havia celular ou internet, ele ia a treinos, ficava horas fazendo uma “ronda” no telefone assim que chegava na redação, ligando para TODOS os clubes ou dirigentes atrás de informação, e nunca terminava o dia sem uma matéria. Muitas vezes, furando a concorrência. Era um “farejador de furos”, como definiu certa vez o Menon.

Com toda essa dedicação, não foi à toa que após cobrir “in loco” as Olimpíadas de Barcelona 1992, ele escreveu, ao lado de Cida Santos, outra grande repórter, o livro “Vitória”, contando a saga da conquista da medalha de ouro da seleção masculina de vôlei, a primeira do Brasil em esportes coletivos na história olímpica. Este é, sem dúvida alguma, o melhor livro já escrito no país sobre esportes olímpicos até hoje, com depoimentos emocionantes dos 12 jogadores daquela seleção e do técnico José Roberto Guimarães.

E não foi apenas no vôlei que o Nicolau mostrou seu talento. Cobriu como poucos o esporte olímpico, “cavando” ótimas reportagens em modalidades que ninguém dava atenção, como a ginástica rítmica desportiva (GRD) ou o hipismo CCE, sempre trazendo ótimos personagens e informações precisas. E quando precisava, também sabia ser contundente. Não foram poucas as ocasiões em que o vi debatendo de forma dura com Carlos Nuzman, desde os tempos em que ele presidia a CBV. Mesmo assim, Nuzman sempre o respeitou.

Ainda tentando digerir a realidade de não ter mais este velho amigo ao meu lado, tenho uma única esperança: que os jovens jornalistas, espalhados pelas redações deste Brasil e que apreciam a cobertura do poliesportivo, se inspirem e repitam o exemplo de Nicolau Radamés Creti. Ele foi um dos grandes, tenham certeza disso.

Autor: Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 3 de outubro de 2012 Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:39

Uma noite de prêmios, emoção e piadas

Compartilhe: Twitter

Os atletas e ex-atletas olímpicos que foram premiados pela revista Sport Life nesta terça-feira

Muito bacana a cerimônia do 3º Prêmio Sport Life, ocorrida na noite desta última terça-feira, no Centro de Cultura Judaica, em São Paulo (SP). Os melhores atletas olímpicos e paralímpicos de 2012 foram escolhidos por leitores da revista Sport Life e também por uma comissão de jornalistas especializados. Tive o prazer de participar do evento, tendo sido escolhido para entregar uma homenagem a José Roberto Guimarães, treinador da seleção brasileira feminina de vôlei e único técnico tricampeão olímpico da história (Barcelona 1992, com o masculino, e Pequim 2008 e Londres 2012, comandando o time feminino).

A eleição deste ano escolheu Arthur Zanetti, da ginástica artística, e Sarah Menezes, do judô, como os melhores atletas olímpicos do ano, após terem levado o ouro em suas modalidades nos Jogos de Londres. O boxeador Esquiva Falcão e a pentatleta Yane Marques ficaram em segundo lugar na premiação. Foram eleitos como revelação do ano Bruno Fratus, da natação, e Adriana Araújo, do boxe feminino.

No esporte paralímpico, um dos momentos mais emocionantes da noite foi quando o nadador Daniel Dias, dono de seis medalhas de ouro nos Jogos de Londres, subiu ao palco para ganhar o prêmio de atleta do ano. Terezinha Guilhermina, que é deficiente visual e foi representada por seu guia, Guilherme Santana.

Mas coube ao boxe dois dos momentos mais engraçados da noite. Primeiro, foi com Esquiva Falcão, ao receber o troféu de prata, após perder o de atleta do ano para Zanetti. “Até aqui eu sou segundo”, brincou Esquiva, que cumpriu brilhante campanha em Londres, quando ficou com a medalha de prata na categoria médio.

Já o ex-boxeador Servílio de Oliveira, bronze nos Jogos do México 1968, após receber sua homenagem, foi convidado a falar sobre o que levou o boxe brasileiro a ter uma campanha tão positiva em Londres. Talvez empolgado pelo prêmio que acabara de receber, Servílio começou seu discurso lembrando dos primórdios do boxe na história olímpica. Quando ainda falava sobre a participação da modalidade nos Jogos de 1904, ele foi “gentilmente’ cortado pelo mestre de cerimônias, para que o cronograma da premiação não fosse para o espaço.

Meio a contragosto e resmungando de forma bem-humorada, Servílio desceu do palco, sem poder fazer todo o seu discurso. Mas devidamente homenageado.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 13 de julho de 2012 Almanaque, Olimpíadas, Seleção brasileira | 12:30

Será que quebrou o encanto do vôlei brasileiro?

Compartilhe: Twitter

O corte de Mari na seleção feminina é mais um exemplo de que as coisas não andam bem no vôlei brasileiro

Desde 1992, o vôlei é sinônimo de sucesso no esporte olímpico brasileiro. Para aqueles de memória curta, foi a partir dos Jogos de Barcelona que o vôlei iniciou uma participação constante nos pódios olímpicos. Confira: ouro com a seleção masculina em Barcelona 1992; bronze com a feminina em Atlanta 1996 e Sydney 2000; ouro com a equipe masculina em Atenas 2004; e o ponto alto alcançado em Pequim 2008, com o ouro do time feminino e a prata do masculino.

O vôlei se transformou, nos últimos 30 anos pelo menos, no maior exemplo de sucesso de uma modalidade coletiva no universo olímpico brasileiro. Isso é indiscutível. Todo este êxito é fruto de muito trabalho, competência na formação de base e muito talento dentro de quadra. Mas se tem algo que o vôlei não se acostumou muito neste período vencedor foi conviver com crises. E quando elas chegam, sai de baixo…

O recente episódio do corte da ponteira Mari, na seleção feminina, e o fracasso da equipe masculina na Liga Mundial, quando terminou com sua pior colocação na fase final da competição, mostram bem que o momento pelo qual passa o vitorioso vôlei do Brasil é delicado. A impressão que fica para quem está de fora é que o encanto quebrou.

A entrevista de Mari nesta quinta-feira sinaliza que as coisas não andam muito bem dentro do grupo comandado pelo técnico José Roberto Guimarães. Por mais que escolhesse bem as palavras, Mari deixou no ar uma mágoa profunda com o treinador, ao dizer que ainda “tinha muita lenha para queimar”. O treinador rebateu de forma resumida, justificando como “critérios técnicos” o motivo do corte.

Embora Mari negue problemas de relacionamento dentro do grupo, essa é uma possibilidade que não pode ser descartada e por isso Zé Roberto teria optado em agir antes que o estrago fosse definitivo. De qualquer forma, Mari não vinha conseguindo render o suficiente, mesmo mudando de posição, após uma temporada repleta de lesões.

Na seleção masculina, as contusões dos principais jogadores (Giba, Dante, Murilo e Visotto), além de uma sensação de desgaste geral do grupo e do técnico Bernardinho, parecem conspirar contra a chance da equipe brigar pela terceira medalha de ouro olímpica no masculino.

Espero queimar a língua, mas há uma boa chance de que os Jogos de Londres 2012 quebrem a sequência de pódios olímpicos que o vôlei vem conquistando com competência e talento.

Autor: Tags: , , , , , , , ,