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quinta-feira, 23 de outubro de 2014 Candidaturas, Jogos de Inverno, Olimpíadas | 17:58

COI sinaliza mudanças para modernizar as Olimpíadas

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O alemão Thomaz Bach, presidente do COI, duiscursa durante o encerramento das Olimpíadas da Juventude, em Nanquim (CHN)

O alemão Thomas Bach, presidente do COI, discursa durante o encerramento das Olimpíadas da Juventude, em Nanquim (CHN)

Há quase um mês, este blog publicou um post trazendo declaração do presidente da CBBS (Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol), Jorge Otsuka, sobre o seu otimismo a respeito da volta das duas modalidades ao programa esportivo olímpico já nos Jogos de 2020, em Tóquio. “Em dezembro haverá uma assembleia do COI e é quase certo que será confirmado o retorno do beisebol e softbol. Os organizadores dos Jogos de 2020 estão muito confiantes quanto a isso”, disse Otsuka no dia 30 de setembro.

A tomar como base o que disse o próprio presidente do COI, o alemão Thomas Bach, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, eu diria que o dirigente brasileiro já pode começar o planejamento para voltar às Olimpíadas. O presidente do COI anunciou algumas das decisões do comitê executivo do Comitê Olímpico Internacional, que serão levadas à votação na próxima Assembleia Geral do COI, marcadas para os dias 8 e 9 de dezembro. E entre várias recomendações, estão as de mudar o processo de candidaturas das cidades para receberem os mega-eventos olímpicos e o de flexibilizar o programa esportivo.

A sinalização do COI é clara: realizar mudanças profundas e relevantes para modernizar e salvar os Jogos Olímpicos, pensando no futuro.

A recente desistência de Oslo para brigar pela sede das Olimpíadas de Inverno de 2022, deixando somente duas cidades (Almaty, no Cazaquistão, e Pequim, na China) na disputa, fato que não ocorria há 40 anos nas corridas eleitorais olímpicas, acendeu o sinal de alerta no COI. Outras cidades já tinham pulado fora do barco para 2022, Está cada vez mais caro e complicado para uma cidade ser candidata e depois organizar uma edição de Jogos Olímpicos, seja de verão ou inverno. As exigências e cadrnos de encargo são enormes, os custos estão cada vez mais proibitivos,  até por conta da necessidade de segurança extrema e de fornecer a melhor tecnologia possível ao evento. Virou uma brincadeira muito cara e antes que ninguém queira mais brincar, o COI pretender criar opções para candidaturas mais baratas.

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A flexibilização no programa esportivo também tem a ver com um processo de modernização que Bach pretende impor aos próximos Jogos Olímpicos. Algo a ver com a experiência que vem ocorrendo nos Jogos da Juventude, cujo programa esportivo conta até com provas mistas e também de modalidades que não são olímpicas hoje em dia, como o wushu (kung-fu), escalada esportiva e até no basquete 3 x 3.

A luta olímpica, que no ano passado chegou a ser excluída do programa olímpico e depois recolocada em setembro,  após a escolho de Tóquio como sede dos Jogos de verão de 2020, precisou assumir um compromisso de modernizar suas regras e aumentar o número de categorias femininas. Se a flexibilização do programa esportivo for mesmo aprovada em dezembro, é certo que o beisebol (e por tabela o softbol) retornarão nas Olimpíadas de Tóquio, tal a popularidade da modalidade entre os japoneses.

Até mesmo a criação de um canal próprio de TV do COI, para melhor divulgar seus eventos e ideais olímpicos, estará na pauta da próxima Assembleia Geral. Tudo isso caminha na mesma direção de tornar a cara da entidade moderna e antenada com os tempos atuais, com presença cada vez mais constante do COI em redes sociais como YouTube, Flickr, Instagram, Twitter e Facebook.

Enfim, o aviso dado por Thomas Bach nesta quinta-feira foi claro: virão mudanças por aí, embora não seja possível prever qual o resultado delas para o futuro do movimento olímpico.

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terça-feira, 30 de setembro de 2014 Imprensa, Olimpíadas | 19:47

Beisebol se anima e sonha com volta em Tóquio 2020

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Jogadores da Coreia do Sul comemoram a vitória sobre China Taipei na final dos Jogos Asiáticos: beisebol confia na volta às Olimpíadas

Jogadores da Coreia do Sul comemoram a vitória sobre China Taipei na final dos Jogos Asiáticos: beisebol confia na volta às Olimpíadas

A frustração de ter sido rejeitado pelos integrantes da Assembleia Geral do COI (Comitê Olímpico Internacional) no ano passado, na eleição que escolheu a luta olímpica como o 28º esporte do programa olímpico dos Jogos de 2020 já foi superada pelos dirigentes do beisebol. Ao lado do softbol (versão feminina do esporte), as duas modalidades apostam que a realidade tem tudo para ser diferente nos próximos meses e elas estarão sim integrando o programa das Olimpíadas de Tóquio.

Segundo informou o site “Inside the Games” nesta terça-feira, o otimismo dos dirigentes para reverter a situação e voltar a fazer parte da chamada “família olímpica” veio por conta da boa imagem deixada pelos torneios das duas modalidades nos Jogos Asiáticos, que estão acontecendo em Incheon, na Coreia do Sul. A decisão da medalha de ouro no beisebol, na qual a seleção sul-coreana derrotou China Taipei por 6 a 3, diante das arquibancadas lotadas do Munhak Stadium, também animou os cartolas do beisebol.

Os dirigentes também argumentam a seu favor a própria sinalização dada pelo COI no final do ano passado, quando a entidade apontou para um caminho de maior flexibilização do programa olímpico, especialmente nos casos de esportes muito populares no país anfitrião, e no caso do Japão, beisebol e softbol teriam lugar garantido.

Em conversa com o blog, o presidente da CBBS (Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol), Jorge Otsuka, até arrisca uma data para que o retorno das duas modalidades ao programa olímpico seja ratificada. “Em dezembro haverá uma assembleia do COI e é quase certo que será confirmado o retorno do beisebol e softbol. Os organizadores dos Jogos de 202o estão muito confiantes quanto a isso”, disse o dirigente brasileiro. A última vez em que as duas modalidades participaram do programa olímpico foi nos Jogos de Pequim 2008.

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