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Posts com a Tag Jogos de 2022

sábado, 15 de novembro de 2014 Imprensa, Jogos de Inverno, Olimpíadas | 09:00

COI deve anunciar pacotão das Olimpíadas nesta terça

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Thomas Bach deve anunciar importantes mudanças no movimento olímpico na próxima terça-feira

Thomas Bach deve anunciar mudanças para as próximas Olimpíadas nesta terça-feira

Ao que tudo indica, a próxima terça-feira tem tudo para ser um dia que entrará na história do movimento olímpico. Conforme o blog já havia antecipado no final de outubro, neste dia 18 de novembro o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, deverá anunciar um “pacotão” de medidas que visam modernizar e até mesmo salvar as Olimpíadas de se tornarem um grande mico para a entidade.  O dirigente deverá anunciar pelo menos 40 recomendações em cerimônia prevista para ocorrer no Museu Olímpico, em Lausane (SUI), que se aprovadas na Assembleia Geral do COI, em dezembro, representarão as mais significativas mudanças nas Olimpíadas em décadas.

Segundo informa a agência Reuters, Bach pretende sugerir principalmente mudanças que alcancem o processo de candidaturas das cidades para receberem os Jogos Olímpicos, atualmente com custos cada vez mais elevados. A ideia do COI seria tornar o processo mais barato e mais adaptável às necessidades das cidades. Ainda causa preocupação entre os cartolas olímpicos a desistência praticamente em massa das cidades interessadas em concorrer à sede das Olimpíadas de inverno de 2022. Das seis que iniciaram a corrida eleitoral, apenas Pequim, na China, e Almaty, no Cazaquistão, seguem na disputa. Há 40 anos o COI não via tão poucos interessados em sediar uma de suas edições dos Jogos, seja de inverno ou de verão.

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“Com relação ao processo de candidatura, o propósito das recomendações é tornar o procedimento em um convite para discussões e parcerias com o COI em vez de apenas ser uma candidatura a uma concorrência”, disse Bach a jornalistas, dias atrás. Ele também pretende que as mudanças facilitem a entrada de novos esportes no programa esportivo, uma medida que para o COI poderá ser vital para atrair novos torcedores (e de quebra aumentando o mercado consumidor para seus diversos patrocinadores). Por isso, uma das propostas é a da implantação de um canal de TV do próprio COI, no qual a entidade poderia “apresentar sua experiência olímpica” anualmente e não a cada edição dos Jogos.

Nenhuma das mudanças que serão votadas na próxima Assembleia Geral do COI, em Montecarlo, no mês de dezembro, serão aplicadas aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Em compensação, mudanças poderão ocorrer nas Olimpíadas de 2020, na cidade de Tóquio, entre elas a entrada de novas modalidades que sejam populares entre os japoneses, como o beisebol e o softbol.

 

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sexta-feira, 3 de outubro de 2014 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 22:45

O bom senso da Noruega e a ira do COI

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Fogos de artifício enfeitam o céu de Sochi, durante a cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno deste ano

Fogos de artifício enfeitam o céu de Sochi, durante a abertura dos Jogos de Inverno deste ano

Não fosse a Suíça um país conhecido por sua famosa postura de neutralidade em conflitos internacionais, já se estaria  iniciando a partir de Lausanne, na sede do COI (Comitê Olímpico Internacional), um movimento para invadir a Noruega. O motivo que vem despertando tanta revolta nos corredores da entidade que comanda o esporte olímpico mundial foi a decisão da capital norueguesa Oslo em abrir mão da candidatura para receber os Jogos de Inverno de 2022.

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A desistência foi confirmada nesta última quarta-feira (1º), após o parlamento norueguês negar as garantias econômicas necessárias para prosseguir na corrida olímpica. Os políticos também contavam com uma pesquisa que apontava 55 % de contrariedade da população de Oslo para receber o mega-evento. Com isso, somente duas cidades seguem na briga pela sede olímpica: Almaty, no Cazaquistão, e Pequim, na China.

Só para refrescar a memória, Cracóvia (Polônia), Estocolmo (Suécia) e Lviv (Ucrânia) já tinha também pulado do barco olímpico para 2022 bem antes. Há muitos anos – mais precisamente desde 1974, quando Moscou e Los Angeles brigaram sozinhas pela condição de receber as Olimpíadas de verão de 1980 – que o COI não via tamanha falta de concorrência para escolher as sedes de seus Jogos.

O motivo é muito simples: a brincadeira ficou cara demais!

Os custos dos Jogos de Sochi 2014 foram assustadores, nada menos do que US$ 51 bilhões. Por mais que o COI argumente que a maior parte deste investimento tenha sido em infra-estrutura que a cidade teria que gastar de qualquer maneira, os números das planilhas de gastos olímpicos dos países-sedes nos últimos anos só aumentam. E para evitar que esse sonho olímpico se transformasse num pesadelo de dívidas, a Noruega decidiu abrir mão da candidatura.

O COI não perdoou a desistência. “Esta é uma oportunidade perdida para a cidade de Oslo e para todo o povo da Noruega que são conhecidos em todo o mundo por ser grandes fãs de esportes de inverno. E é sobretudo uma oportunidade perdida para os atletas noruegueses que não serão capaz de alcançar novos patamares olímpicos em seu país natal”, disse a entidade, em comunicado.

Mas é bem capaz que a decisão dos políticos noruegueses também tenha sido estimulada por uma “pequena” lista de exigências do COI, caso Oslo fosse a escolhida, em um documento de 7.000 páginas, revelado pelo jornal VG. Algumas são surreais:

1) Os principais dirigentes do COI deverão ser recebidos pelo rei da Noruega, em recepção paga pelo governo antes da cerimônia de abertura dos Jogos;

2) O presidente do COI, Thomaz Bach, deverá ser recebido em cerimônia na pista do aeroporto e que os principais membros do COI passem pela alfândega em um portão especial;

3) Uma pista especial nas estradas e ruas deverá ser reservada para que os membros do COI possam se deslocar de carro em Oslo durante os Jogos Olímpicos;

4) Todos os dirigentes do COI deverão receber um telefone celular da marca Samsung (patrocinadora do COI), com uma assinatura de uma companhia telefônica norueguesa;

5) Os organizadores deverão assumir as despesas de carros e motoristas para todos os integrantes do comitê executivo do COI durante o período dos Jogos.

Sorto do povo norueguês que o bom senso ainda prevalece entre algumas de suas lideranças políticas…

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segunda-feira, 7 de julho de 2014 Candidaturas, Jogos de Inverno, Olimpíadas | 13:23

Será que acabou o glamour olímpico?

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Nesta segunda-feira, o COI (Comitê Olímpico Internacional) anunciou em sua sede, na cidade suíça de Lausanne, as cidades que são candidatas a organizar as Olimpíadas de Inverno de 2022. E comprovando uma tese levantada pelo próprio blog no final de maio, parece que o glamour de organizar uma edição dos Jogos Olímpicos está bem longe de outros tempos. Somente TRÊS cidades irão concorrer na disputa, que definirá a vencedora no dia 31 de julho de 2015, durante a sessão da Assembleia Geral do COI, em Kuala Lumpur, na Malásia.

Integrantes das candidaturas de Pequim, Oslo e Almaty, após o anúncio para a corrida aos Jogos de Inverno de 2022

Integrantes das candidaturas de Pequim (China), Oslo (Noruega) e Almaty (Cazaquistão), após o anúncio para a corrida aos Jogos de Inverno de 2022

Estão na briga as cidades de Oslo (Noruega), Almaty (Cazaquistão) e Pequim (China), que acabaram sobrevivendo a uma lista inicial de seis candidatos para receber os Jogos de 2022. Em janeiro, Estocolmo decidiu retirar a candidatura, após o governo da Suécia não ter aprovado as garantias financeiras para organizar o evento. Depois, um referendo popular optou por dizer não ao sonho de Cracóvia, na Polônia, em receber o evento. Por fim, na última semana, foi a vez de Lviv, na Ucrânia, abrir mão de concorrer aos Jogos, em razão dos diversos problemas políticos e sociais pelos quais passam o país.

E mesmo entre as sobreviventes há quem veja de forma negativa a possibilidade de receber um mega-evento como as Olimpíadas de Inverno. Pesquisa realizada pela comissão de avaliação do COI disse que 36% da população de Oslo e de cidades próximas apoiam a candidatura, enquanto 50% se mostram contrários à possibilidade da cidade ser escolhida. Só a título de comparação, o índice de apoio às candidaturas de Pequim e |Almaty são, respectivamente, 77% e 66%.

Pelo visto, a conversa do tal “legado”, aliado ao fato dos custos altíssimos para organizar os Jogos, não anda comovendo os países mais desenvolvidos, restando somente ao chamado “bloco emergente mundial” embarcar na aventura olímpica. Custe (muito) o que custar.

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quarta-feira, 28 de maio de 2014 Candidaturas, Olimpíadas, Política esportiva | 23:24

Vale tanto a pena assim organizar as Olimpíadas?

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É claro que  o clima no Brasil já é de Copa do Mundo, nada mais natural que só se fale em futebol. Mas mudando rapidamente a pauta, nesta quinta-feira será alcançada uma destas marcas que fazem a alegria de todo jornalista, ainda mais quando aparece uma data redonda: neste 29/5/2014, faltarão exatamente 800 dias para a abertura das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

O prefeito de Nova York nem quis pensar em brigar para receber as Olimpíadas de 2024

O prefeito de Nova York nem quis pensar em brigar para receber as Olimpíadas de 2024

E enquanto a primeira edição dos Jogos realizada na América do Sul vai lutando contra o tempo e os atrasos nas obras – recebendo por conta disso seguidas críticas da comunidade esportiva internacional, é bom lembrar -, alguns fatos ocorridos recentemente em outros países servem de gancho para fazer uma reflexão sobre o quanto vale a pena organizar uma edição dos Jogos Olímpicos. Vamos aos tais fatos:

1) Nesta terça-feira (27), o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, descartou a possibilidade de a cidade levar adiante sua candidatura para organizar os Jogos de 2024. Após analisar os prós e contras, Blasio disse aos responsáveis pela possível candidatura que sua administração tem um número enorme de outras prioridades no momento;

2) Já nesta quarta (28), foi a vez de outra cidade americana, Filadélfia, abrir mão de concorrer a ser sede em 2024. Segundo o prefeito Michael Nutter, após estudos que demoraram um ano, ele chegou a concluisão que a cidade para concorrer aos Jogos. “Talvez no futuro”, afirmou;

3) Na segunda (26), foi a vez da polonesa Cracóvia dizer não para a possibilidade de brigar pela sede dos Jogos de Inverno de 2022. Neste caso, houve um plebiscito na cidade no qual 69,7% dos que compareceram às urnas se mostraram contrários à permanência na disputa, cujo vencedor sairá no segundo semestre de 2015;

4) Por falar em Olimpíadas de Inverno, em janeiro deste ano Estocolmo decidiu que não iria mais concorrer para receber os Jogos de 2022.   O governo sueco achou que nçao teria cabimento gastar rios de dinheiro para organizar a competição e eventuais prejuízos precisariam ser cobertos com dinheiro dos contribuintes;

5) Após sofrer a terceira derrota consecutiva, desta vez para Tóquio na briga pelos Jogos de 2020 – já havia sido preterida para 2012 e 2016 – a prefeita de Madri, Ana Botella, anunciou que não irá lançar candidatura para 2024. Para ela, a corrida olímpica já deu à cidades “todos os benefícios que poderíamos esperar”, afirmou.

Cinco cidades, algumas com mais apelo esportivo, outras em países com economias mais consolidadas, uma outra cujo país está saindo de uma grave crise econômica e ainda outra de um paíse em desenvolvimento e certamente com outras prioridades. Todas elas disseram NÃO aos Jogos Olímpicos.

É um caso para se pensar com muita atenção.

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