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segunda-feira, 30 de setembro de 2013 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:01

Os 25 anos da primeira grande glória do judô brasileiro

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Aurélio Miguel comemora a conquista da medalha de ouro nas Olímpíadas de Seul

Aurélio Miguel comemora a medalha de ouro nas Olímpíadas de Seul, ao derrotar o alemão Marc Meiling

Bom, sejamos justos, tudo começou de fato lá no distante 1972, com o japonês naturalizado brasileiro Chiaki Ishii ganhando a primeira medalha nos Jogos de Munique, um bronze, na categoria até 93 kg. Depois de 12 anos, Douglas Vieira (prata), Walter Carmona e Luiz Onmura (ambos bronze) voltaram a subir no pódio, numa brilhante participação do país nos Jogos de Los Angeles.

Mas a primeira grande glória só veio há exatos 25 anos, mais precisamente num 30 de setembro de 1988. Para encerrar o mês de setembro em grande estilo, o blog relembra o aniversário da primeira medalha de ouro do judô brasileiro, que veio com Aurélio Miguel, na categoria até 95 kg (meio-pesado), nas Olimpíadas de Seul, derrotando na final o alemão Marc Meiling de maneira incontestável.

Veja também: A maior vergonha da história das Olimpíadas

Uma medalha que veio com quatro anos de atraso, é bom lembrar, pois já se esperava que Aurélio participasse em Los Angeles, mas uma briga com o então presidente da CBJ (Confederação Brasileira de Judô), Joaquim Mamede (sempre ele), acabou adiando a conquista. Em seu lugar, acabou sendo convocado Douglas Vieira, que faturou a prata na ocasião.

Aurélio ainda participaria de mais dois Jogos, em Barcelona 92 (quando teve sua participação confirmada apenas meses antes, após novo embate com a CBJ) e em Atlanta 1996, ocasião em que levou o bronze. Mas é inegável que a conquista de Aurélio Miguel, há 25 anos, abriu o caminho para tornar o judô, com suas 19 medalhas, em um dos pilares do esporte olímpico brasileiro.

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quarta-feira, 4 de abril de 2012 Imprensa, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:39

Tiago Camilo e Luciano Corrêa vão a Londres. Foi justo?

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Tiago Camilo terá seu nome confirmado pela CBJ na equipe que vai a Londres

No jargão jornalístico, “furar a concorrência” é o ponto alto de um dia de trabalho, quando você consegue uma informação exclusiva e importante. Pois imagino que para o competente colega Rodrigo Farah, do iG, esta quarta-feira tenha sido um destes dias marcantes, graças ao “furo” que ele publicou, contando que a seleção brasileira de judô nas Olimpíadas de Londres 2012 está fechada, com a definição das duas dúvidas que restavam, que eram as presenças de Tiago Camilo (peso médio) e Luciano Corrêa (meio pesado).

A CBJ (Confederação Brasileira de Judô) só deverá oficializar a lista dos convocados no final de maio, quando será fechado o ranking mundial da IJF (Federação Internacional de Judô). Pela classificação da entidade, seriam os titulares da seleção Hugo Pessanha (médio) e Leonardo Leite (meio pesado), que no entanto terão pontos obtidos em 2011 descartados, a exemplo do que ocorre no ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais).

Bem, neste ponto eu quero convidar o(a) amigo(a) que acompanha este blog a fazer uma reflexão: a despeito de toda a qualidade e competência indiscutíveis de Camilo e Corrêa, será que foi o critério mais justo usar o ranking da IJF?  Não seria mais justo levar Pessanha e Leite?

Como disse, não estou colocando aqui em questão a competência e até a maior experiência dos dois judocas selecionados. Até porque Tiago Camilo tem simplesmente duas medalhas olímpicas (prata em Sydney 2000 e bronze em Pequim 2008), enquanto Luciano Corrêa foi ouro no Mundial de judô de 2007, no Rio. Mas até pela posição do ranking, os dois preteridos passam por uma fase melhor.

Se o ranking da IJF acaba premiando a regularidade, fico pensando se não deveria ser levado em conta o momento que cada judoca está vivendo. E vale lembrar que não há um consenso 100%  entre os atletas brasileiros que este seja o melhor critério para definir a equipe olímpica. Outros países (a China por exemplo) não utilizam o ranking da IJF para definir sua seleção.

De qualquer forma, polêmico ou não, o critério de escolha da CBJ para definir a equipe que irá a Londres 2012 é pelo menos 1.000.000 de vezes melhor do que existia na época em que esta modalidade foi comandada por Joaquim Mamede, talvez o maior ditador que já existiu no esporte brasileiro. Os mais novos talvez não saibam, mas Mamede, que comandava a CBJ com mão de ferro, era capaz de deixar de fora um atleta mais talentoso, por pura picuinha pessoal. Aurélio Miguel que o diga.

Portanto, mesmo sendo um critério discutível, é inegável que o judô brasileiro esteja enviado a Londres uma equipe muito forte, talvez a melhor de todos os tempos, com potencial para voltar ao Brasil carregada de medalhas.

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