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Posts com a Tag Jogos de Inverno

segunda-feira, 7 de julho de 2014 Candidaturas, Jogos de Inverno, Olimpíadas | 13:23

Será que acabou o glamour olímpico?

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Nesta segunda-feira, o COI (Comitê Olímpico Internacional) anunciou em sua sede, na cidade suíça de Lausanne, as cidades que são candidatas a organizar as Olimpíadas de Inverno de 2022. E comprovando uma tese levantada pelo próprio blog no final de maio, parece que o glamour de organizar uma edição dos Jogos Olímpicos está bem longe de outros tempos. Somente TRÊS cidades irão concorrer na disputa, que definirá a vencedora no dia 31 de julho de 2015, durante a sessão da Assembleia Geral do COI, em Kuala Lumpur, na Malásia.

Integrantes das candidaturas de Pequim, Oslo e Almaty, após o anúncio para a corrida aos Jogos de Inverno de 2022

Integrantes das candidaturas de Pequim (China), Oslo (Noruega) e Almaty (Cazaquistão), após o anúncio para a corrida aos Jogos de Inverno de 2022

Estão na briga as cidades de Oslo (Noruega), Almaty (Cazaquistão) e Pequim (China), que acabaram sobrevivendo a uma lista inicial de seis candidatos para receber os Jogos de 2022. Em janeiro, Estocolmo decidiu retirar a candidatura, após o governo da Suécia não ter aprovado as garantias financeiras para organizar o evento. Depois, um referendo popular optou por dizer não ao sonho de Cracóvia, na Polônia, em receber o evento. Por fim, na última semana, foi a vez de Lviv, na Ucrânia, abrir mão de concorrer aos Jogos, em razão dos diversos problemas políticos e sociais pelos quais passam o país.

E mesmo entre as sobreviventes há quem veja de forma negativa a possibilidade de receber um mega-evento como as Olimpíadas de Inverno. Pesquisa realizada pela comissão de avaliação do COI disse que 36% da população de Oslo e de cidades próximas apoiam a candidatura, enquanto 50% se mostram contrários à possibilidade da cidade ser escolhida. Só a título de comparação, o índice de apoio às candidaturas de Pequim e |Almaty são, respectivamente, 77% e 66%.

Pelo visto, a conversa do tal “legado”, aliado ao fato dos custos altíssimos para organizar os Jogos, não anda comovendo os países mais desenvolvidos, restando somente ao chamado “bloco emergente mundial” embarcar na aventura olímpica. Custe (muito) o que custar.

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quarta-feira, 28 de maio de 2014 Candidaturas, Olimpíadas, Política esportiva | 23:24

Vale tanto a pena assim organizar as Olimpíadas?

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É claro que  o clima no Brasil já é de Copa do Mundo, nada mais natural que só se fale em futebol. Mas mudando rapidamente a pauta, nesta quinta-feira será alcançada uma destas marcas que fazem a alegria de todo jornalista, ainda mais quando aparece uma data redonda: neste 29/5/2014, faltarão exatamente 800 dias para a abertura das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

O prefeito de Nova York nem quis pensar em brigar para receber as Olimpíadas de 2024

O prefeito de Nova York nem quis pensar em brigar para receber as Olimpíadas de 2024

E enquanto a primeira edição dos Jogos realizada na América do Sul vai lutando contra o tempo e os atrasos nas obras – recebendo por conta disso seguidas críticas da comunidade esportiva internacional, é bom lembrar -, alguns fatos ocorridos recentemente em outros países servem de gancho para fazer uma reflexão sobre o quanto vale a pena organizar uma edição dos Jogos Olímpicos. Vamos aos tais fatos:

1) Nesta terça-feira (27), o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, descartou a possibilidade de a cidade levar adiante sua candidatura para organizar os Jogos de 2024. Após analisar os prós e contras, Blasio disse aos responsáveis pela possível candidatura que sua administração tem um número enorme de outras prioridades no momento;

2) Já nesta quarta (28), foi a vez de outra cidade americana, Filadélfia, abrir mão de concorrer a ser sede em 2024. Segundo o prefeito Michael Nutter, após estudos que demoraram um ano, ele chegou a concluisão que a cidade para concorrer aos Jogos. “Talvez no futuro”, afirmou;

3) Na segunda (26), foi a vez da polonesa Cracóvia dizer não para a possibilidade de brigar pela sede dos Jogos de Inverno de 2022. Neste caso, houve um plebiscito na cidade no qual 69,7% dos que compareceram às urnas se mostraram contrários à permanência na disputa, cujo vencedor sairá no segundo semestre de 2015;

4) Por falar em Olimpíadas de Inverno, em janeiro deste ano Estocolmo decidiu que não iria mais concorrer para receber os Jogos de 2022.   O governo sueco achou que nçao teria cabimento gastar rios de dinheiro para organizar a competição e eventuais prejuízos precisariam ser cobertos com dinheiro dos contribuintes;

5) Após sofrer a terceira derrota consecutiva, desta vez para Tóquio na briga pelos Jogos de 2020 – já havia sido preterida para 2012 e 2016 – a prefeita de Madri, Ana Botella, anunciou que não irá lançar candidatura para 2024. Para ela, a corrida olímpica já deu à cidades “todos os benefícios que poderíamos esperar”, afirmou.

Cinco cidades, algumas com mais apelo esportivo, outras em países com economias mais consolidadas, uma outra cujo país está saindo de uma grave crise econômica e ainda outra de um paíse em desenvolvimento e certamente com outras prioridades. Todas elas disseram NÃO aos Jogos Olímpicos.

É um caso para se pensar com muita atenção.

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terça-feira, 12 de novembro de 2013 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 15:06

‘Regras de Putin’ criam paranoia pré-olímpica para Sochi 2014

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Em Nova York, manifestantes realizaram protesto contra Putin, durante evento que marcava os 100 dias para Sochi 2014

Em Nova York, manifestantes protestaram contra Putin em evento que marcava os 100 dias para Sochi 2014

Ainda faltam 115 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, mas existe uma clara paranoia a respeito do que esperar na cidade russa a partir de 7 de março do ano que vem. Não em relação às competições propriamente ditas, mas ao clima de liberdade individual que atletas, torcedores e jornalistas terão (ou não) por lá. Muito por causa da forma exageradamente firme com a qual Vladimir Putin comanda o país.

Em seu quarto mandato como presidente russo, Putin está muito longe do que podemos considerar como uma pessoa com ideais democráticos. Para início de conversa, foi chefe dos órgãos de espionagem soviético (KGB) e russo (FSB).Além disso, defende uma rígida postura contra os rebeldes da Chechênia, que pede sua independência da Rússia, além de tentar resgatar um sentimento de nacionalismo que era muito comum durante a extinta União Soviética.

Mas o que isso tem a ver com as Olimpíadas de Inverno de 2014? Tudo, oras.

Para começo de conversa, existe na Rússia uma lei “anti-gay”. Ela foi aprovada em junho último, por unanimidade no parlamento russo, e em resumo permite ao governo multar e prender pessoas acusadas de espalhar propaganda de manifestações sexuais não tradicionais entre menores, além de banir no país eventos a respeito da causa gay pelos próximos 100 anos.

Pois o parlamento russo decidiu manter a lei em vigor mesmo durante a disputa dos Jogos de Sochi, sob alegação de que seria impossível suspendê-la durante a realização das Olimpíadas. A decisão foi anunciada às vésperas do Mundial de Atletismo em Moscou e obviamente causou polêmica.

Primeiro, foi o beijo protagonizado por duas atletas russas comemorando a medalha de ouro no revezamento 4 x 400 m, que causou extremo embaraço, a ponto das duas terem que se explicar e dizerem que não são gays.

Depois, para colocar lenha na fogueira, ninguém mesmo do que a supercampeã do salto com vara Elena Isinbayeva, que não fez a menor cerimônia em disfarçar o apoio à lei de Putin. “Se permitirmos promover e fazer essas coisas [apoio ao movimento gay] nas nossas ruas, ficaremos com medo de nosso próprio país”, disse a musa. Um dia depois, ela deu entrevista dizendo que se atrapalhou com o inglês e que não era contra os gays.

Depois de dizer que não iria tolerar protestos contra a lei anti-gay durante os Jogos de Sochi, Putin resolveu dar um passo atrás. Em um encontro com o novo presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomar Bach, no final de outubro, o presidente russo prometeu que todas as pessoas serão bem-vindas a Sochi, independentemente da orientação sexual.

Mas o último capítulo da paranoia contra a liberdade individual durante os Jogos de Sochi ocorreu nesta segunda-feira. Um suposto relatório assinado pelo chefe da agência estatal de comunicação russa “R-Sport” dizia que tanto jornalistas quanto atletas seriam proibidos de usar redes sociais (Twitter, Facebook, Instagram etc) durante a realização dos Jogos. O texto do suposto relatório dizia inclusive que a proibição incluiria o uso de tablets e smatphones.

Na verdade, tudo não passou de um alarme falso. A própria agência divulgou uma nota nesta terá-feira desmentindo a informação e lembrando que o próprio COI estimula o uso das redes sociais, tanto entre atletas (leia mais aqui) como entre os jornalistas.

Ou seja, se já está assim agora, pode ter certeza que estará bem pior em março de 2014.

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013 Almanaque, Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Vídeos | 18:58

Tocha olímpica dos Jogos de Inverno 2014 será acesa domingo

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Pdestal com a chama olímpica, localizado na cidade de Olympia, na Grécia

Pedstal com a chama olímpica, localizado na cidade de Olympia, na Grécia. Neste domingo, será a vez das Olimpíadas de Inverno

O primeiro evento oficial das Olimpíadas de Inverno de 2014, que serão realizadas na cidade de Sochi, na Rússia, acontece neste domingo. Em cerimônia marcada para a cidade de Olympia, na Grécia, a tocha olímpica será acesa e iniciará sua trajetória até a Rússia, onde o revezamento oficial da tocha olímpica em terrítório russo, no dia 5 de outubro, iniciando sua viagem no dia 6. O final da jornada está previsto para o dia 7 de fevereiro de 2014, quando a tocha entrará no Estádio Fisht, em Sochi, no dia da cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno.

O site oficial de Sochi 2014 promete transmitir ao vivo a cerimônia neste domingo. Clique aqui para acompanhar.

O COI (Comitê Olímpico Internacional) preparou um vídeo especial que conta um pouco da história dos revezamentos da tocha olímpica dos Jogos de Inverno. Embora seja uma competição sem muito apelo para o público brasileiro, sempre traz belas imagens. Veja e curta:

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sábado, 7 de setembro de 2013 Candidaturas, Olimpíadas, Política esportiva | 18:13

Tóquio 2020, uma escolha lógica e segura

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Jacques Rogge, exibe o cartaz mostrando a vitório de Tóquio para os Jogos de 2020

Minutos antes do presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Jacques Rogge, abrir o envelope e anunciar a cidade de Tóquio como a grande vencedora na disputa pela sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2020, escrevi no Twitter: “Só pelo clipe, Tóquio merecia vencer”.

Estava declaradamente torcendo pela candidatura japonesa (inclusive foi a minha aposta no post anterior), por vários motivos: por ser Tóquio uma cidade sensacional, com uma atmosfera única, por sua cultura e até mesmo por uma questão sentimental. Há dois anos, o país foi devastado por um tsunami monstuoso, exibido ao vivo pelos canais de notícia, na madrugada daquele fatídico 11 de março de 2011. Não há como ficar imune diante das cenas de destruição.

Ao analisar cada candidatura, não há como não ver vantagens na escolha de Tóquio. E foi uma barbada. Na primeira rodada de votação, quando Madri foi eliminada, a capital japonesa teve 42 vontos, contra 26 de Isatambul e Madri (no desempate, os turcos ganharam por 49 a 45). Na rodada final, foi um massacre: 60 votos a Tóquio e 36 para Istambul.

Tóquio já mostra há anos competência em organizar grandes competições. Há uma tremenda valorização da cultura esportiva no povo japonês. Inclusive já realizou a edição dos Jogos Olímpicos de 1964, apenas 19 anos depois de ter sido praticamente destruído durante a 2ª Guerra Mundial, inclusive com duas bombas atômicas caindo em seu território. O Japão já organizou também duas Olimpíadas de inverno, em Sapporo 1972 e Nagano 1998, uma Copa do Mundo (em parceria com a Coreia do Sul, em 2002) e várias edições do Mundial de clubes da Fifa.

A vitória de Tóquio sinaliza, por fim, sinaliza que o COI não quis apostar numa grande novidade, como o fez com o Rio para 2016. Entre escolher uma candidatura de um país com muito a fazer em sua infraestrutura e arenas, além de estar no meio do furacão de um caldeirão geopolítico, como é o caso de Istambul, os cartolas do COI preferiam apostar em quem já está sua estrutura de transportes pronta e um plano seguro em suas arenas esportivas.

Como brincaram nas redes sociais, alguém deveria dar uma ideia ao COI e deixar os Jogos de 2016 para os japoneses e os de 2020 para o Rio de Janeiro. Galhofa à parte, como duvidar de um povo que um mês depois de um terremoto e tsunami, já conseguia reconstruir suas estradas e cidades?

Parabéns, Tóquio!

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sexta-feira, 16 de agosto de 2013 Com a palavra, Ídolos, Mundiais, Musas, Olimpíadas | 12:22

Isinbayeva perdeu uma grande chance de ficar calada

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Elena Isinbayeva se emociona ao receber sua medalha de ouro. Depois, declarações polêmicas

Muita atenção para as duas frases que serão destacadas abaixo:

“Se permitirmos promover e fazer esas coisas [apoio ao movimento gay] nas nossas ruas, ficaremos com medo de nosso próprio país. Nós nos consideramos pessoas normais, homens com mulheres e mulheres com homens”

“Quero deixar claro que respeito o ponto de vista de meus companheiros atletas e quero ressaltar de maneira contundente que sou contra a qualquer discriminação contra os gays por causa de sua sexualidade”

A russa Elena Ysinbayeva pertence a uma classe especial de atletas, aqueles que estão fora do padrão normal, são gênios em suas especialidades. A conquista da medalha de ouro (a terceira) no Mundial de Moscou na última terça-feira é uma prova disso. Ainda por cima, trata-se da única mulher a ter saltado acima dos cinco metros no salto com vara. Não duvido que após a pausa para ter um filho ela possa voltar à velha forma e conquistar o ouro nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

Mas Isinbayeva também mostra uma faceta muito comum aos atletas, independentemente do seu país de origem: uma posição extremamente conservadora diante de determinadas situações e uma absurda falta de habilidade com as palavras. As duas declarações, dadas em um intervalo de apenas 24 horas, demonstram isso. E  nem mesmo a desculpa esfarrapada da falta de habilidade com o inglês dá para levar a sério.

Por mais que se fale na questão da soberania de um país, Isinbayeva defende abertamente uma lei retrógrada e discriminatória como a que foi aprovada pelo governo da Rússia. Uma lei que se levada ao pé da letra, pode levar até mesmo à prisão de atletas estrangeiros que irão competir nas Olimpíadas de inverno de 2014, na cidade russa de Sochi. E por se tratar de um ícone do esporte mundial, o mínimo que poderia se esperar dela neste caso seria o bom senso.

Nessa, Isinbayeva demonstrou ter a mesma agilidade de um elefante numa loja de cristais.

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segunda-feira, 7 de março de 2011 Olimpíadas, Pan-Americano | 18:08

Mascotes olímpicos encantam, mas também dão lucro

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O Urso Polar, o Leopardo e a Lebre: os eleitos para os Jogos de Inverno de 2014

Na última semana, os organizadores dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi (Rus), anunciaram quais serão os mascotes do evento, marcado para acontecer entre os dias 7 e 23 de fevereiro de 2014. E na falta de um, foram lançados logo três: a Lebre, o Urso Polar e o Leopardo, escolhidos durante um programa de TV russa. Nada mal para quem, pouco mais de 30 anos atrás, ainda como União Soviética, organizou as Olimpíadas de Moscou, em 1980,  tornando inesquecível a imagem do mascote daqueles Jogos, o urso Misha.

Na verdade, a figura do mascote nos Jogos Olímpicos é algo relativamente recente. O primeiro mascote olímpico apareceu nos Jogos de Inverno de 1968, em Grenoble, na França. Nos Jogos de Verão, o primeiro mascote foi o cachorrinho Waldi, nos Jogos de Munique-1972. De lá para cá, foram mais 33 personagens escolhidos para representar a cultura do país anfitrião. Nos últimos anos, outra função (talvez a mais importante) tem sido atribuída aos mascotes olímpicos: dar lucro, muito lucro aos organizadores.

Wenlock, o estranho mascote das Olimpíadas de Londres-12

Graças ao marketing agressivo, são feitos dezenas de produtos licenciados com as imagens dos mascotes. E turista que vai a uma edição de Jogos Olímpicos não volta para casa sem trazer ao menos um chaveirinho que tenha a imagem do mascote daquela competição. Nas Olimpíadas de Londres, no ano que vem, um simples bonequinho do esquisito Wenlock, com 80cm de altura, sai por 150 libras, cerca de R$ 402,00 em valores de hoje. Uma versão mais modesta do mascote, com 30cm de altura, sai mais barato, 20 libras (ou cerca de R$ 54,oo).

Por isso, na visão dos organizadores, não importa se o mascote é engraçadinho ou não: se o personagem cair no gosto do público, vai vender muito. E os c0fres olímpicos vão encher na mesma proporção.

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