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domingo, 19 de janeiro de 2014 Jogos Sul-Americanos, Seleção brasileira | 11:15

Com mudanças, luta se prepara para os Jogos Sul-Americanos

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Atletas da seleção brasileira de lutas durante palestra durante os treinos no Cefan

Atletas da seleção brasileira de lutas acompanham palestra durante os treinos no Cefan

Passou batido em razão das festas de final de ano, mas a luta olímpica já apresenta algumas das novidades que se comprometeu a realizar no esporte ao COI (Comitê Olímpico Internacional), quando foi colocada em votação sua permanência no programa olímpico, em setembro de 2013. No último dia 17 de dezembro, a CBLA (Confederação Brasileira de Lutas Associadas) publicou em seu site importantes modificações anunciadas pela FILA (Federação Internacional de Lutas Associadas) nas categorias de peso nos estilos livre (masculino e feminino) e greco-romana.

Os homens perderam uma categoria de peso no greco-romano e livre, enquanto o estilo livre feminino terá duas categorias olímpicas a mais. E nesta nova configuração, os atletas da seleção brasileira já começaram a preparação para os Jogos Sul-Americanos, que serão realizados em Santiago (CHI), em março. Os treinos estão sendo realizados no Cefan, no Rio de Janeiro.

>>> Leia também: Após ‘susto’ do COI, luta faz seu Mundial de olho em mudanças

Ao todo são seis atletas em cada estilo, totalizando 36 lutadores, divididos em equipes A e B. Só ao final do período de treinos é que será definida a seleção que irá a Santiago

Os lutadores convocados pela direção técnica da CBLA, já dividos nas respectivas equipes e novas categorias de peso, são os seguintes:

EQUIPE A

LUTA FEMININA (ESTILO LIVRE)

48 kg – Susana Almeida dos Santos (RJ)

53 kg – Camila Fama Tristão (SP)

58 kg – Joice Silva (RJ)

63 kg – Lais Nunes Oliveira (SP)

69 kg – Gilda Oliveira (SP)

75 kg – Aline Ferreira (SP)

ESTILO LIVRE MASCULINO

57 kg – Wellington Silva (RJ)

65 kg – Waldeci Silva (AM)

74 kg – Rafael Aparecido (SP)

86 kg – Adrian Jaoude (RJ)

97 kg – Juan Isidoro Bitencourt (SP)

125 kg – Hugo Cunha (RJ)

ESTILO GRECO-ROMANO

59 Kg – Diego Romanelli (MG)

66 kg – Rafael Messias Páscoa (MG)

75 kg – Ângelo Moreira (MG)

85 kg – Ronison Santiago Brandão (SP)

98 kg – Davi Albino (RJ)

130 kg – Antônio Henriques dos Santos (SP)

EQUIPE B

LUTA FEMININA

48 kg – Kamila Barbosa (SP)

53 kg – Mayara Graciano (SP)

58 kg – Giullia Penalber (RJ)

63 kg – Dailane Gomes (RJ)

69 kg – Helena Romanelli (MG)

75 kg – Keila Silva (GO)

ESTILO GRECO-ROMANO

59 kg – Arley Machado (RJ)

66 kg – André Felipe Feitosa (RJ)

75 kg – Richard Moura (MG)

85 kg – Wanderson Souza (SP)

98 kg – Robson Kato (SP)

130 kg – Ramon Denier (RN)

ESTILO LIVRE MASCULINO

57 kg – Rafael Sales (MG)

65 kg – Douglas Vieira (RJ)

74 kg – Allan Ferreira (AM)

86 kg – Pedro Rocha (RJ)

97 kg – Alexandre Santos (AM)

125 kg – Antoine Jaoude (RJ)

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sexta-feira, 8 de março de 2013 Jogos Sul-Americanos, Olimpíadas, Pan-Americano, Política esportiva | 19:27

O papel de Hugo Chavez no esporte da Venezuela

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O campeão olímpico Ruben Limardo, ouro na esgrima, cumprimenta Hugo Chavez no retorno da delegação da Venezuela de Londres

É indiscutível a importância do presidente venezuelano Hugo Chavez, que morreu última terça-feira, vítima de um câncer, na história da América Latina. Concorde-se ou não com sua ideologia política, é inegável a melhora na qualidade de vida da população carente venezuelana. Basta ver as fotos mostrando a multidão que acompanhou seu funeral e velório para se ter uma ideia de sua popularidade.

Mas Chavez também teve um papel fundamental na evolução do esporte olímpico da Venezuela. É visível o crescimento do país a partir do momento em que ele chegou ao poder, em 2002.  Com forte apoio estatal, especialmente em modalidades individuais, a Venezuela passou a deixar de ser conhecida apenas como o “país do beisebol” e começou a se destacar em outras modalidades. Ainda de forma tímida, é verdade, mas algo que não pode passar incógnito.

Para os Jogos de Londres 2012, por exemplo, o país investiu em sua preparação olímpica, segundo dados do Ministério do Esporte venezuelano, R$ 709 milhões, mais do que o Brasil investiu para a competição. Mesmo não mostrando o mesmo desempenho brasileiro em terras britânicas (foram 17 medalhas no total e três de ouro), a Venezuela conseguiu acabar com um jejum de 44 anos e conquistar sua segunda medalha de ouro na história, com Rubén Limardo, na esgrima. O outro ouro veio com Francisco Rodriguez, no boxe, nos Jogos da Cidade do México 1968.

Em outras competições poliesportivas, como Pan-Americanos e Sul-Americanos, o crescimento da Venezuela foi constante no período Chavez. Veja os números abaixo:

Jogos Sul-Americanos

Medalhas antes de Chavez assumir
Cuenca 1998 – 126 (50 ouro/ 47 prata/ 29 bronze)

Medalhas após Chavez assumir
Brasil 2002 – 231 (97 ouro/ 70 prata/ 64 bronze)
Buenos Aires 2006 – 278 (96 ouro/ 85 prata/ 97 bronze)
Medellín 2010 – 263 (89 ouro/ 77 prata/ 97 bronze)
No geral: 1191 (443 ouro/ 370 prata/ 378 bronze)

Jogos Pan-Americanos

Medalhas no último Pan antes de Chavez assumir
Winnipeg 1999 – 40 (7 ouro/ 16 prata/ 17 bronze) – 8º no geral

Medalhas após Chavez assumir
Santo Domingo 2003 – 64 (16 ouro/ 21 prata/ 27 bronze)
Rio de Janeiro 2007 – 70 (12 ouro/ 23 prata/ 35 bronze)
Guadalajara 2011 – 72 (12 ouro/ 27 prata/ 33 bronze)
No geral: 524 (85 ouro/ 182 prata/ 257 bronze)

Olimpíadas

Medalhas antes de Chavez assumir
Los Angeles 1984 – 3 (3 bronze)

Medalhas após Chavez assumir
Atenas 2004 – 2 (2 bronze)
Pequim 2008 – 1 (1 bronze)
Londres 2012 – 1 (1 ouro)
No geral: 12 (2 ouro/ 2 prata/8 bronze)

Mas o maior feito do período em que Hugo Chavez comandou a Venezuela não está propriamente no esporte de competição. Desde o ano passado, uma nova lei passou a assegurar o direito ao esporte na Constituição do país. Segundo esta lei, toda empresa com um  determinado faturamento tem que destinar 1% de seu lucro a um fundo de desenvolvimento do esporte. Além disso, torna obrigatória a realização das aulas de educação física nas escolas e estipula a eleição direta pelos dirigentes esportivos pelos próprios atletas.

Apenas para ficar neste último item, dá para ver que o Brasil esportivo tem o que aprender com a Venezuela de Hugo Chavez.

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